História Closer - Capítulo 30


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Dr. Aldous Leekie, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Paul Dierden, Personagens Originais, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Tags Cophine, Cosima, Delphine
Visualizações 160
Palavras 1.993
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, FemmeSlash, Fluffy, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 30 - Capítulo XXIX


Delphine’s POV:

 

Rachel estava de volta e estava em Córsega, aparentemente meu feriado em paz havia sumido. Felix havia me contado que ela estava em Nova York, passando o feriado com seu pai, aquilo me aliviou por longos dias, mas lá estava ela acompanhada de Ferdinand…

 

Ferdinand Chevalier é a combinação de todos os piores homens da face da terra. Ele era um grande empresário do ramo de armas e bombas, e fazia bastante fortuna em países com constantes guerras civis ou até mesmo mantendo alguns contatos na Coréia do Norte. Ferdinand era namorado de Rachel desde que eu comecei a trabalhar no instituto e eu lembrava dos constantes comentários de Susan sobre o genro, e se ela estivesse viva quando Rachel tentou contra minha vida, ela bateria os pés afirmando que era o gaslight que Ferdinand fazia em Rachel.

 

Era um relacionamento abusivo, todos os amigos de Rachel alertavam ela sobre os perigos de se envolver com Ferdinand, mas ela parecia não ouvir e acabou se afastando de todos eles, tornando-se uma pessoa solitária e amarga. Eu nunca entendi muito esse relacionamento dos dois, Rachel era bonita e inteligente o suficiente até para namorar o presidente da França. Sempre fora muito articulada e Felix me contava que ela ajudava Ferdinand a fechar os maiores contratos ao redor do mundo. Confesso que pior que vê-la voltando para seu namorado extremamente abusivo, era vê-la tão íntima de Cosima.

 

Óbvio, eu não tinha autoridade nenhuma sobre ela, ela podia ser amiga de quem quisesse, mas isso implicaria num jogo perigoso ministrado pelos dois. Ambos sempre foram muito manipuladores e mesmo Cosima tendo a consciência total de suas capacidades de lidar com o próximo, me assustava saber que ela poderia ficar no mesmo lugar que eu fiquei. Sequestrada e sozinha.

 

Rachel abraçava Cosima sem a menor pressa do mundo, eu podia sentir meu sangue começando a borbulhar dentro do meu corpo. Fee também percebeu isso e segurou minha mão tentando demonstrar algum tipo de suporte possível. Scott tentava se manter a par de toda a situação, por isso eu podia ouvir alguns cochichos de Evie para ele. Ela tentava explicar tudo sem causar nenhuma reação exorbitante nele porque Ferdinand nos observava de longe. Ela conversou com Cosima por alguns instantes até Ferdinand pediu para sentarmos a mesa e apesar de tanto nós insistirmos falando que não era necessário, cedemos fazendo eles trocarem de mesa para uma mais ampla, quase corporativa no fundo dos jardins que jantamos anteriormente.

 

Ferdinand pediu o vinho mais caro do cardápio, tentando impressionar Cosima que olhava curiosa como uma criança para ele e para Rachel. Rachel, por sua vez tentava chamar a atenção de Cosima sempre que ela olhava para mim ou para qualquer outra pessoa do ambiente. Ela contava para Cos sobre a viagem para Nova York e sua aproximação com Ethan, mas também contando como ela reatou o namoro com Ferdinand.

 

Confesso que com o tempo eu já havia perdoado Rachel, ela se mostrou uma pessoa tão desequilibrada quanto eu, mas quando ela estava perto de Ferdinand a situação piorava. Ela parecia um cachorro adestrado fazendo tudo que seu dono mandava. Fee costumava brincar que eles participavam de algum tipo de seita e que Ferdinand era o líder.


 

— Mas o que vocês estão fazendo aqui? Digo, Delphine e Evie sempre foram muito compenetradas no trabalho… Pensei que estava vendo uma miragem quando eu vi as duas. — Ferdinand brincou bebendo um pouco de seu vinho. O sorriso sarcástico brotava em seus lábios e aquele sorriso causava um arrepio amargo em minha espinha.

 

— Ah, você sabe… — Fee tentou contornar a situação, mas Ferdinand sempre olhava para mim enquanto Rachel conversava entusiasmada com Cosima. — Elas precisam de uma folga, especialmente Delphine… Não é fácil ser Aldous quando ele não está. — provocou Rachel que realmente não parecia ligar. Ela estava conversando no pé do ouvido de Cosima, o que fazia meus dentes ranger um pouco. — Mas e vocês? Voltaram recentemente?

 

— Acho que nunca terminamos não é mesmo, babygirl? — ele chamou Rachel pelo nome que eles usavam em seus jogos sexuais. Ela apenas concordou com a cabeça rindo junto com Cosima sobre algum outro cochicho que trocaram.

 

— Isso é uma boa notícia… Vocês pretendem se casar? — perguntei tentando continuar a conversa, já que para Cosima eu nem estava no ambiente.

 

— Eu não sei, Delphine. — toda vez que eu ouvia ele chamando meu nome podia sentir minha espinha gelando, passando nervosismo para o resto do meu corpo. — Mas acho que estamos numa fase mais calma do nosso relacionamento por que não? Acho que precisamos nos acalmar mais, quem sabe construir uma família… Meu negócio vai de vento em polpa também.

 

— Eu imagino. Sempre achei muito engraçado esse constraste seu com Rachel. Você acaba comercializando coisas que podem destruir o mundo e ela trabalha ajudando com a educação, que melhora bastante o mundo.

 

— Mas tem que ser inteligente para usar o que eu comercializo, não acha? Samuel Colt era extremamente inteligente otimizou o processo de fabricação.

 

— Ferdinand, eu realmente acho que a educação muda as coisas a longo prazo. Historicamente falando o uso da força não leva muito longe. Diversos regimes adotaram essa postura e acabaram tendo fins trágicos, sinto muito, mas isso que você vende é apenas um paliativo, enquanto a educação mesmo que demore a fazer efeito, quando faz é a coisa mais divina do mundo, liberta todos de dogmas instaurados por religião ou pelo Estado. — conclui fazendo Scott e Evie ficarem de queixo caído. Ferdinand me fuzilava com o olhar enquanto eu respondia numa expressão igualmente fuziladora.

 

— Acho bom trocarmos de assunto, não é? — Fee falou tentando apaziguar enquanto Ferdinand ainda tentou contra argumentar comigo.

Cosima olhava abismada para a cena, certamente havia parado sua conversa com Rachel para observar o quanto eu estava irritada com a situação. Tudo estava me sufocando: o ambiente, a música, as conversas paralelas e principalmente o gosto fermentado do vinho. Ela esboçou um sorriso de satisfação, como se eu estivesse articulando um acordo com o maior exportador de armas do universo, coisa que Ferdinand estava muito longe de ser.

 

Recordo-me vagamente de Susan me contando que ele havia herdado toda a fortuna de seu avô, um grande nome da alemanha nazista que mudou de posição quando percebeu que o inverno russo era pior do que os alemães imaginavam, tudo isso só me fazer ficar ainda mais irritada com a posição de Ferdinand. Eu entendia que a maioria das alunas do instituto eram do polo conservador do mundo, mas ainda sim não eram de um grau tão elevado quanto o de Ferdinand.

 

O clima ficou pesado com minha resposta, Fee sugeriu mudarmos de assunto, mas ninguém ousava falar nada até que Rachel tocou num assunto mais leve, falando sobre um festival de música que aconteceria naquela semana de Córsega, perguntando até onde passaríamos o ano novo. Sinceramente? Eu não fazia a menor ideia, eu pensei que iriamos ter um minuto de sossego e logo na nossa primeira saída já nos deparamos com o pior casal da face da terra. Eu pensava em alugar um carro e levar todos até Calvi porque mesmo amando Bastia com todo meu coração, eu sabia que Calvi era o lugar perfeito para passar ano novo. O jazz da cidade era revigorante e era um bom pedido para um começo tão intenso de um ano letivo.

 

[...]

 

— Eu tenho muito orgulho da minha namorada. — Cosima disse segurando em minha cintura e falando em meu ouvido. — Você colocou o Ferdinand no chinelo, sinceramente, não fui com a cara dele.

 

— Ainda bem que você não conhece a peça. — respondi com certo receio, Cosima realmente não precisava conhecer Ferdinand para saber que ele não passava de um homem extremamente amargurado e perigoso. — Mas você estava ocupadinha demais conversando com Rachel Duncan, não acha? — disparei com meu sotaque francês. — Eu não te proíbo de falar com ela, você pode falar com quem quiser… Mas eu fico com ciúmes de ver minha namorada conversando com uma mulher atraente.

 

— Espera, você disse que Rachel é atraente? — ela pôs a mão na minha testa, tentando verificar se eu estava com febre.

 

— Você não? — manti meu timbre o mais normal possível, eu queria arrancar essa confissão de Cosima.

 

— Eu não sei… Sempre namorei loiras por coincidência, uma ruiva seria bom para mudar um pouco, não é? — falou em um tom mais brincalhão, fazendo meu pescoço começar a ficar vermelho de uma raiva crescente.

 

— Não sei, Cosima… — respondi já de braços cruzados.

 

— Você fica linda quando está com ciúmes, fica linda de todos os jeitos, mas com esse terninho, o cabelo liso e esse rostinho de ciúmes… Eu não aguento. — brincou, mexendo em meus cabelos. —  O que você acha do Ferdinand? Rachel parecia bastante feliz me contando que eles tinham voltado.

 

— Isso é porque ela não consegue reconhecer o quanto ele faz mal para ela. Sabe quando ela me atacou? Depois de Susan morrer? — perguntei, fazendo-a confirmar com a cabeça. — Tudo parecia ser obra de Ferdinand, ele tem muitos contatos por aí, Cos… Você não tem idéia do quão articulado e manipulador ele é.

 

— Ele tem uma empresa bélica, não é? — agora era minha vez de confirmar com a cabeça. — Acho estranho esse tipo de indústria ainda permanecer tão ativa e até mesmo tão rica pelo mundo.

 

— Cos, enquanto as pessoas não perceberem que a educação é mais revolucionária que uma arma, o mundo sofrerá as consequências e não vai ser quem paga Ferdinand, vai ser quem paga com a vida.

 

— Eu acho muito bonito esse seu jeito de falar de educação, me motiva a dar aulas melhores, sabia? — ela revelou, arrancando um sorriso de meu rosto. — É engraçado ouvir isso de você porque você ultimamente só anda no setor administrativo da escola, mas eu sei o quanto você se preocupa com a qualidade e consigo ver isso nos seus olhos, mesmo se fosse um colégio público, você daria o melhor de si. — concluiu fazendo meus olhos marejaram um pouco.

 

— Eu te invejo bastante. Você tem contato direto com as alunas, eu tenho certeza que um monte delas te admiram, eu tenho que ficar de longe agora. Só sou chamada nos extremos das situações.

 

— Mas quem as meninas procuram? Você é a primeira opção delas em todos os sentidos. Sabia que na semana dos projetos biológicos muitas perguntaram pro Fee se você ia? Elas precisavam ter você na plateia com seu sorriso orgulhoso, você mostra confiança a elas, Delph. — sorriu, selando os nossos lábios rapidamente. — Mas qual é a boa deste fim de noite? Netflix?

 

— Você leu meus pensamentos. O dono da casa mandou uma mensagem dizendo que abasteceu a geladeira com algumas cervejas artesanais daqui, acho que tem alguns snacks… Podemos chamar Evie e Scott. — propus recebendo um sorriso aliviado no rosto de Cosima.

 

Trocamos de roupa rapidamente, vestimos nossos pijamas mais confortáveis e procuramos as cervejas artesanais de Bastia. Enquanto Evie e Scott não apareciam, Cosima e eu cortamos alguns queijos e frios colocando em uma bandeja para nos servimos enquanto apreciávamos as cervejas deixadas pelo dono do imóvel. Eu precisava tomar nota para mim mesma, nunca mais frequentar hotéis.


 

Nos acomodamos no enorme sofá da sala, parecia um cinema em casa. A projeção passava até uma tela extremamente ampla e o ar condicionado deixava o clima da ilha super agradável. Scott e Evie se acomodaram num canto do sofá, enquanto Cosima e eu ficamos em outro. Fee ficou no meio e trinta minutos depois do filme começar, ele não aguentou ficar entre casais, saindo para explorar Bastia pela centésima vez.

 

Apesar de todos os sentimentos que eu sentia por Cosima — sensações que iam do amor, passando pela afeição e chegando até mesmo em ciúmes. — era reconfortante saber o quanto ela estava ao meu lado, mesmo não sendo totalmente físico, ela estava ali para afagar meu cabelo enquanto eu repousava entre suas pernas. O que eu sentia por Cosima podia ser maior que amor e infelizmente nenhum dicionário criou essa palavra ainda.

 


Notas Finais


"tori, mas um capítulo voltado mais pro Ferdinand do que pro nosso casal?" ninguém nessa fanfic está por acaso, mesmo tendo alguns personagens e apoio, precisamos conhecer melhor quem vai contornar essa história...

o grupo está existindo se você quiser entrar é só mandar o número pela dm (sério, o spirit apaga os números nos comentários)


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