História Coexist - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Shikamaru Nara, Temari
Tags Hentai, Naruto, Romance, Shikatema
Exibições 192
Palavras 3.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa tarde pessoas bonitas! Como prometido, capitulo novo!

Capítulo 8 - Capitulo 8


Já estava claro quando eu e Temari sentamos no chão da sala para começarmos os relatórios sobre o desenvolvimento das equipes dentro da Base Subterrânea. Era um trabalho chato e eu não queria realmente fazê-lo, mas era necessário para a avaliação depois da terceira fase, onde seriam escolhidos os novos chuunins de cada vila.

Temari bufou irritada algumas vezes, sem eu saber o que estava acontecendo, até que ela falou:

-Estou com vontade de te bater, Nara.

-Hã?

Ela resmungou algumas palavras que eu não entendi e corou.

-Eu não tenho ideia do que escrever sobre os genins da equipe 4 de Kumo! –ela respondeu por fim –Porque você estava me agarrando quando eles lutaram contra a equipe do Baki-sensei.

Eu corei, mas ri.

-Você não reclamou na hora. –a lembrei e sua expressão ficou mais zangada –E não tem motivo para você ficar brava com isso. Ainda temos doze tediosas horas para observá-los.

Ela revirou os olhos.

-Fique longe de mim nessas doze horas então, se não eu vou arrancar essas suas mãos bobas com o meu Kirikiri mai.

Eu levantei uma sobrancelha para ela. Mas levei a sério sua ameaça, até porque realmente precisávamos de material para os relatórios, e passamos as doze horas enfurnados naquela sala prestando atenção no que os genins faziam pelos monitores. No fim do turno, adicionamos novas informações no quadro que tinha ao lado dos monitores: Das dezenove equipes, àquela altura, sete haviam conseguido o pergaminho e cinco chego ao fim do labirinto. Um pergaminho havia sido destruído e dois gennins estavam mortos.

Fomos rendidos e saímos pelas ruas escuras e desertas de Konoha. Andamos lado a lado por alguns minutos, a brisa fria, uma coruja piou. Olhei de soslaio Temari e ela olhava a lua, perdida em pensamentos. Ainda pelo canto do olho, vi sua mão balançar a centímetros da minha. Suspirei baixo, esperando que a loira não escutasse, e segurei sua mão, exatamente como ela tinha feito comigo após o festival.

Temari não deixou de encarar a lua, mas um sorriso nasceu em seus lábios e ela segurou minha mão de volta. Eu sorri também, voltando a olhar o caminho que fazíamos. Fomos o caminho inteiro de mãos dadas.

Abri a porta do apartamento, ainda segurando sua mão. Entramos e, antes que ela acendesse a luz da sala após fechar a porta, eu a puxei de encontro a mim. Ela ofegou surpresa quando seu peito bateu no meu e eu enlacei sua cintura.

-Hey! –exclamou e riu.

Eu a beijei. Temari correspondeu e eu a apertei contra mim. Nossas línguas se encontraram, suas mãos se apoiaram em meus ombros, eu a empurrei de encontro a parede ao lado da porta, meu corpo a prendeu ali. Ela suspirou no meio do beijo, suas mãos soltaram agilmente meu cabelo, seus dedos percorreram pelos fios, nossas bocas se separaram. Não conseguia ver seu rosto com a pouco luminosidade que entrava pela janela, mas sentia a respiração acelerada no meu rosto. Temari encaixou a mão na minha nuca e puxou-me ao seu encontro, me beijando novamente, com mais calma. Suas mãos percorriam meus ombros, cabelo e nuca, as minhas passeavam por sua cintura. Selei nossos lábios uma última vez em um beijo curto antes de me afastar. Escutei-a suspirar e a luz da sala acendeu enquanto eu entrava no banheiro.

Encostei-me na porta assim que a fechei e bufei, minha cabeça bateu de leve na madeira. Encarei o nada por um tempo, pensando em como era difícil me distanciar dela quando começávamos a nos beijar dessa forma. Tomei um banho gelado para afastar aquelas sensações que ela me causava.

Sai do banheiro e Temari levantou do sofá. Sorriu quando passou por mim e eu sorri de volta. Fiz lanche para comermos enquanto ela tomava banho. Comemos em silêncio, a louça ficou na pia para o dia seguinte, já eram quase quatro e meia da manhã.

Como todas as noites, deitei na cama e Temari apagou a luz. Logo o colchão afundou do meu lado e eu esperei ela deitar no meu peito, mas, em vez disso, ela se inclinou sobre mim e encostou seus lábios nos meus. Fechei os olhos, apreciando o toque delicado. Uma de suas mãos passeavam pelo meu cabelo e a outra acariciava meu rosto. Eu abracei-a pela cintura, trazendo-a para mais perto, seu peito encostou no meu e pude sentir o coração dela acelerar conforme ela me beijava com menos delicadeza.

Seus lábios deixaram os meus e eu achei que ela deitaria do meu lado, mas ela desceu os beijos pelo meu pescoço enquanto sua mão deixava meus cabelos e entrava por dentro da minha blusa. Ofeguei quando ela sugou meu pescoço, a mão subindo pelo meu peito e descendo de novo para minha barriga.

-Você tem gominhos... –ela riu em meu ouvido e eu me arrepiei.

Seus lábios voltaram aos meus e eu a beijei com urgência. Empurrei-a em direção a cama e fiquei inclinado em cima dela enquanto a beijava. Suas mãos voltaram para meu cabelo, bagunçando-o.

Eu quebrei o beijo, suspirando pesadamente contra seus lábios. Alguns segundos se passaram e ela perguntou:

-O que foi, Shika?

Beijei de leve sua boca e encostei nossas testas, recuperando um pouco do fôlego que seu beijo me tirara.

-Eu estou ficando um pouco... Animado demais com isso. –eu murmurei e agradeci por estar totalmente escuro, porque com certeza eu estava totalmente vermelho.

-Ah! –ela exclamou depois de um momento.

-É.

Um silêncio constrangedor prevaleceu enquanto não saíamos da posição em que estávamos, mas então Temari riu e, mesmo não vendo seu rosto, eu podia imaginar como ela estava, corada e risonha.

-Saia de cima de mim, então. –ela disse por fim e eu ri também, atendendo seu pedido.

Me joguei na cama ao seu lado, ainda sentindo as sensações que ela me causava. Ela não se afastou, mas também não se aproximou demais. O silêncio que se estabeleceu não foi constrangedor como o anterior e, aos poucos, fui escutando a minha respiração e a dela se tranquilizarem. Estendi meu braço e segurei o seu, puxando-a para mais perto. Ela veio, deitou no meu peito e riu de novo.

-Isso é um pouco estranho, não é? –ela perguntou.

-Sim. –eu respondi.

Ela demorou um pouco antes de falar de novo, soando um pouco tímida.

-Mas eu gosto.

Eu ri imaginando-a corada novamente.

-Eu também. –murmurei, beijando o topo de sua cabeça.

Ela me abraçou mais e eu acariciei seus cabelos por algum tempo antes de cair no sono.

OoOoOoOoOoOoOoOo

Chegamos na entrada da base subterrânea era quase uma hora da tarde. As cinco equipes que haviam conseguido chegar ao fim estavam lá, sentados e com cara de cansados. A esquipe de Baki-san, além de uma equipe de Konoha, da qual Hyuuga Hanabi fazia parte, uma de Kumo, uma de Kiri e uma de Kusa.

O local era uma arena circular, com vinte passagens a sua volta que davam para dentro do labirinto. Ao redor, um piso elevado servia como arquibancada, acessado por uma escada lateral próximo a entrada quatro.

Me apoiei na grade de segurança, Temari ao meu lado. Os outros representantes das vilas estavam espalhados, alguns conversando com os professores das equipes. Karui veio cumprimentar a gente.

-Tsc. -resmunguei quando mais um time chegou, dessa vez de Iwa, quase uma hora depois.

-O que foi, Shikamaru-san? -Karui perguntou.

Temari riu.

-Pela quantidade de genins que passaram na prova, ele está pensando que haverá semifinais e como isso vai ser “problemático”.

Revirei os olhos para ela, mesmo ela estando certa. Karui riu. As duas começaram a conversar sobre as equipes de suas respectivas vilas.

-Ah, eu lembrei de uma coisa – Karui disse de repente um tempo depois – Como eu iria vê-los hoje, Chouji-san pediu que eu chamasse vocês para jantar com a gente no Restaurante Q amanhã. Ele disse que Ino-san e Sai-san também vão.

Eu arqueei uma sobrancelha, pensando onde Karui teria visto Chouji e se ela tinha percebido que aquilo era praticamente um encontro de casais. Temari, do lado da outra kunoichi, me olhou e pareceu pensar a mesma coisa que eu.

-Vocês poderiam parar de fazer isso. –Karui disse revirando os olhos.

-Isso o que? –perguntou Temari confusa.

-Esse negócio que vocês fazem de um olhar pro outro e parecer que sabem exatamente o que o outro está pensando –Karui respondeu –É muito estranho.

Temari arregalou os olhos e corou, minha expressão refletiu a sua.

-Nós não fazemos isso. –ela disse.

-Ah, fazem sim. –Karui retrucou –Foi assim inclusive que todos os representantes das outras vilas se tocaram que vocês são um casal.

Não sei se era possível, mas eu e Temari ficamos mais vermelhos.

-Como assim todos acham que somos um casal? –Temari perguntou.

-E vocês não são? –Karui retrucou erguendo uma sobrancelha.

-Somos! –ela respondeu rapidamente.

-Então, qual o problema?

Eu realmente estava constrangido com aquela conversa, mas ri da cara de Temari.

-Do que você está rindo, idiota? –ela me perguntou levemente irritada e ainda vermelha.

Um sinal anunciando o fim da prova me salvou de ter que dar uma resposta. Nenhuma outra equipe tinha chego e alguns jounins se dirigiram as entradas do labirinto para tirar de lá as equipes que não conseguiram passar na prova.

Temari resmungou algumas coisas que não fizeram sentido enquanto descíamos as escadas. Kakashi já estava lá e nós nos juntamos aos outros representantes das vilas e professores atrás dele enquanto ele falava sobre a prova e as semifinais. Todos os outros subiram novamente depois das palavras do Hokage e os genins também. Eu fiquei, sendo o responsável pela prova. Anunciei os nomes que os painéis sortearam e as lutas das semifinais começaram.

Como Temari havia falado para mim alguns dias antes, nenhum dos garotos do time Baki passaram, sendo esmagados um por Hyuuga Hanabi e o outro por um menino de Iwa. A luta da garota de Suna, Niyla, contra a garota de Iwa, foi a mais rápida e me trouxe um deja vu da luta de Temari com Tenten no nosso exame chuunin. A garota não usava um leque igual ao de Temari, mas tinha o estilo de luta parecido.

As nove lutas foram rápidas no geral e as semifinais acabaram antes das sete da noite. Os feridos foram encaminhados para o hospital e Kakashi anunciou que a terceira fase seria um torneio em um mês, como de praxe. Tomamos o caminho para fora da base,  Karui tirando barato com a cara do representante de Kusa por todo o time de Kumo ter passado na prova, enquanto Kusa iria pra casa sem nenhum novo chuunin. Fomos para o prédio do Hokage terminar de preencher os relatórios. Quando saímos de lá, já era tarde, mas estávamos finalmente de folga.

Karui caminhou com a gente parte do caminho até o hotel onde estava hospedada. Não perguntou onde Temari estava ficando, mas nos informou para estarmos no Restaurante Q às oito horas na noite seguinte. Nos despedimos e eu e Temari continuamos o caminho até o apartamento.

-Oficialmente de folga. –declarei enquanto me jogava no sofá. Temari riu.

-Você é preguiçoso demais, sabia? –ela perguntou parada a minha frente.

-Deixa de ser problemática! –resmunguei – Trabalhamos por quase vinte dias seguidos, não posso estar feliz por uns dias de folga?

Ela riu de novo e eu sorri de canto, me inclinei para frente e a puxei, fazendo-a sentar no meu colo. Temari corou, mas passou os braços pelo meu pescoço e esticou as pernas no sofá. Nos encaramos por alguns minutos e ela sorriu para mim, aquele sorriso que ela dava tão pouco, mas era tão lindo.

-Você está contente porque acha que vai dormir até mais tarde –ela disse –Mas eu não vou te dar paz.

Eu bufei.

-O que? Vai me fazer levantar cedo para limpar a casa? –resmunguei.

-Acertou! –ela declamou e riu da minha cara de desagrado. –Quanto tempo que esse chão não vê uma vassoura, Nara?

-Limpei a casa toda antes de você chegar. –continuei resmungando.

-O que, como você mesmo disse, já fazem quase vinte dias. –ela observou com uma sobrancelha arqueada.

Eu bufei.

-Nós podemos simplesmente namorar um pouco antes de dormir em vez de ficar falando em como a casa está suja, Temari? –perguntei também levantando uma sobrancelha para ela.

Ela corou e ia me dar uma resposta possivelmente atravessada, mas eu revirei os olhos e a beijei. Ela não protestou e correspondeu. Minhas mãos passaram pelos seus cabelos, soltando os dois rabos-de-cavalo e enlaçaram-se entre os fios loiros, massageando sua nuca. Ela se agarrou mais a mim, nossas bocas exigindo mais uma da outra, minha mão desceu de sua nuca pelo pescoço e eu hesitei um momento antes de continuar, parando a mão em cima de sua clavícula. Ela separou os lábios dos meus e sorriu, maliciosa e corada, sua mão pegou a minha e levou até em cima do seu seio. Eu suspirei pesadamente antes de apertar sem muita força e voltar a beijá-la. Ela soltava suspiros conforme eu massageava seu seio por cima da roupa. Suas mãos soltaram meu cabelo e ela os agarrou firmemente quando apertei um pouco mais forte seu seio. Meu outro braço rodeou sua cintura e eu a apertei contra mim novamente, sua coxa pressionou meu pênis por cima da roupa e eu soltei um gemido baixo. Temari congelou no meio do beijo e ficou tensa, escorregando do meu colo para o sofá.

Eu olhei-a, meio confuso, mas ela desviou os olhos para o outro lado, extremamente corada.

-Vou tomar banho. –ela disse apressadamente e levantou de um pulo, batendo a porta do banheiro um pouco desajeitada ao entrar.

Eu bufei. Não bravo ou frustrado com ela, mas com as reações que meu corpo tinha a ela. Senti-me latejar dentro da calça e passei a mão no rosto, pensando em uma sequência de jogadas de shogi para tirar meus pensamentos do que acontecia a poucos minutos e, principalmente, para acalmar o meu amigo.

Quando escutei a porta do banheiro abrir, fui até ela. Temari entrou no quarto e eu fui atrás, parando a uma distância considerável dela.

-Hey, Temari –chamei um pouco sem graça –Você... Eu... Bem.. Desculpe.

Ela não olhou pra mim, seu rosto se tingiu de vermelho.

-Não tem porque você se desculpar. –ela falou –Minha reação foi exagerada... Está tudo bem. Eu... Isso é uma coisa que eu deveria esperar que acontecesse, não? –ela perguntou e deu um sorriso sem graça.

Eu ri, um pouco nervoso com a situação.

-Bem, é, eu acho que sim... –eu respondi coçando a nuca.

Ficamos alguns segundos nessa situação tensa. Temari bufou.

 -Ah, droga! –ela reclamou  –Eu realmente odeio isso Shikamaru, odeio o jeito que você me deixa!

-Eu...Hã... Desculpe... Eu não queria te deixar constrangida.

Ela suspirou pesadamente, como se eu estivesse sendo idiota e não entendendo o que ela queria dizer. Bem, eu me sentia idiota e sem entender o que ela queria dizer.

-Não estou falando disso. –ela disse e finalmente olhou para meu rosto, vermelha, impaciente, irritada –Você faz eu me sinta fora de meu próprio controle e isso me deixa furiosa! Eu nunca me senti assim, como se não pudesse controlar minhas próprias ações! Eu olho para você agora e sinto uma confusão de coisas, meu estômago revira, parece que tem borboletas dentro dele, minha pele formiga só de pensar que você vai me tocar, meu coração dispara... Isso é tão ridiculamente clichê que eu tenho vontade de te bater e de me bater. Eu quero te beijar, eu quero que aconteça mais do que aconteceu no sofá, na cama, mais do que acontece todas as vezes que você coloca as mãos em mim. É tudo novo e desconhecido, essas sensações que você me causa, e não entender tudo isso está me deixando maluca!

Eu arregalei os olhos diante de sua explosão. Ela estava ofegante depois de despejar tudo aquilo e me olhava com os olhos brilhando, desafiadores. Eu entendia exatamente o que ela queria dizer, porque me sentia da mesma forma.

Ela desviou o olhar e seu cenho se franziu, seus olhos se apertaram e ela grunhiu de frustração.

-Eu tenho medo de tudo que eu sinto por você. –ela declarou por fim. –E medo do que tudo isso significa.

Fiquei parado como o idiota que eu sabia que eu era olhando para ela, sem saber como reagir depois de tudo que ela disse. Eu sabia lidar com Temari feliz, sabia lidar com ela irritada, brava, até mesmo com ela furiosa. Eu sabia lidar com a Temari kunoichi e problemática. Mas lidar com Temari mulher, Temari exposta dessa forma para mim, vulnerável... Falando do que eu causava nela...

-Eu... –comecei sem, no entanto, saber o que dizer.

Ela continuou não me olhando.

-Eu vou dormir no sofá essa noite, tá? –ela falou e pegou o travesseiro dela, passando por mim.

Eu franzi o cenho e segurei seu braço. Seus olhos encontraram os meus quando ela virou-se para mim e ela corou.

-Você faz com que eu me sinta do mesmo jeito. –revelei. –E... Bem... Eu acho que isso... Isso é parte do que nós estamos nos tornando um para o outro. Eu disse que não tivéssemos pressa para as coisas, para nada, e nós não temos, mas as coisas estão acontecendo e... Eu... Eu também tenho medo de tudo isso que está acontecendo com a gente. É tudo novo. Nós não namoramos a nem um mês, mas estamos praticamente morando juntos. Isso faz com que as coisas se apressem e, se você quiser, se você não quiser ir tão rápido, se não estiver à vontade, eu posso ir pra casa da minha mãe.

Ela me olhou por um momento. Eu soltei seu braço, ela suspirou.

-Eu não acho que... –ela hesitou, procurando as palavras pra dizer o que queria –Que seja ruim as coisas estarem acontecendo dessa forma. Não foi isso que eu quis dizer. Você não está me pressionando ou algo do tipo. Eu gosto de estar com você, Shikamaru. Eu só odeio sentir que não tenho controle.

Eu suspirei.

-Nós não podemos controlar tudo o tempo todo. –comecei –Eu posso pensar vinte e cinco formas diferentes, por exemplo, de resposta para uma jogada no shogi, ou trinta e oito formas diferente que um inimigo possa reagir a uma investida. Mas, mesmo assim, mesmo parecendo que eu tenho o controle tanto da partida, quanto da luta, alguma coisa pode sair fora do que eu pensei, mesmo eu tendo calculado todas as probabilidades.

Ela levantou uma sobrancelha e eu imaginei que provavelmente ela estava achando minhas comparações extremamente idiotas.

-Você tem umas ideias estranhas em momentos estranhos. –ela disse.

-É, eu sei. –revirei os olhos.

-Mas eu entendo o que você quer dizer. –ela disse por fim. –Eu não quero que você vá pra casa da sua mãe. Está frio! Quem vai me esquentar a noite?

Eu revirei os olhos novamente, mas sorri. Ela sorriu de volta para mim. Ela se aproximou e me abraçou, deitando a cabeça em meu ombro. Eu a abracei de volta. Entendi que ela precisava falar como se sentia para ficar mais segura com o que estava acontecendo entre nós, pois agora ela sabia que eu me sentia da mesma forma. De certa maneira, também estava me sentindo melhor.

 


Notas Finais


E ai? O que acharam? Alguns momentos quentes, mais do exame chuunin, um pouco de Karui e uma confissão de sentimentos! Espero que tenham gostado!

Por favor pessoas, comentem o que vocês gostaram!


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