História Coisas que Aprendi Sobre as Coisas - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Babz, Taekook, Vkook
Exibições 172
Palavras 705
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Jeongguk está exausto demais, mas se nega a sucumbir à fragilidade.

Capítulo 9 - A Fragilidade e Sua Facilidade


Vocês já pararam para pensar no quão frágil é o ser humano? Em quantas coisas são capazes de transformar, impulsionar, estragar ou mudar alguém?

A inveja, por exemplo. Alguém que vê outra pessoa recebendo reconhecimento, ganhando popularidade, fazendo com que seu nome seja posto em homenagens e mensagens positivas, mas vai lá e diz ‘não sei para quê tudo isso’. Ou alguém que vê uma pessoa fazendo sucesso com seu trabalho, ganhando parabéns e honrarias, então decide fazer o mesmo que ela para receber tudo isso também.

E quando digo ‘fazer o mesmo’, não quero dizer ‘se esforçar da mesma forma’. Quero dizer, literalmente, fazer o mesmo. O alguém copia tudo sem escrúpulo algum, só porque quer ter tudo que a outra pessoa recebeu.

O ser humano é frágil demais; não suporta ver outro chegando ao topo, já tenta puxar o tapete ou chegar primeiro.

Também tem o orgulho. Quando alguém te magoa, você só quer que ele sofra, aprenda com os erros, ‘tenha o que merece’ — perceba a ironia: quando é o orgulho que está em jogo, deseja-se, enfim, que a tal pessoa receba o que merece por ter feito algo. Quando você faz, pensa, diz algo errado, você tenta, a todo custo, mostrar em que ponto tinha razão, porque é difícil demais pedir perdão ou dizer ‘eu estava errado’.

O ser humano é frágil demais; prefere perder momentos e pessoas especiais, só para evitar as terríveis frases que são ‘me desculpa’ e ‘eu errei’.

E o medo? Medo de amar, de escuro, de cachorros, de pessoas, de sentir medo, de sentir. O homem deixa de sentir, fazer, ir e vir por ter medo; permite que esse sentimento lhe preencha por completo e abafe todas as outras sensações, como a força (d)e vontade.

O ser humano é frágil demais; prefere estagnar-se em sua zona de conforto, pois o medo é grande demais para tentar.

O ódio, então? Pessoas parecem sentir prazer em nutrir um sentimento tão terrível, avassalador, que corrói e destrói aquele que sente e aquele que sofre. Tudo é motivo para a raiva — que, muitas vezes, consequentemente leva ao ódio —; a divergência de opiniões, um objetivo que não foi alcançado, alguém que chegou na frente, um motorista que dirige muito devagar, a garçonete que traz o pedido errado, o garotinho descalço que pede por moedinhas no semáforo — ‘que vá estudar ou arranjar emprego!’ eles dizem.

O ser humano é frágil demais; prefere se autodestruir e nutrir o ódio no lugar onde só deveriam nutrir seu antônimo: o amor.

A grosseria, que alguns chamam de estupidez, outros de ignorância. Quando você ouve o que não queria, ao invés de conversar e tentar entender a outra pessoa, você opta pela atitude mais fácil: xingá-la com alguma palavra qualquer, ofendê-la de qualquer maneira. Quando você quer algo que outra pessoa tem, você a xinga e a ofende, desmerecendo-a por ter o que você não pôde. Apela para a ignorância cada vez que é contrariado; se rebaixa à estupidez sempre que vê uma opinião divergente da sua circulando em bocas alheias.

O ser humano é frágil demais; prefere utilizar palavras ofensivas sempre que é contrariado de alguma forma, porque a compreensão está muito além da capacidade daquele que fica feliz em ser estúpido.

E sabem o pior disso tudo? É o fato de que os seres humanos se acham fortes demais para ver o quão frágeis se tornam cada vez que deixam um sentimento cegá-los; saber que existem pessoas que sentem prazer em ser ruins para os outros, que sentem prazer em diminuir aqueles que não são como eles, que sentem prazer em agir com superioridade apenas para humilhar quem deveria ser agraciado por ter humildade dentro de si.

O ser humano é frágil demais; não há humanidade em muitos deles.

E a maior fragilidade do homem é a mortalidade.

Todos somos mortais, todos temos uma hora que, definitivamente, irá chegar. A cada segundo que passa estamos mais e mais perto de um sono profundo de onde não sairemos jamais.

Mas, como eu disse várias vezes, o ser humano é frágil.

Ser bom, paciente e humano não é difícil; ser mau, estúpido e orgulhoso que é fácil demais.

 

“A Fragilidade e Sua Facilidade” por @jeonman



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