História Closer - Capítulo 5


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Categorias 5 Seconds Of Summer, Ed Sheeran, McFly, One Direction, Shawn Mendes, Taylor Swift
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Dougie Poynter, Ed Sheeran, Harry Styles, Louis Tomlinson, Luke Hemmings, Michael Clifford, Niall Horan, Personagens Originais, Shawn Mendes, Taylor Swift, Zayn Malik
Tags Larry, Muke
Exibições 39
Palavras 2.492
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Date


Fanfic / Fanfiction Closer - Capítulo 5 - Date

– Não devia estar com o seu tutor? – o sotaque canadense de Shawn invadiu meus sentidos, o que me fez sobressaltar e olhar pra cima confusa.

Eu vinha faltando as aulas por duas semanas desde o incidente no pub.

– Não devia estar em aula?

– Touché. – sentou-se então do meu lado na árvore. – Só achei que nunca ia te ver faltando uma "aula".

– Digo o mesmo sobre você.

– Não era importante.

– Não era importante. – repeti, ele sorriu.

– Bom... Já se preparando pra segunda fase?

– Uhum... – tirei os óculos e cocei os olhos antes de bocejar. – Física é tão chato.

– Concordo. Biologia também.

– Biologia é legal... – mordi o lábio. – Só estou meio... Superaquecida? E eu acho que vou ficar em Giuliart no Natal, acabar estudando mais.

– Por que não vai pra casa? Natal é tempo de se passar com a família, não enfornada num quarto comendo livros. – ri ironicamente, o moreno acariciava meus cabelos.

– Você não entenderia. – senti uma vontade repentina de deitar a cabeça em seu ombro, então o fiz. – Mas e você? Vai pegar um avião pro Canadá?

– Minha mãe mora em Londres pra falar a verdade. Moramos lá desde que eu tinha uns... 15?

– Oh, eu também sou de Londres. Poderíamos marcar de fazer alguma coisa nas férias! – falei estranhamente animada, o canadense sorriu.

– É uma ótima ideia, Ally.

– Ally! – ouvi uma voz masculina me chamando, virei-me pra um moreno que tinha um sorriso no rosto.

– Oi, Zayn. – ele franziu o cenho pra Shawn.

– Seu namorado?

– Não, não! – não pude deixar de rir da ideia. – Meu amigo, por que?

– Ah, eu... Pode vir aqui? – assenti antes de virar pra Shawn.

– Eu não demoro. – levantei-me, dei uns tapinhas de leve para espantar qualquer grama que poderia ter ficado presa à minha calça jeans e pus o óculos no rosto antes de seguir Zayn até o interior do bloco F, aonde ficavam as faculdades de exatas.

– Então, Ally... Você quer sair comigo esse fim de semana?

– Não vai passar as festas em casa?

– Minha família é muçulmana então não comemoramos o Natal, pra falar a verdade.

– Oh, entendi...

– Bom, sábado às 21? – eu passei um tempo refletindo sobre aquilo.

Tinha muito o que estudar mas a prova seria realizada em maio, então não tinha lá tanta pressa. Além do mais, Zayn parecia ser um cara legal e qual era o problema de me divertir com um amigo?

– Eu moro no bloco 8, te esperarei lá no hall então.

...

Usava um casaco por cima de um moletom e uma blusa de botões cinza, a calça era de moletom e meias de lã por dentro de botas. Havia caído neve no dia anterior e eu já andava com dificuldade pelo campus, já que meu pé escorregava na camada de gelo.

Eu odiava neve, sempre me deixava morrendo de frio e parecendo uma vampira já que minha pele normalmente branca ficava 20 vezes mais pálida.

Pra não parecer tanto uma morta-viva, havia passado maquiagem por debaixo dos olhos, coloquei então o celular no bolso e um dinheiro em uma bolsa de lado antes de deixar o quarto, a chave na bolsa.

Desci as escadas e vi Zayn. Ele usava uma jaqueta de couro e luvas, não parecia tão afetado com o frio. Sorriu pra mim e eu retribui o sorriso antes de ajeitar os óculos que já quase caíam.

– Vamos num lugar tranquilo pra trocar uma idéia, que acha?

– Acho bom, não gosto de lugares muito movimentados, pra falar a verdade. – ele riu.

– Eu percebi levando em consideração a cara que você estava na noite em que nos conhecemos. – revirei os olhos de brincadeira, não ficando realmente ofendida com seu comentário.

– Você tem carro ou dividimos o táxi?

– Mulher não paga em encontros comigo não! Vamos no meu carro. – engoli em seco. Encontro?!

– A-Ah... Okay... – como falá-lo que aquilo não era um encontro sem soar rude?

Não é que Zayn não fosse bonito, mas eu mal o conhecia! E... Nunca havia ido em um encontro antes, aquilo era estranho demais!

Ele abriu a porta do passageiro e eu entrei, apressou-se pra ir até o motorista, pus o cinto de segurança enquanto o moreno ligava o motor do carro.

– Então... Mora perto da escola?

– Três horas de carro.

– Entendi... – comecei a tamborilar meus dedos em minha coxa, lembrando-me de uma música que havia ficado presa em minha cabeça e que eu até estava começando a gostar. – É muito longe? O lugar que estamos indo?

– Não muito, relaxa. – deixei minha bolsa no chão do carro, tirei meu casaco e o moletom quando o aquecedor começou a fazer efeito.

Encostei-me no vidro e fiquei encarando o céu, um pouco incomodada com o silêncio desconfortável.

– Bom... Como é sua faculdade?

– É legal. – ele disse simplesmente. Mordi o lábio, provavelmente não estava pra conversar.

Paramos em um posto de gasolina.

– Espera um pouco aqui no carro, eu já volto. – ele desceu lá e entrou numa loja de conveniências, me deixando só. Olhei ao redor, provavelmente éramos as únicas almas vivas naquele lugar que estava bem assustador.

Zayn saiu então carregando umas sacolas.

– O que comprou?

– Coisas que vamos precisar hoje. – falou antes de largar as sacolas de plástico nos meus pés.

– Ah... – disse pro fim, sem realmente entender.

– Quer doce? – ele perguntou me estendendo uma barra de chocolate.

– Sim, obrigada. – abri vagarosamente e dei uma dentada, o moreno se ocupou em abrir uma garrafa de whisky que havia comprado e beber do gargalo, o que me fez fazer uma careta. – Zayn, você está dirigindo, não devia beber. – ele deu uma risada fraca.

– Você é sempre tão certinha assim ou é só comigo? – suspirei sentindo minhas bochechas queimarem.

– Desculpa, eu paro... – olhei pros meus pés envergonhada.

– Não precisa se desculpar, isso é fofo. – ele apertou minha bochecha e eu consegui dar um sorriso de leve.

Zayn deu mais alguns goles antes de voltar a dirigir, então alternava em beber e prestar atenção na estrada.

Eu estava começando a ficar preocupada, mas tentava me convencer de que ele provavelmente estava acostumado a dirigir embriagado, se não não teria me colocado lá.

Eu não sabia muito sobre pessoas bêbadas, não sabia nem dizer se ele estava bêbado mesmo estando quase na metade da garrafa de whisky. Sabia que a glicose ajudava, bloqueava o efeito do álcool de algum jeito, sabia também que a substância bloqueava o ADH, um hormônio que ajudava a economizar água com a urina, então pessoas que bebiam demais ficavam desidratas por não aproveitar água e urinar muito.

Mas eu tentava não pensar em biologia naquela hora, tentava não pensar nos efeitos do álcool no cérebro, tentava aproveitar a noite.

Saíamos da cidade e entrávamos em uma área rural naquela hora. Eu novamente falei pra mim mesma pra não me preocupar.

Mas foi depois de uma freada brusca que percebi que sim, deveria me preocupar, já que Zayn agora parecia sair da estrada.

Mexi então nas sacolas que ele havia trazido que estavam nos meus pés, atrás de algum doce. Ele parou o carro.

– Você precisa de glicose. – falei sem nem olhar pra ele, consegui tirar uma coisa que achei ser uma bala de dentro da sacola.

Mas não era.

Engoli em seco sentindo meu corpo tremer dos pés à cabeça. Ele havia dito "coisas que vamos precisar hoje" e eu segurava um pacote de camisinha.

– Sim, eu preciso. – puxou-me pra perto de si, seus lábios atacaram meu pescoço.

O empurrei na mesma hora e tentei sair do veículo, a porta estava trancada.

– Você entendeu errado! Tudo errado! Eu achei que íamos sair como amigos! – falei rapidamente.

– Shh! Você fala demais... – Zayn tinha um hálito horrível de álcool, segurou meus braços com uma das mãos antes de voltar com os beijos no pescoço, sua outra mão abria os primeiros botões da minha blusa e eu me debatia.

– Para com isso! Por favor, me solta! – gritava com desespero enquanto minhas lágrimas caíam. Ele sorriu pra mim como se se divertisse com a cena, então colocou a mão por dentro da minha calça.

Nessa hora consegui soltar meus braços e o empurrei com força, destranquei a porta e saí em disparada no meio da neve, tropeçando vez ou outra e me amaldiçoando por não conseguir nem correr direito.

Meu corpo tremia tanto pelo que havia acontecido quanto pelo frio que a neve me causava e que se acentuava cada vez mais quando eu caía nela e me colocava de pé, encharcando minhas roupas e fazendo minhas mãos queimarem de tão geladas.

O que pareceu ser muito tempo depois, achei a cidade. Suspirei em alívio.

Zayn parecia ter ficado pra trás.

Pensei então em chamar um táxi, mas me toquei que minha bolsa havia ficado no carro.

Minha bolsa e meus dois casacos, o que explicava tamanho frio.

E dentro dela estava o dinheiro que podia ser usado no taxi e a chave do meu quarto.

Brilhante, Allison, realmente!

Procurei por um estabelecimento que estivesse aberto mas eu não sabia nem mais que direção tomar para chegar em Giuliart e começava a entrar em pânico.

Eu tinha o meu celular no bolso mas continuava a me contar que primeiro tinha que me aquecer, parar de chorar pra então ligar pra alguém.

Mas quem estaria lá pra me socorrer? Harry, Jessie e Shawn haviam ido pra casa no Natal.

Já começava a ter outro surto de choro e desespero quando achei um pub que estava animado. Suspirei em alívio pela segunda vem antes de entrar no local e sentir uma baforada de ar quente como um consolo.

Muitos olhares caíram em mim, a princípio achei que era por causa das lágrimas que caíam incessantemente, mas então notei que minha blusa estava quase tortamente aberta e todos os presentes tinham a visão perfeita do meu sutiã branco e encharcado, o que fez o choro se intensificar enquanto eu sentava em algum canto, tentava simplesmente sumir e lutava para que meus dedos que pareciam ter virado pedra conseguissem fechar aquela droga de blusa.

– Princesa? O que faz aqui? – respirei fundo. Eu ao mesmo tempo que queria socá-lo não pude impedir meu impulso de abraçá-lo. Mesmo que fosse o ruivo, era alguém conhecido, era o familiar, aquilo me confortava de algum jeito.

Ele hesitou um pouco antes de retribuir o abraço, provavelmente sentiu meus soluços já que eram fortes e faziam esforço pra molhar a camiseta dele.

– Quem é ela? – ouvi a voz de Taylor, uma amiga de Harry.

– Uma "aluna" minha. Espera no bar, eu já vou pra lá, Tay. – o ruivo me puxou pra que me sentasse com ele no sofá que eu estava acomodada antes que aparecesse. – O que aconteceu com você, princesa? – ouvi sua voz realmente preocupada. Eu falaria que era só mais um sarcasmo, um fingimento, mas então lembrei-me da noite que nos conhecemos.

Ele podia ser um idiota, mas respeitava uma mulher.

Então subi meu olhar notando pela primeira vez que estava sem óculos, eles provavelmente haviam caído enquanto eu corria. Meus olhos deviam estar vermelhos e esmeraldas, mas pela primeira vez notei como os do ruivo tinham um tom de azul bonito e que suas íris eram levemente vesgas.

Apertei-o mais contra mim, já que o frio parecia se minimizar daquele jeito.

– Espere um pouco, eu já volto. – ele disse tirando vagarosamente minhas mãos do redor dele, o frio se intensificou quando perdemos contato.

Ele não demorou mais de um minuto, voltou carregando um casaco que parecia extremamente confortável e o passou pra mim.

– Eu peguei o carro do meu amigo emprestado. Vamos comigo, vou te levar de volta pra escola.

Eu só queria abraçá-lo novamente e agradecer, mas minha fala parecia ter sido perdida na neve junto com meus óculos.

O homem sorriu quando eu coloquei a peça de roupa, passou então a manga do moletom que usava por debaixo de meus olhos para limpar as lágrimas que pareciam finalmente estar cessando.

Andei com ele até um veículo velho e vermelho, sentei na parte de trás e ele foi guiando o carro um pouco desajeitadamente, não parecia estar acostumado aquilo.

– Eu saí com o Zayn... – senti que devia-o uma explicação. Afinal, havia arruinado sua noite, basicamente.

– Ele te deixou só e saiu com outra?

– Ele... – respirei fundo. – Não era um encontro pra mim, eu só... Só queria fazer amigos. Mas aí ele bebeu, parou no meio do nada e...  – nessa hora o ruivo deu uma freada tão brusca que quase me fez voar do passageiro.

– Ele o que, Allison?! – o tom que o homem falou me deixou um pouco assustada.

– Eu consegui destrancar a porta e fugir antes. – falei por fim. – mas deixei minha bolsa com o dinheiro e a chave do quarto e meus casacos no carro dele.

– Eu vou bater nesse filho da puta. – ele riu ironicamente antes de passar a mão pelos cabelos. – Tem uma chave reserva?

– Deixei com o Harry, meu amigo.

– Eu conheço o Harry. Prossiga. – levantei uma sobrancelha.

– Ele foi passar o Natal em casa, eu... Vou ter que esperar a secretaria abrir.

O homem suspirou.

– Eu falo com o Tom, meu colega de quarto. Você pode dormir lá. Quer dizer, ele provavelmente vai dormir com o amigo dele Dougie e eu...

– Você já fez demais por mim, não precisa.

– Precisa. Você passou por uma coisa traumatizante que ninguém devia passar hoje, não vai dormir do lado de fora nesse frio. – fechei os olhos e assenti. Em pouco tempo paramos no estacionamento da faculdade.

Subimos as escadas até o terceiro andar do 10º bloco, abrimos a porta do quarto 10305 e demos de cara com um moreno e um loiro. Os dois bebiam cervejas e riam alto.

– Espera aqui fora, vou falar com eles. – o ruivo me deu um sorriso como se quisesse me tranquilizar, entrou no quarto e em cinco minutos saiu de lá com os dois homens.

– Boa noite, pequena Allisson. – o loiro passou a mão pelos meus cabelos, o deixando desordenados. Parecia estar bêbado e riu da cara que eu fiz antes de sair com seu amigo.

– Não liga pro Dougie, ele é assim. – o ruivo apontou pra o interior do quarto que estava bem bagunçado, totalmente diferente do meu.

Ele abriu o armário e tirou de lá uma blusa preta e uma bermuda, colocou-as em cima da cama.

– Toma um banho quente e bota isso, juro que foram lavadas... Não deixaria a realeza pegar os germes da peble. – revirei os olhos, mas sorri.

Meus conceitos sobre o ruivo haviam ficado totalmente diferentes depois daquela noite. Ele era gentil, tinha o coração do tamanho do mundo. Como não havia percebido aquilo antes?

– Eu nem ao menos sei seu nome. – disse por fim. – Por que nunca me disse seu nome?

– Achei que era desinteressante pra você. Decorar nomes de organelas era mais legal, certo? – revirei os olhos, ele sorriu. – Meu nome é Edward, princesa. Mas me chame de Ed.

– Obrigada por tudo, Ed. – ele piscou pra mim, do mesmo jeito que havia feito na primeira noite.

Então me deixou só no quarto.



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