História Coffee With Lemon - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Overwatch
Tags Emily, Overwatch, Tracer, Widowmaker
Visualizações 17
Palavras 3.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Luta, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Um copo quente de chá


Apenas um dia separava Emily do natal, nada muito inovador havia acontecido nos últimos tempos. Amélie quase nunca parava em casa desde o pequeno incidente na madrugada, a francesa havia ficado extremamente formal e ora ou outra buscava conversar. Chegava em casa durante a madrugada e saía antes mesmo do sol nascer. A ruiva nunca ousou falar, perguntar ou citar o sumiço repentino ou a mudança completa na personalidade da assassina. Sabia que a menor brecha levaria a coisas muito maiores, coisas essas que ela não queria imaginar acontecendo, deixando assim, para que sua imaginação vivesse-as.

De uma forma ou outra, isso revelou vários pontos que antes estavam obscuros à inglesa. Havia trocado chá por café involuntariamente, o mais provável é que tenha se acostumado a ver Widowmaker bebendo e sem querer inverteu sua bebida favorita. De vez em nunca, costumava pingar algumas gotas de limão no café, o que já deixou de ser tão estranho quanto fora na primeira vez que vira Amélie fazer aquilo. O sabor do café com limão, por mais ridículo que pareça, era viciante ao ponto de ela sentir falta poucos minutos depois de já ter bebido dezenas de copos.

Não apenas o fato do café, mas também o fato de ela ter passado a dormir curvada sem motivo. No começo, ela dividia a cama e a francesa a segurava num abraço estranhamente íntimo, por trás, as mãos frias segurando-a pela cintura, unindo seus corpos numa forma praticamente perfeita. Quando se deitava na cama, e Amélie não estava lá para abraça-la, um vazio irritante se formava e dificultava suas noites de sono. Ela fazia a mesma coisa com Lena, mas não se sentia dessa forma. Nunca sentiu falta de ser abraçada na cama, já que a morena costumava chegar tarde e desabava na cama. Claro, tiveram seus momentos de paixão e dormiram abraçadas, mas os dois sentimentos não eram similares. Emily estava sentindo falta de Amélie.

Ela se recusava a acreditar nisso, tampouco deixar-se levar por pensamentos eróticos. Da forma que podia, mantinha a mente ocupada 24 horas por dia, as vezes funcionava como uma luva, mas outras vezes não, e um lugar molhado na calcinha incomodava todas as vezes que ela se via acordando na madrugada, sozinha na cama.

Não fazia idéia de como o ferimento da mulher-azulada estava, não analisava-o desde o primeiro dia que havia enfaixado. Estava longe de ser uma médica tão boa quanto a Dra. Ziegler, por isso mantinha o alerta todas as vezes que tinha o privilégio de se encontrar com ela. Nos últimos dias, se encontraram poucas vezes, e não trocaram uma única palavra sequer, apenas transitavam pelos mesmos cômodos brevemente. Emily sempre dava uma espiadela ali e aqui, pensava que Amélie não percebia os olhares, mas estava enganada. Ela percebia cada mísero detalhe dos olhinhos curiosos, a inocência dos primeiros segundos, e a luxúria dos últimos, quando a ruiva descia e subia os olhos, devorando Amélie mentalmente.

Em algumas raras ocasiões, Emily ainda estava acordada durante a noite, e Widowmaker deitava na cama, em silêncio. Procurava uma posição confortável e se esgueirava de baixo dos cobertores. Seus olhos amarelos, chamativos e atraentes, sempre encaravam a inglesa, e a forma como ela se encolhia em uma pequena bolinha para dormir. A ruiva sempre esperava por o menor dos toques durante a cama, mas nada nunca chegava, e Amélie caía no sono durante pouquíssimas horas, apenas para partir logo depois que acordasse.

Havia se tornado frustrante.

A vida de Emily caminhava a passos de camelo, o trabalho na livraria havia piorado razoavelmente por conta da data comemorativa que se aproximava, as pessoas não iriam atrás de livros para presentes no natal, e as poucas que se aventuravam a faze-lo, sequer chegavam a pagar os livros, desistindo no último momento. Fora a decepção com seu trabalho, também lidava com a falta daquela garota que sempre conseguia alegrar seus dias: Lena Oxton. Ela estaria mentindo caso dissesse que não sentia falta da namorada, sentia, e como sentia. Se havia uma coisa que ela queria, era poder ver, tocar, cheirar, sentir Tracer, e daria tudo para pelo menos mais um dia.

Era domingo, a noite estava tão estrelada quanto se podia estar, a lua minguava no céu com o charme que só esse astro tem. A ruiva estava na varanda, bebendo o último copo de chá que tinha na geladeira, tentando se afastar das manias que Widowmaker havia conseguido trazer. Seus olhos miravam o céu, buscando as respostas para suas perguntas. Nada.

O firmamento não lhe trouxe nenhum sinal, absolutamente nada. Ganhou apenas mais incertezas e duvidas. Emily começara a se questionar sobre Amélie, enquanto sentia a bebida quente escorregar por seus lábios. Amor? Como poderia, em tão pouco tempo? Não, não queria acreditar que fosse amor. Fraqueza? Tampouco, conhecia a si mesma, não era fraca a esse ponto. Saudade? Talvez. Talvez sentisse falta de Lena, e por isso buscava em Widowmaker o refúgio necessário. Sim, ela gostaria de poder acreditar nisso, seria a fuga perfeita, o plano infalível. Culpar outra coisa e não a si mesma por ter se apaixonado, ter caído na tentação proibida.

A princípio, sentia vergonha, embaraço. Depois, passou a tratar isso não como uma fraqueza, mas como ingenuidade. Como poderia amar alguém como ela? Amar uma assassina? Aquela que fadou sua namorada à incerteza? Se pudesse criar um novo sinônimo para burrice, seria "Emily". 

Seu inconsciente saiu do transe, e alertou-a. Sentiu as costas queimarem, alguém lhe fuzilava com um olhar intenso. Ela sabia que esse "alguém" se tratava da francesa, mas demorou a se virar.

Amélie a encarava com aqueles malditos olhos, o amarelo tão potente quanto uma poção hipnótica. Virou-se lentamente, levando seu tempo para preparar o psicológico. Encarou-a de volta, entretanto, seu olhar não era tão frio e poderoso quanto, era trêmulo e acuado. Por várias vezes buscou refúgio no carpete da sala, apenas para voltar o olhar a pele azul, as mãos, os olhos. 

Em suas mãos, a ruiva segurava uma caneca, o chá acabara a momentos atrás. As duas mulheres mantiveram o contato visual durante segundos intensos de busca por algo maior, Amélie buscava compreender o que se passava dentro da mente da pequena "mosquinha", enquanto Emily queria saber o que fazer, como agir. A francesa carregava consigo uma pequena sacola, havia voltado do mercado? Emily não sabia dizer. Viu o rifle repousando no sofá. 

A mulher-azulada ainda tinha o peito enfaixado, a roupa colada realçava suas curvas, que já chamaram e praticamente hipnotizaram os olhos da inglesa, que tremia levemente, ansiosa, envergonhada. Amélie se aproximou, ao mesmo tempo que buscava ser cautelosa, também buscava enaltecer sua posição. Amélie era melhor, mais forte e certamente muito mais útil do que a jovem inglesa, e iria faze-la entender de uma vez por todas.

Estavam em um fogo cruzado de olhares, mas Widowmaker jamais fraquejou, ao contrário de Emily, que buscava recuar, evadir-se. Seus pés se recusavam a obedece-la, o que restou foi deixar a francesa se aproximar. E ela o fez, parando em uma distância perigosa. A assassina era mais alta, Emily inclinando levemente a cabeça para enxergar os olhos amarelados, chamativos.

- Boa noite, chérie. - acentuou a última palavra, contentou-se ao ouvir um suspiro quase erótico vindo da ruiva.

- Por que você não para mais em casa?

- Por que? - Amélie sorriu levemente. - Eu tenho mais o que fazer, garotinha, minha vida não é ficar te agradando sempre que possível. 

Emily sentiu uma leve pontada no peito, e o primeiro choque de realidade foi duro. A razão junto da verdade lhe deram um único e dolorido tapa no rosto. Enquanto ficara em casa a maior parte do tempo, bebendo café com limão, pensando na francesa, Amélie havia tocado a vida. 

- E por que voltou? Não quero uma assassina no mesmo teto que eu mais tempo do que necessário.

- Você diz isso, mas sempre se revira na capa ao perceber que não estou com você. 

Emily mordeu o lábio e olhou para os próprios pés, descalços contra o chão frio.

- Ah, sim, eu sei, chérie. - Amélie deu leves passos, circulando Emily. - Eu sei como você sente minha falta, não é? 

Emily agora encarava a pia da cozinha, Widow estava atrás de si, mas ela se recusava a fazer contato visual novamente. Mas havia deixado suas costas expostas a um inimigo, e isso é algo que nunca se deveria fazer, talvez uma pessoa sem inteligência não tomaria vantagem da situação, mas Amélie era sagaz, inteligente e extremamente... possessiva. Aproximou-se da ruiva por trás, os lábios próximos à sua orelha.

- Eu também sei o que acontece depois que você acorda. - sorriu e inspirou o aroma de morangos que exalava da inglesa. - Quantas calcinhas até agora você já trocou por minha causa?

Terminou a frase sorrindo. Sua mão livre foi de encontro com a bunda de Emily, apertou sua derrière com vontade e riu quando a mulher arfou, e mesmo assim, recuou em direção a cozinha. A parte mais difícil - e que mesmo assim havia sido fácil - estava completa, tudo o que restava era arrasta-la para o quarto, e dar a ela uma noite inesquecível.

Emily colocou a caneca dentro da pia e encheu-a de água, encarando a água preencher o copo, tentou esvaziar a mente, pensar em uma rota de saída e tentando acalmar seus hormônios, que atacavam com tudo. Não demorou muito para que sentisse a presença atrás de si. Mãos intensas seguraram sua cintura, virando seu corpo para a direção oposta. Novamente, se encaravam, dessa vez, Widow tinha os olhos cheios de luxúria, desejo. E a ruiva já estava completamente vulnerável, os sentimentos flutuavam para fora de seu corpo.

Amélie aproximou seu rosto o suficiente para sentir a respiração pesada da inglesa, que encarava furiosamente seus olhos amarelos. Ela fez uma leve ameaça a iniciar um beijo, mas rapidamente recuou para ver a reação que a parceira teria. E foi tudo conforme ela esperava.

Emily tomou seus lábios num beijo quente. Depois de todas as noites em claro, noites em que ela tomava mais de um banho frio para se livrar do tesão, e noites de desejo reprimido, ela se entregou. Pressionada contra a pia, Emily brigava pelo comando, mas Amélie era superior, liderou o beijo desde o começo com êxito. 

Chegaram agarradas até o quarto, Emily já sem camisa enquanto Widow arrancava o sutiã. Ela encerrou o contato entre os lábios de forma brusca e empurrou a ruiva contra a cama. A sacola ficou em cima da cama, enquanto Widowmaker se livrava das roupas através de um zíper lateral inteligente. Seus seios azuis pularam para fora, a inglesa mordeu os lábios e quase se levantou para toca-los, mas novamente foi empurrada contra o colchão. Livrando-se da vestimenta colada, a francesa permaneceu apenas com uma calcinha rendada preta, e desceu de encontro à sua presa.

Os lábios gelados tocaram a barriga de Emily, que suspirou. Deixou beijos curtos e subiu, a boca trilhando beijos até os peitos expostos de Emily. Apertou o esquerdo com uma mão, enquanto chupou o mamilo direito, e a sensação era incrível. Enquanto Widow tinha o corpo frio, gélido ao toque, Emily era quente, e já transpirava. O choque entre as duas coisas foi inexplicável, e as duas sentiram isso, juntas. 

Puxou o bico rosado com os lábios, assim como um bebê faria com a mãe. Sua língua rodeou a superfície rosada diversas vezes, enquanto dava atenção ao outro seio com sua mão. Ela chupou com força, arrancando dos lábios da ruiva um gemido de prazer, e logo em seguida, mordeu seu mamilo e gentilmente puxou-o para cima, ao mesmo tempo que contorcia o outro com os dedos, Emily urrou, a dor estava presente em grande parte, mas no fundo, uma fagulha daquele maravilhoso sentimento prazeroso existia, e a mescla dos dois surpreendeu-a. Por conta de ficar muito, muito tempo sem transar, estava incrivelmente sensível, e provavelmente havia encharcado outra peça de roupa íntima.

Cessou o ataque aos peitos, e voou em seus lábios, tomando-a em um beijo feroz, dominante e imponente. Suas línguas se chocaram diversas vezes, trocando saliva, trocando prazer. Amélie tateou os seios em meio ao toque quente, apertando-os levemente, sentindo a pele macia, acariciando a carne feminina com excitação.

Seus lábios novamente se separaram. A francesa puxou a calça de Emily para baixo, por sorte vestia um moletom folgado, e não foi trabalho algum lança-lo para longe, deixando apenas uma calcinha branca lisa separando-a de seu objetivo. Beijinhos foram sendo trilhados, primeiro no umbigo, seguido dos quadris até a cintura. Sua língua passou levemente pela perna de Emily, que arfou, desejo ardendo em seu peito. Amélie chegou no final, parando nos pézinhos da ruiva. E até mesmo ali, percebeu o quão afortunada era por ter encontrado uma presa tão bela, até mesmo os pés eram lindos. Seus lábios deixaram alguns beijos sobre o pé de Emily, e rapidamente envolveram o dedão, a língua circulando-o algumas vezes.

Voltou seu foco ao objetivo principal, chegou no tecido fino, e lambeu o sexo por cima do pano, que já estava completamente molhado. Emily gemeu alto, e apertou os dedos contra os lençóis. Os dedos esguios rapidamente alcançaram o clitóris por cima da roupa íntima, e acariciaram a carne sensível por cima da imensidão branca. A inglesa arfou e se contorceu, o prazer era tamanho, que ela estava quase chegando em seu limite. Precisava ter feito sexo mais vezes antes, para não ficar numa situação deplorável como essa.

Widowmaker lambeu e mordiscou o clitóris, seus dedos estimulando a entrada de Emily com leves cutucões, e a voz da garota era tudo o que ela precisava, ouvi-la gemendo já era a recompensa que precisava. Rasgou a calcinha branca com os dentes, Emily abriu a boca em surpresa, mas logo fechou-a, mordendo o lábio inferior e repousando a cabeça contra o travesseiro. 

Por falta de palavras, Amélie definiu-a como sendo "uma das mais lindas criaturas que já vi", depois de poder presenciar a visão que era a intimidade de Emily, estava se sentindo quase satisfeita. Realmente, a pequena pestinha daquela agente da Overwatch tinha feito a melhor escolha possível. Ao menos isso ela sabia fazer.

Sua boca se chocou contra o sexo molhado de Emily, lambeu toda a extensão, de cima para baixo e chupou o clitóris como um pirulito, inseriu um dedo dentro dela e se contentou apenas quando começou a ouvir gemidos desesperados, respiração pesada e vê-la se contorcendo. Num ato ousado, mordeu o pequeno nervo com vontade e acelerou o movimento com os dedos. Puxou a região sensível com os dentes, claro, tento o maior cuidado possível para não ser apenas uma dor indescritível, e sim, prazeroso. 

A ruiva diria que aquilo doía como o inferno, mas estava se sentindo tão bem, que a dor nada mais era do que outra fonte de prazer e excitação. Seus dedos estavam cravados contra a cama. Suas costas se arquearam e num último grito desesperado de prazer, se derramou nos lábios de Amélie, que sorriu. A francesa abaixou a própria calcinha até os pés, Emily tentou não encarar, mas foi impossível. A visão chegava a ser estonteante, nunca havia visto uma vagina azul, tampouco teria outras chances, então se deixou levar. Era tão, tão linda. Amélie era uma das mulheres mais lindas que ela já havia visto em toda sua vida.

A mulher-azulada tirou da sacola um spray de chantilly e ordenou para que Emily permanecesse deitada. Borrifou o doce sobre os mamilos da garota inglesa, e sobre sua intimidade. Jogou a latinha de lado e voltou a ataca-la. Chupou os mamilos com voracidade, rodeando e pegando todo o chantilly com a língua, fez a mesma coisa nos dois, enquanto a ruiva se segurava no limite da sanidade para não enlouquecer. 

Por fim, parou sobre sua buceta coberta do creme branco. Trilhou-a com os dedos, explorando os lábios maiores e menores com atenção, enquanto tirava um pouco de creme aqui e ali. Sua língua rodeou o clitóris levemente, e depois lambeu de cima para baixo, pegando o máximo do chantilly possível.

Sorriu maliciosamente e encarou os olhos de Emily com todo o erotismo possível. 

- Aqui, chérie, prove um pouco.

Seus lábios se uniram pela terceira vez naquela noite, e sempre era tão mágico, tão bom. Até mesmo Widowmaker se surpreendeu, mas claro, não deixou-se levar, havia aprendido a evitar os sentimentos, por isso vivia com êxito a vida de assassina. 

Emily corou violentamente em vergonha, estava provando a si própria, e mesmo sendo tão errado, era tão bom. O sabor do chantilly misturado com o seu próprio gosto e o gosto de Amélie era maravilhosamente bom, o que serviu apenas como mais combustível de prazer e desejo sexual, que emanava das duas mulheres no momento.

Não deu muito o que pensar à ruiva, Amélie se posicionou sobre ela, seu sexo indo em direção a seu rosto, os pés de ambos os lados de sua cabeça. Depositou todo seu peso sobre o rosto de Emily, e deixou sua intimidade contra ela. Também, não havia muito mais o que fazer, além de dar prazer à Widow. Sua língua rapidamente explorou os lábios maiores e menores, indo e vindo várias vezes, a francesa gemeu e suspirou levemente, uma leve fagulha do que ela sentia. 

Após testes e mais testes, operações e cirúrgias forçadas, Amélie Lacroix se tornou Widowmaker, a assassina perfeita, que não sentia absolutamente nada. E não era brincadeira, ela raramente podia sentir alguma coisa, o que tornava a vida um tanto quanto entediante, por isso se sentia tão bem em matar. Quando ela via o corpo de sua vítima caindo contra o chão, quando apertava o gatilho, um pequeno fogo se acendia em seu peito, mas ia embora muito rápido. Muito, muito rápido. E o mesmo servia para o prazer e excitação sexual. Sim, ela se sentia excitada e também tinha suas necessidades, mas era numa escala drasticamente reduzida, ela tinha até mesmo problemas em deduzir quando havia tido ou não um orgasmo, o que podia tornar as coisas muito mais complicadas.

Usou e abusou da língua e do rosto de Emily, sua buceta recebendo ondas e ondas de prazer, a princípio, leves, mas que ganharam sua intensidade conforme o tempo passava. Segurou o cabelo ruivo com ambas as mãos e decidiu se divertir, movimentou os quadris para frente e para trás, lambuzando o rosto da ruiva, que ainda corava com força. Seus líquidos se espalharam por suas feições, e a visão era simplesmente excitante. 

Ela foi penetrada com a língua de Emily, que lutava para manter o fio de sanidade que tinha. Amélie rebolou lentamente em seu rosto em meio à penetração da língua, querendo atingir o máximo de prazer possível antes que tivesse que simplesmente parar. Sentiu o corpo amolecer segundos depois e apertou o cabelo com mais força, puxando o rosto de Emily contra si, gerando ainda mais estímulo.

Ela gozou e derramou tudo no rosto de Emily, se esfregando com vontade. Sua língua estava para fora, Amélie estava ofegante. Algo novo em seu peito se formou, e ela sentiu o corpo quente pela primeira vez em muitos anos. Uma sensação forte e aguda bateu dentro de si, primeiro por poucos segundos, depois se intensificou por longos momentos.

Seu corpo caiu para o lado da cama. Ela se ajeitou e encarou Emily, as duas arfavam, exaustas. Se entreolharam, mas não disseram uma palavra durante muito tempo. Como se um olhar fosse o suficiente para qualquer coisa. Não era preciso dizer nada, a situação já era favorável, por mais errada e suja que fosse. Emily havia traído sua namorada. E o pior, com a mulher que havia mandado-a para o limbo. Mas estava longe de se sentir culpada, apenas sentia-se leve. E Widowmaker se sentia viva, finalmente podia sentir algo bater dentro do próprio peito. Ela fechou os olhos, e esse sentimento diminuiu lentamente. Caíram no sono juntas, eventualmente acabaram se abraçando, e dormiram ali mesmo, no antro da luxúria. Não se arrependiam de nada, fariam tudo, absolutamente tudo, mais uma vez, e mais outra, e mais outra.

 

 

 


Notas Finais


Pretendo terminar essa história no próximo capítulo, totalizando cinco ;) Tenho um final na cabeça que acredito que será perfeito e o melhor caminho que eu poderia ter dado a essa história. Entretanto, não sei como as coisas serão, posso ter mais idéias para outros capítulos, não sei dizer, mas meu plano é terminar no próximo. Um beijo!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...