História Closer - Capítulo 22


Escrita por: ~

Postado
Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Paul Dierden, Personagens Originais, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Cosima, Delphine
Visualizações 429
Palavras 2.579
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Capítulo XXI


Cosima’s POV:

 

Os últimos dias haviam sido um pouco estressantes, mas eu não queria deixar que aquilo transparecesse para Delphine porque ela estava carregando seus próprios demônios, os demônios da instituição. Eu havia passado algumas atividades práticas para as alunas e algumas tiveram alguns problemas na hora da apresentação dos projetos, mas eu entendia muito bem. Recordo-me dos tempos de colégio, onde eu era super tímida por conta do meu jeito desajeitado, apenas Scott e o grupo de química falava comigo, eles foram meus amigos por muitos anos. Éramos inseparáveis até que a faculdade chegou, mas Scott conseguiu fazer o mesmo curso que eu, o mesmo doutorado até.


 

— Isso parece mais complicado do que eu havia imaginado, eu devia ter escolhido outro projeto. — Alexandra resmungava perto de mim, fazendo-me sorrir, ela havia escolhido um projeto trabalhoso, mas nada de outro planeta.


 

Alexandra e Durrani haviam escolhido um projeto mais prático do que teórico, era uma espécie de repelente contra mosquitos para países de clima tropical que eram bastante castigados com várias doenças causadas por esses insetos. Não era nada de outro mundo, mas precisava ser analisado com muito cuidado porque qualquer falha na medição dos produtos poderiam causar alguns resultados fora do campo de expectativa. Como o trabalho exigia a aplicação de produtos químicos, mesmo que fosse um repelente natural, optamos por convidar a professora de química prática para nos ajudar.


 

— Meninas, vocês podem optar por produtos mais naturais que são fáceis de ser achados em países tropicais. — ela explicava para Alexandra que já estava com os cabelos louros todo bagunçado de tanto puxar o couro cabeludo tentando encontrar uma solução prática e fácil.


 

A semana de projetos biológicos era um evento no calendário do instituto antes do feriado e eram chamados alguns pesquisadores da área de biologia para classificar qual projeto merecia um investimento de pesquisa maior. Me contaram que alguns trabalhos realmente tinham sido patenteados por grandes empresas ao redor do mundo, o que me causava certo orgulho, mas os grandes projetos estavam com Scott porque ele cuidava da parte teórica toda.


 

— Eu expliquei para ela milhares de vezes, mas ela parece não entender. — Durrani falava com certa rispidez, estava exausta de ficar tanto tempo depois da aula e ainda precisava pensar na parte escrita da pesquisa.

 

— Durrani, calma. Alexandra só está tentando compreender essa parte do trabalho, se quiser sair para tomar um copo d’água e esfriar a cabeça, seria melhor. — eu disse tentando aliviar a situação que já estava bastante tensa no laboratório.


 

Mesmo meu corpo estando presente fisicamente ali, minha mente estava em Delphine. Durante a noite vivíamos momentos incríveis, mas ainda precisávamos nos esconder durante o dia e ela precisava de alguma surpresa, precisava relaxar um pouco. Com o fim da semana de projetos biológicos ficaríamos em Paris, no seu apartamento, aproveitando o máximo de solitude entre duas pessoas. Felix estava me ajudando a comprar os presentes de natal dos demais professores que iriam ficar na casa de Siobhan. Tudo estava sendo pela internet, mas ainda sim valeria o esforço. Eu amava festas de fim de ano, amava reunir as pessoas que eu mais gostava para celebrar uma mudança de ciclo que acontecia para melhora de algumas pessoas ou piora de outras.


 

Delphine Cormier, ela era a pessoa com quem eu queria celebrar o resto da minha vida, mas eu sentia que ela se responsabilizava demais pela instituição, mas era parte do trabalho dela. Céus, que dissabor eu sentia na minha boca por aquilo… Era perceptível ver o quanto a última semana estava sendo estressante para ela e ela ainda precisava omitir sobre a real causa da demissão de John para não causar nenhuma comoção entre as alunas. E ainda havia Brooke. Delphine havia me contado que Brooke passaria as festividades em sua casa, provavelmente resolvendo o que faria com a gravidez.


 

Durrani voltou um pouco mais relaxada do que havia saído. Ela e Alexandra eram amigas próximas desde o primeiro dia, mas algo no atrás da minha orelha falava que elas eram mais que isso. Alexandra finalmente havia entendido cada processo da pesquisa e explanação do projeto, o que fez a indiana ficar um pouco mais relaxada. Elas eram tão jovens, mas tão cheias de responsabilidades. Aquela instituição era coisa de louco.


 

As meninas se despediram de mim com um sorriso de satisfação no rosto, finalmente tudo estava encaminhado e elas eram minha última dupla da tarde. Agora, eu teria um tempo para ficar na piscina relaxando o máximo possível porque na próxima semana, eu seria a responsável por guiar os pesquisadores nos projetos por todo colégio.


 

Fui correndo até meu quarto separar uma roupa na bolsa e troquei a lingerie que estava usando para um conjunto de biquíni de bolinhas com cintura alta. Namorar Delphine tinha suas vantagens, ela havia me enviado todos os horários do colégio e eu consegui encontrar uma brecha no meio da semana para o uso da piscina interna. Eu nunca fiquei tão feliz na minha vida! Peguei minha bolsa e meu celular e fui até aquele lugar encantador. Acho que depois do laboratório, a piscina interna era meu lugar favorito no colégio, e ainda tinha o quarto de Delphine.

Como previsto, a piscina estava completamente vazia, era maravilhoso saber que ninguém iria me incomodar naquela tarde, eu finalmente poderia relaxar e aproveitar um pouco da minha vida na França. Coloquei a bolsa na arquibancada e segui para borda da piscina. Estava morna, o que melhorava e a tornava ainda mais convidativa para mim, eu realmente devia agradecer aos céus por aquele momento de paz. Ouvi alguns barulhos de mensagem no meu celular e era Delphine:


 

“Mon amour, o que você está fazendo nessa tarde ensolarada?” As mensagens de Delphine tinha o incrível poder de me fazer sorrir a qualquer hora do dia, ela era realmente a melhor coisa que havia me acontecido. O que era engraçado porque quando eu me mudei para França, prometi a mim mesma que não deixaria nenhum relacionamento se tornar prioridade para mim, mas aconteceu.

 

“Estou aproveitando minha folga, já que todos os grupos experimentais passaram por mim e eu acabei terminando mais cedo do que imaginava. Estou na piscina interna, como eu queria que você estivesse aqui comigo…”  Respondi quase que automaticamente, como eu queria que ela arrumasse uma brecha na sua agenda tão ocupada para ficar um pouco comigo.

 

“Que convite tentador, mas ainda estou analisando os currículos do substituto do John, não quero levar trabalho para o quarto. Te vejo a noite?”  Respondeu quase no mesmo instante, não tínhamos essa de ficar demorando com as respostas porque nosso tempo era valioso naquela instituição. “E não se preocupe, daqui há quinze dias teremos quase um mês de folga para nos curtirmos bastante. Je t’aime, mon amour”   Completou fazendo com que eu ficasse ainda mais ansiosa para o recesso. Parecia que ia demorar uma eternidade.

 

Te vejo a noite. Se cuida e tenta não ficar tão presa no trabalho, você já tá cumprindo muito mais que suas tarefas. Tenho orgulho de você, Delph!” Respondi não esperando um retorno, eu sabia que as análises de currículo de Delphine demoravam bastante tempo porque tudo era muito minucioso. Larguei meu celular dentro da bolsa e resolvi entrar de vez na água morna.

 

Ah, como aquilo aliviava meus sentimentos. O fato do meu signo ser um signo da água, aliviava fazia com que eu ficasse ainda mais presa e gostasse mais daquele ambiente. Não me preocupei em molhar meus dreads, eu cuidaria deles mais tarde. Meu corpo flutuava tão bem, tão sereno que nem notei a aproximação de alguém perto de mim dentro da piscina. Quando afundei meu corpo e retornei para respirar a vi. Era Rachel. Rachel Duncan bem na minha frente sem motivos aparentes, ela estava com roupa de banho também. Droga…

 

— Cosima? Boa tarde. — ela disse me fitando distante, ela parecia querer fazer amizade, mas desde do que eu soube do que ela fez com Delphine, eu não abaixaria minha guarda.

 

— Boa tarde, Rachel. — eu respondi já levantando meu corpo para fora da piscina. — Eu não deveria estar aqui, estou indo para o meu quarto. — seus olhos castanhos me encaravam com um pouco de receio, ela estava com medo?

 

— Não se preocupe, todos os professores que já cumpriam a carga-horária tem o direito de desfrutar do que a escola oferece. — foi rápida na resposta.

 

— Mas eu preciso, meu cabelo não enxuga tão rápido assim e o cloro destrói ele totalmente. — inventei a desculpa que era mais verdade possível.

 

— Se for por minha causa, eu posso ir, sem problemas.

 

— Não, não é. Quer saber? Eu posso ficar mais um tempo sim.


 

Me dei por vencida, odiava considerar uma pessoa detestável, eu sabia que Rachel tinha feito tudo aquilo com Delphine, mas eu acreditava também em segundas chances e Rachel havia voltado da reabilitação e Leekie não poderia ser tão louco a ponto de chamá-la para trabalhar se ela não tivesse condições mínimas para manter um clima saudável no ambiente.


 

— Como você está? — ela perguntou ter uma interrogação na minha cabeça, eu via que Rachel fazia suas refeições sozinha no refeitório e as pessoas só falavam o essencial com ela.

 

— Estou bem e você? — perguntei para manter a conversa e tentar entender ou enxergar o monstro que havia dentro dela.

 

— Também, meu namorado terminou comigo esses dias, mas a vida tem dessas. — respondeu fazendo-me lembrar de quando Shay rompeu comigo. — Não era pra ser.

 

— Mas você encontra um namorado rápido, você é bonita, Rachel. — respondi. Realmente, Rachel Duncan era atraente demais, o cabelo chanel realçava muito bem com seu rosto e quando ela sorria, formava covinhas perfeitas no seu rosto.

 

— Acho que não vou procurar, vou esperar aparecer, sempre esperei e até Ferdinand apareceu. Acho que encontro alguém melhor.

 

— Olha, antes de vir pra cá, eu terminei um relacionamento também. Hoje em dia estou bem solteira. — omiti meu namoro com Delphine por questões óbvias.

 

— E foi de repente? — perguntou. — Não me ache estranha por perguntar, você fala se quiser.

— Foi, foi sim. — respondi sem dar muitos detalhes.

 

— E você gostava dela?

 

— Gostava, gostava sim.


 

A conversa com Rachel fluiu para outros direcionamentos, falamos sobre vários assuntos, ela era uma mulher muito inteligente, infelizmente, aquela desordem que a fizera cometer aquele crime contra Delphine me fazia ter um pé atrás com ela. Acho que fazia todos terem um pé atrás. Saí da piscina antes do sol se pôr, eu realmente precisava cuidar do meu cabelo e arrumar um lugar onde eu pudesse retocá-los. Provavelmente eu ficaria um tempo secando-os, e assim eu o fiz, acabei pedindo para que entregassem o jantar no meu quarto.

 

[...]

 

Eu já havia terminado de secar meus dreads e entregado o prato para Dolores, fiquei deitada um tempo esperando que Delphine chegasse para passarmos um tempo juntas. Eu estava com saudades dela. Ouvi algumas batidas na porta do meu quarto e prontamente abri, era ela, tão bonita sem muita produção, o mais natural possível.

 

— Bonsoir, ma chère. — entrou selando nossos lábios rapidamente. Até o beijo mais curto era maravilhoso.

 

— Boa noite, meu amor. — respondi vendo ela sentar na poltrona do lado da varanda.

 

— Como foi sua tarde na piscina? Gostou? — perguntou curiosa, ela era tão interessada nas minhas atividades que me deixava toda boba.

 

— Foi bem legal, eu adoro o mar, mas como não posso ir agora, a piscina serviu. — omiti a parte de Rachel porque eu sabia o quanto seria delicado para Delphine descobrir que eu estava trocando palavras mais do que necessárias. — E sua tarde? Aproveitou muito analisando os currículos?

 

— Acredita que me enviaram mais três? — deu uma gargalhada maravilhosa me fazendo sorrir junto. — Mas acho que vou contratar a professora canadense, não sei.

 

— Sério? De onde ela é? — perguntei curiosa, tentando descobrir quem era.

 

— Ontario. Eu só não lembro o nome dela, pouco importa, eu só quero me livrar desse problema para ficar mais tempo com você. — respondeu com um sorriso bobo no rosto. — Como vai a semana dos projetos biológicos? A DYAD entrou em contato comigo hoje pela manhã.

— DYAD? Aquele instituto de tecnologia médica? Sério que os pesquisadores que virão são de lá?

 

— Oui, Aldous é irmão do atual presidente de lá, nessa escola importamos bastante conhecimentos para lá, por incrível que pareça. Muitas alunas saem daqui para universidade já com um emprego garantido por lá.

 

— Sério?

 

— Oui, os casos são raros porque as alunas precisam de uma pesquisa de campo bastante aprofundada, mas atualmente temos umas dez ex alunas daqui estão trabalhando lá. Elas estão no doutorado, eu acho.

 

— Isso é incrível! — respondi entusiasmada, parecia fascinante a DYAD investir em conhecimento desde o começo da vida acadêmica das alunas.

 

— Nem me fale, mas e as pesquisas que você está elaborando com as alunas. — indagou. — Ah, não, você fala isso no relatório da semana, eu quero falar sobre qualquer outra coisa menos dessa escola.


 

Realmente, era sufocante para Delphine ficar o tempo todo naquela instituição e presa aos assuntos de lá. Ela parecia ter bastante paciência e controle emocional porque era necessário, e ter que ver Rachel voltando e ameaçando tudo que ela construiu depois de anos de dedicação era totalmente amargo.


 

— Eu queria ir ao cinema. — mudou de assunto rapidamente. — Eu só não sei que filme assistir, mas eu quero ir ao cinema com você, mon amour. — falou com um sorriso no rosto. — Eu quero fazer todos os clichês de adolescentes com você. — continuou me fazendo sorrir. — Você precisa conhecer minha família, acho que eles vão te amar.

 

— Tem certeza? Quer dizer, eles nunca te viram com uma mulher antes.

 

— Confia em mim, eles são as melhores pessoas do universo.

 

— Então nas férias você vai até São Francisco conhecer meus pais. — respondi — Eu também quero fazer todos os clichês com você.

 

— Eu pensei aqui, você ama mesmo água, certo? — perguntou com um sorriso sapeca no rosto. — Podemos ir até uma ilha maravilhosa que eu conheço, não é tão longe assim. — propôs me fazendo sorrir largamente. — Podemos ir nas férias, antes de São Francisco porque Córsega no inverno é puro desperdício e eu ainda preciso te levar para Versalhes.

— Você está cheia de planos para nós duas, não é? — perguntei sorrindo e indo até ela selar nossos lábios suavemente.

 

— Estou, eu quero fazer tantas coisas com você. — respondeu como uma adolescente apaixonada. — Eu não vejo a hora de me casar com você…

 

— Casar? Mas não faz nem um mês que estamos juntas. — respondi. — Você está se saindo bem lésbica, na verdade.

 

— Por que? — sorriu com a minha resposta.

 

— Nosso espírito é namorar depois do primeiro encontro e se casar depois da primeira transa.

 

— Eu não vejo problema nisso, Cos.

 

— Nem eu. Eu quero me casar com você também. — respondi enchendo o rosto dela de beijos.


 

Mais uma vez fizemos amor naquela noite, nossos toques cada vez mais intensos e familiares. Seus dedos alongados me levavam ao paraíso e pelos sons que ela fazia, parecia que eu fazia o mesmo com ela. Era tão gostoso tê-la em meus braços, ter seus lábios nos meus e seus toques em cada centímetro da minha pele. Eu não me lembro de ter sido feliz antes de Delphine, não me lembro ao certo da última vez que eu havia dado um sorriso por realmente gostar de alguém, ter Delphine ao meu lado me fazia questionar se eu realmente gostei de Shay porque não parecia que eu era realmente era feliz como eu estava sendo na França, eu tive que ir para outro continente para descobrir o amor da minha vida.

 


Notas Finais


ACERTOU O BOLÃO QUEM DISSE QUE A COSIMA REALMENTE GOSTA DA DELPHINE

o que será que Rachel Duncan está fazendo se aproximando da Cosima? fica aí o debate.

espero que vocês estejam gostando da fanfic e espero também que vocês façam aquele feedback lindo e maravilhoso (que eu sempre leio) porque me ajuda na construção da história e eu realmente estou me esforçando para manter a fanfic atualizada, então fiquem sempre de olho

online 24hrs no twitter evilynebrochu


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...