História Closer - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Musica, Musical, Naruhina, Naruto, Romance, Sakura, Sasuke, Sasusaku, Songfic
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Palavras 2.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse segredinho da Sakura já deu o que tinha que dar, né? Tá mais que na hora de alguém descobrir o talento da nossa rosada.

Uma ótima leitura ♥

Capítulo 8 - Secrets


Fanfic / Fanfiction Closer - Capítulo 8 - Secrets

Segredos são como livros favoritos. Se você os guardar bem, com cuidado e em segurança, eles só serão abertos por você e mais ninguém. No entanto, se esquecidos, deixados de lado e citados com frequência, acabam sendo descobertos por outras pessoas que se interessam tanto quanto você.

Porém, nesse mar de metáforas e comparações, existe um meio termo.

É quando o livro, mesmo guardado, é fechado com um marca páginas. Mesmo que conservado em segurança, alguém ainda pode vê-lo e querer o abrir para saciar a curiosidade sobre o capítulo em que você está.

Assim era o segredo de Sakura. Mesmo que bem retido apenas consigo, não estava 100% seguro.

Já havia se passado dois meses desde sua chegada naquela casa, e tudo estava indo muito bem. Ela não colocava um limite na festa dos rapazes e também não tentava entrar nela. Ajeitava o sobrado e ainda cozinhava quando podia. A única coisa que exigia dos garotos era o mínimo de higiene e a louça bissemanal de cada um, o que parecia ser justo, já que ela mantinha o local organizado e habitável. A convivência não podia estar melhor. Já até tinha aprendido a lidar com Sasuke. Bom, mais ou menos.

Ele era daquele jeito caladão e na dele, mas ela sabia que ele não a odiava tanto assim. Já era um começo.

Dava-se muito bem com Naruto, embora esse a tirasse do sério às vezes e também tinha lá seus assuntos com Gaara. Ele era como Sasuke, porém, com o ruivo, parecia que a simpatia havia batido em sua porta ao menos uma vez na vida.

Sakura, durante aquele mês, estava tão atarefada com assuntos pendentes que mal conseguia arranjar um tempo para si. Naquela semana ainda não tinha conseguido nem chegar perto de seus instrumentos musicais e sentia uma baita falta deles. E tudo em que conseguia pensar naquela manhã de sexta-feira era na música que tocaria assim que os rapazes saíssem de casa.

Como de costume, ao sair, deu de cara com os rapazes ainda acordados e jogados no sofá conversando e comendo. Às vezes estavam jogando, outras vezes bebendo, mas raramente os encontrava drogados. De alguma maneira, eles tinham desenvolvido um respeito maior pela casa (e pelos seus corpos) enquanto Sakura estava por lá. Não se drogavam enquanto ela estava por perto e isso era um grande alívio para a garota.

Quando voltava, estavam sempre dormindo e roncando como porcos e só acordariam pouco antes das seis da tarde. Normalmente, com seu instinto de boa samaritana, ela sempre preparava alguma coisa para que comessem antes da faculdade, outro hábito que os rapazes apreciavam e muito. Chegava até a fazer pratos separados e colocar os nomes dos garotos quando estava muito feliz.

Faria naquele dia.

Assim que pôs os pés dentro de casa, sentiu o cansaço a atingir e sorriu se jogando no sofá e jogando os tênis que usava para longe. Estava enfrentando uma difícil temporada de simulados, mas já tinha acabado e ido muitíssimo bem em todos. Outro período de testes tão difícil assim só viria ao fim do ano pouco antes dos vestibulares. Agora as avaliações voltariam ao agendamento normal e isso a deixava contente o suficiente para fazer uma ligação.

Pegou o celular e, indo direto para a discagem rápida, chamou pelo número decorado de cabeça.

O telefone deve ter tocado umas sete vezes até alguém atender.

— Alô? — a voz grossa do outro lado soou apressada.

— Oi, pai! Sou eu! Não viu pelo identificador de chamada? — Sakura indagou curiosa e tentando puxar um assunto.

— Oi, querida. Nem olhei o identificador. Se soubesse que era você teria desligado e retornado outra hora... — aquilo acertou Sakura bem fundo no coração — O que foi? Aconteceu alguma coisa? Fale rápido, estou ocupado.

— Como sempre, pai... — ela enrolou uma mecha de cabelo no dedo indicador da mão livre.

— Algum problema com os garotos? — Ele então pareceu prestar atenção na filha uma única vez — Eles tentaram alguma coisa com você? Porque se sim, eu arranjo outro lugar ainda hoje e...

— Não, pai! Nada disso. — Sakura pareceu rir — Não é nada sério, não.

— Sakura, se não é nada sério, por que me ligou? — Soou grosso.

— Eu só queria falar um pouco com meu pai... — A flor de cerejeira murchou na mesma hora.

— Sakura, eu estou muito ocupado. Ligue-me quando tiver um assunto de verdade para tratar comigo. — E o homem desligou o telefone, mas, para Sakura, foi como ser esbofeteada na cara...

... De novo.

Talvez tivesse que começar a inventar histórias para que o pai prestasse mais atenção nela.

Suspirou derrotada e também desligou o telefone, o enfiando no bolso da calça que usava. Levantou-se meio caída e foi para seu quarto. Tinha até perdido a fome.

Não estava mais de bom humor suficiente para fazer lanches separados.

Sentou-se em sua cadeira, arrumou seu material e preparou algumas coisas para segunda. Não gostava de nada desorganizado em sua agenda. Abriu sua gaveta e puxou uma foto meio velha e sofrida com o tempo. Uma linda mulher loira e de olhos verdíssimos a olhava da foto.

Como sentia falta da mãe.

Sakura levantou-se, se jogou na cama macia e afundou nos travesseiros e edredons. Era tão bom. Queria passar o resto do dia ali. Ergueu os braços para se esticar e sentiu seu próprio cheirinho.

Fez careta. Estava precisando de um banho.

Pulou da cama direto para o banheiro e tomou uma ducha rápida e refrescante. Saiu limpa e cheirosa. Adorava se sentir daquele jeito. Ainda de cabelos úmidos, Sakura fitou seu violão encostado não muito longe da cama. Se tocasse baixinho ninguém escutaria. Sorriu com a ideia.

Pegou o instrumento pelo braço e sentou-se ali perto, em sua cadeira. Ajeitou o instrumento junto ao corpo e passou os dedos.

Amava aquela sensação.

Fechou os olhos e dedilhou um acorde Dm. Depois um Cm7. Começou a dedilhar acordes avulsos até encontrar uma melodia de ritmo gostoso e harmônico. Tocava baixo o suficiente para ninguém ouvir, mas os ouvidos sensíveis de um moreno de sono leve captaram o som.

Sasuke abriu devagar os olhos revelando o brilho negro que escondia naquele belíssimo par de orbes. O som baixo que ouvia formava nitidamente a melodia de Wish You Were Here da Pink Floyd. Porém, era tocada num ritmo bem mais calmo, não como se a pessoa estivesse se perdendo nas notas, mas como se ela estivesse apreciando cada acorde, cada dedilhada, cada som.

Deduziu de cara que era o ruivo quem estava tocando. Naruto não tocaria algo calmo daquele jeito.

Sasuke se levantou devagar, esfregou os olhos como uma criança sonolenta e foi até o quarto de Gaara. Bateu na porta e esse respondeu com um murmúrio cansado.

— Gaara, Gaara. — Bateu novamente.

— Hm? — respondeu ao chamado ainda meio inconsciente.

— Para de tocar, cara. Tô morrendo de sono... — Sasuke encostou a testa na parede praticamente cochilando em pé.

— Não sei de nada, cara... — a voz do ruivo saiu alta, porém, abafada pelo travesseiro no qual Gaara provavelmente amassava a cara.

Sasuke, ainda meio desnorteado, bateu na porta do quarto de Naruto que era bem mais próximo ao quarto de Sakura.

— Naruto! — o moreno falou mais alto para ver se o Uzumaki conseguia prestar atenção.

Ninguém sabia, mas Naruto não estava bem dormindo. Tinha acordado fazia poucos minutos e havia despertado excitado graças a um sonho erótico. Não aguentando, acabou optando por uma masturbação bem silenciosa e discreta.

Até se assustou quando Sasuke bateu na porta.

Sakura, que estava concentrada, também se assustou com o moreno praticamente gritando o nome de Naruto. Parou de dedilhar o violão na hora.

— Naruto, para de tocar! Tá dando pra ouvir lá do meu quarto, imbecil! — continuou falando alto e o loirinho se espantou. Pobrezinho, achou que estava fazendo tudo tão discretamente.

— Caralho, não sabia que estava alto. Desculpa... — Naruto sussurrou a última parte e Sakura tratou de guardar o violão bem rápido.

Sasuke, ainda morrendo de sono, voltou feito um sonâmbulo para seu quarto e trancou a porta assim que entrou. Sakura então soltou a respiração que prendia de uma só vez e resolveu ir preparar a comida para os rapazes.

Só por ter tocado um pouquinho já estava mais alegre. Abriu o armário e achou uma massa de lasanha que havia comprado na outra semana e esquecido. Olhou na geladeira e tinha tudo o que precisaria pra fazer uma lasanha bem gostosa para ela e os garotos.

Sakura gostava de cozinhar. Havia desenvolvido esse gosto quando resolvia seus problemas se acabando de comer.

Depois de um processo divertido para cozinhar o molho e montar a lasanha, Sakura a colocou no forno e foi assistir TV enquanto os 45 minutos não passavam.

Outra coisa que amava era desenhos animados, ainda mais aqueles com humor inteligente e leve conteúdo sacana. Assistiu dois episódios de The Simpsons, a família amarela mais amada do mundo, e ouviu o forno apitar. Tirou a lasanha e deixou esfriar em cima da mesa com um mosquiteiro protegendo.

Voltou ao seu quarto e, pela segunda vez, se jogou na cama macia e deliciosa. Olhou no relógio. Quatro e vinte da tarde. Deveria estar estudando, revisando o conteúdo daquele dia, lendo um livro...

Fechou os olhos cansados e acabou pegando no sono.

— ὡѼὠ —

O despertador de Gaara tocou às cinco e meia da tarde e, assim que o barulho irritante atingiu os ouvidos do ruivo, ele abriu os olhos num ímpeto, saltou da cama, pegou uma toalha e quase correu para o banheiro.

Gostava de acordar antes para ser o primeiro a usar o chuveiro.

Assim que foi tentar tomar um banho, se viu barrado por uma porta trancada. Forçou o trinco, mas recebeu uma resposta curta e grossa.

— Tem gente. — a voz grave de Sasuke se fez presente.

Gaara quase arrancou os cabelos.

Ele e Sasuke travavam uma guerra particular e silenciosa quando se tratava do uso do banheiro. Era quase que sagrada. Quem usava o banheiro primeiro poderia se sentir o vencedor por um dia.

Contendo a raiva, Gaara se apoiou à parede.

— Vai demorar? — indagou entre dentes e ouviu o chuveiro sendo desligado.

A resposta só veio alguns segundos depois quando Sasuke saiu com uma toalha enrolada na cintura e outra jogada sobre o ombro.

— Não. — O moreno emitiu e bateu no ombro do ruivo inconformado.

Gaara, admitindo a derrota, pulou para dentro do banheiro e começou sua ducha rápida. Dez minutos depois já estava saindo com os cabelos cor de fogo molhados e pingando. Foi direto para a porta do quarto de Naruto e bateu nela com força.

— Acorda, ameba! — Socou a pobre porta mais uma vez — Não vou chamar de novo!

— Acordei, Gaara! Caralho! — Ouviu o loiro reclamar de dentro do quarto e saiu satisfeito.

Às seis e meia já estavam todos prontos para partir. Desceram e encontraram a delícia feita pela companheira e já caíram de boca.

Quando Sakura não estava por perto, eles comiam feito condenados.

Naruto nem se deu ao trabalho de pegar um prato. Tratou de cortar um generoso pedaço e pegar com a mão. O cheiro era bom, mas nada comparado ao sabor.

Filaram a boia sem dizer uma palavra e, quando já estavam quase saindo, Naruto subiu e avisou Sakura.

Bateu três vezes na porta e ela atendeu, colocando somente a cabeça sonolenta para fora. Durante os dois meses que estava lá, nenhum dos meninos jamais havia visto o quarto da rosada.

Até aquele dia.

— Sim, Naruto? — Ela foi simpática, como sempre.

— Estamos indo, só vim te avisar, como você sempre pede. — O loiro sorriu e coçou a nuca.

— Tudo bem! Boa aula e divirtam-se na casa do Neji. — Sakura ficou olhando Naruto sumir no corredor e, assim que ouviu a porta batendo, sorriu e correu para o piano. Nem percebeu a porta apenas encostada.

Sentou-se e, com maestria, fez um rápido movimento de exercício, depois, como sempre fazia antes de tocar qualquer coisa, começou a bater alguns acordes soltos e aleatórios até começar a formar uma música.

A escolhida foi Requiem For A Dream, de Mozart. Aquela simples melodia a lembrava de sua amada mãe. Na verdade, qualquer canção composta por Mozart a lembrava da mãe que era uma completa apaixonada pelo compositor. Ainda mais aquela de combinações quase tão deprimentes quanto Lacrimosa.

Começou meio falha, assim como a música pedia e apenas com a mão direita. Logo ambas as mãos trabalhavam juntas numa melodia que ia lenta, complexa e maravilhosa. Era quase como um exercício para Sakura. De olhos fechados e sentindo o som de cada nota invadir seu ser. A menina conhecia o teclado do piano de cor.

Distraída, não percebeu quando alguém chegou silencioso demais e praticamente invadiu o quarto sem fazer nenhum barulho.

O rapaz apenas a fitava tocar tão majestosamente o instrumento e mexer a cabeça, que parecia leve, conforme a melodia.

Sakura finalizou de forma dramática e arpejada. Bateu um, dois, três acordes e, sem pensar, deu início a Wherever You Will Go, da The Calling. Foi completamente inconsciente. Ao se lembrar da mãe, lembrou-se também da música.

As palavras na letra daquela música pareciam tão lindas e reais e Sakura sentia que, se sua mãe pudesse lhe dedicar uma canção do mundo dos mortos, seria aquela.

Mal bateu a primeira nota da música, já entrou com o canto. Sakura amava cantar até mais do que tocar, mas era uma coisa que vinha fazendo com menor frequência desde a mudança. Era muito mais arriscado se descobrissem.

O rapaz, que apenas assistia ao show privado, quase revelou sua presença quando ouviu a voz da rosada.

 

 Ultimamente, tenho pensado

Quem irá ocupar meu lugar?

Quando eu me for, você precisará de amor

Para iluminar as sombras no teu rosto

 

Se uma grande onda cair

E cair sobre todos nós

Então, entre a areia e a pedra

Você conseguiria se virar sozinha?

 

Com notas e acordes simples, Sakura dava início a uma bela apresentação que pensava ser apenas para si.

Entrou no refrão de maneira tão cálida e bela que ela mesma se emocionou.

 

Se eu pudesse, então eu iria

Eu vou para onde quer que você vá

 

Bem lá em cima ou lá embaixo

Eu vou para onde quer que você vá

 

Enquanto a música ia passando, a rosada ia incrementando os acordes que já viravam arpejos. Tocava tão concentrada que nem percebia a presença de outro.

 

E talvez eu descubra

Um modo de conseguir voltar algum dia

Para te vigiar, para te guiar

Nos seus dias mais negros

 

Se uma grande onda cair

E cair sobre todos nós

Então eu espero que haja alguém lá

Que possa me trazer de volta para você

 

Era linda a forma que saia do refrão e retomava a música e tornava ao refrão novamente. Retomava sua respiração quando a música deixava, todo seu profissionalismo ficava evidente.

 

Se eu pudesse, então eu iria

Eu vou para onde quer que você vá

 

Bem lá em cima ou lá embaixo

Eu vou para onde quer que você vá

 

Os dedos hábeis já dançavam sozinhos pelas teclas e Sakura cantava com tamanha paixão que chegava a ser espantoso.

  

Fuja com o meu coração

Fuja com a minha esperança

Fuja com o meu amor

 

Só agora eu sei o quanto

A minha vida e o meu amor precisam permanecer

No seu coração e na sua mente

Eu estarei com você por todo o tempo

 

O jeito como tocava, cantava e se mexia entravam em uma sincronia sem igual. Era como se tudo se encaixasse e combinasse. Ela era admirada com tanta atenção que era quase palpável.

 

Se eu pudesse, então eu iria

Eu vou para onde quer que você vá

Bem lá em cima ou lá embaixo

Eu vou para onde quer que você vá

 

Se eu pudesse voltar no tempo

Eu vou aonde quer que você vá

Se eu pudesse fazer com que você fosse minha

Eu vou aonde quer que você vá

 

Sakura Bateu sua última nota e abaixou a cabeça. Sempre fazia isso ao final de cada música. Respirou fundo e, quando ia dar início a uma série de novos exercícios antes de tocar Chopin, ouviu a voz.

— Eu não sabia que você tocava — Sakura esbugalhou os olhos espantados e ficou imóvel — e muito menos que cantava.

Naquele momento a Haruno quis sumir.

Talvez alguém tivesse acabado de achar seu livro e ler o título. E, claro, aberto na página marcada.


Notas Finais


Música: https://www.youtube.com/watch?v=DChHEf0lpEE (Essa não é a versão original, mas é acústica e tocada ao piano, assim como a da Sakura <3)

Apostas sobre quem é o rapaz misterioso que a viu tocando/cantando? Quem será? Hmmmm...

Espero que tenham gostado. Mil beijos e até o próximo ♥


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