História Coincide - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber, Ryan Butler, Sara Sampaio
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Visualizações 60
Palavras 2.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi genteeee! Eu sei que demorei, mas já estou de volta. Não consegui recuperar o outro capítulo no notebook que quebrou (chorei), mas tentei fazer um a nível e esse eu decidi não prolongar muito o momento triste, perdão caso tenha algum erro de português/digitação e leiam com carinho. Aos novos leitores: Sejam bem-vidos! E não desistam de mim.

Capítulo 5 - Chapter 5: Im Here


                                                                                       Point Of View Justin Bieber

Meu pai estava tagarelando sem parar desde a hora que eu cheguei a seu escritório. Meus ouvidos pediam arrego, qual era o problema desse velho em falar tanto? Sua mesa de madeira escura estava cheia de papeis denunciando o quanto atarefado ele estava, porém a matraca não calava nenhum misero segundo.

- Pai, pai, pai. – resmunguei. – Será que podemos chegar ao finalmente? Eu tenho um trabalho da faculdade para fazer.

- Vocês jovens são tão chatos. – bufou antes de tomar um gole de sua bebida. – Esqueci-me de te avisar, Jasmine retirou o processo contra você, ela foi obrigada a fazer o teste de DNA e o filho realmente não é seu, parabéns Justin!

Revirei os olhos.

- Todo mundo sabia que esse filho não era meu e ela estava me processando a toa, essa garota é maluca.

- Eu espero que você pare de se envolver com quem não deve, já me deu dor de cabeça demais.

- Tá bom. – me rendi. – Já cansei disso também, agora vamos para o finalmente?

- Então… – o toque de telefone de Jeremy interrompeu nossa conversa. – Ok, pode preparar o jatinho. – respondeu alguém do outro lado da linha.

- Jatinho? Você vai viajar? – indaguei.

- Obrigado! – desligou e me fitou. – Vou para o Canadá encontrar sua mãe.

- Ah não, de novo?

- Sim, inclusive tenho que chegar ao aeroporto em 30 minutos. – disse olhando o relógio.

- Tá, o que você quer que eu faça?

Jeremy levantou de sua cadeira acolchoada preta.

- Ethan está em uma viagem também atrás de um cara, eu fiquei responsável em mandar as fotos pra cliente dele, mas tenho que viajar com urgência, ele me mandou as fotos e já imprimi, está no envelope pardo em cima da mesa dele, poderia entregar pra mim?

- Tenho a opção de não entregar?

- Não! – respondeu enquanto catava seus pertences da mesa e arrumava sua pasta. – A cliente é jovem e não passou seu endereço, ou seja, é puro sigilo, ela só deixou seu número de telefone para marcar um ponto de encontro. Faça o serviço direito, se não cortarei todo o seu dinheiro.

- Relaxa chefe. – relaxei na cadeira e coloquei os pés em cima da mesa. – Quando você volta?

- Semana que vem e tira o pé da minha mesa. – ordenou.

Meu pai andou em direção à porta, levantei e fui atrás.

- Tente não fazer merda, Justin.

- Pode deixar, Jeremy. – forcei um sorriso. – E tente acabar logo com esse joguinho com a minha mãe.

- O que? – me encarou.

- Vocês brigam, separam e depois voltam, eu não quero ter que passar metade das minhas férias com vocês dois fingindo ser uma família feliz no Canadá.

- O importante é que somos uma família.

- Vocês dois não conseguem passar um mês juntos sem ter quebra quebra, por isso que ela nunca veio pra cá definitivamente. Inclusive, não quero me envolver em nada sobre vocês, só fala pra ela que eu mandei um beijo.

- Você anda muito menininha. – me deu um soco no braço. – Tchau filhão, tente se comportar e para de resmungar igual uma mulher.

Andamos até o elevador, antes de entrar no mesmo Jeremy me deu um beijo na testa como se eu tivesse 10 anos de idade. Como despedida deu um soco em seu peito. Caminhei preguiçosamente até a sala de Ethan, ele era o detetive da empresa, ele e meu pai sempre trabalhavam juntos e ganhavam muito bem por sempre fazerem os melhores trabalhos. Meu pai na área de advocacia e ele descobrindo os podres dos outros pelo mundo, mas sempre juntos.

- Ok, vamos logo acabar com isso. – falei sozinho.

Entrei na sala escura, suas paredes eram pretas e o que iluminava era o sol da Califórnia, uma parte da parede era só janela dando uma vista incrível do décimo andar, dava para ver até a praia. Caminhei até a mesa em busca do envelope e lá estava ele em cima do teclado com um papelzinho branco com algo escrito. Peguei o mesmo, tirei meu celular do bolso e disquei o número.

O número de Abby apareceu no meu visor. Que merda era essa?

Ela atendeu.

- Justin? – escutei sua voz aveludada do outro lado da linha.

A cliente era Abby?

- Justin? – falou novamente, me tirando do meu devaneio.

- Abby? – sussurrei.

- O que foi? Tá precisando de algo? – ela parecia assustada.

- Nã… Não. – falei depressa. – Só para avisar que to indo te encontrar.

- Tem certeza que você está bem? – indagou.

- Claro que tenho, gata. – forcei uma risada. – Até daqui a pouco.

Desliguei o telefone na cara dela, minha reação tinha sido a pior de todas. O que Abigail estava aprontando? Será que era por isso que ela era toda estranha? Sem pensar duas vezes abri o envelope e me deparei com mais de seis fotos de um homem sozinho e com mulheres.

Guardei as fotos de novo e corri para o elevador, ela só tinha uma opção: contar-me a verdade. E meu pai me mataria se soubesse disso. Entrei no carro e dei partida para a fraternidade, rezando não pegar nenhum engarrafamento. No meio do caminho meu telefone começou a gritar na minha mente, pensei que fosse ela, porém era o chato do Ryan.

- O que você quer? – perguntei ríspido.

- Cara, olha o spotted agora, brother. – ele parecia eufórico.

- Eu to dirigindo, o que houve? – mil coisas vieram na minha mente, o spotted adorava falar de mim.

- Saiu foto da Catherine pelada.

- O que? – perguntei incrédulo. – A da natação?

- Isso mesmo cara, você tem que ver antes que denunciem.

- Puta que pariu, salva a foto pra mim, to ocupado agora, depois à gente se fala. – desliguei.

Ryan sempre foi doido para ter uma chance com essa menina, ela era gata, bonita mesmo, o corpo então eu até batia palmas, íamos aos treinos de natação só para vê-la, mas agora eu estava preocupado com uma garota que cismava se fazer de difícil para mim.

Estacionei o carro em frente à casa que aparentava estar vazia – se eu tivesse sorte ela realmente estaria. Desci do carro e toquei a campainha, rapidamente uma loira atendeu.

- Onde está Abby? – perguntei.

- No quarto dela. – respondeu sem paciência.

Entrei na casa e fui em direção aos degraus que pareciam infinito, quase dei graças a Deus quando cheguei ao corredor e pude ver o quarto das meninas. Eu torcia para a Virginia não está, quando abri a porta Abby estava mergulhando em um livro sozinha.

- Chegou rápido. – falou espantada deixando o livro de lado.

- Cadê Virginia? – fechei a porta atrás de mim.

- Foi encontrar a menina da natação, mais uma vitima do spotted. – zombou.

- Virginia sempre sendo defensora do campus. – caminhei de encontro à menina.

Abby estava com um shortinho preto de velcro que mostravam suas pernas magras e definidas e uma regata branca que marcava bem seus seios sobre o sutiã. Sexy. Muito sexy. Ela tirava minha concentração muito fácil, só que eu tinha um propósito nessa tarde, descobrir a verdade. E obviamente, se eu tivesse ligado avisando que cheguei ela trocaria essa roupa em segundos. Ela às vezes parecia gostar de me irritar.

Concentra-se, Justin, filho da puta!

- Abby, eu tenho uma pergunta pra te fazer.

- Tá bom, é só fazer. – riu.

- Você é capaz de me contar a verdade?

Eu realmente parecia uma menininha.

- Do que você tá falando?

Antes de falar algo entreguei o envelope, a garota abriu sem entender a rapidamente seus olhos se arregalaram. Ela parecia assustada e confusa, como uma criança indefesa.

- Como você conseguiu isso? – indagou. – Ein, Justin, como? – gritou.

- Shhhh. – coloquei a mão em seu ombro.  – Abby, Ethan trabalha junto com o meu pai, ele pediu que eu entregasse porque ele teve que viajar, eu não sabia que era você, mas quando liguei e vi seu número do visor… Eu preciso da verdade.

- Não! – seus olhos já estavam marejados.

- Conte a verdade, Abby, para de ser durona. Quem é esse cara?

- Durona? – ela berrou tirando meu braço do seu ombro. – Esse cara é o meu pai.

O que? Abigail estava tramando contra seu pai?

A garota caiu em lágrimas jogando as fotos no chão, seu rosto lindo rapidamente ficou todo molhado e ruborizado, me afastei um pouco e tranquei a porta para ninguém entrar. Sentei-me ao seu lado na cama e envolvi meus braços em sua cintura permitindo que ela chorasse.

Ficamos em silêncio no meio de seus soluços.

- Eu sabia que ele tinha um amante, esse homem é um merda! – sua voz estava embargada.

- Independente de tudo, ele ainda é o seu pai.

- Ele nunca foi meu pai.

- Ele sempre será seu pai, Abby. – sussurrei.

- Não! – berrou. – Nunca foi e nunca será.

Abby se afastou de mim e levantou, socando a parede com suas mãos finas. Essa doeu!

- Pare de se descontrolar. – puxei a garota e segurei suas mãos. – Só porque ele tem uma amante ele vai deixar de ser seu pai? Claro que não, acorda!

- Você não sabe nada sobre mim. – me empurrou. – N.A.D.A!

Abigail Maughan estava descontrolada, sua voz estava escandalosa e sua mão vermelha de tanto socos que dava na parede. Ela encostou-se à mesma e deslizou até sentar no chão, enquanto lágrimas ainda escorriam desesperadamente.

- Ninguém aqui me conhece, ninguém. – sua fala saiu em burburinhos.

- Você não deixa ninguém te conhecer.

Eu não sabia dar conselhos, isso era obvio, eu era péssimo nisso. Se meu pai traísse minha mãe eu simplesmente meteria a porrada nele.

- Todos me julgariam.

Ela falava baixinho, enquanto seus olhos penetravam o nada.

- Eu não vou te julgar.

Ela me olhou toda despedaçada. Caminhei e sentei ao seu lado para te encorajar a falar.

- Meu pai tem muito dinheiro Justin, então ele realizou o sonho dele de comprar um hotel no Upper East Side, você sabe que lá é rodeado pela elite e pelos famosos, não sabe?

- E o que isso tem a ver, Abigail? Todos fazem parte da elite.

- O que isso tem a ver? - gritou. - Eu sempre fui uma marionete, estudava o dia todo, fiz curso de música, arte, todos os tipos de instrumentos, aprendi diversas línguas e sabe do que eu gostava? De nada, Justin. De nada! Aos 15 anos me apaixonei por um cara que eu jamais saberia que os Estados Unidos iria idolatrar, um dos jogadores de futebol americano mais jovem e mais bem pago, Paul Dickens, você conhece, não é mesmo? 

- Amor platônico acontece. - debochei.

Ela me encarou por longos minutos, minha cara deveria estar igual à de um palhaço, mas algo não estava certo na história. Amor platônico? Alguém realmente chora assim por causa de um amor por algum famoso? Pelo menos eu amava a Angelia Jolie e não chorava feio uma menininha, esses amores acabam e nem são reais. 

- Me deixe sozinha. 

- Ab… 

- Não! - me interrompeu com um grito. - Sai daqui agora!

Eu não sabia o que fazer, era certo deixa lá? Eu deveria ligar para alguém? Ou apenas abrir a porta e ir embora fingindo que nada aconteceu? Afinal, a merda já estava feita e o papel já havia sido entregue. 

Respirei fundo fechando olhos e me recompondo, andei até a porta abrindo a mesma. 

- Eu vou embora, mas eu espero que você consiga se controlar e que saiba o que está fazendo. Só cuidado que muitas vezes mergulhamos na tristeza e acabamos nos afogando nela, apesar de que você como todos os outros também achavam que sabiam nadar, mas ela é muito mais do que um mar de solidão, ela é mais do que você mesma possa ver ou sentir. Tristeza mata, Abigail! Depressão mata, buscar infelicidade também, só que eu não posso te ajudar agora, mas só pelo simples fato de você não querer admitir que precise compartilhar algo com alguém. Não deixe que isso que você esconde e sente te dominem, algumas coisas precisamos contar ou gritar pros sete ventos, se não a coisa transborda. 

Abby não reagiu diante do meu discurso bem filosófico, isso me preocupava. E agora? Eu me virava e ia embora? Merda!

Depois de longos minutos em silêncio me observando sua boca inchada se movimentou como se fosse falar algo, um ruído doloroso saiu no ar, ela fechou os olhos e respirou fundo, abrindo novamente demonstrando uma tristeza em seu corpo todo.

- Eu abortei uma criança de quase seis meses de Paul Dickens. - ela tremia, aquele discurso me tombou. - Eu estava grávida dele e… e… - ela não conseguia falar.

- O que? Abby, você quis fazer isso? 

A garota se acabou no choro, corri para abraça-la. Ela era a vilã da história? 

- Eu fui obrigada a abortar meu bebê, Justin. - falou aos prantos enquanto se envolvia em meus braços. - Meu pai me obrigou a abortar junto com Paul, eu escondi a gravidez dele, mas Paul contou tudo por dinheiro. Ele me trocou por dinheiro, o primeiro amor da minha vida decidiu trocar uma família por capas de revistas e prostitutas, meu pai bancava tudo, meu pai arruinou minha vida quando decidiu patrocinar Paul e começou a receber milhões. E eu já amava aquele fetinho que tinha per… perninhas, olhinhos, bracinhos e um dia ia me chamar de mãe. 

A gente nunca sabe o que realmente acontece com uma pessoa, até que ela decide se abrir para a gente.

Abigail escorreu sobre meu corpo e caiu no chão, chorando de uma forma como eu nunca vi uma pessoa chorar. Até que ponto alguém acaba com a vida de outra por dinheiro?

- Abby, calma! - agachei na frente da menina, pegando a mesma e a colocando no meu colo. - Eu to aqui com você, sei que pode não ser muita coisa, mas você não está sozinha, tá? Eu to aqui e vou estar o quanto precisar. 

Era ela vulnerável, parecia a menininha inofensiva precisando do colo materno, ela agora era um barquinho de papel no meio da tempestade. O barulho de cada soluçada por causa de seu choro era a única coisa que se escutava ali, todo o seu corpo tremulo estava colado ao meu. Sua dor parecia ser a minha. Sua rotina era essa, lutar por algo que aconteceu em um passado não tão distancia. Até que ponto vai o ser humano? Até que ponto o bem é deixado de lado? Até que ponto o amor perde?  

Abigail Maughan, uma jovem mulher com um passado já marcado pela dor. E eu apenas o homem no qual ela decidiu compartilhar uma parte da história.

Seus dedos finos tampavam seu rosto encharcado, minhas mãos seguravam seu corpo com força sobre o meu, eu só queria dar um fim ao sofrimento. 


Notas Finais


Então, o que acharam? Conte-me tudo e não esconda-me nada!


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