História Coiled - Camren G!P - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 371
Palavras 3.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem os erros

Capítulo 2 - 1


No Ensino Médio, minha matéria favorita era Biologia. O fato de algumas espécies se transformarem em um ser totalmente novo me deixava fascinada. Por exemplo, os girinos ou as borboletas. Nascem como uma coisa e terminam como algo completamente diferente.

 

Irreconhecíveis.

 

 

As pessoas sempre olham para as borboletas e pensam "Que lindo!". Mas ninguém nunca pensa no que elas tiveram de passar para se tornarem o que são.

 

 

Quando a lagarta constrói seu casulo, ela não sabe o que está acontecendo. Não entende que está mudando.

 

Pensa que está morrendo. Que seu mundo está acabando.

 

A metamorfose é dolorosa. Aterrorizante e desconhecida. Somente depois é que a lagarta percebe que tudo aquilo valeu a pena.

 

Porque agora ela pode voar.

 

 

E é assim que me sinto agora. Sou melhor do que era antes. Mais forte.

 

 

Você me achava forte antes?

 

 

Te enganei. Um pouco daquilo era apenas enganação. Uma fachada.

 

 

Lidar com Lauren Jauregui é parecido com nadar em uma daquelas ondas poderosas da praia. Ela é irresistível. Então, ou você se esforça para acompanhar o ritmo ou ela se joga sobre você e te deixa para trás com o rosto cheio de areia.

 

 

Então tive que fingir que era durona.

 

Mas não preciso mais fingir, porque agora sou uma pedra. Completamente impenetrável.

 

 

Pergunte para qualquer um que sobreviveu a um terremoto no meio da noite ou a um incêndio que destruiu tudo o que tinha de valor. Uma devastação inesperada muda uma pessoa.

 

 

Lamento quem eu era. E minha vida antiga. Aquela que tinha planejado dividir com Lauren para sempre.

 

 

Acho que te confundi. Desculpa, vamos começar de novo.

 

 

Está vendo aquela mulher ali? No balanço, naquele parquinho vazio?

 

Aquela sou eu, Camila Cabello.

 

 

Mas não a real. Não a Camila da qual você se lembra. Como disse, agora estou diferente.

 

 

Você, provavelmente, deve estar se perguntando por que estou aqui em

Greenville, Ohio, sozinha.

 

 

Tecnicamente falando, não estou sozinha.

 

Mas falaremos sobre isso mais tarde.

 

 

A razão de eu ter voltado para Greenville é simples. Não aguentei ficar em Nova York. Nem mais um dia. Não depois de tudo o que aconteceu.

 

 

Lauren?

 

 

Ela ainda está em Nova York. Provavelmente cuidando de alguma ressaca.

Ou talvez ainda esteja bêbada. Quem sabe? 

 

Não vamos nos preocupar muito com

ela. Ela tem uma stripper atraente para cuidar dela.

 

 

Isso mesmo, eu disse stripper. Pelo menos espero que seja uma stripper. Ela

poderia ser uma prostituta.

 

 

Pensou que Lauren e eu fôssemos viver felizes para sempre? Fôssemos ter um final feliz? 

 

Entre para o time. Parece que felizes para sempre dura apenas dois anos.

 

 

Não precisa verificar o título. Você está no lugar certo. Este ainda é o espetáculo da Lauren e da Camila. Só está um pouco distorcido. Bagunçado. Bem-vindo à Oz, Totó. 

É um lugar ferrado para se estar.

 

 

O que é isso? Acha que pareço a Lauren? É isso o que a Ariana diz, que ela me infectou com sua obscenidade. Ela chama isso de fala da Lauren. Acho que, depois de dois anos juntas, peguei isso.

 

 

Então, vejo que você está pensando sobre o que aconteceu. Você estava tão apaixonada. Vocês eram perfeitas juntas. Nem me lembre disso.

 

Melhor ainda, lembre para a stripper.

 

 

De qualquer jeito, acredite ou não, o verdadeiro problema não era outra mulher. Não no começo. Lauren não mentiu ao me dizer que sempre iria me querer.

 

 

Ela me quis. Ela ainda me quer.

 

Ela apenas não nos quer.

 

 

Não entendeu ainda? É porque não estou contando certinho. Devia começar pelo início. Olha, na semana passada descobri...

 

 

Não, espera. Isso também não vai funcionar. Se você quer saber de tudo, tenho que voltar ainda mais.

 

 

Nosso final começou há mais ou menos um mês. Vou começar por lá.

 

Cinco semanas antes

 

– Bom, caramba, parece que fechamos um negócio!

 

O cara que está com um chapéu de caubói, assinando uma pilha de papéis, do outro lado da mesa de conferências? Aquele é o senhor Jackson Howard. E a versão mais jovem com chapéu preto, sentado ao lado dele? Aquele é seu filho, Jack Jr.

 

Fazendeiros. São donos da maior fazenda de gados na América do Norte, e acabaram de adquirir o desenvolvedor mais inovador de GPS do país. Mas você deve estar se perguntando por que dois empresários ricos viriam até o outro lado do país para expandir seu império?

 

Porque eles querem o melhor. E eu sou a melhor.

 

Ou será que eu deveria dizer nós?

 

Lauren pega o documento final dela:

 

– Com certeza, Jack. Se eu fosse você, eu começaria a procurar por iates para viagens de negócios. Quando os relatórios de lucro saírem, seu conselheiro fiscal vai querer algo grande para poder detalhar.

 

Camila e Lauren.

 

A dupla dos sonhos da Jauregui, Reinhart e Fisher.

 

Michael Jauregui, pai de Lauren, realmente sabia o que estava fazendo ao nos colocar juntas. Esse é um fato do qual ele, orgulhosamente, adora nos lembrar.

 

Dizem que ele sempre soube que eu e Lauren seríamos um time imbatível, a não ser que nos matássemos antes. Aparentemente, isso era um risco que Michael estava disposto a enfrentar. 

 

Claro que ele não esperava que terminássemos como estamos atualmente, mas… ele também se vangloria disso. Está começando a

perceber a quem a Lauren puxou, não é?

 

Ally entra com os casacos de nossos clientes. Ela faz contato visual com Lauren e tamborila seu relógio. Ela acena discretamente.

 

– O que acha de sairmos para celebrar, beber, cair e levantar?! Quero ver se vocês da cidade conseguem aguentar igual a gente – diz Jackson Howard.

 

Apesar de ele ter quase setenta anos, tem a energia de um cara de vinte.

Também acho que deve ter algumas histórias de rodeios escondidas debaixo da

manga.

 

Abro a boca para aceitar o convite, mas Lauren me corta.

 

– Adoraríamos, Jack, mas infelizmente Camila e eu já tínhamos agendado um compromisso. Tem um carro lá embaixo esperando para levá-los aos melhores estabelecimentos da cidade. Aproveitem. É claro que tudo será por nossa conta.

 

Eles se levantam e Jack tira seu chapéu para Lauren:

 

– Isso é bem legal da sua parte, filha.

 

– O prazer é nosso.

 

Enquanto vamos até a porta, Jack Jr. vira para mim e me entrega seu cartão:

– Foi um prazer trabalhar com você, senhorita Cabello. Na próxima vez que estiver lá na minha cidadezinha, terei o prazer de levá-la para conhecer tudo. Acho que você iria adorar o Texas. Talvez você até decida ficar e criar algumas raízes por lá.

 

Sim, ele está dando em cima de mim. Talvez você ache isso vulgar. Eu também acharia isso há dois anos. Mas, como Lauren me disse naquela época, isso acontece o tempo todo. Empresários são astutos, convencidos. Eles meio que precisam ser.

Essa é uma das razões de este ramo ter a terceira maior taxa de infidelidade, logo depois dos caminhoneiros e dos policiais. As longas horas de trabalho e as viagens constantes fazem com que encontros sejam inevitáveis. Uma conclusão antiga.

 

Foi assim que eu e Lauren começamos, lembra?

 

Mas Jack Jr. não é como os outros idiotas que fizeram propostas para mim.

Ele parece honesto. Gentil. Então, sorrio e estendo a mão para pegar seu cartão,

apenas como forma de respeito.

 

Mas a mão de Lauren é mais rápida do que a minha.

– Adoraríamos. Não pegamos muito trabalho no sul, mas na próxima vez que pegarmos, nós vamos aceitar seu convite.

 

Ela está tentando ser profissional, impassível. Mas sua mandíbula está tensa.

 

Lógico que ela está sorrindo, mas já viu aquele filme, O senhor dos anéis?

Gollum também sorria.

Logo antes de ele morder a mão daquele cara que estava segurando o seu “precioso”.

 

Lauren é territorial e possessiva. Ela é assim, não tem jeito.

Dinah uma vez me contou uma história. Para o primeiro dia de aula na escolinha, a mãe de Lauren comprou uma lancheira para ela. Uma do Yoda. No parquinho, Lauren não queria largá-la porque era dela e tinha medo de que alguém pudesse quebrá-la. Ou roubá-la. Dinah demorou uma semana para conseguir

convencê-la de que ninguém faria isso, mas que, se fizessem, juntas quebrariam a

cara da pessoa.

Em momentos como este, sei exatamente como aquela lancheira se sentiu.

 

Sorrio gentilmente para Jack Jr. e ele tira o chapéu para mim. Logo depois, eles saem pela porta.

Assim que a porta se fecha depois de eles terem saído, Lauren rasga o cartão de John Jr. pela metade:

 

– Besta.

 

Empurro seu ombro.

– Pare com isso. Ele foi legal.

 

Lauren, instantaneamente, me olha.

– Você acha que o filho de Luke e Daisy Duke

2 foi legal? Sério? – ela dá um

passo para frente.

 

– Pra falar a verdade, sim.

 

Ela começa a falar de um jeito arrastado, imitando exageradamente o sotaque do sul.

 

– Talvez eu devesse comprar umas calças de couro. E um chapéu de caubói

– ela para com o sotaque. – Ahhh, ou melhor ainda, vou comprar uma para você.

Posso ser seu garanhão selvagem e você pode ser a vaqueira insolente que me

conduz.

 

Sabe o que é mais engraçado disso tudo? É que ela não está brincando.

 

Mexo a cabeça, sorrindo.

– Mudando de assunto, que compromisso misterioso é este que temos? Não tem nada na minha agenda.

 

Ela abre um grande sorriso.

– Temos um compromisso no aeroporto.

 

Ela tira duas passagens de avião do bolso do terninho.

 

Primeira classe, para Cabo San Lucas.

Inspiro rapidamente.

– Cabo?

 

Seus olhos brilham.

– Surpresa.

 

Durante esses dois últimos anos, tenho viajado mais do que já viajei na minha vida inteira. Vi flores de cerejeira abrindo no Japão, águas cristalinas em Portugal… Todas as coisas que Lauren já tinha visto; lugares que ela já tinha visitado.

Lugares que ela queria compartilhar comigo.

 

Analiso melhor as passagens e franzo as sobrancelhas:

– Lolo, este voo sai daqui a três horas. Não terei tempo de arrumar as malas.

 

Ela tira duas malas do armário.

– Ainda bem que eu já as arrumei.

 

Coloco meus braços em volta de seu pescoço e aperto.

– Você é a melhor namorada do mundo.

 

Ela dá um sorriso com uma malícia que me dá vontade de beijá-la e bater nela ao mesmo tempo.

– Sim, eu sei.

 

-

 

O hotel é espetacular. Tem umas paisagens que eu só tinha visto em cartões postais. Ficamos no último andar, na cobertura. Como Richard Gere, emUma linda mulher, Lauren acredita em “apenas o melhor”.

 

Já estava tarde quando chegamos, mas, depois de termos tirado uma soneca no avião, estávamos ligadas no 220. Empolgadas.

E com fome.

 

Todas as companhias aéreas estão reduzindo tudo, até mesmo na primeira classe. Os sanduíches são gratuitos, mas isso não quer dizer que são comestíveis.

 

Enquanto Lauren está tomando banho, começo a desfazer as malas. Por que não estamos tomando banho juntas? Não preciso responder isso, né?

 

 

Lauren é a senhora  Eu-Penso-Em-Tudo.

Ela empacotou todas aquelas coisas que a maioria nem pensaria em pegar. Tudo o que eu preciso para tornar minha viagem confortável e

divertida.

Com exceção da lingerie. Ela não colocou um par na bagagem toda. E isso não foi um descuido.

 

Minha namorada guarda um sério rancor de roupas íntimas. Se fosse como ela gostaria, nós duas estaríamos andando como Adão e Eva – sem as folhas de figueira, claro.

 

Mas ela trouxe o resto das coisas essenciais. Desodorante, navalha, maquiagem, anticoncepcional, hidratante, a sobra do meu

antibiótico para a infecção de ouvido que tive na semana passada, creme para olhos etc.

 

Vamos parar aqui um pouquinho para um rápido serviço de utilidade pública.

 

Tenho alguns clientes que trabalham na área farmacêutica. E aquelas empresas têm diversos departamentos cujo único trabalho é escrever.

Você quer saber sobre o que eles escrevem? 

 

Sabe aquelas bulas que vêm junto aos medicamentos? Aquelas que listam todos os efeitos colaterais possíveis e o que você deve fazer caso tenha algum deles? Pode causar sono, não dirija maquinários grandes, entre imediatamente em contato com o médico, blá-blá-blá.

A maioria de nós apenas abre a caixinha, pega o remédio e joga a bula fora.

A maioria de nós faz isso… mas não deveríamos. Não vou te encher o saco com

um sermão. Só preciso falar isso: leia a bula. Você ficará feliz por ter lido.

 

Mas, agora, voltemos ao México.

Lauren sai do banheiro com uma toalha enrolada no corpo, e me esqueço da

bagagem.

 

Ela tira a toalha de seu corpo e esfrega nos ombros. Tenho quase certeza de que comecei a babar.

 

– É falta de educação ficar encarando, sabia?

Meus olhos se arrastam até os dela. Ela está sorrindo. Dou um passo em sua direção, como um puma se aproximando de sua presa.

 

– Agora é?

 

Lauren lambe os lábios.

– Com certeza.

 

Uma gota d’água desliza até o meio de seu tórax.

 

Tem mais alguém com sede?

 

– Bom, não quis ser mal educada.

 

– Claro que não.

 

No momento em que estou prestes a me abaixar para lamber a gotinha nela, meu estômago ronca. Muito alto.

 

Grrrrrrrr.

 

Lauren ri.

– Acho que tenho que te alimentar antes. Você vai precisar de energia para o que preparei.

 

Mordo meu lábio, ansiosa.

– Você planejou algo?

 

– Para você? Sempre.

 

Ela me vira e me dá um tapinha no traseiro.

– Agora, leve esse delicioso traseiro para o banho para que a gente possa sair. Quanto mais rápido comermos, mais rápido poderemos voltar e transar até o

dia amanhecer.

 

Ela não quis ser tão grosseira como pareceu.

 

Sim, você está certa, ela provavelmente quis.

 

Uma hora depois, fomos jantar. Lauren me surpreendeu com um vestido novo:

um tomara que caia branco com uma fita transpassada, com uma bainha que se

expande na altura do joelho. Meu cabelo está solto e levemente ondulado, do

jeito que sei que ela adora.

 

Não consigo parar de admirar minha namorada. Calça jeans justa e uma camisa

branca com um decote e uma jaqueta preta por cima.

Linda.

 

Chegamos ao restaurante.

 

Está escuro, a única iluminação vem das velas nas mesas e das luzes brilhantes do

teto. Um ritmo pulsante vem de uma bandinha de músicos no canto.

 

Lauren pede, em espanhol, uma mesa para duas pessoas.

 

Sim, ela fala espanhol. E francês. E está estudando japonês. Você achava a voz dela sexy? Confie em mim, se você ainda não a ouviu sussurrar palavras de te deixar corada em uma língua estrangeira, você ainda não sabe o significado da palavra sexy.

 

Seguimos a robusta e morena recepcionista até uma mesa no canto.

 

Agora, olhe ao redor. Está vendo toda a atenção feminina e masculina que Lauren atrai, apenas ao andar pelo ambiente? Os olhares de admiração, os olhos convidativos?

Eu percebi, sempre percebo.

 

Mas o ponto é: Lauren não percebe. Porque ela não está olhando. Para nenhuma delas.

 

Lauren poderia ter escolhido qualquer mulher que ela quisesse: uma modelo em Beverly Hills, alguma herdeira na Park Avenue. No entanto, ela me escolheu.

 

Ela lutou por mim. Então, quando saímos, minha autoestima fica lá em cima.

Pois ela olha apenas para mim.

 

Sentamos à mesa e damos uma olhada nos cardápios.

– Então, me explica novamente como você conseguiu passar por toda a faculdade sem nunca ter bebido tequila?

 

Rio, ao lembrar.

– Bom, quando eu estava no Ensino Médio, costumávamos fazer fogueiras, acampar.

 

Alguma vez já dormiu com uma garrafa de refrigerante de dois litros vazia

como travesseiro? Não é legal.

 

– Teve uma noite em que Shawn e os garotos estavam bebendo tequila e Shawn engoliu a larva. Aí ele começou a ter alucinações. Naquela época, a gente estava estudando sobre anatomia dos anfíbios na aula de biologia e, como ele estava muito chapado, acabou se convencendo de que era um sapo e que Ariana estava tentando dissecá-lo. Ele sumiu no meio do mato e demorou três horas para

encontrarmos, com sua língua na terra. Desde então, não fiquei com muita vontade

de experimentar tequila.

 

Lauren mexe a cabeça.

– Isso confirma, novamente, o que sempre soube. Shawn Mendes é, e sempre

foi, um completo idiota de merda.

 

Estou acostumada aos insultos de Lauren contra Shawn. Neste caso? Ela não

está totalmente errada.

 

Então, digo para ela:

– Se você não me obrigar a engolir a larva, posso provar uma vez.

 

Seus olhos brilham iguais aos de uma criança numa loja de bicicletas.

– Sabe o que isso significa?

 

– O quê?

 

Ela mexe a sobrancelha.

– Vou poder te ensinar a fazer body shots.

Apesar de não acreditar que é necessário estar bêbada para fazer um ótimo sexo, ficar um pouco alta, com certeza, não machuca ninguém.

 

-

 

Lauren e eu estamos no elevador voltando para o quarto, um pouco chapadas por causa da tequila. Consigo senti-la na língua de Lauren, com um gosto amargo e um toque cítrico. Ela me prendeu na parede, minha saia está um pouco levantada em volta do meu quadril, e estamos nos empurrando e nos batendo.

Ainda bem que não tem mais ninguém no elevador. Apesar de que… a esta altura? Não dou a mínima.

 

Entramos no quarto tropeçando.

Ainda nos acariciando e beijando.

 

Lauren bate a porta e me vira. Em um rápido movimento, ela puxa o vestido do meu corpo, me deixando nua. Sem tirar os saltos.

 

Me inclino na mesa e me apoio nos cotovelos. Escuto o barulho do zíper e sinto-a deslizando seu pau nos meus… lábios, verificando a umidade, garantindo que eu esteja pronta.

Sempre estou pronta para ela.

 

– Não provoque – resmungo.

 

No percurso entre a tequila e o elevador, fiquei realmente excitada. Carente.

Ela empurra lentamente, mas até o máximo. E suspiro.

 

Todo mundo conhece aquele velho ditado de que quanto maior, melhor.

 

Lauren é grande, não que eu possa compará-la a muita coisa, mas ela é duas vezes maior que o Shawn.

 

Não estou deixando os garotos por aí desconfortáveis, né? Uma novidade

para vocês: é assim que uma mulher fala. Pelo menos quando vocês não estão por perto para escutar.

 

De qualquer modo, tamanho não é o que realmente faz um homem (no caso de Lauren, Mulher). É o ritmo, o compasso, saber como atingir aqueles pontos deliciosos com a quantidade certa de pressão. Então, da próxima vez que você assistir a um comercial que promete crescimento do pênis ou um pau miraculoso?

 

Economize uma graninha. Compre o Kama Sutra em vez disso.

 

Lauren agarra meu cabelo, puxando minha cabeça para trás, e mexe mais rapidamente. Mais forte e rápido. Seguro na ponta da mesa, tentando me equilibrar.

 

Ela beija meu ombro e sussurra em meu ouvido:

– Você gosta disso, amor?

 

Gemo.

– Sim… sim… muito.

 

Ela impulsiona dentro de mim com mais força, balançando a mesa.

Rapidamente, começo a agir como uma locomotiva fora de controle.

Estou flutuando. Levemente.

E é sublime.

 

Lauren diminui o movimento de seu quadril conforme eu desmonto, fazendo com que dure mais. Ela me empurra contra seu peito e seus dedos deslizam pela minha barriga, subindo até os seios, apalpando e amassando-os com as duas mãos.

 

Coloco os braços ao redor do seu pescoço, virando minha cabeça, trazendo sua boca à minha.

Amo sua boca, seus lábios, sua língua. Beijar é uma forma de arte. E Lauren é o Michelangelo.

 

Ela tira o pau e eu me viro para vê-la. Empurrando-a de costas para a cama.

 

Lauren se senta na ponta e vou para cima dela, colocando minhas pernas em volta

da sua cintura.

Deus do céu.

 

Esse é o jeito que mais gosto: peito com peito, boca com boca, sem nenhum espaço entre nós. Seguro-a na minha mão e deslizo nela. Meu interior se estica completamente e Lauren geme. Subo lentamente e depois desço, bem forte. Testo a resistência da cama.

 

Cric.

Cric.

 

Mexo mais rápido. Mais profundamente. Nossos corpos estão escorregadios

por causa do calor mexicano.

 

Lauren agora está segurando meu rosto em suas mãos e seus dedos estão passando por toda a minha pele. De repente, ficou carinhosa. Adorável.

 

Nossas testas se encostam e, na penumbra, consigo vê-la olhando para baixo, observando onde ela passa por dentro e fora de mim.

Também olho para baixo.

É erótico. Sensual.

 

Tiro seu cabelo da testa.

E minha voz implora:

– Diga que me ama.

 

Ela não diz isso frequentemente. Ela prefere me mostrar. Mas nunca me canso de ouvir isso. Porque toda vez que ela pronuncia aquelas palavras, sinto a mesma maravilhosa sensação de quando as ouvi pela primeira vez.

 

– Eu te amo, Camila.

 

Suas mãos ainda seguram meu rosto. Estamos ambas ofegantes, nos mexendo mais rápido, ficando mais próximas. Parece algo espiritual.

Uma comunhão religiosa.

 

A voz de Lauren está silenciosa. Sem fôlego:

– Diga que nunca irá me deixar.

 

Seus olhos estão brandos agora, um pouco cor de prata líquida. Suplicando por segurança.

Devido a sua audácia e super confiança, acho que ainda tem uma parte dela que é assombrada pela semana em que ela pensou que eu tivesse escolhido o Shawn. Acho que é por isso que ela faz tanta coisa, para provar o quanto me quer.

Para me mostrar que fiz uma escolha sensata.

 

Sorrio suavemente e olho diretamente em seus olhos:

– Nunca. Nunca vou te deixar, Lauren.

 

As palavras soam como promessas.

Suas mãos pegam meu quadril, me levantam, ajudando a me mexer.

 

– Meu Deus, Camila… – Seus olhos se fecham.

E nossas bocas se abrem, pegando a respiração uma da outra. Ela se amplia em mim, vibrando, enquanto eu me aperto ao seu redor.

 

E nós gozamos juntas. Em perfeita sintonia.

Em um esplendor perfeito.

 

Em seguida, os braços de Lauren ficam justos ao meu redor. Toco seu rosto e beijo-a gentilmente. Ela cai para trás na cama, me levando com ela, me deixando sempre por cima. Ficamos deitadas assim por um tempo, até que as batidas dos nossos corações voltem ao normal e nossas respirações desacelerem.

 

Lauren me coloca por baixo dela.

 

E transamos novamente.

 



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