História Clube do meu eu sozinho e suas asneiras - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook, Rap Monster
Tags Jeonnam, Kookiemonster, Namkook
Exibições 181
Palavras 828
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Lírica
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - - It's my party and I'll cry to the end


 

Bom, se fôssemos relembrar o momento exato pelo qual nos tornamos esse emaranhado de caos e negligenciação, começaria com aquela tarde quente como os caralhos que você me beijou no sofá. 

Fomos à casa de um amigo, num sábado se não me engano. Todos sabiam o que iria acontecer, armaram e fizeram seus planos. Menos a mim, claro. Ficamos tão envergonhados após nos beijarmos. Esses momentos tocam como uma canção infindável dentro de mim. Mas você deve estar agora passando um perfume com cheiro forte – e muito bom por sinal – e colocando seus tênis de cadarços coloridos pra ir pra uma festa qualquer, com seus colegas que amam encher a cara de vodca e uísque, e voltar pra casa só o pó. Deve estar escolhendo na sua lista de contatos qual sua próxima presa, organizando sua próxima presença que todos almejam. Você já está tão acostumado a beber que nem fica mais bêbado. E eu queria que voltasse a ficar, porque você chorava de uma forma linda no meu ombro. De modo que cê não fazia sóbrio. De uma forma que encharcava meu ombro com suas lágrimas, deixando rastros dela em minha pele e na minha mente durante toda a madrugada, eu te queria mais que qualquer outra coisa. Mas então nós brigávamos por sermos totalmente opostos e nossas mãos ficavam dolorosamente separadas até semanas depois você resolver fazê-las se tocar de novo. Gostava de você me buscando no colégio, fazendo graça com meu cabelo.

Eu não fui o seu amor. Nem serei, nem em milênios poderia. Sei que nós não daríamos certo, daquele tipo de casal que todos sabem que são almas gêmeas. Sei que no mundinho de Kim Namjoon residem coisas que pra mim são incompreensíveis e superficiais. Somos amigos há anos, então por que diabos tu foi me beijar? Beijei-te três vezes num espaço de um ano e ainda não sei que tipo de maldição jogou em mim. Eu não recito seu nome, morrendo de medo que ele faça com que essa maldição caia sobre mim de verdade. Olhando pra cima, vivendo nas nuvens quase perceptíveis nos seus olhos castanhos. Ainda quero amar você. 

Você penteia o cabelo pra trás e se olha no espelho mais uma vez. São 22:20 e checa a porcaria do teu celular. Quando mentalizo sobre o que tivemos, tenho uma certeza inquestionável de que não houve nada. Namjoon, você nunca me mandou uma mensagem. Fico animado quase aos pedaços, já que se não houve palavras recheadas de mentiras brancas, quer dizer que ao menos, tu não achavas que eu era igual aos outros que caíram de amores por causa de silabas juntas formando frases que tornam o real em irreal. Suas mentiras que se assimilavam a verdades eram minha vitamina. Poderia estar aos prantos agora, mas não te amo o suficiente pra cometer este erro. Pra me levar pro buraco que você quer deixar. Entende? É inconcebível pôr toda a culpa em ti, sendo que não te amo o suficiente. É isso. Somos desengonçados pra essa parada de amor. Você quer dinheiro, mostrar seu talento e ter aventuras com seus melhores amigos. Eu quero um apartamento minúsculo e alguém que leia meus poemas nos finais de semana chatos. Você fuma sozinho de manhã, e tudo o que quero é parar de amar matemática e sua personalidade expansiva. Como a fumaça que tuas narinas soltam, cada partícula minha se esvai de dentro de ti.

Você fuma maconha e eu quebro minha cabeça com o valor da hipotenusa. Escrevo, escrevo, escrevo. Sobre seu nariz, o tom das suas pupilas quando está entorpecido, sobre te abraçar tão fortemente ao ponto de acharem que estou caidinho por ti. Talvez eu esteja, sabe? Isso é um negocio avulso demais. 

Você beija outro cara na minha frente e me chama pelo apelido horas depois. Eu bebo quatro copos de cerveja com gosto ruim e finjo estar sonolento pra me apoiar em ti e te bulir a primeira vez. Esta amanhecendo, o céu está lilás gelo. Penso no quão bom seria te tocar, dizer “olha só, vamo parar desse pique esconde filho da puta?” e sentar no seu colo, atrás do palco. Eu sou um passarinho livre que viaja por todos os lugares pelas estações a fora, mas contorna pro sul. Você é um passarinho que jamais contorna pro mesmo lugar. Tu tens tanta consciência disso, que passou a preferir o silêncio. Cê me deixa na beira do precipício.  E na hora da despedida, você diz:

- Eu sei que me ama, só não quer admitir.

Rio. Rio querendo gritar “então vem cá, não me deixa só aqui!”. E ai vejo suas costas, suas pernas andando rapidamente pra longe. Um esquilinho medroso. Um cara que não tem noção do que quer, e que com certeza não colocou-me na lista de favoritos. É quando percebo que, amar requer um esforço que só quem tá disposto a carregar fardos pode conseguir. E eu acho que carregar é demasiado cansativo. 

 


Notas Finais


na vida real, isso acontece constantemente. ainda nao sei dizer se isso é triste ou não.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...