História Coffee;;Chansoo - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O
Visualizações 32
Palavras 1.294
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Antes de tudo, não, as coisas entre eles não estão indo rápido demais. Eu juro que nada é forçado na estória dos dois, tudo vai se encaixar ainda mais a cada capítulo.

E obrigada pelos comentários e favoritos!

Capítulo 3 - Pássaro negro


Capítulo 3.

Kyungsoo largou os pincéis em cima da mesinha que estava ao seu lado, junto com as tintas que utilizava na sua nova obra. Havia pintado em aquarela daquela vez, coisa que raramente fazia pois, a bagunça no final, era consideravelmente maior. Mas, por mais inacreditável que fosse, ele não ligava, de forma alguma. Encarou o quadro e o pássaro negro que havia pintado com tanta cautela. Estava satisfeito com o final.

Ao olhar para trás, sorriu de forma sincera. Os cabelos castanhos de Chanyeol, molhados de suor, tampavam seus olhos, mas mesmo assim ele parecia dormir tranquilamente, deitado no sofá de D.O, apenas coberto por um lençol e sua cueca. O mais baixo caminhou até a janela da varanda e abriu completamente, para que entrasse mais vento e o outro garoto parasse de suar tanto.

Na noite anterior, lembrava de antes de caírem no sono, Chanyeol ter encarado, ainda ofegante, a polaroide que tinha um passarinho preto em cima de um muro e logo atrás o sol se pondo, que estava pregada junta com outras fotografias que o amigo de Kyungsoo, Jeon JungKook, havia o presenteado em seu último aniversário. A imagem do mais velho caindo no sono, com um lindo sorriso no rosto, olhando diretamente para a foto, estava tatuada em sua mente, rezava internamente para que aquilo em seu cérebro fosse permanente.

— Blackbird singing in the dead of night, take these sunken eyes and learn to see all your life.– Chanyeol sussurrou um trecho da canção dos Beatles, com sua voz grave e estupidamente bonita, antes de cair no sono.

— You were only waiting for this moment to be free. Blackbird, fly blackbird, fly into the light of the dark black night.– Kyungsoo continuou e naquela noite dormiu tranquilamente, como já não fazia a anos.

Por mais que tivesse dormido bem, o moreno acordou cedo, procurando pelo corpo do mais alto ao seu lado na cama e se assustou quando viu que estava sozinho. Levantou-se rapidamente, porém aliviado quando viu que os sapatos de Chanyeol ainda estavam no mesmo legal. Sorriu, passando as mãos no cabelo quando viu o fumante deitado no sofá, de mal jeito e fez questão de cobri-lo o mais rápido possível. Uma carteira de cigarros estava ao seu lado, mas ainda cheia, para a sua felicidade. 

— O que tanto pensa, Kyungsoo?- o baixinho deu um pulo quando ouviu uma voz grossa falar em seu ouvido.- Hey, calma, pequeno.

Chanyeol gargalhou com a reação de D.O e de como sua bochechas ficaram vermelhas ao reparar nas marcas roxas de chupões nas clavículas do homem. Mas logo se irritou e murmurou algo parecido com: "Não me chame assim, é ridículo."

— Sim, senhor, capitão.

— Não fumou ontem à noite.- afirmou, se dirigindo à máquina de café e abastecendo sua xícara que estava pela metade e pegando outra para dar a Chanyeol, que assentiu se sentando no balcão.- Achei que era daqueles que fumava depois de fazer sexo, ou depois de perceber que fez. Talvez, os dois.- entregou o café ao garoto.

— Quando estou bêbado fumo apenas depois de perceber e quando não estou fumo depois. Algumas garotas acham sexy.- sorriu de lado, jogando o cabelo e riu quando Kyungsoo se engasgou com o café.

— Desculpe... garotas?

— Sou um cara aberto a tudo, Kyung. E você não me deixou terminar: Alguns garotos também.- se explicou, dando um gole no seu café quente.- Não fumei porque não me arrependi ou parei para refletir no que poderia fazer da minha vida além de sexo. Eu apenas fiquei feliz e resolvi aproveitar.

— Não diga coisas para que eu me sinta especial, Park. É estupido, principalmente se fizer isso com todos, ou todas, que desvendam seus mistérios.

— Digo apenas para quem me ajuda a compor.- sorriu, se levantando e encurralando Do na parede.- Obrigada, falando nisso.

— Você escreveu, hyung?!- não conseguiu conter sua alegria e levou a mão até a boca, que estava vergonhosamente machucada nos cantos por conta de mordidas anteriores.

— Não exatamente, pequeno. Está na minha cabeça, passarei a limpo quando chegar em casa.

— Já está de saída?

— Não. Saio com pressa quando se trata de um caso de uma noite só, será diferente com você.

— Quem está dizendo que quero algo a mais, Park Chanyeol?- questionou, com as pequenas mãos ao redor da cintura do mais velho.

— Seu olhos.

— Meus olhos são defeituosos, meu grau de astigmatismo é enorme, não deveria confiar neles, Hyung.- disse irônico, com um sorriso carregado de malícia nos lábios.- Boa sorte.

[...]

Tinha que confessar, o bom gosto musical de Chanyeol era evidente e de surpreender qualquer um. Eram músicas antigas misturadas com as modernas, todas boas, algumas desconhecidas pelo de fios negros, mas apreciadas da mesma forma. Park dirigia seu carro velho apenas uma mão, a outra apertava levemente a coxa de Kyungsoo, que olhava o céu colorido pela janela. A primavera conseguia ser mais encantadora a cada ano.

— Você tem mais livros de direito do que uma universidade de advocacia. Impressionante.

Do Kyungsoo fazia faculdade de direito a poucos anos. Era um escritor, logo sabia se expressar bem e com isso veio a paixão pelos tribunais. Tinha filmes, séries e até mesmo documentários em seu computador que abordavam a profissão. Os livros a qual Chanyeol se referia eram os que sua aulas exigia e os que lia apenas por diversão – e também para estar sempre um ou dois passos à frente dos companheiros de turma, claro. Ele sorriu, mais uma vez pensando no seu futuro dos sonhos, terminando mais uma seção de autógrafos de seu novo livro e indo direito para o tribunal, em busca de vencer mais um caso aparentemente impossível de ser vencido pela defesa, com um copo de café em mãos. 

E sorriu mais ainda quando pela primeira pensou em alguém o ligando, perguntando se ele já havia comido algo e que horas voltaria para casa. Esse alguém foi Park Chanyeol, inevitavelmente, pois não poderia ser nenhum outro, naquele momento.

— Digamos que eu goste do que estudo. Mas, aonde estamos indo?

— Também gosto do que estudo, pretendo ser pediatra por sinal, obrigada por perguntar.- mexeu com a cabeça para o lado, olhando brevemente para Kyungsoo que sorriu.- Ainda não sei, continue falando para que eu possa pensar em algo antes que saiamos da cidade.

— Ainda não sabe?! Oh meu Deus, o que estou fazendo nesse carro?

— Pergunte sobre meu curso.

— Aonde estão seus cigarros?

— No meu bolso.- falou rapidamente.- Agora pergunte, Kyungsoo.

— Gosta de crianças? Ou é apenas pelo dinheiro?

— Eu nunca faria nada apenas por dinheiro, D.O, nem mesmo prostituição.- riu.- Eu gosto bastante de crianças e de qualquer forma farei apenas trabalhos voluntários. Para mim é patético pedir dinheiro em troca de salvar vidas que estão apenas começando. 

Chanyeol só surpreendia, era como um talento próprio. Ele surpreendia Kyungsoo, mesmo que fosse fácil de ser lido, ele continuava surpreendendo. O moreno apertou a mão grande do futuro pediatra, querendo transpassar toda a admiração que sentia naquele momento, pelas suas simples palavras e planos para o futuro. Por mais que fosse uma boa pessoa, talvez Kyung não teria coragem de se arriscar apenas na literatura e trabalhar como advogado voluntariamente, isso o fez questionar como diabos tinha coragem e cara de lua suficiente para se imaginar no mesmo futuro que Park. Ao final das contas, ele não o merecia.

— Todos temos um lado ruim, eu não sou perfeito, Kyungsoo, e você não é a pessoa mais fria e indelicada do mundo.- falou como se tivesse escutado os pensamentos altos do menino ao seu lado.- Caralho, você acaba de me dar uma ideia, já sei aonde vamos. 

Chany sorriu, sabia exatamente aonde iria, mas antes precisou estacionar o carro e beijar os lábios amargos e deliciosos como café, de Do Kyungsoo.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo.

Não esqueçam de comentar, é um ótimo incentivo :)


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