História Coiled - Camren G!P - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 171
Palavras 2.650
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem os erros

Capítulo 3 - 2


As baladas da cidade de Nova York.

 

A música é tão alta que, se você quiser conversar, só conseguirá se for capaz de ler lábios. Caras suados com camisas sou-muito-sexy de seda, que acham que, só porque você respira, significa que já está querendo algo. Filas enormes no bar e bebidas aguadas extremamente caras.

 

Não é o meu lugar favorito.

 

Prefiro muito mais um barzinho. Cerveja de garrafa, jukeboxes, mesas de sinuca – quando preciso, sou uma ótima jogadora de sinuca.

Não que não tenha curtido uma ou duas boas raves na minha vida.

 

O quê? Você achou que maconha tinha sido a única substância ilegal a encantar minha corrente sanguínea? Infelizmente não. Ecstasy, LSD, alucinógenos, já experimentei todos eles.

 

Acho que te choquei. Não deveria ficar.

 

Toda essa cultura de drogas começou com intelectuais em instituições de ensino superior. Não me venha com essa de que Bill Gates inventou o Windows – um labirinto de caminhos interconectados e multicoloridos – sem algum suporte psicodélico.

 

Bom, de qualquer modo, apesar das minhas preferências, quatro semanas depois que voltamos de Cabo, Lauren e eu acabamos na balada mais popular do momento. Com nossas melhores amigas, Dinah e Ariana. Para celebrar o primeiro aniversário de casamento delas.

 

Não sabia que elas se casaram? Foi ótimo. 

 

Vegas. Preciso dizer mais alguma

coisa?

 

Ariana adora baladas. Ela curte qualquer tipo de estímulo sensorial.

 

Quando tínhamos dez anos, sua mãe, Amélia, comprou um estroboscópio para seu quarto. Ariana sentava e ficava encarando-o durante um bom tempo, como se fosse uma bola de cristal ou uma pintura de Jackson Pollock.

Pensando bem, isso explica muita coisa.

 

Então, está nos vendo ali? Ariana e Dinah estão saindo da pista de dança, vindo até onde estou sentada, em uma roda de cadeiras vermelhas estofadas que estão na moda. Lauren saiu para pegar outra bebida.

 

Estou muito cansada para dançar esta noite. 

 

Ariana se joga na cadeira ao meu lado, rindo.

 

Eu bocejo.

– Você tá horrível, Petunia.

 

Uma boa amiga deve ser capaz de te contar qualquer coisa. Pode ser a traição de um namorado ou um vestido que faz seus pneuzinhos te deixarem parecida com um sharpei. Em qualquer situação, se elas não forem corajosas o suficiente para lhe dizer o que quer que seja? Elas não são suas melhores amigas.

 

– Obrigada, Ari. Também te amo.

 

Ela joga seu longo cabelo castanho para trás, e brilhando com a purpurina que ela colocou para as festividades desta noite.

 

– Só estou dizendo que você tá precisando de um dia em um spa.

 

Ela não está errada. Estive exausta a semana inteira, daquele jeito que pega o corpo inteiro, parecendo que você está com um peso nas costas. Ontem, eu caí no sono na minha mesa.

Acho que peguei aquela gripe que está rolando.

Ariana se abana com a mão.

 

– Cadê a porra da Lauren com aquelas bebidas? Estou morrendo aqui.

 

Ela desapareceu há alguns minutos, o que não é incomum em um lugar como este.

 

Ainda assim, meus olhos analisam o ambiente.

Aí eles encontram Lauren. No bar, segurando as bebidas, conversando com uma mulher.

Uma linda loira, com pernas do tamanho do meu corpo inteiro.

 

Ela está com um scarpin prateado e um vestido curto com lantejoulas. Ela parece… legal. Sabe aquele tipo? Uma daquelas garotas legais com quem os caras adoram sair porque elas arrotam e gostam de esportes. Ela está sorrindo.

 

O pior de tudo é que Lauren também está.

E está vendo como ela se curva pra Lauren? A inclinação da cabeça dela? O embaraço sutil de suas coxas?

 

Elas já transaram. Sem dúvida alguma.

 

Filha da puta.

 

Esta não é a primeira vez que encontro alguma das ex-ficantes de Lauren. Na verdade, isso costuma ocorrer diariamente: a garçonete no Nobu, a bartender no McCarthy’s Bar and Grill, diversas clientes aleatórias no Starbucks. Lauren é educada, porém rápida, dando-lhes a mesma atenção que você dá quando encontra um colega da escola do qual nem se lembra do nome.

 

Então, isso não costuma me incomodar.

 

Mas como disse, esta não é uma semana normal. A fadiga me deixou ranzinza. Sensível demais. Puta.

 

Porra, Lauren continua conversando com ela.

 

Ela coloca a mão no braço de Lauren e aí minha mulher da caverna interior bate

no peito como o King Kong com roupas. Tem um copo vazio na minha frente.

 

Lembra-se da Marcia Brady e o futebol? Acha que consigo alcançá-los daqui?

 

Já repararam que assassinos em série e terroristas quase sempre são do sexo

masculino? É porque os homens gostam de espalhar agonia. As mulheres, no

entanto, guardam a dor internamente. Guardamos para nós. Até a morte.

Sim, eu fiz aula de Introdução à Psicologia na faculdade.

 

Mas o que importa é que, em vez de ir até lá e arrancar os fios de cabelo da loirinha, como eu realmente gostaria de fazer, eu me levanto.

 

– Vou pra casa.

 

Ariana pisca.

 

– O quê? Como assim? – aí, ela repara no meu rosto. – O que aquela idiota fez agora?

 

Um conselho: quando estiver nervosa com sua companheira, tente não contar isso para as amigas. Mesmo depois que você perdoá-la, pode apostar que elas nunca se esquecerão.

Em vez disso, recomendo reclamar para a família dela. Eles já viram seus traços negativos, egoístas e imaturos em alta definição, então não é como se estivesse abrindo o jogo.

 

Mexo a cabeça.

 

– Nada. Estou apenas… cansada.

 

Ela não engole essa desculpa. E seu olhar se fixa na direção em que continuo olhando. A Pernuda joga sua cabeça para trás e ri. Seus dentes são branco- perolados e perfeitos. Aparentemente, a bulimia ainda não apodreceu seu esmalte.

Ainda.

 

Ariana vira para a esposa.

– Dinah, vá buscar sua amiga. Antes que eu vá, porque, se eu for, você vai precisar de um esfregão para pegá-la.

 

Mantenho meu queixo erguido, teimosamente.

 

– Não, Dinah, não vá. Lauren está, claramente, feliz lá. Por que tirá-la de lá?

 

Imaturo? Provavelmente.

Eu me importo? Não.

 

Dinah olha de um lado para o outro para nós. Em seguida, sai correndo até Lauren.

 

Ariana a treinou direitinho. Ela deixa o Encantador de Cães no chão.

 

Dou um abraço de despedida.

– Te ligo amanhã.

 

Depois, vou até a porta sem olhar para trás.

Nunca vivi sozinha.

 

Quando fiz dezoito anos, saí da casa de meus pais e fui morar em uma república. No segundo ano, Shawn se juntou a mim e a Ariana na Pensilvânia, e alugamos uma enorme casa velha fora do campus com outros quatro alunos. O teto tinha goteiras e o aquecimento era horrível, mas o aluguel cabia no

orçamento.

 

Depois que Ariana foi embora para Nova York, enquanto eu ainda estava em Wharton, Shawn e eu alugamos um lugar só para nós dois. Depois nos mudamos para a cidade e o resto você já sabe.

 

Por que estou te contando isso?

 

Porque não sou tão independente quanto pareço ser. Sou uma daquelas mulheres. Sou do tipo que acende cada luz na casa quando está sozinha. Sou do tipo que dorme na casa de uma amiga quando a namorada está fora da cidade.

 

Nunca estive sozinha. Nunca fiquei sem um namorado. É uma das razões de Shawn e eu termos durado tanto tempo, pois preferia uma relação acabada a não ter nenhuma.

 

Quando voltei ao apartamento, fui até o quarto e coloquei uma blusinha e uma calça de pijama cereja. Ao terminar de tirar a maquiagem do rosto, escutei a porta da frente se abrir e fechar.

 

– Camila?

 

Não respondo.

Seus passos soam pelo corredor e, um minuto depois, Lauren está na porta do banheiro.

 

– Oi, por que você me deixou? Voltei com as bebidas e Ariana começou a jogar gelo na minha cabeça, me chamando de merda.

 

Não faço contato visual. Minha voz está firme. Desdenhosa.

 

– Estava cansada.

 

Por que não digo logo o que está me incomodando? Porque este é o jogo das

mulheres. Queremos que vocês arranquem isso de nós. Para nos mostrar que estão interessados. É um teste para ver o quanto se importam.

 

Lauren me segue até o quarto.

– Por que não esperou por mim? Teria voltado com você.

 

Meus olhos alcançam os dela. Meu rosto está ríspido, meu corpo está tenso, tudo pronto para a batalha.

 

– Você estava um pouco ocupada.

 

Ela olha para baixo, seus olhos se apertam. Está tentando decifrar minhas palavras.

Depois, desiste.

 

– Como assim?

 

Explico tudo para ela.

– A loira, Lauren. No bar?

 

Ela me olha com curiosidade.

– O que tem ela?

 

– Conte-me você. Você transou com ela?

Lauren caçoa.

 

– Claro que não transei com ela. Saí dois minutos depois de você. Nós duas sabemos que demoro muito mais que isso. Ou você quer que eu te lembre disso?

 

Não, ela não é tão estúpida quanto aparenta. Na verdade, ela é brilhante. Ela está tentando ser fofa. Sexy. Tentando me distrair.

É o que ela faz. E costuma funcionar. Mas não hoje à noite.

 

– Já transou com ela?

 

Lauren esfrega a nuca.

– Você realmente quer que eu responda isso?

 

A resposta é um grande sim, caso esteja se perguntando.

 

Levanto minhas mãos.

– Claro! Claro que você a comeu, porque, Deus do céu, não tem um dia em que saímos sem você encontrar alguma mulher que não seja íntima do seu pau!

Tudo bem que, quase sempre, você não se lembra delas.

 

Os olhos de Lauren se estreitam.

– Então, qual é? Você fica nervosa quando me lembro delas ou quando não me lembro? Me dá uma dica, Camila, para que possamos brigar do jeito que você está querendo.

 

Pego meu creme e passo-o rapidamente nos meus braços.

– Não quero brigar, só quero saber por que você se lembra dela.

 

Lauren encolhe os ombros, e sua voz fica neutra.

– Ela é uma modelo. O outdoor dela está no meio da Times Square. É um pouco difícil esquecer alguém quando você vê sua foto todo dia.

 

E isso não faz eu me sentir muito melhor.

 

– Bom pra você. Então, por que você ainda está aqui? Por que não volta lá e encontra a sua modelo, já que ela significa tanto pra você?

 

Uma pequena parte de mim percebe que estou sendo um pouco irracional, mas minha raiva está igual a uma avalanche. Agora que começou, não tem como pará-la.

 

Lauren olha para mim como se eu tivesse enlouquecido e estica a mão.

– Ela não significa nada para mim. Você sabe disso. De onde tá vindo essa porra?

 

Em seguida, um pensamento vem à mente dela.

 

Ela dá um passo para trás antes de perguntar.

– Você está perto de menstruar? Não surte, estou apenas perguntando, porque, do jeito que você tem agido ultimamente, acho que Taylor está prestes a perder seu título.

 

Ela pode estar certa. No Ensino Médio, tinha um corredor, a asa L, que sempre ficava cheio na troca de aulas. E eu sabia que minha menstruação estava próxima quando andava por lá e queria espetar meu lápis no pescoço da pessoa à minha frente.

 

Mas, para vocês, caras, mesmo que o mau humor de sua namorada seja da TPM, não fale isso para ela. Não vai acabar bem para você.

Pego um sapato e jogo, batendo bem entre os olhos verdes brilhantes de Lauren.

 

Ela coloca as mãos na testa.

– Que porra é essa?! Falei pra não surtar!

 

Todo relacionamento tem um escandaloso. Um atirador. Uma pessoa que quebra coisas. Neste caso, essa pessoa sou eu. Mas não é minha culpa. Você não pode culpar o míssil nuclear por ter disparado depois de ter apertado todos os seus botões.

 

Pego o outro sapato e jogo também. Lauren agarra um travesseiro e o usa como escudo. Vou até o closet para pegar mais munição, mas ela conseguiu segurar meu braço antes de eu chegar lá.

 

– Quer parar com essa porra! Por que está agindo assim?

 

Encaro-a.

 

– Porque você nem se importa! Estou muito chateada, e você não tá nem aí!

 

Seus olhos se abrem, sem acreditar.

– Claro que me importo, sou eu quem estou levando vários Jimmy Choo na cabeça como se fossem estrelas ninja!

 

– Se você se importa tanto, por que não se desculpa?!

 

– Porque eu não fiz porra nenhuma! Não tenho problema algum em assumir de joelhos quando faço merda. Mas se você acha que vou implorar apenas porque você foi possuída pelo demônio dos hormônios, você deve ter ficado louca, querida.

 

Escapo dela e a empurro né ombros com ambas as mãos.

– Beleza. Tudo bem, Lauren. Não me importo mais com o que você faz – pego um cobertor e um travesseiro e jogo para ela. – Mas pode ter certeza que você não vai dormir comigo hoje. Saia daqui!

 

Ela olha para os lençóis. Em seguida, para mim. E seu rosto relaxa, ficando calma.

Muito calma, igual antes de uma tempestade.

 

– Não vou para lugar algum.

 

Ela se joga na cama, esticando seus braços e pernas como uma criança fazendo um anjo de neve.

 

– Acontece que gosto desta cama. É confortável. Aconchegante. Tenho ótimas lembranças aqui. E este é o único lugar em que vou dormir.

 

Não tem por que discutir quando Lauren fica assim, teimosa e infantil. Às vezes, eu realmente acho que ela vai segurar sua respiração até conseguir o que quer.

 

Puxo o travesseiro da sua cabeça, deixando-a estirado no colchão, olhando para mim.

 

Ela arqueia a sobrancelha.

– O que está fazendo?

 

Encolho os ombros.

– Disse que não vou dormir com você. Então, já que você não vai para o sofá, eu vou.

 

Ela se senta.

– Isso é completamente ridículo, Camila. Diga que você sabe disso, que estamos brigando por nada!

 

Minha voz aumenta.

– Então, meus sentimentos não significam nada?

 

– Eu não disse essa porra!

 

Aponto um dedo para ela.

– Você disse que estamos brigando por nada, mas estamos brigando pelo o que você me fez sentir, você acha que meus sentimentos não valem nada!

 

Ela abre a boca, como um peixe precisando de oxigênio.

– Não entendi. Não tenho ideia alguma do que você quis dizer com isso.

 

Fecho os olhos. Rapidamente, minha raiva murcha.

 

Em vez disso, fico cheia de dor.

– Esquece, Lauren.

 

Ao sair pelo corredor, sua voz me segue.

 

– Que porra acabou de acontecer?

 

Estou muito cansada para tentar explicar mais uma vez. Normalmente, quando discutimos, não consigo pegar no sono. Fico muito cheia de adrenalina e de paixão.

 

No entanto, esta noite, isso não seria um problema. Assim que encostei a

cabeça no travesseiro, dormi igual a um doente.

 

Algum tempo depois, uns três minutos ou umas três horas, um peito quente encosta nas minhas costas, me acordando. Sinto sua mão na minha barriga.

 

Ela encosta seu rosto no meu cabelo e inspira.

– Desculpa.

 

Viu, garotos, vocês só precisam fazer isso. Essas são as palavras mágicas, capazes de passar por cima de qualquer obstáculo.

Até mesmo da TPM.

 

Me viro em seus braços, e olho em seus olhos.

– Está se desculpando pelo quê?

 

O rosto de Lauren fica vago, procurando pela resposta correta. Então, ela sorri.

 

– Por qualquer coisa que você queira que eu me desculpe.

 

Rio, mas minhas palavras são sinceras.

– Não. Me desculpe. Você estava certa, eu estava agindo como uma idiota.  Você não fez nada de errado. Devo estar perto de menstruar.

 

Ela beija minha testa.

– Não é sua culpa. Eva é a culpada.

 

Beijo seus lábios suavemente. Em seguida, seu pescoço. Faço um caminho pelo seu peito, indo até o seu peitoral, de repente me desperto com vontade de agradá-la. Olho para ela.

 

– Você quer que eu te compense?

 

Seus dedos traçam o que acredito serem círculos escuros embaixo de meus olhos.

 

– Você está exausta. O que acha de me compensar de manhã?

 

Deito mais perto e encosto minha bochecha em sua pele. Fecho os olhos, pronta para voltar a dormir.

 

Até que a voz de Lauren quebra o silêncio.

 

– A não ser que… sabe… você realmente queira compensar agora. Porque se você quiser, não sou eu quem…

 

Dou uma gargalhada, cortando suas palavras enquanto abaixo a cabeça sob as cobertas, lentamente viajando para baixo para compensá-la.

 

Do seu jeito favorito.



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