História Cloud3 - Capítulo 27


Escrita por: ß

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bromance Jihope, Menção Namjin, Namhope, Namseok, Namyoonseok, Sobi, Sugahope, Sugamon, Sugamonster, Taekook, Vkook, Yoonseok
Exibições 1.191
Palavras 818
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oláaa
esse capítulo é especial pra mim, então, espero que gostem.
a primeira parte dele é com os dois ainda crianças e a segunda parte se passa ""atualmente"".
enjoy :D

Capítulo 27 - Namjoon estava com Seokjin




CLOUD3
Namjoon estava com Seokjin,
Yoongi havia lhe aconselhado enquanto
Hoseok fingia dormir

 

— Eu quero uma casa grande — Seokjin disse. — Com muitos cachorros e... Eu vou cuidar de várias crianças, então talvez seja bom que elas já morem comigo.

— Você quer adotar, Jinnie?

— É, talvez.

Ele havia dito o “talvez” com um sorrisinho de canto e um olhar sonhador que mostrava que esse talvez fosse quase uma certeza.

— Me adota também.

Seokjin riu. — Namjoon, eu vou adotá-las com você; não posso tê-lo como meu filho.

Foi o mais novo quem riu desta vez. Tinha treze anos enquanto seu hyung tinha catorze, a diferença tão pequena sendo o suficiente para que ele fizesse birra, negando-se a chamá-lo de “hyung”.

— E quantos filhos nós teremos, então?

— Como eu disse, muitos. Uns cinco, no mínimo. Dez se pudermos ser bons pais.

— Ah, Jinnie, você será um ótimo pai.

— Você também.

Um era o primeiro amor do outro, tão pueril quanto poderia ser, blindado da malícia externa que já tentava se infiltrar na mente de ambos – uma tarefa deveras difícil, principalmente se tratando de Seokjin. Por conta de sua doença, ele não tinha muito contato com o mundo lá fora.

Bem, enquanto conversava com seu dongsaeng sobre sua futura grande casa e seus futuros numerosos filhos, aquele demoniozinho parecia se aquietar, como se não o colocasse com um pé na morte todo o tempo. Seokjin estava estabilizado – ao menos era o que o Kim mais novo achava –, respondendo bem ao tratamento, e os meses quase se tornaram um ano quando tudo aconteceu de forma rápida demais.

— Eu quero que você seja feliz — Seokjin disse ao outro na última vez em que se falaram, quase como se soubesse. — Mesmo que seja sem nossa casa e nossas crianças, mesmo que seja sem mim, eu quero que você seja feliz.

Kim Namjoon tinha catorze anos quando Kim Seokjin morreu.

 

 

 

 

 

 

— Oi, Jinnie.

O rapaz respirou fundo, sentando-se no gramado bem cuidado em frente ao túmulo já desgastado pelo tempo.

— Yoongi hyung me disse que talvez lhe visitar fosse me fazer bem — começou, sentindo-se um pouco bobo por estar, teoricamente, falando sozinho. Não era muito chegado a qualquer tipo de espiritualidade. — Minha mãe ainda tinha o número da sua... Seus pais continuam na mesma casa. Ela me deu o endereço de onde você foi...

Balançou os ombros, interrompendo-se e voltando a respirar de forma controlada para tomar coragem. Enquanto se lembrava de Kim Seokjin, o hyung que jamais fora chamado de hyung, apenas as lembranças boas haviam lhe visitado. Agora, entretanto, em frente à lapide dele, tudo parecia real demais.

Pessoal demais.

— Eu queria me desculpar por ter me esquecido de você — continuou, deixando as poucas flores brancas que havia comprado na grama logo à sua frente. — Não foi de propósito, mas de qualquer forma... Acho que essa foi a maneira que eu tive de lidar com tudo. Me entende?

Apenas o uivo do vento se fez presente, chacoalhando as copas das árvores e seus cabelos ainda úmidos pelo banho que havia tomado não fazia muito tempo.

— Foi um pouco bizarro me lembrar de tudo ao mesmo tempo e eu não sei o que foi o gatilho pra isso. Agora, eu posso me lembrar de quase tudo, acho, e por isso sinto mais saudade de você. Aconteceu tão de repente e...

Calou-se novamente para engolir em seco. Sua fala havia se tornado mais rápida e desesperada à medida que as palavras saíam de sua boca. Olhando em volta, apenas teve a confirmação de que não havia ninguém ali para observá-lo naquele momento. A noite já chegava e logo o cemitério seria fechado.

— Eu vim aqui principalmente porque eu me lembro das suas últimas palavras pra mim — respirou fundo pela terceira vez e não se esforçou para conter as lágrimas que caíam por seu rosto rapidamente, como uma fonte que havia sido represada durante muito tempo. — E eu queria dizer que... Que...

Namjoon não imaginou que seria tão difícil.

— Eu queria dizer que não tenho uma casa grande e nem dez filhos. Não tenho nem mesmo você — um sorriso triste se moldou em seu rosto e ele interrompeu as lágrimas que já haviam molhado seu rosto. — Mas eu estou feliz, Jinnie. Conheci duas pessoas e... E elas cuidam de mim, assim como eu cuido delas também. Eu as amo muito e também sou muito amado. Era isso que você queria, não era?

O silêncio se instaurou por alguns minutos – Namjoon não se deu ao trabalho de contar quantos – e quando o céu obteve um forte tom de laranja, ele se levantou, secando o rosto com as costas das mãos, o sorriso firme em seu rosto. Kim Seokjin, a lápide dizia. Um nome injusto para se estar ali, mas Namjoon não iria mais negar.

— Eu não vou mais me esquecer de você.

E deixando o cemitério, a dor e a saudade latente para trás, Namjoon voltou para casa.

 


Notas Finais


algumas cremosas haviam me pedido um capítulo focado no relacionamento dos dois e era algo que eu já queria fazer, então...
eu não vou falar muito sobre ele por aqui, de qualquer forma.
só quero agradecer de coração pelos +2600 favoritos e também pelos +1000 comentários! vocês são demais, sério. obrigada, obrigada mesmo por todo o apoio que vocês me dão, todo o carinho e todo o amor. aaaaaa obrigada ♥ ♥
volto logo com o próximo. beijos <3
http://www.twitter.com/min_word


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