História Coffee. — JIKOOK - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Jeonjungkook, Jikook, Parkjimin, Romance
Visualizações 137
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura! ^^

Capítulo 6 - Qual a razão dos porquês?


Jeon JungKook on:

- Quer saber de uma coisa? vá se ferrar garoto!

E essas, são ás últimas palavras que ouvira do appa, após mais uma discursão. O motivo? praticamente o de sempre, ele vem e trás aqueles amigos bêbados e eu, não posso ter o descanso que mereço por estudar e trabalhar a semana toda. Usava os fins de semana, apenas para descansar, e adquirir energias para que ao decorrer da semana, eu tivesse o ânimo e a disposição, que preciso. A última semana, esgotou todas ás forças que tinha, trabalhei e estudei feito um condenado. E ainda, teve aquele dia, em que aquele cliente sem noção, deu para me perseguir. 

Saio da casa, completamente irritado com toda essa situação. Não aguentava mais, ter um pia tão ingrato e uma vida, completamente desproporcional a minha idade. Tenho apenas dois amigos, e mesmo assim, não saio com eles ou participo de festas elaboradas pelos mesmos. Sempre dou a mesma desculpa, de que estou cansado demais ou ocupado demais,  que não é exatamente uma desculpa e sim, um triste fato. 

Não costumava sair nos fins de semana, geralmente passava o dia dormindo, sério, eu apenas levantava para comer e tomar banho. Pode ser incomum para alguns, mas para mim, é completamente normal pois, mal tenho tempo de dormir durante a semana. Mas dessa vez, não conseguia nem se quer, ficar na varanda de casa, pois ás risadas altas e aquele cheiro de bebida, tomavam conta da casa, se continuasse lá por mais um minuto, iria surtar. Ho, eu sinceramente me pergunto, o que mais de ruim poderia acontecer em minha vida, pois a mesma é uma droga, aish! O dia estava ensolarado, eu detestava dias assim, por mais que não tivesse agasalhos suficientes, eu preferia o frio, ao menos não teria que tolerar esse sol na minha cara. Mas mesmo nesse sol, eu usava meu velho moletom preto, eu sempre usava quando saia, soava até como um escudo imaginário. Andava meio sem rumo pela cidade, a mesma estava bem movimentada, detestava isso, por isso não saia em fins de semana. Multidões me sufocam, não gosto de esbarrar em pessoas e nem mesmo ter contato visual, isso é meio estranho, mas para mim, as pessoas são tão crués e insensíveis, que prefiro manter a maior distância possível. Tanto, que em meu trabalho, mal olho para o cliente, apenas anoto o pedido e o trago, afinal, não é necessário fazer algo a mais que isso. Pode até soar frio da minha parte, mas não me importo muito com isso, pois tenho muitos motivos para ser assim, há começar por um appa que nunca, foi realmente um appa. Ainda me pergunto, o que levou a omma a me largar e nunca ter ao menos, mandado uma carta para dizer que estava bem ou ao menos, perguntar se eu precisava de algo. O que eu realmente precisei ouvir em toda a minha vida, era um simples e verdadeiro "eu te amo". 

Andava pensativo e de cabeça baixa, de repente, apenas sinto algo vir de impacto com meu corpo e toda minha visão escurecer..... 

" Abro os olhos, ao sentir os irritantes raios de sol invadirem meus olhos, olho ao redor notando que estava em um quarto muito bonito e bem organizado, tinha toques femininos, presumo que era de uma mulher. Não sabia o "porquê", mas me sentia mais leve e por incrível que pareça, estava feliz. Me levanto da cama, e caminho calmamente até um grande espelho que estava na parede, em frente a cama. Minha aparência parecia melhor, era como se visse através do espelho, uma versão minha melhorada. Meu cabelo estava em tom marrom e bem arrumado, não negro e com a franja maior como antes. Não existia mais olheiras em meu rosto, na verdade, o mesmo estava mais radiante e a aparência cansada, havia sumido. Usava roupas bem bonitas e de bom tecido, meu all star era branco como nuvens, minha calça era de couro e minha blusa, branca de tecido bem fino e delicado. 

- Ho, você acordou querido! 

Uma voz feminina, soa delicada e feliz, atrás de mim. Me viro, arregalando os olhos ao ver a mulher há minha frente, apenas tinha a visto por fotos, vê-la pessoalmente fez meu coração acelerar ainda mais. Vestia um vestido florido, que caia muito bem nela por sinal, seu cabelo era negro e longo, sua pele branca e seu belo sorriso radiante. 

- O-omma? 

Gaguejo ainda sem acreditar, que ela estava mesmo em minha frente. A mesma sorri e caminha até mim, pegando em minha mão e olhando em meus olhos, com aquele belo par de olhos negros. 

- Claro que sou eu, querido. 

Diz com um sorriso esboçado entre os lábios, sinto uma lágrima escorrer sobre minha bochecha, nunca estive tão feliz em toda a minha vida. Naquele momento, toda a mágoa que havia dentro de mim, se transformou em pó. 

- Porquê me deixou? porquê não me levou contigo? Aigoo, não tem noção de tudo que passei!

Falo com a voz embargada, entre lágrimas de profunda tristeza ao recordar, tudo que passara. Mas... Como cheguei aqui e mudei a aparência e o humor de forma tão repentina? E como ela me encontrou? Como pôde manter a aparência jovial da única foto que tenho dela? E ás mesmas roupas? Aish, quantas perguntas!

- Porquê tudo isso?

Eis ás únicas palavras que consegui expressar, ela ainda com o sorriso radiante, passa sua mão sobre meu rosto, me fazendo fechar brevemente os olhos, para sentir melhor sua pele macia. 

- A vida é cheia dos "porquês" meu querido, afinal sem eles,não existia razão para ás respostas. Mas agora, você precisa voltar.. Espero que continue sendo forte!

A olho sem entender suas últimas palavras, sua aparência continuava serena mas, a mesma estava se afastando, quanto mais passos á frente eu dava, mais ela ficava distante. 

- Omma o que está havendo?

Antes que ela pudesse me responder, uma grande claridade invade minha visão, e a última imagem que vira, foi seu belo e acolhedor, sorriso. "

Abro os olhos lentamente, aos poucos ia me acostumando com a claridade do local. E novamente eu estava em um quarto, mas dessa vez, era um quarto de hospital. Olho ao redor, ainda meio tonto e com uma forte dor de cabeça, não me lembrava do que aconteceu, apenas que andava distraído pelas ruas e sobre o estranho sonho, que acabara de ter com a omma. 

- Aigoo, finalmente você acordou, seria horrível viver  com um morto na consciência!

Desvia a atenção para a voz, que acabara de invadir meus ouvidos. Não podia acreditar que ele estava ali, aish, o que esse garoto faz aqui? Passo a mão sobre a testa, sentindo um curativo sobre a mesma. 

- O que houve? E o que você faz aqui?

Pergunto rude, o mesmo solta um suspiro alto e larga o copo de café, que até então estava em sua mão. Se levante e me olha, com um pouco de culpa, já até poderia imaginar o que vinha pela frente, a minha vontade nesse momento era de matar esse cara. 

- Você apareceu do nada na minha frente, quando me deparei, já havia o atropelado. Mas você só desmaiou e feriu a testa, não quebrou nada, o médico só estava esperando você acordar. 

Olho para ele com olhar de reprovação, foi a gota d'agua para mim, esse foi o pior fim de semana da minha vida! Já não bastasse não poder descansar, porque o appa e aqueles amigos não deixaram, ainda sou atropelado por um garoto, completamente sem noção. Estava tão alterado, que minha cabeça latejava ainda mais. 

- Estou com tanta raiva e frustração, que nem mesmo, vale a pena lhe xingar, Já pode ir embora, eu me viro, não preciso de você para nada seu sem noção!

Falo sem o olhar, fecho um pouco os olhos devido a dor, que por sinal, estava forte. Escuto passos se aproximarem, abro os olhos e me deparo com o mesmo ao meu lado, com os olhos marejados. 

- Sem noção? Olha aqui garoto, eu tive um dia difícil hoje, minha mente está uma bola de neve e mesmo assim, lhe trouxe para esse hospital, pois eu poderia muito bem ter o deixado largado na rua. Aish, você é tão insensível, como consegue?

Seu rosto pálido, agora estava avermelhado e ás lágrimas escorriam por suas bochechas. Eu não conseguia sentir dó ou pena disso, quantas vezes estivesse assim e ninguém se importou? Ás pessoas não merecem a minha compaixão, não mesmo, afinal, quem teve compaixão de mim? 

- Se seu dia foi ruim, isso é um problema seu. E sobre me trazer, essa é a sua obrigação, afinal, foi você quem me atropelou, poderia ser preso se não prestasse socorro. Se sua preocupação, era eu estar vivo, pois vê que agora estou. Já pode ir embora!

Falo sem expressar sentimento algum, posso sim ter sido frio, mas não foi metade do que a sociedade é, do que pessoas como ele são. Estes, nunca se importam com ninguém, se preocupam apenas com dinheiro, poder, mimos e em eliminar problemas que os outros, podem causar em seu nome. 

- Eu deveria ter deixado seu corpo na rua, não tinha pessoas ao redor, não iria me encrencar e claro, não iria ter que tolerar um mal agradecido feito você. 

Limpa ás lágrimas, enquanto se afastava para pegar o café. O olho com um ironia, solto uma risada sem humor, fazendo ele me olhar curioso. 

- Me trouxe porquê quis meu caro, eu não o obriguei. E tem outra, quando eu sair daqui, fique bem longe de mim. A minha vida já é complicada demais, não preciso de mais um peso nela, me poupe disso. 

Encosto ás costas no travesseiro, espero que esse médico chegue logo. Park Jimin me olha aparentemente triste, ainda não entendi o porquê disso, não foi para tanto também. Pega seu casaco, e caminha até a saída, com o café na mão livre. Passa pela porta, finalmente se retirando do quarto. Estava aliviado com isso, não me sinto a vontade com desconhecidos por perto, ainda mais um que só aparece para me oportuna. Minhas pálpebras estavam ainda pesadas, devem ter me dado algum remédio que dê sono. Bom, aqui era calmo e silencioso, e já que aquele garoto foi embora, eu poderia aproveitar e dormir. O appa não percebe minha presença na casa mesmo, para ele tanto faz, não há ninguém para se preocupar com a minha ausência, talvez aqui seja o melhor lugar para fica por essa noite. 

Aquele sonho com a omma, mexeu bastante comigo, foi uma experiência única, poder sentir a mesma tão perto, mesmo que fosse apenas um sonho. Aquelas palavras não saiam da minha cabeça; " A vida é cheia dos "porquês" meu querido, afinal sem eles,não existia razão para ás respostas.". O que será que isso significa? Aish, não aguento mais tantas perguntas, estou prestes a explodir de tão confusa e sobrecarregada, que minha mente se encontra. 

Afinal, quais são ás razões dos porquês? Eles só servem para confundir, gerar mais dúvidas ainda em minha mente, o que mais preciso nesse momento é dormir, se bem que, nem mesmo nos sonhos, encontro sossego!


Notas Finais


Nos vemos em breve, prometo que o próximo será maior e claro, muito obrigado pelos favoritos e comentários, isso é bem importante para mim! ;3


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