História Coisa de menina - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~proliiixa

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Sehun
Tags Chansoo, Exo!pais, Feliz Dia Das Crianças, Fem!baekhyun, Kyungyeol, Menção!sebaek, Sou Criança Também
Visualizações 438
Palavras 3.148
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Uma fanfiquezinha para esse dia das crianças porque eu claramente sou uma criança gigante, tenho o tamanho de uma pelo menos, e estava querendo matar a saudade de escrever com exo!pais, daí a namoradinha (taozing) só disse "vai" e eu fui, por isso lhe dedico essa coisinha aqui~~

então eu gradeço desde já a qualquer @ que passar por aqui para ler e ser feliz nesse dia das crianças porque também é uma lá no fundinho ♡

Capítulo 1 - Único


 

Era para ser um fatídico fim de semana entre pai e filha, com direito a Netflix até os olhos dizerem chega, pizza e toda aquela porcariada doce que ficava bem mais gostosa quando feita em casa, talvez um passeio à tarde pelo shopping, se Baekhyun não fosse dormir na casa de uma amiguinha de escola para ter uma noite das garotas.

Por isso Kyungsoo estava na cozinha, decorando um bolo de chocolate para que a filha não aparecesse na casa dos outros de mãos abanando, dizendo para si mesmo que estava fazendo aquilo para evitar uma catástrofe maior por conta de Baekhyun não ser lá uma companhia aconselhável ao lado de panelas e fogo, já que uma vez, quando ela tinha sete anos, a menina teve vontade de comer ovo cozido e foi fazer, mas estava demorando tanto que quando foi dar uma olhada na coisa viu que tinha esquecido de colocar o ovo para cozinhar, daí a água evaporou toda, deixou a panela preta e a casa cheirando queimado.

E aquela vez que, quando Baekhyun tinha só oito anos, conseguiu queimar o miojo? Não podia esquecer do dia em que ela também quase conseguiu botar fogo na cozinha ao inventar de fazer um bolo de aniversário para o pai quando não passava de uma pequerrucha banguela querendo agradar seu papito naquele dia feliz.

Desde então, Kyungsoo tinha dito que era melhor a filha manter suas ideias mirabolantes de ser uma MasterChef bem distantes das suas panelas e sua cozinha, quando a verdade verdadeira mesmo era aquela em que ele adorava cozinhar para ela o tempo inteiro, empanturrando a filha de doces e as comidinhas que ela mais gostava de comer.

Ele até vivia se perguntando como é que ela (ele) sobreviveria quando chegasse a hora de ir para a universidade longe de casa. Sentia um aperto no coração só por imaginar o dia em que isso aconteceria, o dia de ela ir embora para sempre e não comer nem mais um farelo de arroz seu. Faltava só mais um ano, caramba. E pensar que até um tempo atrás Baekhyun não passava de um toco de gente toda gorducha nas fraldas, resmungando em uma língua que fazia Kyungsoo se tremer de medo por cuidar sozinho de um bebê.

Baekhyun, já pronta e com a mochila nas costas, apareceu na cozinha atrás do pai como alguém que não quer nada, metendo o dedinho ligeiro na cobertura do bolo que ele estava terminando de decorar. Fez cara de paisagem quando Kyungsoo a pegou no flagra com o dedo e uma colher na botija pela terceira vez.

– Eu vi, mocinha.

– Em minha defesa – Baekhyun começou, a boca suja do creme de chocolate –, isso aqui tá gostoso demais, pai.

– Posso ver.

– E tô pensando seriamente em deixar esse bolo em casa pra comer sozinha quando eu voltar.

– Fiz pra você levar e comer com suas amigas, lembra?

– O que elas não veem, o estômago não sente, sabe?

– Acho que, sem querer – Kyungsoo falou –, sem querer mesmo, acabei contando pra mãe da Jun no elevador que ia fazer um bolo de chocolate de três camadas, e acho que a mãe da Jun contou pra da Yixiao, que contou pra da Min... – deixou a voz morrer, vendo Baekhyun arregalar os olhos.

– Não!

– Sim – Kyungsoo contrariou.

– Pai, isso é traição!

– Desculpa! – ele pediu sorrindo, nada sincero. – Vai ter que tentar outra coisa, formiga.  

Baekhyun fez um bico, pensativa, fuzilando o seu pai com uma careta nada amiga. Depois foi abrindo um sorriso cheio de luz do mesmo jeitinho de quando Kyungsoo dizia que a amava, que iam na papelaria comprar mais materiais de desenho ou quando o tal de Sehun-só-meu-amigo-que-talvez-eu-goste-um-pouquinho mandava mensagens.

– Mas e se eu não for na casa da Jun, hein? – sugeriu malandra. – Posso comer ele agora mesmo e tudo fica perfeito. A gente divide – acrescentou em um sussurrinho junto de um sorriso lindo. – O que você acha?

Kyungsoo franziu o cenho, encarando a filha do outro lado da bancada com a boca suja de chocolate.

– É tentador – admitiu.

E não era só por causa do bolo, mas a ideia de Baekhyun ficar em casa, jogada no sofá com a cabeça no seu colo, os dois vendo televisão juntinhos até tarde da noite como faziam antigamente, depois comer um lanchinho e Baekhyun apagar na sua cama contando de uma fofoca da escola, era uma coisa muito tentadora mesmo, ainda mais nesses tempos em que Kyungsoo se sentia cada vez mais triste com a ideia da universidade, um pai bobo sofrendo por antecipação.

Só que Baekhyun já era uma mocinha crescida, tinha sua própria vida, e havia inventado um montão de desculpas para ficar em casa com o pai solitário diversas vezes, não lhe deixando sozinho para limpar a casa já limpa, cozinhar uma imensidão de cookies, assistir as temporadas repetidas de CSI ou ficar trabalhando mais do que já trabalhava o dia todo. E Kyungsoo não tinha negado nenhuma vez quando a filha se voluntariava a ficar.     

– Tentador demais – repetiu, vendo a garota do outro lado da bancada alargar o sorriso. – Mas depois não quero ver ninguém chorando as pitangas pelo jeans que não entra mais.

Baekhyun fez morrer o sorriso num instante e levou a mão no coração, como se atingida.

– Jogava um balde de água fria que doía menos, seu Kyungsoo.

– Algumas verdades doloridas precisam ser ditas de vez em quando, meu amor.

– Você já foi mais gentil comigo – resmungou, fingindo secar uma lágrima do rosto. – Como vai namorar alguém assim?

Kyungsoo revirou os olhos, já sabendo o rumo daquela conversa.

– Você também já foi mais sutil antes, mocinha.

– Desculpa – pediu. – Vou melhorar, prometo.

– Não faço questão – disse, dando às costas para a garota ao abrir o armário atrás de mais chocolate que pudesse raspar e jogar sobre o bolo.

– Mas pai, a gente tem que conver–

– Já terminou de arrumar suas coisas? – interrompeu. – Pegou a escova de dentes?

– Sim, mas a gente–

– Roupas extras?

– Sim, m–

– Até calcinha?

Baekhyun encarou o pai por um instante, fazendo um biquinho ao abrir a mochila e fuxicar lá dentro em busca da peça, vendo que não tinha colocado de novo como da última vez ao ir a uma viagem do colégio. Com um sorrisinho vitorioso na cara, Kyungsoo assistiu a adolescente ir ao quarto resmungando sozinha e voltar depressa, sentando-se novamente no mesmo lugar em que estava.

– Agora é sério, Do Kyungsoo, a gente tem que conversar – Baekhyun ditou. – Nada de dar as costas pra mim ou me lembrar de algo que esqueci, mocinho. E sim, peguei o pacote de absorvente para surpresas e os remédios pra dor também. – Fazendo jus àquelas aulas de teatro que Kyungsoo pagou quando ela era menorzinha, a careta séria de Baekhyun sumiu depressa, abrindo-se em um sorriso angelical. – Cê sabe que eu te amo muitão, né? Sabe também o quanto é bonito, pai?  

Kyungsoo suspirou.

– Além de bonito, é inteligente, moço bem apessoado – foi dizendo. – Disse prendado? Porque nossa! Cozinha como ninguém e sabe colocar a película no celular até de olhos fechados. Mencionei que é o homem mais incrível desse mundo dono do coração mais doce do universo? – concluiu contente, vendo o pai balançar a cabeça em negativas.

– Sério? De novo com isso de namoro?

– Juro que dessa vez não tem Tinder com pessoas loucas, nem a mãe solteira de uma colega de escola ou pessoas do seu trabalho – Baekhyun listou.

– Baekhyun...

– O meu professor de música lá do centro também gosta de meninos, sabe? – a menina contou. – E ele gosta das mesmas coisas que você!

– Como da outra vez no encontro do Tinder?

– Em minha defesa, eu não sabia que o cara bonitão curtia uns kinks assim. Mas confessa, você bem que ficou tentado a cair nessa ideia do chicote, não é?

Kyungsoo se limitou a mandar um olhar nada carinhoso para a filha.

– Certo. Entendi que um olhar vale mais que mil palavras, senhor Do – ela soltou. – Mas dessa vez é diferente. Juro. Conheço o tio Chanyeol de verdade.

– Tio Chanyeol?

– Que pode ser meu papai muito em breve se o senhor der uma chance – ela adicionou travessa, vendo seu pai encará-la em descrença.

– Pensei que você fosse no centro de música aprender a tocar piano e beijar o Sehun, não tentar me arranjar namorados.

– Quê?! Jamais!

– Jamais pra aprender piano ou beijar o Sehun?

– Pai, seja menos.

– Eu digo o mesmo pra você, mocinha.

Baekhyun bufou, descendo do banquinho e dando a volta na bancada até estar pertinho de Kyungsoo que se mostrava ocupado demais em decorar o bolo e ver a filha ao lado.

– Pai, por favor.

– Baekhyun, não.

– O tio Chanyeol gosta das mesmas músicas antigas que você, dos mesmos seriados batidos da televisão, livros, filmes e ele adora cozinhar, embora seja meio atrapalhado na cozinha e prefira só comer – foi enumerando, esperando alguma reação da parte do seu pai.

Não teve nada, então Baekhyun não viu outra escolha a não ser aquela em que apelava de vez para acertar o coraçãozinho duro do pai.

– Não quero que você fique sozinho pra sempre – disse em uma vozinha quase chorosa, se saindo muito bem naquilo ao ganhar de Kyungsoo sua atenção. – A mamãe também não ia querer – a menção do mamãe foi golpe baixo, juntamente do olhar brilhoso e o biquinho trêmulo que Baekhyun fez, não dando outra escolha a Kyungsoo a largar a decoração do bolo de lado e prender a menina em um abraço apertado. – Você cuidou de mim a vida toda e agora quero cuidar de você um pouquinho, sabe, porque me importo com você, pai – sussurrou contra o peito do mais velho.

Aquilo derreteu o coração de Kyungsoo certeiro, o fazendo lembrar da época em que sua irmã chegou chorando de alegria dizendo que estava grávida, algo que ele disse ser uma completa burrice, já que nem a faculdade ela tinha terminado ao engravidar de um idiota por aí.

Depois a irmã rechonchuda acariciando a barriga na espera da filhinha, enchendo a orelha de Kyungsoo de lorotas e sonhos. O parto, com o chorinho estridente da sobrinha sala e então a bagunça dos médicos tentando entender o motivo da sua irmã não querer acordar mais. Desse dia em diante, cumprindo a promessa que fizera a contragosto à irmã caçula, Kyungsoo só teve olhos para a menininha que passou a ser unicamente sua, seu tudo – sua filha.

Nunca tinha cogitado em sair, em ficar com alguém e fazer uma vida com ela além de sair com Baekhyun nas costas por aí, ficar com ela o tempo todo quando não estava trabalhando para ter dinheiro e criá-la, lhe fazendo as vontades de criança pelo resto da sua vidinha. E agora ela estava grande, beijando o namoradinho às escondidas e quase a ponto de ir embora para a universidade.

Em sinceridade, Kyungsoo se sentia meio vazio, imaginando o quanto ficaria solitário naquele apartamento sem o riso escandaloso de Baekhyun, os risinhos bobos dela ao receber uma mensagem de Sehun, os seus chororôs por uma espinha na cara ou por não ter estudado para a prova de química. Os dias de cólicas e os dias em que ela só queria o abraço do seu pai ou uma comidinha feita por ele.

– Vai tentar conhecer o tio Chanyeol? – Baekhyun perguntou chorosa dentro do calor dos braços de Kyungsoo. – Por favorzinho?

Kyungsoo prendeu as duas bochechas da filha nas mãos, apertando-as com carinho, suspirando em derrota no final.

– Tá bom, tá bom, sua chantagista.

Baekhyun não se aguentou de felicidade, abrindo o maior sorriso do mundo e se pendurando no pescoço de Kyungsoo com força, soltando vários gritinhos animados.

– Você vai amar o tio Chanyeol, sério! Ele é o cara mais legal do mundo e tem um sorriso lindo que vai te conquistar de primeira. E a voz dele? Nossa, pai, cê vai se derreter todinho quando ouvir de tão sensual que ela é.

– Parece que Sehun tem um concorrente.  

A menina revirou os olhos e voltou a tagarelar sobre o quanto tio Chanyeol era isso e o quanto ele era aquilo outro, deixando Kyungsoo com força suficiente para terminar de decorar aquele bolo de qualquer jeito e enxotar Baekhyun de casa sem pensar duas vezes antes de ouvir o nome do professor de música dela de novo e de novo.  

– E nada de esconder o bolo pelo cantos, viu? É pra levar no apartamento da Jun! – gritou da cozinha.

– Não me responsabilizo por acidentes no meio do caminho! – gritou de volta. – Tipo meu estômago devorar o bolo inteirinho na escada de emergência! – E ela saiu de casa gargalhando alto, fazendo Kyungsoo já sentir uma saudadezinha antecipada daquilo.

 

*

Prometer algo à Baekhyun era como dar sua alma de graça a uma força maligna. Porque Kyungsoo não teve descanso até ir conhecer o tal do tio Chanyeol e ver se Baekhyun parava de encher o seu saco com aquela coisa de menina insistente, já que parecia que Sehun não estava fazendo seu trabalho de namorado – agora oficial, pois tinha ido pedir permissão a Kyungsoo como nos velhos tempos, e Kyungsoo não perdeu sua chance de fazer o menino se borrar inteiro também – direito.

Mas ele foi esperando que tudo desse errado como nos outros tantos encontros que havia ido antes. O cara ser esquisito. O cara ser esquisito e pra lá de problemático. Ou o cara ser esquisito, problemático e cheio de umas doideiras como o cara do Tinder da última vez – quer dizer, pensando bem, Kyungsoo não se importava de levar uns tabefes no traseiro e umas chicotadas no corpo se combinassem de revezar caso o treco desse prazer mesmo, só que o doido queria porque queria ser o único a fazer isso e ele não passava o ar de lá muito certo da cabeça.

Foi conhecer Park Chanyeol que, por incrível que parecesse, era um ano mais velho, assim como dono de uma altura de cair o queixo e a bendita daquela voz que fazia os pelinhos da nuca se arrepiarem. Deu ruim, mas no sentido bom da palavra, porque se viu mole pelas graças de Chanyeol. Sem contar que ele era divertido, gostava de verdade das mesmas coisas que Kyungsoo gostava e sorria de um jeitinho que fazia o Do sorrir à toa, bobo, enquanto conversavam horas e horas só se deixando levar seja naquilo que estava acontecendo.

Sinceramente, Kyungsoo se sentia na adolescência.

– Não vai me dar boa noite, senhor Kyungsoo-apaixonadinho-pelo-meu-professor-de-música? – Baekhyun perguntou da porta do quarto, os braços cruzados no peito e um sorrisinho de quem está feliz à beça.

Kyungsoo tirou os olhos da tela de celular, tentando esconder o sorriso que até antes tinha na boca ao conversar pelo aplicativo com Chanyeol e abriu os braços em um convite para Baekhyun cair neles.

– Você gosta dele, né? – Baekhyun, já acolhida no abraço de Kyungsoo, os dois ajeitadinhos na cama, quis saber. – Acho que logo ele vai ser meu outro pai se você continuar sorrindo assim.

– Dorme – ele mandou. – E não marca nada pra esse sábado, vamos fazer compras no mercado.

– Pra quê? O Sehun come qualquer porcaria, não precisa se preocupar, não – a menina falou, pois Kyungsoo tinha deixado que seu namoradinho viesse passar a noite naquele fim de semana. Pra dormir na sala, é claro.    

– Chanyeol vem pra jantar.

– Não acredito! – ela soltou em um gritinho animado. – Você quer que eu vá dormir na casa da Jun pra ter a casa só pra vocês dois?

A noite foi bem longa. E o jantar, então. Baekhyun não parou de tagarelar um segundo, enchendo Kyungsoo de uma vergonha alheia pelas coisas que acabou soltando à mesa, deixando o namoradinho vermelho, Chanyeol parecendo um pimentão e Kyungsoo pensando seriamente em morrer. Mais tarde, deu uma desculpa fajuta de que ia com Sehun tomar sorvete numa sorveteria do bairro e quase fez Kyungsoo engasgar com o suco ao sussurrar aquele:

– Usa camisinha, tá? E bastante lubrificante.

Ele se perguntou onde tinha errado na criação daquela coisinha.

O primeiro beijo, que abriu o caminho para muitos outros, aconteceu naquela noite mesmo, enquanto Chanyeol provava um pedaço do famoso bolo de chocolate de três camadas que Kyungsoo fazia.

– Gostou? – o Do perguntou, observando Chanyeol se lambuzar com o doce e lhe dar um daqueles sorrisos que faziam seu peito dar uns batidas descompassadas. – Acho que sim, porque olha só como você se sujou todo de chocolate. Parece uma criancinha – disse baixo, se aproximando do maior para limpar com o polegar o cantinho da boca onde havia um resquício escuro do bolo.

Vivia fazendo aquilo com a filha por se sujar quando comia. Mas era Chanyeol ali, e rolou olhos nos olhos, e o ar estava meio quente, não? E Kyungsoo não tinha notado o quanto Chanyeol estava lindo além do costume naquela noite, com a camiseta larga e o cabelo rebelde bagunçado, a boquinha dele toda avermelhada, a respiração pesada.

– Sabe do que mais eu gosto, Soo? – o Park perguntou com aquela sua voz rouca, sensual.

– Do quê? – soltou completamente hipnotizado pelo rosto de Chanyeol.

– De beijos.

Houve uma pausa, um suspiro e um sorriso.

– Eu também.

Do lado de fora do apartamento, com a orelha grudada no celular do namorado, Baekhyun arregalou os olhos e deu pulinhos, encerrando a ligação que estava fazendo até agora com o seu celular que, sem querer, tinha esquecido no cantinho do sofá da sala.

– Eles se beijaram! – comemorou com o namorado, um sorriso maior que a cara na boca pintada.

Sehun riu, se deixando ser abraçado por Baekhyun e ouvindo os murmurinhos de alegria dela contra o seu peito sobre o pai, finalmente!, ter desencalhado depois de anos cuidando da sua pessoinha. Então apertou a cintura da garota e levou sua boca à orelha cheia de brincos dela, fazendo um carinho doce naquela região sensível.

– E que tal a gente se beijar também, uh? – sugeriu.

Sua sugestão teve como resposta uma língua bem no céu da boca.

Além do mais, não demorou muito pra que seu pai e Chanyeol começassem a namorar de vez. Nem pra que Chanyeol se mudasse pra sua casa com seus cacarecos e fizesse companhia à Baekhyun nas gargalhadas escandalosas, acabando os dois a espremer Kyungsoo no sofá como o recheio de bolacha. E Baekhyun foi dormir na casa das amigas com mais frequência pra deixar o apartamento livre para que os pombinhos namorassem bastante – Kyungsoo tinha que matar a carência depois de todos aqueles anos, e tinha muita carência pra Chanyeol matar.

Quando juntinhos, eram uma linda família com bastante riso, carinho, umas briguinhas aqui e acolá, e vários fins de semana com Netflix e bolo de chocolate. Era o bastante para que Baekhyun não ficasse preocupada e cheia de siricutico em deixar seu pai assim que fosse para a universidade, já que Chanyeol estava ali e tudo ficaria bem.

Afinal, Chanyeol amava o baixinho com todo o seu coração. E Kyungsoo?

Também.

Como sua filha dizia: muitão

 


Notas Finais


obrigada por ler ♥


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