História Coisas da Vida - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vocaloid
Personagens Gumi Megpoid, Kaito, Len Kagamine, Meiko, Miku Hatsune, Rin Kagamine
Tags Cdv 1, Coisas Da Vida, Drama, Gablychan, Hatsune, Kagamine, Kaito, Len, Miku, Romance, Shion
Exibições 76
Palavras 3.145
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Colegial, Fluffy, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


* Plágio é crime e é feio.
* História minha, personagens não.
* Imagens da net, editadas por mim.

HELLO!
Primeiramente, quem está esperando esperando "SOS", não se preocupe! O roteiro está pronto. Mas um bloqueio me pegou de supetão e está super difícil escrever. Fiz essa One para me inspirar. Para ver se sai mais alguma coisa; depois que eu roteirizei a primeira história, minha cabeça deu um mini-pane. ;-;

Enfim, vamos falar um pouco sobre "Coisas da Vida";
Primeiramente, será uma trilogia de Ones (ou com uma fic de dois capítulos no meio) focando - cada uma - um personagem diferente, mas do mesmo universo da história - DÃ! é isso que significa trilogia, Gabriella. Por exemplo, nesta, a personagem principal é a Miku, na outra pode ser a Gumi, a amiga da Miku, como pode ser uma nova Vocaloid (ou "novo" Vocaloid), ainda estou decidindo.
Segundo, a história é clichêrizada, mas ensina - ou tenta - algo sobre a vida, então as coisas PODEM como NÃO PODEM dar certo. Não criem shipps fixos, qualquer coisa pode acontecer. :)

Bom, sem mais delongas!
Espero que gostem e tenha uma boa leitura! <3

Capítulo 1 - Único


Fanfic / Fanfiction Coisas da Vida - Capítulo 1 - Único

Coisas da Vida

[...]

Len: Como foi seu dia? (08:30 p.m.)

Miku: Você sabe... O de sempre. (08:31 p.m.)

Len: Como “o de sempre”? ¬¬ (08:31 p.m.)

Miku: Estudos, preparação para as provas finais. Os professores parecem ficar mais eufóricos nesta época do ano. (~ ; - o -)~ (08:32 p.m.)

Len: XD Prepare-se, tenho uma surpresa! (08:34 p.m.)

Miku: ‘-‘ Surpresa? (08:34 p.m.)

Len: Sim! :D Finalmente vamos nos reencontrar! Meu pai foi demitido, decidiu voltar para o Japão! (08:35 p.m.)

...

Len: Miku-chan? ‘~’  (08:40 p.m.)

...

Len: Ei, você dormiu de novo?! >:D (08:45 p.m.)

...

Miku: Quando vai voltar? (08:47 p.m.)

Len: SINAL DE VIDA! ALELUIA! >:O Não sei, talvez no dia 25, à noite. Vou receber alguém na estação, mas acho que podemos nos encontrar sem problemas. Vamos comer uma pizza como nos velhos tempos! (^w^)v (08:49 p.m.)

[...]

 

***

— O QUÊ?! — Megpoid Gumi, melhor amiga de Miku, berrou para ela enquanto segurava o saco de confeitar sem um pingo de cautela. — Aquele seu amigo de infância, por quem você estava apaixonada, vai voltar a morar no Japão depois de oito anos e agora você quer se declara-

Desesperada – pelas atenções indesejadas durante a aula de culinária –, Miku pula na boca da amiga, tampando-a com força usando ambas as mãos. Alguns em volta começam a rir; Gumi era mesmo uma exagerada. Completamente vermelha, Miku choraminga para a Megpoid – enquanto ainda tampava sua boca:

— Você é a única pessoa que eu quero que saiba, ok? — Miku diz.

Ela liberta Gumi e a garota ri, coçando a nuca.

— Desculpa, me empolguei.

De uma mesa mais distante, um rapaz com cabelos azulados encarava a Hatsune fixamente. Nem mesmo prestava atenção na sua dupla; a garota já estava raivosa com ele, já que o rapaz batia a massa do bolo sem um pingo de preocupação, estava mais concentrado na garota da outra mesa.

Ela dá um tapa em sua cabeça, assustando-o.

— Poxa, Sakine!

— Shion, eu não quero tirar nota baixa! — ela toma a grande tigela da mão de Shion Kaito, passando a bater a massa por ele, mas ainda firmando o olhar raivoso no rapaz. — Se quer paquerar, melhor fazer isso após as aulas.

Kaito cora.

— Qu-Quem está paquerando?!

— Shion-kun! — Miku chama Kaito por traz, fazendo-o corar depressa e virar-se para ela de um modo roborizado. — Desculpa atrapalhar o trabalho de vocês, mas nos empreste um pouco de açúcar! — a Hatsune pede com um sorriso radiante.

Sakine Meiko sorri.

— Claro, Hatsune-chan! — Meiko empurra o potinho de açúcar com o cotovelo para Kaito, que sente o objeto arrastar em seu uniforme, mas estava meio nervoso no momento.

Os três se entreolham por um instante, já que Kaito não fazia nada.

Meiko o cutuca com o cotovelo.

— Idiota!

Com isso, Kaito acorda do transe, pegando depressa o pote de açúcar e estendendo para Miku.

Com um sorriso ainda mais gentil, a Hatsune o pega.

— Obrigada!

E sai.

Kaito respira fundo e Meiko ri.

— Que papelão! — implica a Sakine.

— Podia ter dado você mesmo o açúcar!

— Nem! É engraçado ver sua cara de trouxa! — Meiko solta uma risada maléfica enquanto ainda batia a massa com uma colher de pau.

***

Miku e Gumi estavam no trem; Gumi iria embora em algumas estações antes da Hatsune, na verdade, ela nem precisava do trem, um ônibus seria melhor. Entretanto, a Megpoid queria perturbar um pouco a amiga por ela estar em um momento sensível. A ansiedade de Miku para encontrar-se com Len só deixava a garota cem vezes mais ansiosa para conhecê-lo.

Estavam de pé e agarravam-se nas barras do trem para não caírem. Mesmo se equilibrando, a Hatsune mostra à Gumi uma foto enviada por Len do exterior pelo celular. Vendo a imagem do rapaz, Gumi segurou o coração. Parecia um modelo; o corpo parecia perfeito, os cabelos dourados, a pele clarinha – até demais – e os olhos azuis, nem parecia uma pessoa real.

— Esse menino lindo não tem namorada? — Gumi pergunta, perplexa.

— Ele esteve todo esse tempo na Inglaterra; se arrumou uma namorada, vai deixá-la por lá — Miku diz com uma expressão ciumenta. — E também, ele não me disse nada sobre estar namorando. Sempre contamos tudo um para o outro — a Hatsune dizia enquanto guardava o celular na bolsa escolar.

Gumi dá um sorriso torto.

— Você parece mesmo apaixonada...

Miku cora.

— Como é isso? — Gumi continua.

— O quê?

— Amar alguém que está longe?

Miku aperta o peito com uma mão – a outra segurava o apoio de ferro do trem –, pensando naquela pergunta com um sorriso e com os olhos fechados. Gumi era amiga de Miku desde o primeiro ano (ambas estavam no terceiro), acima de tudo, queria vê-la feliz. Sentia que deveria avisá-la para não se entregar tanto; era como se algo fosse sair errado nesta história.

— Ah, Gumi... É uma sensação estranha. Quando conversamos, ele parece estar ao meu lado. Meu coração bate tão rápido. Minhas mãos tremem e eu fico ansiosa a cada resposta dele.

Gumi, usando sua mão livre, acarinha o ombro da amiga, sorrindo.

— Ele volta no dia vinte e cinco, certo? O que pretende fazer?

Miku fica um pouco pensativa.

— Pensei em um bolo de natal, mas ele deve estar mais acostumado com as festividades estrangeiras. Fiquei sabendo que na América e Europa o Natal é uma época mais significativa.

— Mas o Kagamine é Cristão? (* O Natal, para os japoneses, é uma época para comer bolo e sair com seus parceiros (namorados). Eles não comemoram o “Nascimento de Cristo” já que seguem a religião budista, então o Natal não tem tanto significado como na América, que tem esse negócio de reunir família, comer Peru, etc.)

Miku suspira.

— Eu não sei...

Gumi dá duas batidinhas no ombro de Miku.

— Eu saio aqui. Bom, boa sorte! Até amanhã! — Gumi se despede, descendo em sua estação.

Miku fica encarando a amiga partir com um sorriso e acena para ela quando a vê acenando; porém desfaz o sorriso quando para e pensa no que poderia fazer para que sua declaração saísse de forma perfeita. Óbvio que Miku queria que tudo desse certo. Ela sacode a cabeça para afastar as distrações e, sem perceber, seu brinco minúsculo acaba caindo no chão.

Não demora nem um minuto e uma mão pálida vai ao chão, pegando o brinco da garota antes que alguém pegasse ou pisasse. Quando Miku sente falta do brinco, Kaito já o estendia para ela, ofegante. Em seus olhos, a Hatsune viu um pouco de desespero, mesmo que não entendesse o porquê.

Ela, sorrindo, pega o brinco de sua mão.

— Obrigada. Shion-kun, você pega o trem também? Não sabia!

Kaito, tímido, para ao lado de Miku.

— Um-hum.

— Ah, que legal! Podemos voltar todos juntos!

“Se você não se declarar, pode perdê-la para alguém”

Kaito se lembrou das palavras de Meiko, engolindo saliva algumas vezes até tomar coragem. Como Gumi estava perto, ele não pôde ir antes e isso o deixou ainda mais nervoso. O Shion tinha pinta de grosseirão e delinquente, mas na verdade era uma manteiga derretida. Sem falar que se apaixonava com muita facilidade. Seu sentimento forte por Miku nasceu quando ambos dividiram a carteira por um ano inteiro no segundo ano, isso os fizeram se conhecer melhor e a Hatsune foi uma das únicas pessoas que deu atenção e amizade a ele.

— Ãn, Miku-

— Ah! Shion-kun, desculpa, essa é minha estação! Tchau!

Ela sai de perto do Shion, sem mais nem menos.

Kaito fica a observá-la pelo vidro da porta, vendo que a garota ainda virou-se para acenar para ele com um largo sorriso. O Shion, dando um sorriso fraco, acenava de volta. Se condenava por ser um medroso e não pôr seus sentimentos à frente. Preferia estar em sua “zona de segurança”, onde nada poderia machucá-lo.

***

Alguns dias depois; dia 20 de Dezembro de 2016.

 

[...]

Len: Parabéns por ter ido bem nas provas! \(^0^)/ (06:10 p.m.)

Miku: He, obrigada! Finalmente eu posso relaxar. ;T-T (06:11 p.m.)

Len: E aí? Ansiosa para minha volta? (06:11 p.m.)

Miku: Sim, mas não se acha muito não! (06:12 p.m.)

Len: :( (06:12 p.m.)

Miku: XD Então, o que acha de fazermos algo mais animado no Natal do que comer pizza? (06:13 p.m.)

Len: O que tem em mente? (06:13 p.m.)

Miku: Não sei, estive pensando muito esses dias... Mas ainda não cheguei a uma conclusão. ¬¬ (06:14 p.m.)

Len: Hahaha, não se esforce demais; nos reencontrar já será suficiente. (06:14 p.m.)

Miku: Não! Esse dia vai ser especial. (06:14 p.m.)

Len: XD Nossa, isso tudo é saudade? Por que seria assim TÃO especial? (06:15 p.m.)

...

Len: Ei! Cadê você? (06:20 p.m.)

Miku: Oras, porque é! Estamos há oito anos sem nos ver! Precisa ser um dia especial. (06:21 p.m.)

Len: Alguém já te disse que você é muito bobinha? :3 (06:22 p.m.)

Miku: Não, só você. :P (06:23 p.m.)

[...]

 

***

— Parque de diversões? — Gumi pergunta como resposta à ideia de Miku, enquanto ambas caminhavam em direção à estação. — No Natal?

— Sim! Você sabe, aqui tem várias atrações divertidas nesta época. Quero passar bons momentos com o Len-kun antes de me declarar — Miku dizia já convicta de que tudo daria certo. — O último brinquedo será a roda-gigante.

— Clichê! — Gumi reclama, mostrando a língua.

Quando Miku ia abrir a boca para dar uma resposta, uma mão grande segura seu ombro. Assustada, a Hatsune vira para ver de quem se tratava, mas suspira aliviada ao ver que era só Kaito, assustado e ofegante.

— Aconteceu alguma coisa? — Gumi pergunta, preocupada.

— Não... Estou bem — Kaito recolhe a mão, aquecendo uma na outra. Fazia frio, já que a previsão do tempo tinha deixado um aviso sobre uma suposta tempestade de neve. Tanto Kaito, como Miku e Gumi, usavam agasalhos grossos e cachecóis que cobriam quase que completamente os lábios. — Mas... Miku-chan, será que eu posso falar uns minutos em particular contigo? Prometo que não tomo muito do seu tempo.

Miku arqueia a sobrancelha.

— Tudo bem...

Miku e Gumi se despedem e a Hatsune segue Kaito até um parquinho que tinha próximo ao colégio. Geralmente, aquele lugar sempre esteva lotado de crianças, mas, devido ao tempo frio, as mães as levavam para casa para não se resfriarem. Miku e Kaito estavam completamente sozinhos.

A Hatsune olhou um pouco em volta – notando o silêncio e falta de pessoas –, enquanto o Shion ia até o balanço e se sentava neste. Miku encontrou os olhos do rapaz, e via que ele apontava para o balanço vago ao lado, como se pedisse para que ela se sentasse. Assim, Miku o fez, sorrindo.

— Então, por que todo este mistério? Algo está te chateando? — Miku pergunta enquanto ambos balançavam no brinquedo lentamente, fazendo-o soltar aquela rangida chata e que cortava qualquer silêncio.

— Não... Eu só queria te dizer que você é uma pessoa importante para mim — falou sem rodeios.

Miku para de balançar.

— É difícil para mim, mas queria dizer antes das férias começarem e não tomar muito seu tempo, então não vou enrolar — continuou o Shion. — Gosto de você.

Miku estava sem resposta.

Paralisada.

Com medo de ferí-lo.

— Eu... Já gosto de alguém.

Kaito se levanta – na mesma hora –, rindo.

— Espera aí! Hahaha. Que sentido de “gosto de você” você entendeu? — o Shion ria da cara de Miku enquanto a garota corava mais e mais. — Fala sério! Estou dizendo isso porque quero que voltemos a ser amigos como no segundo ano. Entendeu, como amigos e não do jeito estranho. Eu já gosto de alguém!

Miku infla as bochechas.

— Seu esquisito! — ela se levanta, irritada. — Se era só isso, não devia ter feito esse mistério todo e me trazido para cá! Podíamos ter conversado na frente do colégio mesmo!

Kaito desfaz o sorriso.

— ...Desculpe.

Miku desfaz a cara emburrada depois de um tempo.

— Tudo bem! Então, amigos? — ela estende a mão para Kaito, para que se cumprimentassem.

Kaito sorri, pegando sua mão e apertando-a.

— Então, vamos juntos para casa? — Miku pergunta, gentilmente.

— Não vai dar, foi mal. A verdade é que eu vou me encontrar com a minha mãe hoje, desculpa! — Kaito sorria enquanto coçava a própria nuca.

Miku infla as bochechas.

— Ok, mas na próxima você não vai fugir! — Miku falou em tom de ameaça, apontando para o Shion.

Kaito ri.

Miku vai embora correndo dali, acenando para ele.

Esperando até estar completamente sozinho, Kaito pega o celular em seu bolso, discando o número de Meiko. Por mais incrível que pareça, Meiko, que era a última pessoa com quem ele nunca imaginou ter alguma amizade, estava o ajudando bastante. A garota demorou um tempo para atender, estava estudando. Até viu o telefone tocar algumas vezes, mas ignorou. Irritada, cede à impaciência e atende Kaito:

— Mas o que é, seu chato?! — bateu nos livros sobre a escrivaninha de seu quarto. Meiko era a que morava mais próxima do colégio, então sempre chegava mais rápido que os outros alunos.

Levei um fora...

A Sakine paralisou, não esperava que a declaração do rapaz daria errado. Assustou-se ainda mais quando ouviu um som meio ruidoso do outro lado da linha. Kaito parecia estar com coriza.

— Nã-Não chore, seu animal! Estou indo parar aí! — falou enquanto deixava os livros sobre a mesa e pegava um casaco nos cabides, saindo do quarto sem pensar duas vezes.

***

Os dias passaram depressa. Kaito e Miku estiveram mais amigos e fecharam um quarteto com Meiko e Gumi, que se deram muito bem. As férias de inverno estavam para chegar e os quatro já tinham muitos planos; “se Kaito não tivesse feito aquela declaração momentânea, eu nunca teria percebido o quanto a Sakine tinha uma boa personalidade”, pensou Miku por estes dias, contente por seu novo grupo.

E o dia da chegada de Len só se aproximava.

 

25 de Dezembro de 2016, 08:50 p.m.

 

[...]

Len: >:( Onde você está?! Tá atrasada! (08:50 p.m.)

Miku: Descuuuulpa! Eu pedi para minha mãe me trazer de carro, pegamos engarrafamento! Mas eu desci do carro e estou indo a pé! >.< (08:54 p.m.)

Len: <:) Tudo bem, não precisa correr. Estou com companhia, esperaremos por você! (08:55 p.m.)

[...]

 

Miku olhou sorrindo para a tela do celular, guardando-o no bolso da calça jeans. Continuou a correr. Pelas ruas de Tóquio, a música “Jingle Bells” não parava de tocar. Era bonitinha, mas aquele loop infinito a tornava chata. A Hatsune atravessava as pessoas, todos aqueles casais apaixonados. Já podia ver a estação na qual tinha marcado com Len. Ela carregava uma bolsinha de papelão, que cotinha biscoitos de gengibre; biscoitos que a Hatsune passou dias tentando assar corretamente.

Quando finalmente parou de correr – numa distância considerável de Len (já podia vê-lo de longe) –, percebeu que ele estava acompanhado de uma garota loira. Bonitinha, muito parecida com o Kagamine. “Será sua irmã?”, pensou Miku, apoiada nos joelhos, ofegando e sorridente.

Viu a garota entregar uma caixa bem embalada para o Kagamine e como ele recebeu aquilo com um sorriso carinhoso. Até ali, não estranhou. Mas então, Len segurou a garota pela mão e a abraçou. Um abraço incomum, cheio de afeto; este que poderia ser notado à distância. Miku arqueou as sobrancelhas.

Então, Len a beijou.

Por um minuto, o mundo de Miku parou.

Ela correu para longe antes que o loiro a visse.

“Esse menino lindo não tem namorada?”

Automaticamente, a Hatsune lembrou-se de Gumi.

Pegou o celular trêmula, com os olhos incrédulos e digitou:

 

[...]

Miku: Me desculpa mesmo, Len-kun! D: Meu pai me ligou dizendo que precisava de mim com urgência, tive que voltar. Me desculpa mesmo! (09:05 p.m.)

Len: Droga! :( Eu ia te apresentar a minha namorada hoje. Você me zoava tanto porque eu não tinha ninguém, merda! Queria mesmo te apresentar! >.< (09:06 p.m.)

...

Miku: Sério?! Que droga! Agora queria conhecê-la! (09:20 p.m.)

Len: Teremos mais tempo juntos agora, podemos marcar quando você quiser. :D (09:21 p.m.)

Miku: Sim... Então vamos marcar logo! :3 (09:22 p.m.)

[...]

 

A Hatsune desligou o celular, para que nenhuma ligação a incomodasse. Sentou-se em uma calçada fria qualquer, recebendo olhares estranhos pelas pessoas que passavam. Ela chorava. Chorava tanto, que seus olhos e nariz ardiam mais que o normal. Sua mente estava em branco, tudo que ela queria, era voltar no tempo e impedir o momento em que ela e Len se conheceram.

— Miku-chan? — ouviu o chamado conhecido e levantou o olhar choroso para a pessoa. — O que aconteceu?! — era Kaito; Miku não responde. O Shion carregava bolsas de compras, parecia ocupado. — O que houve? Você aqui, sozinha no Natal?

Miku não responde.

Kaito sorri, estendendo a mão para a Hatsune, sem esquecer de ajoelhar-se à frente dela para estar à sua altura.

Miku encontra os olhos do azulado.

— Na minha casa está tendo uma festinha, vamos?

— Hein? Não! Não vou — ela abraça os joelhos com um braço, limpando as lágrimas com o outro. — Não quero estragar o seu Natal.

Kaito acerta um soco fraco no alto da cabeça da Hatsune.

— Você nunca estraga nada para mim — disse ele, gentilmente, e até mesmo espantando Miku por tal delicadeza ao falar. — Você vem na paz ou na guerra. Escolhe o quê?

Miku sorri entre as lágrimas que desciam sem parar.

Kaito cora.

A Hatsune pega a mão do Shion, que estava estendida para ela.

— Você falando assim, me dá até medo.

Ambos riem do comentário.

Miku e Kaito passam caminhar lado a lado. “Seria certo eu estar sozinha?”, pensou Miku enquanto encarava Kaito caminhar de perfil. Sorriu e olhou para frente. “Talvez não.”, concluiu o raciocínio, ainda sorrindo. Kaito olha para ela, vendo que a garota finalmente fazia uma expressão mais alegre, e sorri também.

— Ei, o que tem aí, nesta sacola? — Kaito pergunta, notando que Miku carregava uma sacolinha de papelão.

Miku encara a bolsa.

— Esta? Tinha até me esquecido. — ela ri. — São biscoitos de gengibre.

— Opa! Vamos fazer um lanche — Kaito sorri, animando-se. — Esse é meu favorito, minha mãe não faz sempre.

Miku olha rindo para o Shion.

— Não vou te dar nenhum! — Miku emburra a face.

— Eh?! — Kaito para de caminhar, decepcionado.

Ela olha para ele, desfaz a cara séria – que fazia por pura brincadeira – e ri do maior. Risada que o deixa feliz e ao mesmo tempo envergonhado.

Ela bota a mão dentro da sacola, tirando um biscoitinho com formato de pinheiro. Anda até o Shion e estende para ele. Kaito encara aquilo surpreso. Olha para o biscoito, depois encontra os olhos da Hatsune. Miku não fazia aquilo porque estava querendo um substituto para Len, nada disso. Ela estava grata. Se Kaito não tivesse aparecido naquela hora, com certeza, seu Natal seria muito pior.

O Shion sorri e pega o biscoito.

— Obrigado — agradece enquanto colocava o doce entre os lábios.

“Me desculpe, Miku-chan”, Kaito pensou enquanto olhava o sorriso da Hatsune, “eu não quero mais desistir”, pensou por fim, voltando a caminhar lado a lado com a única pessoa que fazia seu coração bater mais forte.

— Fim? —


Notas Finais


Aiii~
Pensei muito, muito e muito! Queria "CdV" saísse uma história séria, como na vida real, mas um pouco mais clichêrizado e com temas mais leves. Acho que fiz bem o meu papel, mesmo estando com bloqueio. :P

O que acharam do fim? Gostaria de saber de vocês e, sinceramente, já imagino alguém me tacando uma pedra. Gente, novamente, não criem shipps fixos nesta trilogia. Pode dar certo, como também não pode. É o que minha mãe diz: o "não" tá garantido, o "sim" está em questão. Pior que ela fala isso pra tudo e é verdade! A vida é assim, o "não" está sempre garantido. kk'
Mesmo sendo shipper de Lenku agora, eu fiquei satisfeita com o fim, mesmo com os clichês exagerados, esta One não me desagradou. :)

Bom, KISSUS!!!
Vejo vocês no 2º arco!! ^^
...Quem será minha próxima vítima? '-'

AH! E é válido lembrar:
Cada arco de "Coisas da Vida" acontece em uma passagem de ano considerável. EX: Aqui, a Miku está com 17 anos, no arco 2, ela pode estar com uns 28, 30 anos e, no arco 3, ela pode estar com 40, 50 anos. As histórias podem ficar mais maduras, mas não terão temas adultos. ^^

Só isso. :3


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