História Cold as winter( frio como o inverno) - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Espiritual
Exibições 1
Palavras 866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Magia, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - Sozinho


O sinal toca e todos devem se levantar 

Diogo: estou aqui já fazem duas semanas, eles me trancaram nesse lugar achando que tudo que eu vi sumiria automaticamente de minha mente mas infelizmente tudo continua, eu ainda vejo o sangue...Gisele...eu continuo vendo seu corpo no chão, eu me sinto tão cheio...achei que eu finalmente seria feliz mas parece que isso está cada vez mais longe de meu alcance. O pior de tudo é o sentimento de egoísmo eu meu peito, não sei se estou mais triste pela sua morte por  tê-la perdido tão rápido assim. Eu me sentia tão vazio por todos os sentimentos que eu carregava mas agora sinto vontade de explodir, quando durmo tudo volta a minha mente e quando estou acordado vejo aquele sangue nas paredes desse maldito lugar...eu me sinto tão só. 

Diogo estava em uma casa de repouso, um lugar que era usado por pessoas que tiveram colapsos nervosos e precisavam de um tempo "fora" do mundo. Todos os dias os sinos eram tocados as 6:30, não eram permitidos relógios ou coisas do tipo em seus quartos, mas já existiam calendários e eles eram informados todos os dias sobre a quantidade de tempo que eles estavam lá. O café da manhã era servido as 7:30 depois de uma leva de exercícios matinais que todos os pacientes eram obrigados a participar. Lá não existia teve ou coisas do tipo, eles não tinham acesso a jornais ou a internet, estavam apagados do mundo. 

Diogo já tinha se acostumado, no dia que ele foi levado ao clube de repouso ele estava um tanto quanto descontrolado, agrediu algumas pessoas e mordeu a orelha de um guarda, eles ficaram surpresos, não esperavam que um jovem tão magro tivesse tanta força. Lá só eram permitidas visitas aos sábados mas Diogo nunca era visitado por ninguém já que ele não tinha parentes vivos. 

Diogo: (pensamento) odeio esses exercícios matinais, odeio me sentir cansando, todo o momento eles usam formas para nos cansar. E eu não consigo me sentir seguro aqui, eu preciso investigar eu sei que tudo que aconteceu, DROGA, eu não consigo raciocinar direito, meu deus por que isso está acontecendo comigo??. Eu só queria ser uma pessoa feliz então por que quando eu finalmente achei que seria feliz  isso tudo me acontece, eu me sinto segurando o inferno nas minhas costas. 

O café da manhã era muito bem feito, ovos, leite ou suco, pão e queijo e várias outras comidas bem frescas e novas, aquele lugar era usado em sua maior parte por celebridades ou pessoas da alta sociedade. Diogo nunca foi ligado no mundo da mídia mas reconhecia alguns rostos, entre ele o cantor de heavy metal Jafar Insis, Diogo já tinha escutado algumas músicas dele como: "heavy metal cachorras" e "eu tenho uma arma e vou enfiar na sua bunda" mas não eram músicas que chamavam muito a atenção dele. Pelo que ele ouviu, lá se ouvia bastante já que as pessoas não tinham tv ou internet precisavam fofocar entre si, ele ouviu que Jafar teria tentado matar seu empresário na sua segunda turnê mundial. Outro rosto conhecido era a apresentadora Fifi Roses, ela era uma das mulheres mais famosas do mundo mas teve um colapso nervoso depois que encontrou seu marido transando com sua mãe sua irmã e mais algumas pessoas, pelo que parecia ela teria voltado de viagem mais cedo e acabou vendo toda orgia, ela tentou matar o marido com uma espingarda de caça que ficava em sua casa e depois tomou vários remédios e acabou ali.  

Para Diogo eles eram pessoas inofensivas mas não gostava muito de ficar perto de Jafar, Diogo estava voltando para o seu quarto quando seu nome foi tocado no interfone então significava que ele tinha visitas, surpreso ele se direcionou o mais rápido possível para a sala de visitas. Quando ele chegou lá um dos enfermeiros, que na verdade eram seguranças mas usando um nome mais dócil era mais fácil tirar a ideia que eles estavam presos naquele lugar. A pessoa que estava lhe esperando era Adriane a psicóloga do seu colégio, quando há viu ele ficou um pouco decepcionado mas também aliviado por saber que não tinha sido esquecido naquele lugar. 

Adriane: olá Diego, eu soube que você melhorou bastante. 

Diogo: é...eu preciso sair daqui, você não entende eu não posso mais ficar nesse lugar, por favor me tire daqui. 

Adriane: você está aqui para sua própria segurança. 

Diogo: foda-se minha segurança!! Assim que ele percebe que levantou seu tom de voz, ele olha para os lados e percebe que o enfermeiro está o olhando. Ele se acalma e continua 

Adriane: você entende agora o motivo de estar aqui?  

Diogo: você não entende o inferno que eu venho passado, a garota que eu amava foi morta daquela forma brutal e eu não pude nem me despedir, dar um último adeus. Chorar por sua morte, você  não entende eu não enlouqueci eu posso ter surtado mas afinal de contas quem não surtaria. Os olhos de Diogo encheram-se de lagrimas o sofrimento dele era grande e Adriane sentia isso. 

Adriane: você não é o único de luto. Diogo olhou sem entender. O diretor cometeu suicídio.  

Continua 



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