História Coisa Obscura - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Murasakibara Atsushi, Takao Kazunari
Visualizações 15
Palavras 1.364
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Misticismo, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nossa, cara, quanta poeira tem nessa minha conta...

Voltei, mães da foca! Eu sei que nem sentiram minha falta, mas eu estou aqui. E nada melhor do que voltar a escrever com algo do qual já estou familiarizada LCAJOAHVAKKJCJLAIDIAKMCNC
Faz tanto tempo que não envio fanfics que até esqueci como fazia JCKSJFPSHCHKJDCCAUCH

Essa ideia me veio em mente já faz um bom tempo, mas eu tava com uma puta preguiça de escrever ela, sem falar no desanimo, então eu só fiquei lendo mesmo :v Só que de qualquer forma, eu acabei escrevendo, o que me deixa surpresa para um caraleo.
Isso aqui é pra ser uma crítica social foda. Ou ao menos eu espero que tenha uma crítica social, porque a foda eu não sei se vai ter (isso, Autora, retorne para o site fazendo trocadilhos ruins!)

No demais, é isso aí. Eu voltei, para alegria ou infelicidade de vocês S2

Boa leitura~

Capítulo 1 - Capítulo 1


Lá fora já era noite, úmido e frio, mas mesmo com o forte vento que raspava nas janelas imitando o som de almas penadas, na sala de visitas as luzes estavam baixas e com o suporte do fogo da lareira. Três pessoas apenas se encontravam, não por escolha, na sala pouco iluminada. As duas pessoas sentadas de frente uma para outra moviam as peças no tabuleiro enquanto a outra encarava tudo com tédio.

— Vocês, definitivamente, não têm nada mais interessante para me entreter? — perguntou Takao, quase cerrando os olhos de aborrecimento.

— Se está incomodado — iniciou Midorima, movendo a peça no tabuleiro. — Por que não se retira?

Ele bufou, virando-se para o outro lado, encarando a passagem da sala.

— Parece que venci novamente. — Anunciou Akashi, tentando não transparecer seu ego inflado. — Mas, eu concordo, poderíamos fazer uma coisa mais interessante.

Takao abriu um sorriso berrante, virando novamente para eles, avistando os dois se encarando. Midorima se levantou, como se não se importasse com o que eles queriam, sentando no sofá e folheando as páginas de um livro que estava ali jogado; que fora deixado de lado por Kuroko. O silêncio permaneceu conforme Akashi arrumava as peças de shogi no tabuleiro, o ajeitando na mesa em que estava.

— Onde os outros estão? — perguntou o dono da casa. — Quando foi que saíram da sala?

Aquela deveria ser um tipo de confraternização social, no entanto, por conta da forte chuva, nada aconteceu. O serviço contratado por Akashi havia sido cancelado e os convidados apareceram depois da chuva, mas nem assim foram embora, afinal “ninguém aqui vestiu terno, saiu do conforto de casa e enfrentou uma ventania do caralho para ir embora!”.  Porém, de qualquer maneira, o anfitrião ficou tão entretido em seu jogo de tabuleiro que nem ao menos notou que seus convidados se encontravam insatisfeitos.

— Pelo que sei — iniciou Takao. — Himuro foi para a sua sala de jogos com o Kagami. Kuroko deve ter se perdido por aí. Murasakibara provavelmente se encontra assaltando a geladeira. Já Aomine e Kise devem estar... — fez um gesto com a mão e empurrou a língua contra a bochecha, insinuando um sexo oral. — E eu fui obrigado a ficar no tédio com vocês dois.

— Poderia ter saído sem demais problemas.

— Eu não posso te deixar sozinho, Shin-chan — revelou um sorrisinho malicioso. Não com esse daí, pensou enquanto movia os olhos em direção ao anfitrião. Era um ciúme desnecessário, mas existia.

Akashi levantou-se aparentemente de súbito, virando levemente a cabeça, quase que de modo imperceptível, parecendo escutar algo. No entanto ele logo voltou a prestar atenção no tabuleiro organizado. Midorima tossiu ligeiramente ao perceber o profundo silêncio em que estavam, ajeitando os óculos sobre o nariz.

— Seria bom se algo de interessante acontecesse, magicamente — sugeriu Takao em voz alta, desejando que assim seu pedido se tornasse realidade.

Akashi riu.

— É um ambiente perfeito para coisas de susto — anunciou o anfitrião. — Porém a casa não é assombrada e eu não possuo uma Ouija.

Sentindo o peito pesar e, agradecendo internamente por ele não ter o tal tabuleiro comunicador do outro mundo, Takao ajeitou a gravata que usava. Deslizou a ponta do dedo pelo tecido laranja, olhando para a pessoa sentada no sofá, que ironicamente também o encarava. Droga! Por que estavam ali mesmo?

Duas bolas foram em direção ao buraco, sendo encaçapas de uma só vez.

Himuro voltou a endireitar a postura, sorrindo de modo extremamente triunfante, encostando o taco de sinuca na mesa. Aquela era a terceira vez que reiniciava o jogo, tendo Kagami como sua platéia — não que isso o incomodasse, somente o motivava a continuar a jogar. Contudo, apesar de estar entretido no jogo de sinuca, sua real vontade estava extremamente longe do que fazia. Essa seria a noite perfeita para um momento especial. Bateu o bico do sapato social contra o chão.

Virou-se para trás, em direção à porta. Murasakibara não surgiria assim, do nada.

— Como seria bom ter uma Pata de Macaco — comentou Himuro, desistindo de continuar a jogar. Deixando as bolas nas caçapas e o taco recostado na mesa.

— Pata de macaco? — Kagami perguntou. Ele parecia enfim notar que Himuro havia parado de jogar. — Para quê você quer uma pata de macaco?

— Não é uma simples pata — informou ele, mantendo sua atenção no botão do pulso do terno risca de giz cinza, como se procurasse alguma coisa nele. — É uma pata muito... Peculiar.

Por fim deu sua atenção àquele que considerava um irmão, o avistando completamente fixado em si, esperando por uma explicação mais detalhada. Himuro sorriu de um jeito encantador.

— Pata de Macaco é o nome de um conto, de W. W. Jacob. — Disse ele rapidamente. — No conto, é uma pata encantada por um velho faquir, que queria provar que o destino regia a vida das pessoas, e que os que interferissem seriam castigados. Ele fez um encantamento pelo qual três homens distintos poderiam fazer, cada um, três pedido a ela.

O ouvinte arqueou as sobrancelhas, piscando as pálpebras, incrédulo. O próprio Himuro estava incrédulo consigo mesmo por querer uma coisa que não existia. Mas se existisse e trouxesse seu tempo perdido naquela casa e uma noite mais aconchegante, ele aceitaria procurar por tal pata.

— Deixando a patinha dissecada de lado — cruzou os braços. — Não deveria estar com Kuroko, Taiga? Você voltou para o Japão há duas semanas, deveria estar recuperando seu tempo com ele.

A maneira com o qual Kagami o encarou respondeu tudo: ele não sabia por onde começar. Qual é? Não era como se ele ainda fosse virgem! Ele deveria saber muito bem o que fazer, e deveria tê-lo feito assim que chegou.

— Ora, ora, parece que temos uma criança tímida aqui. — Brincou, mostrando um sorriso maldoso. — Achei que houvesse passado dessa fase da vida, Taiga.

O rapaz o encarou com um misto de vergonha com irritabilidade.

— Desculpe, Mr. Incubus, por não seguir seus ensinamentos.

Himurou vergou o pescoço para trás em uma gargalhada forte.

— Sabe muito bem o que fazer, Taiga, apenas não sabe como colocar em prática. Além de que, depois de passar tanto tempo longe e sem contato, pode ser isso o que causa sua hesitação. — Himuro dizia como se fosse um velho sábio (o que era) do assunto.

Kuroko neste instante deveria estar vagando pela casa, isso, é claro, se não estivesse escondido em algum cômodo pensando em sua vida.

Kagami maneou a cabeça.

— Deixei-me pensar só mais um pouco sobre isso.

Por um mero capricho, passou a fazer piadas de conteúdo sexual, deixando Kagami sem jeito, até que este por fim resolveu deixar a sala de jogos e ir procurar pelo parceiro. Percebendo que não tinha mais o que fazer no cômodo, começou a retirar as bolas da caçapa, ajeitando-as mais uma vez no centro da mesa de sinuca.

— Já que não posso ter meus três pedidos — disse para si mesmo, pousando a bola branca em frente às outras. — É só me distrair de outro jeito.

Kagami dava passos firmes, quase sonoros, conforme andava pelo andar superior, procurando pelo local onde Kuroko poderia estar escondido.

Parando para pensar, ter a Pata de Macaco não seria má ideia.

Parou no corredor ao ouvir um baque em madeira, mas notou não ser nada demais.

Sentado no sofá da pequena biblioteca da residência de Akashi, Kuroko ficava a encarar a tela luminosa de seu celular. As luzes baixas e o pouco de quietude no local o ajudavam a querer se concentrar. Mas nada vinha em sua mente, nem sequer uma pequena ideia. Moveu os olhos em direção aos livros nas prateleiras embutidas.

Se eles conseguiram escrever aqueles livros, ele conseguia iniciar um parágrafo.

Mary Shelley criou sua mais famosa história quase que na mesma situação de Kuroko, tendo-a eternizada até os dias de hoje. Como eles conseguiam iniciar suas histórias? Ficou tocando incessantemente na tela do celular, para que ela não ficasse negra. Uma ideia qualquer, ele pedia internamente. Qualquer coisa para que eu possa escrever.

Moveu os olhos ao perceber que algo se chocou contra o vidro da janela. Eram os pingos de chuva.

Pousou o celular sobre a mesa, encarando as gotas na superfície lisa, pensando em como iniciar uma história. E o pior seria:

Como continuá-la?


Notas Finais


Essa última frase é minha filosofia de vida KJKJCAHCÇ

Não sei quando virá a próxima atualização, porém tenho em mente que a fic terá pelo menos uns cinco capítulos, não será nada gigantesco.

Espero que vocês tenham gostado.
Bijins e inté o próximo~


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