História Cobaia 0013 - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Originais, Romance, Shonen-ai, Violencia
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Steampunk, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi povo. Me desculpem, de verdade. Tive uns problemas pessoais e isso afetou diretamente na minha criatividade. Eu estava participando de um projeto em que devia ser feito um desenho por dia (#inktober ) e até parei. Não conseguia fazer nada.
Sinto muito de verdade.
Espero que gostem e boa leitura.

Capítulo 18 - Mero engano


 

 

       02-07-5026    Quinta-feira

E  que sensação incrível era aquela?

Eu estava realmente feliz depois daquele pedido de namoro improvisado.  Comemos mais bolo e depois ficamos abraçados na cama apreciando a presença um do outro.

Havia dado um beijo no topo da cabeça de Kalena quando meu celular tocou.

"-Robert?

-Temos que sair. Saguão em 5 minutos. Chame Kalena."

-Droga. - Exclamei.

Kalena já havia levantado e começava a se preparar. Provavelmente ouviu tudo por conta da excelente audição. Corri para o meu quarto e me arrumei rapidamente.

Chegamos ao saguão e haviam vários agentes lá. Já era quase 23 horas e a Companhia estava tão movimentada, como se fosse 7 da manhã. Eram muitas pessoas para todos os lados.

Segurei firme na mão de Kalena e tentei avistar Robert.

-Ali! - disse Kalena enquanto apontava.

Corremos até ele enquanto esbarravamos nas outras pessoas.

-Hey, Robert. O que houve? -Robert primeiro encarou minha mão,  entrelaçada com a de Kalena e levantou uma sobrancelha. Eu sorri e cocei a cabeça, tímido.

-Goblins, estão vindo pra cá. Provavelmente querem resgatar Antíloco.

-Onde Otousan está?

-Ele  está seguro, não se preocupe.

-Droga, Não aguento mais esse caras.

-Também não.

.

Eu nunca pensei que veria tantos agentes e guardas juntos do lado de fora da Evolution Alpha Company  e nunca pensei que veria tantos goblins vindo em nossa direção. Eram muitos. E eu tive medo. Não por mim, mas por Kalena. Eu sei que ela sabe se virar muito bem, mas... Mas uma parte de mim queria coloca-la  num potinho.

Algumas das centenas de goblins começaram a correr e urrar.

Segurei forte na mão de Kalena e me abaixei.

-Se cuide, ok?

-Você também.

Apoiei minha testa na dela.

-Eu te amo.

-Eu também te amo. -Ela disse enquanto sorria.

Dei um beijo em sua testa e depois peguei as Colts.

Já começava a ouvir alguns disparos a frente.

Corri indo em direção aos goblins. Eu estava na segunda linha de ataque, assim como Kalena. Se a primeira linha começasse a lutar a segunda deveria ajudar, significava que tentar conversar não havia dado certo.

Dois goblins vieram em minha direção com clavas pesadas. Atirei na cabeça do que vinha mais à frente e interceptei o ataque do segundo com meu braço esquerdo enquanto mirava em sua cabeça com o outro braço.

As casas estavam silenciosas e calmas. Barkesfield pareceria uma cidade fantasma se não fosse pela batalha que acontecia em frente a Companhia.

Eu não consegui me concentrar, a cada Goblin que eu matava procurava Kalena. Num determinado momento me agachei, girei e dei uma cotovelada na cara de goblin, aproveitei a cotovelada e com o mesmo braço mirei em um goblin à frente. Depois olhei para meu lado esquerdo e vi Kalena girando de forma graciosa e cortando algumas gargantas  alheias a sua velocidade com as facas Sai. Era uma visão incrível.

.

Já devíamos estar nisso por uma hora e eu já me localizava a uma quadra da Companhia. Parecia que havíamos acabado de começar a lutar,  tirando o fato de vários goblins mortos estarem ao chão. Meu estoque de balas logo acabaria e eu já estava muito cansado. Havia trabalhado o dia inteiro e depois pensei que aproveitaria o resto do dia do meu aniversário que restara. Bom. .. mero engano.

Ouvi um baque forte e algo quebrando por perto. Uma das agentes havia levado um golpe de clava no tronco e provavelmente quebrado várias costelas. Atirei na cabeça do goblin que havia feito aquilo e corri para ajudá -la.

Ele deu um grito quando a peguei no colo.

- Desculpe.

Podia ouvir sua respiração falha, provavelmente seu pulmão estava danificado.

Outro goblin vinha correndo em nossa direção. Eu devia primeiro ajudar a agente então decidi correr em direção a Companhia que não estava tão longe.

-Hey... Hey.  Fale comigo.

Nada além da respiração falha.

-Qual é  seu nome? - Eu ainda corria.

-Fernanda. -Droga... Ela tinha um grande ferimento na cabeça também.

-Fala comigo Fernanda, não durma ok?

-Ok... Obrigada.

-De nada.

Ouvi o urro do goblin. E depois disso tudo ocorreu muito rápido.

Enquanto eu me virava para atirar ouvi Kalena gritar meu nome. E depois uma forte bancada na cabeça. Parecia que minha cabeça havia explodido e eu cai de cara no chão. Eu gritei de dor e tentei apalpar minha cabeça que queimava e parecia pesada, pois eu não conseguia me virar nem levantar.

 Quando toquei o lado esquerdo desta senti uma vara comprida. O goblin provavelmente  havia me acertado com uma lança. Eu não conseguia ver nada além de borroes e ouvia tudo como se estivesse debaixo d'agua. Toquei o outro lado da minha cabeça e não senti nada. A lança não havia atravessado minha cabeça. Tentei puxa-la, mas não tinha forçar nem coordenação motora.

Doía tanto.

Fechei os olhos e senti uma mão  quente tocar meu rosto.

-Daisuke. -Acho que era Kalena gritando, mas a voz parecia tão distante.

Abri os olhos e vi um borrão  branco era com certeza seu cabelo e eu sorri.

Ela ainda tocava meu rosto.

-Eu vou... -Não conseguia entender o resto. E bati a mão na orelha tentando indicar que não ouvia.

-Vou te ajudar!

-Agente... agente... Fer. .-Tentei falar. Agente Fernanda precisava mais.

-Ela está bem!

De repente a dor ficou mais aguda e minha visão mais escura e eu gritei novamente. Acho que Kalena estava tentando puxar a lança. Eu continuava gritando. Era uma dor horrivel.

Senti de repente algo sobre mim. Era Kalena? Ela havia caído?  Eu não conseguia saber. Depois de um tempo a dor aguda voltou de forma pior. Eu gritei mais e depois.... a escuridão.

.

.

"Eu estava correndo.... a grama verde em meus pés ... O céu azul... a canção. Corri com ainda mais vontade e vi alguém ... Kalena! Ela cantava pra mim e eu corria em sua direção. "

Abri os olhos e me vi em uma sala muito clara e fechei os olhos rapidamente por conta da luminosidade. Abri os olhos de forma lenta agora tentando me acostumar com o ambiente e mexi a cabeça o que provocou um pouco de dor. Ainda ouvia a canção enquanto sentia um cafuné na minha cabeça por cima das ataduras. Ela parou de cantar e prestou atenção em mim.

-Você acordou.

Kalena sorriu para mim e eu sorri de volta. Olhei para ela, que estava sentada em uma cadeira proxima e tinha o tronco e a cocha esquerda envoltos em ataduras.

-O que aconteceu com você?

Ela riu baixo.

-Pensei que você iria me perguntar o que havia acontecido com você.

-Eu ia perguntar isso depois.

Ela respirou fundo e pegou na minha mão.

-Eu já havia machucado o tronco quando te achei, um goblin havia me arremessado contra uma árvore.  Quando tentei puxar a lança da sua cabeça um goblin acertou meu fêmur, que quebrou.

-Droga...- Ela estava me ajudando e se feriu. - Eu sinto muito.

-Não sinta, a culpa não foi sua.

Apertei sua mão.

-E o que houve depois disso.

-O goblin que liderava desistiu e temos muitos prisioneiros agora.

-Como estão os outros agentes? - Perguntei enquanto tentava sentar e Kalena me ajudou.

-A maioria está bem.

-Essa não é  uma boa resposta. - disse baixo.

-Eu sei.

-Ok... E o que aconteceu comigo?

-Uma lança. Você ficou desacordado por 3 dias.

Eu arregalei os olhos e encarei Kalena.

-3 dias?

-Sim, hoje já  é dia 6. 

Refleti um pouco e depois olhei para Kalena novamente. Ela tinha os olhos marejados.

-Pensei que você ia morrer. - Ela sussurrou.

Bati a mão na cama indicando que ela devia se sentar ali. Ela se sentou, mas aquilo não era o bastante pra mim. Puxei Kalena fazendo com que ela se sentasse em meu colo, de lado,  coloquei meu braço esquerdo por cima de suas pernas e com o direito acariciava suas costas.

-Eu estou aqui, certo?

-Está!  Mas...

-Eu nunca vou te deixar.

Ela sorriu e eu sorri de volta. E então nos beijamos. Era tão bom saber que ela estava bem e ali, comigo.

Ouvi um pigarro  e Kalena pulou de cima de mim enquanto corava.

-Otousan... -soltei.

-Ah... Bem. .. Eu. .. Eu. .. Vou. .. Preciso falar com Robert. -Kalena disse enquanto voava para fora dali.

-Como se sente filho?

- Não sei ... - Me deitei novamente - Eu acho que estou bem.

Ele sorriu.

-Que bom ... que bom. - ele se aproximou e acariciou minha cabeça  de leve, por cima das ataduras.

-Onde o Senhor ficou durante o ataque?

-Me levaram para a outra Companhia. Apesar de eu querer defender a Companhia junto de vocês.

- Otousan...

 -Não gosto de ser um velho inútil.

Eu ri. Tão teimoso.

-Eu nem preciso dizer nada. O senhor sabe os infinitos motivos da sua segurança ser tão importante.

-A segurança de todos é  importante, filho. Agora, é  melhor chamar os médicos.  Sabe-se lá quanto tempo você já está acordado, não é?

Ele apertou um dos vários botões que haviam no braço da cama. E rapidamente vieram dois médicos, uma mulher negra de cabelos longos e cacheados e um satiro de cabelos ruivos e lisos.

-Sr. Haysawa. -Saudaram. -Ah! Ele acordou! -disse a moça.

-Sim. E parece muito bem. Não é  mesmo, Daisuke?

Eu não havia entendido o tom irônico,  até que ele levantou as sobrancelhas algumas vezes.

Kalena.

Ri e tapei o rosto, envergonhado.

Ele riu em resposta e saiu.

-Bom, Yamamoto. Vamos ver como está.

.

.

06-02-5026   Segunda-Feira

Agora eu estava em meu quarto. Os médicos discutiram bastante sobre as minhas condições, eu não ia poder trabalhar por um tempo, nem sair por um tempo, nem me esforçar  por um tempo, nem fazer nada por um tempo, mas pelo menos consegui ficar no meu quarto.

Robert havia mandado uma mensagem mais cedo, avisando que viria me visitar e eu estava o esperando enquanto assistia TV, Kalena havia saído para almoçar com Isabella. Ela queria ficar aqui, mas disse que seria bom para ela sair um pouco e afirmei que ficaria bem sozinho.

Ouvi batidas na porta, só podia ser Robert.

-Entre.

-E aí, Daisuke?

-Fala, Robert.

Ele se aproximou e sentou em minha cama.

-Como você tá cara?

-Bem, só com um pouco de dor de cabeça.

Ele riu.

-Você nos deu um susto.

-Você parece bem.

-E estou, fiquei perto do portão da Companhia. Dei mais ordens do que lutei.

-Você é  bom nisso.

E silêncio constrangedor. Ele parecia cauteloso ao falar comigo.

-O que houve depois que me machuquei?

-Lutaram por mais um tempo, mas depois os goblins desistiram, estão todos aqui para interrogatório.

-E os agentes?

-Ah... Tivemos muitos feridos e alguns mortos. -Droga. - Prestamos homenagens no sábado.

-Tinha uma garota... Eu estava tentando ajudá-la antes de ser atingido.... Agente Fernanda.

-Ela faleceu. Ela chegou a nós com vida, mas as costelas haviam perfurado o pulmão. Era... complicado.

-Ela parecia ser nova.

Mais um tempo de silêncio.

Eu nem pude prestar homenagem a eles.

-Sinceramente... pensei que você ia morrer, Yamamoto.

-Por quê todo mundo fica me dizendo isso? - zombei e Robert soltou uma risada fraca.

-Você estava mal. Kalena não havia conseguido tirar totalmente a lança da sua cabeça por que foi atacada enquanto o fazia e  então quebrou o corpo da lança pra poder te carregar.
Doía pensar nela toda machucada ainda me ajudando.

-Quando ela e mais dois agentes chegaram com você ela me disse que você ainda estava acordado quando ela havia chegado. Você não sabe o quanto ela é  teimosa... -ela riu fraco.- Ela queria voltar pra lá mesmo no estado em que estava.

Eu ri fraco. É  a cara dela.

-Mas, fui teimoso também e  depois alguns agentes levaram vocês para a ala médica.

Ficamos em silêncio por um tempo, mas de repente Robert deu um sorriso largo.

-E então,  o que foi aquilo que eu vi na quinta-feira?

Aquilo que ele viu? Pensei por um tempo. Ah! Kalena e eu havíamos chegado ao saguão de mãos dadas.

-Ah... Você viu eu e Kalena... De mãos dadas..

-Sim.

Fiquei quieto.

-Fala alguma coisa, Daisuke!

-Nós estamos namorando.

-Isso! - batemos as mãos. - Ela quase não saiu de perto de você. -Olhei para Robert, prestando atenção no que ele dizia. -Ficou com você por esses três dias. Ela até comia lá,  o que a fez discutir com os enfermeiros várias vezes.

Eu sorri.

O celular  de Robert tocou. E ele olhou para o aparelho.

-Droga... Tenho que ir.

-Ok, até mais. Obrigado por vir.

Ele sorriu e saiu do quarto.

.

.

Eu estava tão entendiado. Já eram quase 14 horas  e eu pensava em levantar para comer algumas coisa, mas estava com preguiça. Fechei os olhos pensando no que fazer e ouvi a porta sendo aberta.

-Oi.

-Oi, Kalena.

-Como você se sente?

-Bem. E você?

-Já estou bem. Nem estou usando ataduras vê? - Ela disse enquanto dava uma pirueta.

Eu sorri.

-Trouxe uma marmita para você. Aposto que não almoçou.

Eu ri e cocei a cabeça. Denunciando o que fiz, ou melhor,  o que eu não fiz.

Ela veio até a cama, se sentou e me entregou a comida.

-Obrigado. -Disse e toquei seu rosto. - Você está gelada!

-Ah. Esta frio lá fora. Você acha que vai nevar?

-Acho que sim. -falei enquanto olhava a refeição.

.

Comi enquanto conversávamos, apesar de tudo que houve eu estava feliz ali, comendo  e conversando...  ali, com ela.

 

 

 

 


Notas Finais


Decide terminar a fic com os dois de boas kkkk depois desse aniversário agitado Daisuke merecia almoçar de boas kkkk
Espero que tenham gostado ^-^


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