História Coelhos e Gatos - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 2
Palavras 2.909
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Mistério, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


O título não vai fazer sentido agora, então apenas ignorem. Obrigada <3

Capítulo 1 - Primeiro Surto


Fanfic / Fanfiction Coelhos e Gatos - Capítulo 1 - Primeiro Surto

  

“- Boa noite. Meu nome é Érica e estamos ao vivo no centro da cidade Preciosa. Recentemente está se comentando bastante sobre as mortes recorrentes nessa área da cidade. Estamos aqui com Sara, que é dona desse supermercado. Poderia nos falar mais sobre o assunto? – Disse a repórter passando o microfone para a mulher.

- Boa tarde. Noite, não é? Já são seis e dez. Desculpe por isso. Ultimamente muitas pessoas passam pelas ruas chorando ou quando passam por aqui, eu pergunto o que houve e a maioria das vezes é por morte de algum ente. Eu não sei o que está causando isso, mas está tão perigoso que no momento, fechamos o comércio antes mesmo das quatro da tarde”.

- Muito obrigada pelo depoimento, Sara. – Érica agradeceu. – Passando para uma especialista em crimes, vejamos o que tem a nos recomendar.

- Boa noite a todos. Eu sou a Dra Lúcia e recorrente a tantas mortes e reconhecendo crimes há dez anos, informo-lhes que as mortes estão sendo causadas por Lughos e Keres. Por segurança lhes recomendo não sair de casa ao escurecer, e ao voltar pra casa, tomem muito cuidado. Essas criaturas tem aparência humana e podem facilmente se infiltrarem entre nós. Qualquer dúvida sobre eles, por favor, chame a polícia.

- O que seriam essas criaturas? – A repórter pergunta.

- Lughos e Keres são criaturas com forma humana, que se alimentam apenas e exclusivamente de carne humana. Qualquer outro tipo de alimento os faz regurgitar e passar mal. É estritamente proibido abrigar qualquer tipo de criatura que não for de espécie humana ou doméstica. A pena é a morte.

- Como reconhecer se eles tem aparência humana?

- Bom, tente fazer vários testes. Ofereça comida, se logo em seguida, o ser for ao banheiro, avise a polícia. Eles são nossos inimigos e matam sem dó, para se alimentar. – A Dra diz.

- Como fazer para se proteger? – A repórter.

- Como eu já havia dito, ficar em casa é crucial. Armas não fazem efeitos. Apenas um tipo específico é possível para matar esses seres. Um tipo de força especial está sendo desenvolvido para combater as criaturas.

- Que tipo de força especial?

- Informação confidencial. Boa noite a todos. – A Dra diz e sai do local.

- Sem mais informações. Meu nome é Érica e boa noite a todos.”

* Desliga a televisão *

- Mãe, qual é? Eu tava vendo... – Diz Théo.

- Não é bom você ficar vendo essas coisas, Théo.

- Mas é o que tá acontecendo. Eu to interessado. Quero saber o que são essas coisas.

- Eu disse que não. Isso é tudo estratégia de marketing para filme de terror. Até parece que criaturas que comem gente vão aparecer assim no meio das pessoas. Pelo amor de Deus.

- Eu acho perfeitamente possível isso acontecer. – Diz Théo.

- É porque você vive com a cabeça na lua. Agora eu vou fazer o jantar e não me faça voltar aqui.

- O que vai ter?

- Strogonoff...

- Com batata palha?

- Sim.

- Entramos em um acordo então. – Théo ri pra sua mãe.

Ela sai da sala e vai olhar no armário. Não havia batata palha. Ela não queria que Théo se decepcionasse. Mesmo tendo 17 anos, ela o tratava como uma criança e ele aceitava, porque era sua mãe.

- Filho, eu vou dar uma saidinha. Não deixa a comida queimar.

- Onde você vai, mãe? Não viu que não pode sair de casa depois que escurece?

- É rápido. Vou ali no mercadinho.

- Mas, não se pode sair assim. Você viu a doutora falando.

- Théo. Não deixa a comida queimar.

- Eu vou lá pra senhora.

- Théo, eu vou sozinha. Fica aqui senão a comida queima. Por favor, não seja teimoso.

- ... – Théo não disse mais nada e ela foi.

Se esquecendo do aviso que foi dito, o comércio fechava bem antes de escurecer. Ao chegar no mercadinho, estava fechado e ela decepcionada, veio caminhando até o apartamento. Ao passar duas ruas, havia um mendigo pedindo esmola com a cabeça abaixada. Ela passou reto. Andando mais três ruas, ela chegou na rua do apartamento e ao ser chamada ela olhou para trás. Havia um rosto sorridente, ensangüentado e com olhos vermelhos diretamente para ela.

Gritou e deu dois passos para trás. O rosto a seguiu.

- Não, por favor... – Ela suplica.

- Não tenho nada contra a senhora, eu só estou com fome mesmo, mas relaxa, quanto mais você gritar mais rápido vai ser... – Ele disse tirando a capa que segurava e mostrando sua mão de aço com faixas de lava.

Ele deu um soco, desmaiando – a e saboreando sua refeição lentamente, foi embora saltitando.

Enquanto isso, Théo chora quieto, assistindo um lugho devorando sua mãe, que saiu para buscar batata palha, pra ele comer sua comida favorita. Théo não dormiu por três noites e nem saiu de casa. Não comia, apenas ficava deitado. A faculdade ligou em sua casa várias vezes, mas Théo não conseguia esboçar reação. Parentes souberam da notícia e vieram o visitar, mas ele não abriu a porta. O trabalho soube e o deu um desconto pelas faltas. No quarto dia, Théo decidiu levantar da cama e ir trabalhar. Não falou com ninguém, e desistiu da faculdade.

Trancando sua vaga, ele olhou para a televisão. A mesma doutora do dia em que sua mãe morreu, estava dando depoimento:

- Você pode aumentar o volume, por favor? – Disse Théo para a atendente.

- Claro, senhor.

“- E então, doutora? – Disse Érica.

- O que podemos informar é que casos sobre Lughos e Keres estão aumentando cada vez mais. E não se restringe ao centro de Preciosa, é na cidade inteira. Foi criado o “DCLK” Departamento de Combate a Lughos e Keres e estamos com as vagas abertas pra quem quiser.

- Quais são os requisitos?

- É necessário ser maior de dezesseis anos e estar pronto para o treinamento de um mês. Estaremos esperando cadastros.

- Eu sou Érica e encerramos por aqui. Boa noite”

A atendente se virou para Théo e disse:

- Quem seria louco o suficiente pra entrar numa coisa dessas? – Dando risada.

Ele não respondeu. Trancou a matrícula e foi embora.

No outro dia, Théo estava no DCLK conversando com a doutora, e para sua surpresa, havia bem mais do que 200 pessoas querendo entrar. Foram todos aceitos. Era necessário soldados. As turmas foram divididas em 5 turmas. Théo estava na segunda.

O treinamento era puxado. Na primeira aula foram lhes apresentados os conceitos, habilidades e classificação.

- Bom dia. A maioria das pessoas que estão aqui, tem um motivo maior. Algum Lugho ou Kere matou algum ente, ou querem proteger seus entes. Saibam que estão arriscando a própria vida por conta disso. Espero que estejam cientes o suficiente. Vamos começar: o que são Lughos e Keres? Temos pouquíssimas informações sobre esses seres. O que sabemos? Não são criaturas humanas. Se alimentam dos humanos. Estão no topo da cadeia alimentar. De humano, só tem a aparência. São superiores nas habilidades: rapidez, inteligência, força e resistência. Mas também têm seus pontos fracos. Lughos são criaturas de forma humana masculina e Keres feminina. Eles também têm órgãos sexuais idênticos aos nossos.

São divididos de acordo com a habilidade que mais se destacam. Lembrando que todos eles têm essas habilidades, apenas alguns mais que os outros.

Resistência. Os Lughos e Keres que se destacam na resistência são chamados por eles mesmos de Guerreiros ou espadachins. Carregam uma espada consigo. Se curam muito mais rápido que os outros. A desvantagem é a lentidão e peso de sua espada.

Agilidade ou rapidez. São chamados de Atiradores. Estes ficam longe e possuem alguma arma ou arco. Seus ataques são rápidos e se esquivam rapidamente também. A desvantagem é que se cansam, tendo que finalizar de forma mais rápida possível.

Inteligência. São chamados de magos ou alquimistas. Carregam um livro consigo. Sua desvantagem é a falta de arma, sendo vulnerável a qualquer tipo de ataque.

Força. São chamados de Lutadores ou caçadores. Carregam uma luva em cada mão feita de algo pesado e forte. A desvantagem é a lentidão.

Como podem ver, são divididos de forma bem organizada, mas isso não é tudo. Além dessa divisão, existe uma subdivisão: cada um possui um elemento ou sub. Ou os dois, para os mais fortes. São eles: Água, gelo / Fogo, lava / Ar, Vapor / Terra, Rocha. Lembrando que apenas é possível distinguir suas classes e elementos, se eles mostrarem. Caso contrário, é impossível distinguir o que fazer. O jeito é ir testando. Geralmente são vistos na hora em que vão matar alguma pessoa.

Se me seguirem, vou mostrá-los um Lugho que capturamos e torturamos, mas tudo o que ele disse foi isso que ensinamos a vocês. Ele está fraco e foi possível tirar essas respostas dele. O seu combustível é a carne humana. Caso não a comam, eles se tornam cada vez mais vulneráveis, perdendo suas habilidades e suscetíveis a danos. Sem a habilidade de cura, eles vão morrendo. Essa é a forma que encontramos para matá-los. Mas não mataremos esse, apenas o alimentamos o necessário para que não morra.

Théo estava fascinado com tanta coisa e tentando guardar, porém seu pensamento era apenas que o Lugho que matou sua mãe era um caçador de lava. Olhou para dentro dos olhos do Lugho e ele olhou de volta. Estava acorrentado e amordaçado. Coberto de sangue e sem as unhas. Havia facas por todo o seu corpo. Os olhos eram azuis.

- Superior, por que os olhos são azuis? Eu achava que eram vermelhos.

- Eles ficam vermelhos quando estão muito próximos a comida ou vão lutar entre si. O oficial tirou a mordaça e todos se afastaram. Jogou um pedaço de carne para ele, e a criatura abocanhou e engoliu. Seus olhos arderam como fogo e ele se curou rapidamente. – E aí, monstro? – O superior o insultou e o ser não respondeu. – O cutucou mais uma vez, sem resposta. Então oficial pegou a espada que pertence ao Lugho e o cutucou outra vez. – Não vai falar nada? Está com vergonha?

Todos na sala riram, menos Théo. Ele só via o ódio no olhar do Lugho. Sentiu que não era seguro dar comida fora de hora pra ele. Se ele era da classe guerreiro e ao observar sua espada viu faíscas vermelhas saírem, provavelmente era fogo ou lava, ele se cura rapidamente e adquire força. Era possível ver seus machucados se curarem sem deixar cicatrizes. Théo então, levanta a mão.

- Oficial, se por acaso eu quisesse lutar contra esse lugho, pra derrotá-lo eu teria que ter qual tipo de arma? – Théo ecoa na sala.

- Responde pra ele, Lenny. – Enfiando a espada em sua barriga. – Ele está tímido hoje. – Rindo – Você, meu caro, teria que ter qualquer tipo de arma que iniba a ação do fogo, logo, uma de água. – Explicou.

O lugho deu uma gargalhada e disse:

- Vocês, humanos só servem mesmo pra comida. Tente a sorte com uma arma de água contra a minha de fogo. – Ele disse e todos se espantaram – A propósito, meu nome é Lenny, prazer a todos vocês. – Sorrindo.

- Fique quieto, lixo. Você nem pra comida serve. Olha como está aí, dependendo de mim pra te alimentar porque está acorrentado. – Zombando. – E ainda estou com sua única defesa, sua espadinha de merda. Enfiou na perna de Lenny.

Dessa vez, Lenny não ficou quieto e puxou todas as correntes que o prendiam. Ele não estava totalmente forte.

- Você é tão burro que não sabe que eu fiquei ali porque eu quis. Eu podia muito bem ter me soltado a hora que eu quisesse. Caso não saiba, podemos ficar até dois meses sem comer, ou sobrevivendo com misérias. – Ele estava com os olhos muito vermelhos.

O oficial caiu no chão e Lenny estava em pé na sua frente. A única coisa que ele portava era a espada do lugho. Alguém tocou o sinal de incêndio e toda a sala saiu correndo. Théo não fugiu. Procurou a sala de armas, e lembrando – se do que o que o oficial disse, guerreiros tem resistência, mas são fracos contra ataques fortes. Em minutos Théo retornou a sala e o Lenny estava colocando sua espada contra a perna do oficial. Ele já havia perdido. Ao notar a entrada de alguém, Lenny olha diretamente para o humano com Luvas de Aço de Água e ri.

- Vocês são desprezíveis.

Nisso Théo corre na direção de Lenny com duas luvas  apontando para dar um soco e o lugho simplesmente desvia, deixando Théo cair no chão.

- Como pesa. – Disse Théo cansado.

- Não achou que um humano normal como você ia dar conta de agüentar luvas de aço não é mesmo? – Lenny ri alto.

O oficial tenta dar um golpe de espada mas ele desvia novamente.

- Patético. Só estou ainda dando atenção pra vocês, porque o vovô ali está com a minha espada. Vou pedir com jeitinho só uma vez: Vovô, eu te perdôo por você ter achado que podia me machucar e arrancar coisas de mim e por ter roubado minha espada, se você me devolver ela agora, ninguém se machuca.

Ele cuspiu e mostrou o dedo do meio.

- Que rude. Fui bonzinho, já que não quis... – Lenny pega sua espada de volta e enfia no peito do oficial. Théo não quer ver alguém morrer de novo e então tira a arma que pegou no arsenal e atira contra Lenny.

Lenny cai no chão e coloca a mão no peito. Era sangue. E não se curou. Do que era arma?

- Lava? – Théo perguntou. – Então é isso. Você só pode ser ferido com um nível acima do seu.

Lenny olhou com fúria. Pegou sua espada e foi pra cima de Théo. Este atirou em suas pernas, deixando – o no chão. O lugho, como seu último movimento, lançou a luva, deixada no chão por Théo, no braço do mesmo, quebrando-o. Todos os três estavam no chão. O oficial estava morto, Théo não conseguia levantar a luva com um só braço e Lenny caiu ferido. Passou-se alguns minutos quando Théo foi levado pela ambulância.

No outro dia, Théo abre os olhos e está no hospital.

- THÉO, VOCÊ É LOUCO? – Disse alguém gritando.

- Quê? – Ainda levantando. – Ah, é você Ana.

- Você brigou com um Lugho? E saiu vivo. Sabe qual a chance disso?

- Não.

- Nenhuma. Não existem lughos bonzinhos, o que você fez pra ele não te matar?

- Eu matei ele.

- Mentira. – Ana duvidou.

- Dei sorte.

- Saiu com um braço quebrado. Disseram que encontraram você desacordado e com uma luva sob seu braço. Caramba, você é louco.

- Tô bem, relaxa. Onde está o oficial?

- Ele morreu. Como todos os outros que enfrentaram Lughos.

- E o Lugho?

- Não foi encontrado.

- O quê? Eu matei ele. Ele caiu no chão. – Théo diz.

- Théo, você tá vivo. Isso que importa, pelo amor de deus. Descansa, vai.  – Vou te deixar em paz. Só porque tenho faculdade agora. Eu volto.

- Pra onde Lenny foi? Ele morreu, não morreu? Se não, outros lughos vão vir atrás de mim? – Théo pensava.

Ele tentou dormir, mas sonhou com lughos e então desistiu. Não parava de pensar naquilo. Como deixou o oficial morrer? E Lenny nem comeu sua carne e seus órgãos? Alguma coisa estava errada.

Ana chegou para levar Théo para casa.

- Théo? Por que ta tão pensativo?

- Eles são muito fortes.

- São?

- Ele nem era desenvolvido na habilidade força e mesmo assim conseguiu me atirar a luva, depois de tomar 3 tiros.

- Habilidade?

- Esquece. – Théo disse – Estou divagando.

Chegando no apartamento de Théo.

- Eu vou dormir aqui com você. – Ana disse. – No quarto da mamãe.

- Não precisa.

- Você tá muito machucado. Vou ficar aqui pelo menos hoje.

Não adiantava teimar, era igual a mamãe.

No outro dia, tudo ocorreu de forma normal, até Théo chegar no DCLK. Foi recebido com palmas e aos gritos. Além de ser parabenizado e ganhar honra. O resto dos dias foram aulas teóricas e ele podia usar apenas uma mão para as práticas.

Os dois meses seguintes foram tranqüilos, ele tirou o gesso e as práticas ficaram mais fáceis. Era preciso treinar todos os dias, para manter a forma. Além disso as missões em campo eram sempre dedicadas a ele. Não tinha agilidade, mas era um atirador, e o melhor do DCLK. Matou muitos lughos, porém nenhum atirador.

- Aí, Théo. Meu sonho é ver você matando um atirador. – Um colega de trabalho zuou.

- O meu também – retribuiu.

Em um lugar bem distante dali.

- Hey, desculpe incomodar seu treino... – Um elfo de cabelos brancos chegou, atrapalhando o treino de tiro ao alvo.

- O que foi? – Disse a moça atirando direto no alvo. Duas armas na cintura, uma na perna e seu arco na mão. Nas costas guardava as flechas de gelo.

- Ele matou mais um.

- Quem?

- Uma maga. Iris. Ala bronze. – O elfo disse com a prancheta.

- Enquanto não matar um atirador não é problema meu.

- Devo avisar a senhorita Eloise? – O elfo perguntou.

- Avise. Diga que eu quero falar com ela.

- Sim, senhora. – Ele se ajoelha, dá um floco de neve à moça e sai correndo pelo palácio de gelo.

-----------------------------------------------------x----------------------------------------------------------

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...