História Closer - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shawn Mendes
Personagens Personagens Originais, Shawn Mendes
Exibições 99
Palavras 1.733
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


QUINTA FIC DA PROPOSTA, BORA LÁ HAHAHAHAHA
Closer já tinha um trailer postado, mas eu readaptei a ideia e acho que ela está muito melhor agora.
Antes de deixar vocês lerem, vou dar um avisinho básico: Closer terá drogas, estupros, violência e todos os avisos selecionados acima por também se tratar de um relacionamento abusivo. Eu, Larissa/Atria não apoio nenhuma dessas práticas e condutas.
E, com isso, boa leitura o/

Capítulo 1 - Chills


Fanfic / Fanfiction Closer - Capítulo 1 - Chills

Minhas corridas matinais nunca foram por questões estéticas. Eu corro porque gosto ao sensação, gosto de sentir o vento contra o meu rosto e de usar todas as outras partes do meu corpo. Posso sentir meu coração bater mais rápido, o sangue sendo bombeado para todas as partes do meu ser e também gosto de pensar que estou fazendo algo por mim mesma. E é exatamente por isso que, todos os dias desde que completara 14 anos, eu me levanto horas antes de ir a escola, coloco um short e uma blusa qualquer, meus fones nas orelhas e meus tênis inseparáveis e saio para correr pelo bairro. Meu pai sempre desaprovou a ideia, principalmente se formos considerar que minha mãe morreu esfaqueada em um assalto, mas nem isso consegue me impedir. Na verdade, foi quando ela morreu que eu tomei gosto pela corrida, e é um fato que sempre assusta a todos.

Porém, nesse dia, enquanto volto da corrida, sentindo os músculos das minhas pernas doerem e o meu coração batendo a toda velocidade, eu sinto medo. Pela primeira vez, numa das minhas corridas, eu sinto um arrepio correr minha espinha e minhas mãos suarem automaticamente, como se alguém armado tivesse se aproximado. Mas obviamente, não há nada atrás de mim senão minha própria sombra.

O problema é o que está na minha frente.

Posso sentir todo o sangue sendo drenado do meu rosto enquanto um garoto alto, de cabelos castanhos e moletom desce de um carro em frente a casa vizinha, rindo de algo que o motorista dissera. Meu coração está desenfreado enquanto ele contorna o veículo, abrindo o porta malas com uma mão e tirando algumas malas pretas dali. Parece que há um buraco fundo no meu estômago, e de lá saem várias borboletas enquanto o rapaz se volta para mim com um sorriso de dentes perfeitos se alastrando pelo seu rosto.

Sinto todos os meus músculos virarem gelatina.

Shawn Mendes está de volta.

Respiro fundo pelo menos três vezes antes de finalmente conseguir me forçar a erguer a mão, gesticulando uma espécie de aceno robótico. Logo após, forço minhas pernas doloridas a me levarem para dentro de casa, batendo a porta ao passar. Saco meu celular do bolso no mesmo instante, digitando o mais rápido que consigo:

 

“Shawn Mendes acabou de passar pela porta da casa ao lado! Que diabos está acontecendo? SOCORRO!”

 

Encaminho a mensagem para Allison e sigo diretamente para a cozinha, esperando que uma xícara de café seja o suficiente para me acalmar. Encontro meu pai sentado a mesa da cozinha, a mão fechada em torno da xícara da Canadian Grand Prix. Seu olhar corre o jornal de um lado a outro, só parando quando ele precisa tomar um novo gole.

— Diz algo sobre as corridas? — pergunto, me referindo ao jornal.

— Não. — diz ele, dando um longo gole no café. — Mas terei que me ausentar para a Grand Prix, você sabe.

Dou de ombros. Não é novidade quando meu pai tem que viajar por causa do trabalho, já que acontece quase sempre. Minha mãe não gostava, mas sabia que era a grande paixão dele. Papai é um tipo diferente de mecânico, que trabalha com monopostos e afins nas corridas especializadas, como fórmula 1. Apesar de achar a área interessante, acabei por puxar o lado da minha mãe e desenvolver a paixão por artes, mas isso não me impede de surtar diante de um motor potente.

Espio pela janelinha da cozinha, numa tentativa de por os olhos em Shawn Mendes enquanto beberico meu café, entretanto, o lado externo da casa dos Mendes parece deserto. Engulo o líquido enquanto sinto o celular vibrar no bolso, e trato logo de pegar o aparelho.

 

“O QUE? Ok Mer, diga que está brincando! Não pode ser real!”

 

Ah, Alli, se você soubesse o quanto eu queria que fosse brincadeira…

Termino  a bebida e coloco a xícara na lava-louças, logo seguindo até a mesa e pegando um pãozinho. Dou um beijo na bochecha de meu pai antes de me afastar.

— Ah, Meri? — dou uma olhada para trás. — Você viu? Shawn está de volta!

Abro o sorriso menos convincente da minha vida. Eu sei o que meu pai imagina: o melhor amigo da filha dele está de volta, e ela provavelmente pulará de alegria, mas não é bem assim… Não quando a filha sente coisas que não deve toda vez que vê o cara, nem que seja na TV.

Subo diretamente para o meu quarto, trancando a porta e me esgueirando na direção da cama. Puxo meu notebook para mim no mesmo instante, acessando o site de chats online. Minha caixa de entrada está cheia de mensagens de garotos dos mais distintos cantos do planeta, assim como há também um número assustador de solicitações. Ignoro todas elas, rolando a tela a procura do usuário dele, mas Peter não está online. Nossa ultima chamada foi noite passada, e eu já começo a sentir a abstinência que as ultimas horas causaram. Onde ele está? E se tiver arrumado outra pessoa? Não que eu seja apaixonada por PeterM08, mas é divertido ter com quem brincar na webcam.

Meu celular apita, revelando uma mensagem de Chad. Pego-o e leio o conteúdo no visor mesmo, ignorando enquanto recebo várias chamadas diferentes ao mesmo tempo.

 

“Rick chegou da viagem hoje com um carregamento. A festa vai ser amanhã, é bom que você não marque nada. Até daqui a pouco, gata”

 

Reviro os olhos, mas é impossível controlar os tremores que tomavam conta do meu corpo só de pensar. Quando havia sido a ultima vez que havia tocado em LSD? Cocaína? Duas semanas atrás? Três? Eu não consigo me lembrar, e só de pensar nisso, um arrepio corre minha espinha. Meu corpo inteiro clama pela sensação novamente, então deixo o notebook e o celular de lado, seguindo para o banheiro na esperança de que um banho seja o suficiente para acalmar.

Quando saio, não me demoro muito nas roupas. Desenterro um jeans do fundo do closet, uma camisa branca qualquer e a jaqueta enorme com estampa do exército que Allison detesta. Eu não tenho culpa, quem é a fashionista da relação é ela, eu sequer olho muito para o que estou vestindo. Calço as pequenas botas que ganhei dela de aniversário e então confiro o conteúdo da minha mochila, pegando então o celular e seguindo para fora do quarto. O restante da casa está deserto, então apenas sigo rumo a garagem, onde já posso ouvir barulhos das ferramentas sendo remexidas.

Nossa casa não é grande, muito menos uma das melhores da cidade. A garagem divide espaço com a oficina improvisada, onde meu pai arruma as peças do monoposto ao lado da minha moto e da sua picape que quase nunca sai dali. É o lugar da casa onde ele mais passa tempo, e já perdi as contas de quantas vezes o vi dormindo ali.

— Estou saindo. — aviso, destravando a moto e a arrastando para fora da garagem.

— Coloque o capacete. — ordena ele, mal erguendo o olhar de uma roda pequena.

— Vou pôr. — dou uma rápida olhada na direção do objeto. — E você está com a roda errada, ela nunca vai encaixar.

Rio enquanto ele pragueja e então apenas percorro o pequeno caminho até a entrada de carros. Tiro meu capacete do compartimento abaixo do banco e o encaixo na cabeça, só então sentindo aquela velha sensação de estar sendo observada. Ergo o olhar, procurando até finalmente encontrar o meu admirador numa das janelas dos Mendes.

Minhas bochechas coram até eu finalmente conseguir desviar a minha atenção para a moto, constatando que chegarei atrasada se não sair dali logo. Subo sobre a moto, ligo a mesma e disparo para fora de casa, tentando ignorar o nervosismo que o simples olhar me causa.

Paro diante da St. Patrick High School, não demorando a me juntar ao fluxo de alunos. De acordo com o meu celular, faltam alguns minutos até o sinal soar, então apenas sigo rumo ao gramado, onde posso ver o meu grupinho de amigos reunidos em roda.

— Ah, eu jurava que tinha feito você se livrar dessa jaqueta! — Allison grita, franzindo o nariz.

— Eu gosto dela, então quieta. — falo, parando ao lado de Chad e me inclinando para lhe dar um beijo.

— Por que não respondeu a minha mensagem? — a voz dele é ácida, seu olhar queima em mim.

Os olhares de todos na roda se voltam para mim e me sinto menor do que já sou.

— Achei que não precisava. — meus ombros se encolhem no mesmo instante.

— Bom, quando eu te falo alguma coisa, espero que você responda. — Chad pisca devagar, me encarando com o cenho franzido. Aceno com a cabeça e desvio o olhar para a grama. — Você ouviu o que eu acabei de dizer, America?!

— Sim. — mordo o lábio, abraçando a mim mesma enquanto mantenho o olhar baixo.

— Ei, vocês viram quem voltou? — Thomas, um dos outros garotos do time de futebol, fala.

— Shawn Mendes! — Allison abre um sorriso malicioso na minha direção, o que me fez engolir em seco. — Acham que ele vai voltar pra escola?

— É capaz que volte. — Elliot responde, ao lado de Thomas. — Vai ser legal, ele era um cara bacana.

— Um famoso na St. Patrick? — Chad puxa meu braço, me fazendo sentar ao lado dele. — Essa eu quero ver!

— Qual é, cara. — Thomas ri baixo. — Ele estudava aqui antes de você chegar, sabia?

— Parece até que o Chad pegou o lugar do Shawn. — Allison ri. — Vamos ver se ele recupera…

— Ah, boa sorte pra ele se for tentar. — meu namorado abocanha meu pescoço e eu aperto os olhos no mesmo instante, sentindo minhas bochechas corarem quando todos passam a nos encarar.

Por sorte, o sinal toca no mesmo instante, me dando um pretexto para afastá-lo. Me coloco de pé, agradecendo mentalmente pelos dois primeiros tempos de álgebra serem bem longe dele. Observo sobre o ombro ele se afastar e então alguém agarra o meu braço, mas sorrio aliviada ao notar Allison entrelaçando o dela ao meu. Ela caminha devagar, agitando os quadris enquanto os saltos exagerados batem contra o chão.

— Bom, Chad pode até não gostar da volta do seu amiguinho mas… — ela abre um sorriso brilhante com os lábios vermelhos. — Shawn Mendes que se cuide, agora que está de volta.

É mais do que óbvio que ele está na lista de Allison White, e um arrepio corre minha espinha só de pensar.


Notas Finais


Preciso nem perguntar pra saber que todo mundo detestou o Chad hahaha já está na nossa lista negra!

Grupo do face: https://www.facebook.com/groups/546395568895604/
Grupo do WhatsApp: Nome e DDD+Número por MP!
E onde mais me achar haha: http://ask.fm/AtriaGrey ou https://twitter.com/sickeningmendes

Nos vemos em breve!
Xx


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