História Cobaia - Capítulo 19


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Categorias Hora de Aventura
Personagens Cake, Fionna, Marshall Lee, Mordomo Menta, Principe Chiclete
Tags Gumball, Gumlee, Gumshall, Hda, Hora De Aventura, Lemon, Marshall Lee, Yaoi
Exibições 139
Palavras 1.942
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Ficção Científica, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 19 - DIA XI - Então é isso? (Parte 2)


 

O Príncipe de Fogo havia sido convidado para o jantar aquela noite e somente suas palavras e os risos de Gumball puderam ser ouvidos por um tempo desconfortavelmente grande. Marshall, os cozinheiros e os serventes doces permaneceram em silêncio, apenas escutando as intermináveis aventuras do convidado. Gumball simplesmente ignorara a existência de Marshall, fingindo não escutar seus comentários, e ninguém comentou, ninguém riu, ninguém sequer olhou assustado quando Marshall parou de chamar atenção de vez, concentrando-se em uma coxa de javali fria em seu prato. Talvez estivessem todos condescendentes com a situação do vampiro, talvez estivessem sentindo um iminente desastre, mas Marshall achava aquele silêncio parcial um inferno.

Mas não sabia o que fazer ou o que falar, não sabia sequer se deveria mesmo estar ali. Parecia um mero comensal ou um figurante ante aquele cenário grandioso. Estava genuinamente triste.

- To indo. - Disse simples ao se retirar da mesa, sem qualquer cerimônia que dele fosse esperada.

Foi, intuitivamente, para a escada que levaria ao quarto de Gumball, mas quando saiu efetivamente do salão sentiu uma mãozinha segurar-lhe pela panturrilha. 

 De pé, quase sendo levado por um Marshall flutuante, estava o Mordomo Menta, com uma olhar triste nada habitual. O vampiro sorriu fraco diante do gesto amigável e curvou-se para falar com o docinho. Realmente, todos estavam sabiam que uma tragédia estava prestes a acontecer.

- Comece a contar as horas a partir do momento que esse jantar bobo acabar. Se eu não der as caras em duas horas, chame os guardas, a polícia, os médicos e um detetive. - Marshall brincou e continuou seu caminho. Poderia ter saído pela janela do corredor e entrado pela janela do quarto do príncipe, mas a possibilidade de perder-se no castelo e prolongar sua estadia lá era tentadora.

Chegando ao quarto, não hesitou frente a porta. Sentia que já havia estado por lá o suficiente para sentir-se em casa. Pegou o Crepúsculo, que há tanto Gamball havia recomendado, e sobrevoou a cama, na espera de evitar qualquer pensamento que envolvesse príncipe.

Mas era impossível. Lembrou-se de quando os dois assistiram àquele filme. "Isso não está ajudando a parar de pensar nele", concluiu. Edward, aparentemente, também havia passado por essa coisa de se apaixonar e mostrou que realmente não dá para fugir do amor.

"Malditos vampiros romantizados", Marshall pensou, referindo-se a si mesmo. Jogou o livro na cama e pegou aquele de Química que não havia terminado ainda.

- Você não pode fugir dos seus problemas para sempre. - Ouviu quando estava prestes a começar o capítulo de aprofundamento em Química Orgânica.

- Eu poderia dizer algo como "e como é que você acha que eu conseguiria resolver algo se você sequer fala comigo qual é o problema?", mas, realmente, prefiro ficar calado nesse momento. - Marshall respondeu, surpreendendo a si mesmo com a sinceridade de suas palavras.

- Pois vai falar sim porque agora quero perguntar algo e exijo uma resposta minimamente razoável. - Gumball tirou o livro da mão de Marshall.

- Pergunte, Vossa Majestade. Mas antes, - Marshall levantou o indicador na altura do próprio rosto e continuou. - me responda o porquê de ter ficado com raiva de mim.

- Por que não me mordeu até hoje? - A expressão de Gumball ficou séria  a ponto de apresentar rugas de expressão nada comuns à sua face.

- Como? - Marshall perguntou para confirmar se ouvira corretamente.

- Não se finja de idiota, Marshall Lee! - Gumball aumentou um pouco a voz. - Sabe muito bem que poderia bem ter me mordido e concedido a dádiva da vida eterna. - Levantou-se da cadeira e foi em direção a Marshall enquanto continuava a falação. - Empenha-se em esconder esses furos no seu pescoço, pensando que sou cego?!

- Prince, - Marshall disse devagar, planejando o melhor discurso. - entenda, eu nunca escondi minha mordida de você e a vida eterna não é uma dádiva, é uma mald-

- Não me venha com esse papo, Lee! Estou cheio dessa sua palhaçada, cheio dessa sua infantilidade! - Gumball gesticulava bruscamente. - Não entende a importância do meu trabalho?

Marshall permaneceu completamente mudo. Com a exaltação de Gumball, seus argumentos seriam sequer ouvidos.

- Vai fingir que não está me ouvindo? Quanta maturidade! Típico seu, Marsh...

- Tudo bem. - Mashall disse em desistência, direcionando-se até a cama e flutuando baixo em cima dela.

- "Tudo bem" o quê, Marshall? Não tem nada 'tudo bem', está tudo 'tudo mal' e você vem me dizer que está "tud- Gumball se embaralhou nas próprias palavras e foi rapidamente interrompido.

- Chega, Gumball! - O vampiro estava prestes a perder a paciência com aquela lamúria sem fim. - Venha aqui, eu vou te morder e blá blá blá vida eterna.

Foi a vez de Gumball ficar paralisado. Apesar de todas as coisas ruins que Marshall era, é e muito provavelmente será, ele havia lhe proporcionado sentimentos e sensações únicas. Deixando de lado coisas óbvias como beijos e sexo, Marshall conseguia fazê-lo bem pelo fato de estar presente e entender a situação. Como naquele exato momento. Mas aquele vampiro continuava sendo um inconveniente, imbecil, idiota, irresponsável e... irresistível.

- Marshall, o que está fazendo? - Gumball perguntou atônito ao perceber que o mais velho estava desabotoando a camisa xadrez e olhando para si.

- Bem, - Marshall sorriu ladino, voltando a atenção dos botões. - eu poderia dizer que você terá que fazer por merecer virar um vampiro, mas não é isso que eu quero dizer.

- E o que quer dizer? - Gumball indagou em um misto de impaciência e medo.

- No momento? Nada. - Mashall terminou de abrir a camisa e colocou-a sobre a cama, deixando à mostra o peitoral. - Mas eu-

- Você não falou que não queria dizer nada? - Gumball brincou pelo primeira vez em horas.

- Eu quero transar com a pessoa que eu amo uma última vez antes dela se tornar um monstro. - Marshall disse tudo olhando nos olhos do príncipe que, a essa hora, já estava no pé da cama.

- O que disse? - O cérebro de Gumball pareceu congelar. O que estava acontecendo ali?

- Venha cá, princesa. - Mashall puxou o menor para a cama com cuidado, esperando que ele colocasse os joelhos sobre ela e engatinhasse até o meio. - Vamos mostrar pro Reino Doce quão escandalosa uma princesa pode ser.

-x-

Gumball se contorcia na cama. Suas mãos levemente suadas agarravam os lençóis com força, como se estivesse para desmoronar; suas pernas abertas davam a visão perfeita de Marshall lambendo sua entrada e, por vezes, alargando-a com os dedos.

Marshall deixou dois dedos preparando a entrada concentrou-se no membro rijo do menor. O pré gozo havia feito uma pequena poça sobre Gumball e, com toda certeza, aquilo era convidativo. Marshall percorreu com a língua todo o caminho desde a entrada até a glande, onde pôde sentir o leve gosto de baunilha escorrendo pelos lábios.

O príncipe afastou o mais velho de si e posicionou-se de quatro.

- Pronto? - Marshall disse vislumbrado, retirando a boxer e, se Gumball não estivesse tão envergonhado para olhar, teria notado a gota de pré gozo deixada ao lado do umbigo de Marshall quando o pênis encostou na região.

O vampiro então segurou o próprio membro e colocou-o sobre as nádegas de Gumball. Na opinião de Marshall, a cena merecia uma foto, mas o cabelo do menor ainda estava arrumado. 

-x-

Marshall estocava forte e Gumball abafava os gemidos no travesseiro.

- Geme pra mim, prince. - Marshall pediu, deitando-se sobre Gumball e lambendo a orelha dele.

O menor meneou a cabeça negativamente, ainda com o rosto enterrado no travesseiro. Marshall soltou uma das coxas que segurava firmemente e colocou-a na nuca de Gumball, brincando com o cabelo da região.

- Geme... - Marshall enroscou os dedos nos cabelos e enquanto puxava ouviu um gemido escapar. - Perfeito. 

-x-

Gumball gemia alto enquanto quicava sobre o membro de Marshall. Ele subia e descia mexendo o quadril em perfeita sintonia com os gritos que denunciavam o contato com a próstata. Por algum tempo, Marshall ficou hipnotizado com os movimentos de Gumball, a visão do corpo de Gumball e os gemidos de Gumball.

"Gumball" inundava por completo a mente de Marshall que, por instantes, não conseguiu fazer nada. Por instantes.

De repente, Gumball perdeu sua sintonia perfeita. Marshall estocava por baixo, fazendo com que Gumball subisse e descesse descontroladamente. 

-x- 

Alguns dos fios de cabelo de Gumball grudavam em seu rosto devido ao suor. Estando por baixo, ele podia ver boa parte do corpo de Marshall: cabelos negros, sorrido perfeito, caninos à mostra, mordidas pelo tórax, quadril num movimento de vai e vem. 

Marshall afastava as pernas de Gumball enquanto penetrava-o. Ver o príncipe entregue a si daquela forma era viciante. A boca semi aberta e a dificuldade de manter um ritmo denunciavam que ambos estavam quase gozando.

-x-

- E então? - Gumball perguntou enquanto vestia um short rosa, imitando as ação de se vestir do mais velho.

- Foi ótimo! - Marshall respondeu sorridente. - O melhor! Sem dúvidas!

- Não estou falando disso, - Gumball pareceu contrariado, mas manteve a calma. - Estou falando de me transformar em um vampiro.

Marshall sentou-se de pernas cruzadas na cama e insinuou para que Gumball sentasse em seu colo.

- Não se mexa muito, - Marshall disse enquanto acariciava a região do pescoço do menor. - não quero te machucar.

- Não vai me machucar.

- Sabe que depois disso eu não terei mais nenhum motivo para vir aqui, não sabe?

- Vai sim.

- Lá vem você. - Marshall afrouxou o abraço que estava dando para ouvir o que supunha serem lamúrias.

- Você vai vir me ensinar a ser vampiro, vai me contar todas as coisas que consegue e não consegue fazer, vai me ajudar com poderes e encantamentos e todas as coisas que eu preciso fazer para ser um vampiro completo. 

Marshall estava quase desistindo de ouvir, sabia que Gumball falaria, novamente, de seu precioso reino.

- Assim, vou ser capaz de ser o melhor governante possível, presente para sempre na vida dos meus súditos.

Marshall tentou se mover para sair dali. Sério mesmo que Gumball estava admitindo usá-lo daquela forma? Mas não conseguiu parar de ouvir a falação do príncipe em seu colo.

- Mas vou ser o melhor não porque vou ser eterno, mas porque eu aprendi, com um vampiro, a ser alguém melhor. E quero continuar aprendendo.

Marshall pensou em gritar coisas como "e é assim que você trata alguém que só quer te ajudar? Ignorando ele por toda uma noite?", mas não o fez. Gumball era assim mesmo, intransigente, inflexível e insistente. Quando não se sabe lidar com ele. Mas Marshall sabe que, com jeito, pode-se apreciar várias outras características que não necessariamente começam com "I".

Gumball realmente tem muito a aprender com Marshall, como ser um pouco mais humilde, talvez. Marshall também sabe muitas outras palavras que podem significá-los. Não separados, como o Marshall inconsequente e o Gumball inexorável, mas como um casal que se completa e, por isso, pode experimentar momentos que ninguém mais pode.

Marshall abraçou o menor, num gesto de compreensão, companheirismo e amor incondicional. Mais uma palavra com "I" para o dicionário deles. Lembrou-se de que pedira para ser tratado como um rei doce caso ajudasse Gumball em sua pesquisa e sentiu-se genuinamente sortudo de ter ganhado tão mais do que esperava: um príncipe complicado. 

Gumball apenas afirmou com a cabeça sentiu os dentes serem cravados em seu pescoço. Sentiu fraqueza, frio, um beijo, e então tudo escureceu.

♂♥♂

 


Notas Finais


GAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAY
Meu J-zus, eu amo coisas gays, mas acho que com esse final eu superei as barreiras da viadagem aakpowslkda Desculpa se alguém acabou tendo diabetes depois disso, mas a fic tava seguindo uma linha fofa e achei de devia manter isso até o fim.
Eu recebi mensagens e respostas dizendo que apoiam uma nova fic desse shipp tão lindo e prometo que ela veem *-*
Muito obrigada a [email protected] que acompanham e comentam (devem ter percebido o quanto eu fico feliz pq woow eu respondo todos os comentários kkkkkk)
Explicação rápida:
A fic Cobaia acaba aqui porque o Marshall não é mais a cobaia do Gumball e o Gumball não é mais a cobaia do Marshall. Exato! Marshall estava usando toooodas aquelas peculiaridades pra ter todas as regalias que um príncipe tem direito e, como bônus, ganhou o corpicho do monarca. Era mesmo a intenção deixar a resposta do primeiro cap aqui no final, nos últimos parágrafos, mas não sei se deu pra geral entender. Podem pensar nisso como uma relação de poder tbm, tipo isso, os dois tentando se sobressair... vocês entenderam, são [email protected] muito [email protected] *3*

Muita gente não gosta mais da fic, muita gente nem gosta mais de mim, mas eu gostaria de agradecer a todos pela companhia impagável.

Eu vou postar apenas mais uma imagem com uma explicação, espero que leiam, conto com vocês!

Kissus de maça do amor *3*


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