História Código Ômega - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Survival, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Altas emoções (???)

Capítulo 3 - III


Fanfic / Fanfiction Código Ômega - Capítulo 3 - III

   Xi Jinping penteou as sobrancelhas e chupou uma bala de hortelã. Queria passar uma boa impressão a Temer, pois suas relações comerciais com o Brasil eram muito benéficas para a China. Mesmo tentando ser cortês e agradar ao brasileiro, ele estava firme em uma decisão: não importava o que acontecesse, ele não chamaria Temer de "senhor Presidente". Por intermédio de tradutores profissionais da Língua Portuguesa, como o Bing e o Google Translate, ele havia acompanhado todo o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Lera até a última notícia, vira até o último meme, e compartilhava da opinião de muitos estudantes universitários do curso de História: era golpe. Em suas buscas, ele se surpreendera com as palavras do mais baixo calão dirigidas a Dilma por jornais e internautas. "É isso que acontece quando o povo tem liberdade de expressão", pensou ele. Agora, era o fim. Dilma fora afastada, e não havia nada que ele pudesse fazer. Seu assistente avisou que Temer estava chegando. Xi Jinping endireitou-se na cadeira e deu seu melhor sorriso, bem na hora em que o presidente do Brasil adentrou a sala e sentou-se à sua frente. 

                           .....

 A reunião não estava indo bem. Michel gesticulava e usava palavras difíceis, falando sobre a economia, a ONU e os indicadores sociais, ao que Jinping respondia com um leve aceno de cabeça ou um tímido "sim". Ainda era possível ver rancor em seus olhos escuros e estreitos, e, quando ele falava, era com amargor, como se tentasse demonstrar a Temer que preferia estar em qualquer outro lugar, deixando-o mais desconfortável do que ele já estava. Finalmente, o brasileiro endireitou a coluna e uniu as palmas das mãos, olhando dentro dos olhos do outro homem e dizendo o que estava preso em sua garganta havia tanto tempo: 

-O que está acontecendo, senhor Presidente? 

-Do que o senhor está falando?

-O senhor sabe muito bem do que eu estou falando.

Xi Jinping respirou fundo e disse com um sorriso particularmente desagradável: 

-Digamos que o senhor não deveria estar aqui. 

Temer não se surpreendeu. Já havia ouvido aquela história várias e várias vezes, e, dessa vez, ele mostraria a que veio. Ele jurou a si mesmo que não deixaria o líder asiático sair daquela sala de reunião com sua dignidade intocada. 

-Quem deveria estar aqui então? Dilma Rousseff? Ah, sim, vejo que o senhor tem uma reação bastante peculiar a esse nome. Venha, por favor. Olhe dentro dos meus olhos, me bata, diga que não deixará que o nome dela saia da minha boca suja. Eu já sei de tudo. Quero que saiba que a Dilma nunca se referiu ao senhor de maneira particularmente afetuosa. Na realidade, ela até evitava dizer seu nome em voz alta, com medo de que o senhor aparecesse, como um fantasma. "Um camarada estranho, aquele Xi Jinping" - ele disse, imitando uma voz feminina. - "Às vezes o pego me encarando.". Se ela soubesse... mas o senhor não teve coragem de contar, não é mesmo? Patético. Agora ela resolveu passar um tempo sozinha, isso é, um tempo com o ex-presidente Lula. Pessoalmente, acho que os cornos da Dona Marisa não param de crescer.

A essa altura, o chinês já estava inteiramente vermelho, e respirava pesadamente. De súbito, levantou-se e envolveu o pescoço de Temer com suas mãos, apertando forte. Para sua surpresa, Michel não apresentou reação alguma, apenas continuou olhando fixamente para seu agressor, com aqueles olhos mortos e rasos, como os de um peixe. 

-É o melhor que pode fazer? Nem tente apertar mais, meu caro, não vai adiantar. O melhor a fazer agora é me deixar ir, sou um homem bastante ocupado.

Xi Jinping soltou Temer e, aterrorizado, recuou até dar de costas com a parede. Michel ajeitou seu colarinho e saiu, dando passagem aos dois enfermeiros que vinham correndo socorrer o presidente da China, que estava desmaiado no chão.

                            ..... 

Narendra Modi nem percebeu quando Temer passou por ele. Estava muito ocupado e nervoso, ainda mais agora que agora o problema que o afligira por tanto tempo estava ficando difícil de esconder. Uma revelação daquelas poderia transformar o encontro anual dos BRICS em uma verdadeira catástrofe, sem falar no impacto nas relações da Índia com outros países. Raj, funcionário de confiança de Modi, havido trazido a informação de que os números já chegavam a 850, até mesmo nos bairros mais ricos. Narendra lhe disse para fazer o que era de costume: mais soldados e médicos. Porém ele já havia dado essa ordem tantas vezes que começava a perder as esperanças de melhora. Modi passou a mão pelos cabelos e respirou fundo. Ainda havia muito a preparar. Depois da reunião com o presidente brasileiro, haveria o jantar, e depois ele finalmente poderia ir se deitar sabendo que todos haviam ido embora sem saber de nada. Ele resolveu ir se preparar para receber Temer. Raj o avisaria caso algo desse errado. 

                          ..... 

 O encontro bilateral com Modi havia sido bom, no geral. Eles discutiram economia, novas oportunidades conjuntas do Brasil e da Índia e tudo o mais que geralmente é discutido em reuniões de chefes de estado. O primeiro-ministro indiano parecia mais relaxado do que antes, e suas unhas já começavam a crescer de novo. No entanto, Temer não era nenhum tipo de idiota, e sentia que, o que quer que estivesse afligindo Modi, ainda não havia acabado. Ele resolveu ligar para Marcela para ver como estavam as coisas; era sua obrigação conjugal cuidar do bem estar de sua esposa. Surpreendentemente, a chamada não foi atendida. Talvez o telefone dela estivesse sem bateria, ou algo assim. Sem se preocupar muito, Michel guardou o celular novamente.

                          ..... 

 Marcela havia vestido seu sari, e estava sentada em uma praça observando o movimento. Ela deixara o celular em casa, desligado, pois sentia que precisava ficar sozinha e pensar. Olhando para a rua, viu um homem e uma jovem moça andando lado a lado. Depois de alguns segundos, percebeu que aquele era Manish, da loja. Ele também pareceu vê-la, porque olhou em sua direção por um bom tempo. Depois, começou a rumar para o banco onde Marcela estava, seguido de perto pela moça, que tentava competir com os passos largos do homem. 

-Moça do sari azul, você por aqui?

-Sim, sou eu. - Marcela disse com um sorriso sincero. 

-Que coincidência. Ah, essa é minha irmã, Ashna. 

-Lembro-me dela. Sua irmã é muito bonita. 

-O-Obrigada. - disse Ashna, com um sorriso tímido e uma voz infantil.

Eles conversaram por um bom tempo, sobre o clima, a Índia, até sobre política. Marcela não se atreveu a contar que era a primeira-dama do Brasil; sentia que isso poderia assustar Manish e afastá-lo dela. Ashna, tímida no começo, começou a participar ativamente da conversa depois de algum tempo, e parecia ter criado um certo vínculo com Marcela. Quando eles se despediram, ela se sentiu mais leve e feliz. Continuou a observar os transeuntes com um sorriso no rosto. 

                          ..... 

 A sala estava um caos. Dezenas de homens em uniformes corriam de um lado para o outro, esticando toalhas, ajeitando arranjos de flores e dobrando guardanapos. Ali se realizaria o jantar oficial em que os líderes se reuniriam e tudo o mais. Eram tantos acompanhantes vindos de tantos lugares diferentes que a equipe nem se preocupava mais em contar. O salão de jantar ficaria bonito e refinado depois que tudo estivesse em seu devido lugar, mas a verdadeira beleza estava na cozinha. Lá, haviam várias panelas cozinhando diferentes tipos de pratos, dos mais comuns aos mais exóticos. No entanto, mesmo com todas as precauções e cuidados com o evento, aquele jantar estava fadado ao fracasso. 

                          .....

 Temer, Putin, Modi, Xi e Zuma estavam sentados, um ao lado do outro, em uma mesa circular, com suas pernas roçando desconfortavelmente umas nas outras debaixo das toalhas. A louça era meticulosamente espalhada em frente às cadeiras, com cerca de cinco tipos diferentes de copos, pratos e talheres para cada um deles. Mesmo com todas as suas desavenças, os cinco líderes mundiais tinham algo em comum naquele instante: dariam de bom grado um pedaço de seus territórios por um prato de comida. Felizmente, isso não foi necessário, pois os homens de uniforme já vinham com colunas retas e bandejas nas mãos. Temer observou atentamente enquanto o garçom levantava a tampa que conservava o calor do prato, e teve uma surpresa não muito agradável. 

Era moqueca. 

Michel observou seu prato melancolicamente. Ele era um homem público, em um evento importantíssimo cheio de outros homens públicos, e seu bem-estar não era o que mais importava naquele instante. Como sua falecida avó dizia, "moqueca primeiro, azia depois.". Os outros líderes mundiais também pareciam surpresos com seus pratos. Putin mexia uma tigela de borsch com a colher, enquanto Xi Jinping encarava revoltado o prato de yakisoba com macarrão instantâneo que lhe fora servido. Os pratos pareciam um tanto... estereotipados. Temer não se surpreenderia se a refeição de Narendra Modi fosse um cérebro de macaco. Mas quem estava mais indignado era Jacob Zuma. Isso porque seu prato consistia em meia cenoura com a ponta embolorada.

-Com licença, cavalheiro. - disse ele a um dos garçons - Isso é algum tipo de piada de mau gosto sobre a África? Porque se for, eu... 

Nesse momento, o garçom começou a tremer violentamente e uma espuma branca saiu de sua boca, enquanto ele caía ao chão. Outros 10 garçons também sofriam dos mesmos sintomas. Os restantes tentavam tirar os políticos de lá ou simplesmente congelavam de medo. Três homens grandalhões levaram os cinco líderes para um quarto isolado e os trancaram lá, com a promessa de voltarem logo e algumas palavras pouco tranquilizadoras. Assim que ouviu a chave girar na fechadura, Putin levantou-se e encarou Modi com seu olhar mais gélido, que fazia com que o encarado preferisse ir para uma gulag soviética do que continuar na presença daquele homem. Lentamente, Vladimir disse:

-Primeiro-ministro, exijo que o senhor me diga o que está acontecendo. 


Notas Finais


"Ah, mas na Índia não existe amizade entre homem e mulher. ". Calma, eu sei. Só pensei que essa parte seria boa para o desenvolvimento da Marcela. Além disso, não é como se alguém se importasse com o que eu escrevo aqui.


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