História Colchetes - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Formatura, Máscaras, Sugav, Taegi, Taehyung, Vsuga, Yoongi
Exibições 71
Palavras 3.544
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Fluffy, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Pansexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PARABÉNS PRA MIM!!!
Essa é a terceira fic do projeto C.A.C.T.A, arrisco dizer que essa é a melhor de todas as cinco, sério skaoksao mas baw, cá estamos com a letra C <3
Eu realmente to toda apaixonadinha por essa fic, Yoongi narrando é tão <3
Indico que escutem: I was born to love you - Queen (link nas finais)

Boa leitura~

Capítulo 1 - Único - Restringido ao teu sorriso


Odiava festas, principalmente as quais era obrigado a ir. Não era como meu melhor amigo, Hoseok, nem como o namorado do mesmo, Jimin, sempre gostei de lugares calmos, ficar sozinho, ler um livro ou até mesmo tomar um chá às cinco da tarde no terraço do apartamento que eu dividia com o Jung. Mas lá estava eu, arrumando-me para ir à droga de uma formatura - minha formatura - e mesmo que aquela gravata borboleta estivesse sufocando-me e eu não estivesse nada confortável naquele blazer e a carcela da camisa social estivesse apertando meu pulso, teria de ir, já que o garoto ao meu lado jamais me deixaria desistir da ideia.

— Pare de resmungar, hyung. — Hoseok colocou os últimos botões da camisa em suas devidas casas. — Jimin vai estar lá!

— Nossa, isso é realmente motivador. Seu namorado vai estar lá, incrível, não? — Tive de rolar os olhos. — E você quer que eu me anime com a certeza de segurar vela?

— Você não vai segurar vela, Jeongguk vai estar lá.

— Não estou interessado no namorado do Namjoon.

— Seokjin também vai, fora que Jimin disse que ia levar o tal do melhor amigo que está voltando de viagem e, ah, sei lá. Prometo não ficar me agarrando com ele, okay? — Hoseok tentou, esperançoso.

— Você sempre diz isso, mas a tensão sexual entre vocês dois é impressionante. Se um dia alguém escrever sobre vocês, com certeza será um conto erótico. — Gesticulei, realmente, aqueles dois eram um tanto animadinhos demais. — Porque não é possível.

— Não fique com inveja, um dia você encontrará alguém com sincronia sexual também.

Apenas ri com a última fala do mais novo. Eu e Hoseok éramos amigos de longa distância. Havíamos nos tornado fiéis companheiros quando mais novos, foi uma forma meio inusitada de se conhecer, mas não me arrependo. Oras, quem rasga a pipa de um garoto para virar amigo dele? E quem vira amigo de um garoto sabendo que ele quem rasgou sua pipa?

Foi um início de amizade engraçada, mas logo Hoseok conseguiu perdoar-me e prometi uma pipa nova para o garoto. E assim fomos crescendo e tornando-nos cada vez mais juntos, logo no início do ensino médio conhecemos Jimin e Jeongguk, dois primos transferidos de Busan, fazendo amizade com os mais novos. Acabei por conhecer Jin que era meu parceiro na aula de História da Ásia, e Hoseok apresentou-nos a Namjoon, o monitor de Metafísica. Nós seis logo tornamo-nos amigos e não foi surpresa nenhuma quando Namjoon e Jeongguk assumiram-se como namorados para o grupo, éramos amigos demais para não perceber as piscadelas e sorrisos trocados entre os dois. Todos nos conheciam como "a panelinha inseparável". Agora estávamos ali, prestes a nos formar e dar de cara com a vida adulta.

— Estou quase pronto, Yoongie hyung. Namjoon e Jeon vêm nos buscar em cinco minutos. — O Jung informou. — Não esqueça da sua máscara.

— Ainda me pergunto de quem foi a ideia estúpida de um baile de máscaras.— Resmunguei ao pegar meu acessório.

— Jiminnie havia sugerido festa temática, mas sabe como o comitê anual é, não sabe?

— Imagino que tenham descartado na mesma hora. Aqueles lá se acham. — Era verdade o que eu havia dito, o clube que organizavam as festas do colégio não eram os mais simpáticos.

Já a terminar de me arrumar, escutamos o interfone tocar. O porteiro anunciava que os garotos haviam chegado e estavam nos esperando em frente ao prédio. E mesmo que eu não estivesse animado para ir, tratei de ser rápido ao calçar os sapatos e respingar um pouco de perfume em mim.

Hoseok parecia animado até por demais para uma simples formatura, tanto que até rodopiou só para apertar o botão do térreo, sem levar em conta que em instantes e instantes ele olhava no espelho do elevador, arrumando pela enésima vez aquele topete de fios negros.

— Só falta perguntar "espelho, espelho meu, existe alguém mais narcisista que eu?" — Ironizei, vendo-o formar uma careta pelo reflexo.

— Só quero estar impecável, você sabe, vai ter muita gente, fora esse amigo do Jimin que está voltando do exterior. — Virou-se para mim. — Não quero perder o namorado para ninguém mais bonito.

— Aposto que Jimin deve estar com esse mesmo pensamento. Nunca vi casal mais inseguro que nem vocês dois.

Nha. — Estalou a língua. — Se ele estiver pensando isso, besteira dele. Eu acho impossível encontrar alguém mais bonito que Jimin nesse mundo.

— Besteira sua pensar que ele te abandonaria por causa de aparência também. — Empurrei-o para fora assim que olhei o visor. — Vamos, príncipe, nossa carruagem está esperando.

Passamos pela sala de espera, não sem antes Hoseok olhar-se uma vez mais em um dos espelhos dali e caminhamos para a saída do residencial. O sorriso do meu melhor amigo quase contagiava-me, mas só quase mesmo.

Avistamos Jeon e Namjoon estacionados próximo a uma das árvores que havia no meio da calçada. Andamos a passos mais rápidos e entramos no automóvel - que devia ser do pai do Kim - logo dando partida e indo em direção ao ginásio do colégio, onde ocorreria a tal festa.

— Bonitas máscaras. — Jeongguk sorriu olhando-nos do banco de passageiro.

— A sua também. — Hoseok elogiou.

— Ainda acho que essa festa devia ser em um salão, não sei. Eu poderia até ter falado com meu pai para ser no clube em que ele é sócio, mas não, aquele comitê tinha de fazer onde eles queriam. — Namjoon rolou os olhos ao pronunciar. — Incrível é que nem um terço deles são formandos deste ano.

— Isso é verdade, mas não há muito que possamos fazer, Joonie. — Jeongguk acalmou o namorado. — Pelo menos estamos nos formando.

— De fato. — Suspirei. — Não vejo a hora de começar a cursar o que eu gosto.

Pude ver os garotos assentirem. Era notório que não aguentávamos mais o colégio, não que fosse ruim estudar, não era isso, mas era bem mais prazeroso estudar o que gostamos, pelo menos, pensava assim. Imaginava um mundo universitário melhor do que o secundário, mesmo que tivesse a plena certeza de que não era bem aquela realidade que iria enfrentar quando passasse nos testes de admissão da faculdade.

O caminho até o local da festa não era muito longo, mas deu tempo suficiente de escutarmos todo o CD de Florence And The Machine de Jeongguk, além de contar os quarteirões caso eu quisesse fugir da festa e voltar para casa, tudo isso graças ao sistema caótico que era para estacionar naquele lugar. No fim, conseguimos uma vaga do lado esquerdo e menos turbulento daquele local.

Saímos do carro meio perdidos entre tantos e tantos automóveis estacionados, mal dava para ver a entrada dali. Segui os garotos, eles pareciam enxergar com mais clareza que eu. logo chegando às portas duplas que davam acesso ao interior da quadra. Respirei fundo uma, duas, três vezes antes de adentrar aquele local.

A música alta preenchia meus ouvidos de uma forma ensurdecedora, Hoseok puxou-me com eles para o local em que havia marcado com Jimin. Esbarramos em várias pessoas enquanto atravessávamos o salão, por sorte, Jimin havia escolhido uma mesa um pouco mais afastada do DJ e mais próximo ao bar improvisado que havia ali.

A decoração não era das melhores, mas superava as minhas expectativas que eram praticamente nulas. As luzes de led e aquele globo prateado ainda me pareciam um tanto brega, mas nada superava as máscaras que adornavam os rostos alheios. Sabia bem que não devia julgar, mas nada me parecia mais divertido do que dar notas mentais para cada máscara que eu via, estava até divertido, até escutar os estalos eróticos que eu sabia ser dos beijos entre os casais dali.

— Sério que Jin hyung deixou-me aqui para segurar vela entre vocês quatro? — Bufei alto, Jin me pagaria por aquilo.

— Você não tinha trazido um amigo para dar um jeito nesse resmungão aí, Jiminnie? — Meu melhor amigo riu, sem separar muito as bocas.

— Vocês estavam demorando e ele saiu para dar uma volta, conhecer o local e tudo o mais. Ele está "hospedado" lá em casa. — Jimin fez aspas com os dedos. — Já que ele ainda não sabe quanto tempo vai ficar ou se vai ficar.

— Não preciso de ninguém para me dar um jeito, só não queria segurar vela. — Vociferei ao vê-los voltar a ação anterior.

Ignorado com sucesso, saí em direção aonde o bartender fazia drinks, pelo menos aquele comitê parecia ter escolhido bem as bebidas e os barman e bartender, além de uma variedade que lhe deixava indeciso, eles eram bem bonitos e também estavam vestidos a caráter. As máscaras combinavam com as poucas peças que cobriam aqueles corpos definidos.

Pedi um Blue Sky e virei de uma vez, desceu queimando com aquele gosto característico de álcool que era tão ruim, mas tão viciante ao mesmo tempo, tomado pela sensação de prazer momentâneo, sorri, logo pedindo um ponche batizado enquanto revirava os olhos para a playlist ruim daquela festa.

Sinceramente, a seleção de músicas me lembrava os anos dois mil e nem eram daquelas dançantes que gostávamos e sentíamos vontade de ir até o chão, sequer pareciam próximas ao melhor do K-music, eram baladas bem toscas e eletros mais ainda. Quase como se o DJ tivesse preguiça de selecionar músicas que prestassem e tivesse colocado um pendrive qualquer retirado do fundo do baú.

— Por sorte, eles atendem a pedidos e eu implorei uma música especial para nós dançarmos. — Escutei uma voz grave sussurrar em meu ouvido. — Espero ter dado sorte e não ter falado com um hétero ou alguém comprometido.

Seu riso era tão rouco quanto a própria voz e tive que relembrar meus princípios para não me permitir sorrir também. Eu não era hétero, na verdade, eu não me rotulava como nada, apenas gostava de pessoas, era um "pansexual" para a sociedade. E, embora eu não quisesse admitir, no tédio que eu me encontrava, estava quase a aceitar o convite do desconhecido.

Virei-me para ele, que logo acomodou-se ao meu lado e lançou-me um sorriso. Diferente de todos sorrisos que eu já havia visto, aquele tinha uma beleza única e formato peculiar, um curvar de lábios encantador em um formato retangular que mesmo que eu não caísse na cantada barata, jamais esqueceria-me dessa característica.

— Dependendo da música, eu irei com você. — Dei um gole em meu ponche. — Mesmo que meus dotes de dança não sejam os mais invejáveis.

— Se resistir a I was born to love you, eu desisto aqui mesmo. — Deu outro sorriso e não tive como evitar de sorrir também. — E sobre dançar, cola em mim que eu te ensino.

— Por que quer me tirar para dançar? — Observei-o pegar uma bebida de abacaxi para si. — Há tantas opções do que um garoto solitário com um copo de ponche pelo fim.

Ya! — Remexeu seu coquetel com o canudo. — Você tem uma máscara legal, achei que seria um desperdício deixar alguém tão autêntico assim, sozinho.

— Me escolheu pela máscara? Sério?

— E você parece bem bonito sem ela, mas deixemos nossas identidades envoltas desse mistério todo. — Terminou sua bebida. — Torna tudo mais interessante. Então, vamos?

Não pude resistir assim que começou a tocar I was born to love you, porra, era Queen, fucking Queen, A batida da música me deixava em êxtase, perdido na melodia. Peguei a mão que me foi estendida assim que o cantor cantou a primeira nota, me achando estúpido por dançar com um desconhecido e ridículo por estar sendo guiado como uma garotinha pelo par, mas não tive como dizer não, não com aquela música e não com aquele belo sorriso sendo lançado a mim como quem me desejasse um bom dia.

Não era muito o jeito Min Yoongi de ser, mas deixei com que ele pusesse as mãos em minha cintura e me permiti enlaçar o pescoço alheio, já que ele era um tanto mais alto. O aperto que seus braços faziam ao redor da minha cintura faziam nossos corpos colarem-se mais, além dele sorrir a cada passo em falso que eu dava, deixando tudo mais propício para que eu adorasse ainda mais aquele momento. Não que eu costumasse dançar com desconhecidos a cada festa que eu ia, além de eu não sair muito, eu não dançava e nem costumava fazer amizade tão facilmente. Mas aquela festa estava tão chata e o sorriso daquele moço tão bonito, foi um conflito interno maluco, mas uma decisão nem tão difícil.

— Sua máscara também é bonita. — Permiti-me sorrir, tentando não tropeçar nos pés do garoto.

— Eu quem fiz, produtos hand-made são sempre mais legais. — Aproximou-se de meu ouvido. — Mas eu sei fazer outras coisas legais com as mãos também.

Arrepiei-me com o contato rente, espalmando calmamente seu peitoral. A música já havia acabado, mas continuamos juntos dançando conforme uma melodia inexistente, dando dois passos para lá, dois para cá, ignorando todas as sensações esquisitas em meu interior e a vontade de sair correndo ou - não sabia bem se era efeito da bebida ou não - minha vontade de beijá-lo.

Escutamos o celular dele tocar, tive de sorrir mais uma vez para Cheerleader na versão do Pentatonix que era o som da chamada dele. Ele deu-me mais um daqueles sorrisos tão característicos antes de pedir um minuto e atender o telefone, curvando os lábios ainda mais enquanto me olhava e falava ao telefone ao mesmo tempo. Tive de controlar minha vontade de arrancar aquela máscara do rosto dele só para ter a certeza de que ele era mais bonito do que em minha imaginação.

Senti um beijo estalado em minha bochecha e escutei um sussurro de "infelizmente, eu preciso ir", virando-me para ele e dando de cara com várias desculpas em leitura labial e mais daquele sorriso enquanto ele se afastava rapidamente, perdendo-se entre a multidão com vários daqueles ornamentos enfeitando os rostos, tornando-se mais um no meio de muitos.

Suspirei ao olhar ao redor, a festa havia se tornado um tédio novamente.



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— Você está resmungando coisas desconexas há mais de meia hora. Ainda é pelo cara da festa de sorriso encantador? — Hoseok jogou uma almofada em minha direção.

Estávamos esparramados no sofá, eu no menor, de cabeça para baixo caçando informações ou qualquer coisa que pudesse me guiar para encontrar o garoto de sorriso quadrangular em meu smarthphone. Tudo bem que no dia da festa eu estava um tanto meio inseguro, mas após sete dias, acho que tive tempo o suficiente para pensar e rebobinar todas as sensações que tive naquela noite, tendo para mim que seria sim bem interessante ver aquele sorriso e escutar aquela voz algumas vezes mais.

— Não tenho culpa, ele foi perspicaz ao chegar, acabei curioso com a identidade do rapaz. — Tentei justificar-me.

— Não queria dizer não, mas você foi meio sem inteligência ao não perguntar nem o nome do cara dos sorrisos. — Tinha um melhor amigo bem fajuto. — Eu até perdoo porquê ele te fez adorar aquela festa.

— Aquilo tava um tédio, ele me salvou de um coma alcoólico, eu teria me acabado naquele bar se ele não tivesse aparecido.

— Eu bem notei que você havia sumido mesmo, mas Jimin não me deu muito espaço para criar hipóteses sobre onde você estava, sequer fomos atrás do tal amigo dele.

— Poupe-me dos detalhes. — Pausei para refletir. — É verdade, nem vimos o tal famoso amigo, mas nem lembrei-me dele enquanto estava com o garoto de sorriso bonito. É, vou chamá-lo assim, moço do sorriso bonito.

Hoseok rolou os olhos, logo pegando seu celular que havia acabado de alertar com uma notificação no aplicativo de mensagens instantâneas. Sorriu após digitar algumas coisas - devia estar falando com o Park - e olhou para mim, como quem procura um cúmplice para um crime perfeito.

— Social na casa do Minnie. — Lançou-me uma piscadela. Não disse que ele estava falando com Jimin? — Pega as chaves que Jin vem nos buscar hoje.

— Eu aqui sofrendo pós-ilusão-do-menino-sorriso e você pensando em festa na casa do seu namorado, poxa, não posso nem ficar na sofrência em paz. — Dramatizei.

— Drama queen. Te conheci mais másculo. — Riu com a minha careta. — Jin hyung já está lá embaixo.

— Vamos antes que eu desista. — Levantei-me em um ímpeto.

Fui praticamente arrastado pelo meu melhor amigo em direção ao elevador. Era milagroso que Jimin não tivesse pedido que levássemos nada, já que toda vez que íamos em alguma festa em sua casa, ele dizia para levarmos alguma bebida ou salgadinhos para servir de petisco ou tira-gosto enquanto nos embriagamos sem hora para voltar para casa.

Assim que chegamos no térreo, posicionei meu boné para trás. Logo fazendo careta para Mark e Jinyoung - os namorados do dezesseis zero três bê - que eram nossos amigos desde o segundo ano do médio e estavam na piscina, acenando enquanto cruzávamos a saída.

Jin estava mascando um palito de dente - bem cafetão de Las Vegas - gesticulando para que nós entrássemos no carro. Era difícil nossa vida de universitários pobres, vivíamos a base de caronas de amigos gentis. E mesmo que eu estivesse agradecido e feliz pelo hyung estar ali, não desmancharia minha carranca de quem antes estava sofrendo bastante.

— Ainda estou bravo por você não ter ido à formatura, quase tive de segurar vela. — Coloquei o cinto já no banco de passageiro.

— Quase. — Deu partida. — Mas soube que você conheceu um mascarado de sorriso bonito.

— É, mas a identidade dele ficou meio que escondida, além da máscara, sequer o nome eu perguntei. — Emburreci-me ainda mais.

— Ainda bem que os meninos levarão bebidas. — Hoseok riu no banco de trás. — Vai afogar a desilusão na cachaça.

— Maneira mais eficaz, não? — Jin hyung tocou meu ombro. — Vamos, em cinco minutos, seu sofrimento terá fim.

Era admirável a tentativa de Seokjin de me animar, mesmo que eu quisesse me permitir sofrer um pouco mais. Mas ele tinha razão em um fato, em cinco minutos ou menos, estávamos em frente ao loft de Jimin, um local um tanto pequeno, por sorte, éramos só alguns amigos, não era como aquelas festas que costumavam dar que mais parecia um formigueiro de tanta gente.

Assim que atravessamos o jardim e adentramos a casa, pude ver Namjoon sentado bebendo um líquido suspeito com Jeon escorado em seu ombro, Jimin saía da cozinha com uma bolinha de queijo na boca e rindo de alguma coisa, logo aproximando-se e depositando um beijo rápido nos lábios do namorado, Jin serviu-se logo de alguns salgadinhos e eu apossei-me do sofá cama que estava montado no centro da sala.

— Resolvi fazer essa social para que vocês conhecessem o TaeTae, no dia da festa não foi possível porque ele meio que encontrou uma diversão melhor, se é que me entendem. — Jimin deu uma piscadela. — E depois teve de sair correndo ao Aeroporto porque conseguiram devolver a mala dele que havia sido extraviada.

Procurei por esse tal de "TaeTae" por todo o recinto, mas não avistei. Quando estava para abrir a boca e perguntar a Park em que local se encontrava o garoto, escutei passos vindo da repartição que Jimin chamava de quarto.

O rapaz era alto, cabelos em um tom de castanho médio, olhos tão escuros quanto, trajava de uma jardineira marsala com uma camiseta estampada preta em poá branca, calçando all star cano médio preto, além de um tom de pele levemente bronzeado, mas natural ao mesmo tempo, quase como se aquela tonalidade fosse única e exclusivamente dele, como se tivessem que catalogá-la, certamente, seria patenteada em seu nome.

— Rapazes, este é Kim Taehyung. — Aproximou-se do garoto e abraçou-o por trás. — Também conhecido por mim como TaeTae.

O garoto olhou-nos inexpressivo, como se avaliasse-nos, logo apertando a mão dos garotos e sorrindo... Sorrindo aquele mesmo sorriso que eu havia visto no garoto que tirou-me para dançar no dia da festa, sorrindo daquele mesmo modo que eu havia achado tão bonito, tão autêntico, tão diferente. Senti-me hipnotizado naquele ato, quase sendo impedido de refletir qual a probabilidade daquele garoto da festa ser o melhor amigo de Jimin, aquele ao qual eu estava praticamente de frente naquele instante.

Puta que pariu. Eu reconheceria aquele sorriso até dentro de colchetes.

Quando ele chegou perto de mim para tocar minha destra com aquele curvar de lábios intenso e característico adornando seus lábios, não tive outra escolha senão fazer o que eu estava tão curioso desde o fatídico dia daquele baile de máscaras. Puxei-o para mim, sentindo-o ficar por cima em um beijo de reconhecimento de território iniciado com um leve roçar de lábios e logo aprofundando para um contato mais proveitoso.  

Por Deus, ele era bem mais bonito sem aquele acessório e o sabor de seus lábios era diferente e mais surpreendente do que eu havia imaginado nos sete dias que fiquei a pensar quem poderia ser aquele garoto e, mesmo que fosse estranho e eu não fosse de fazer isso, eu queria mais, muito mais. E com esse desejo, eu ignoraria por completo os murmúrios dos meus amigos e o riso de meu companheiro de casa. Se só no sorriso eu já havia me viciado, não queria nem imaginar o quão dependente eu me tornaria daqueles beijos.

— Sabia que é bem maluco agarrar um desconhecido? — Senti-o arfar e sorrir contra o beijo. — Mesmo que o seu beijo seja muito bom.

— Uhum. — Sussurrei. — Sabia também que é extremamente maldoso dançar com alguém ao som de I was born to love you e largar essa pessoa no meio do salão de festas?

 


Notas Finais


Link da musga: https://www.letras.mus.br/queen/1249821/traducao.html

Amo Taehyung ousado, não minto sauhsau E FUCKING QUEEN, SE ALGUÉM UM DIA TE TIRAR PARA DANÇAR AO SOM DE QUEEN, CASE-SE COM ESSA PESSOA SKAOSKOA
Enfim...
Vamos para a outra letra A agora <3


Xoxo, see you~


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