História Cold Blood - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Exibições 64
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa Noite! Está fanfiction é de romance/drama com o personagem Carl Grimes, ela segue algumas coisas da série de televisão The Walking Dead, porém não seguirá exatamente tudo, alguns lugares, personagens e acontecimentos foram alterados para se encaixar com a história.
Não tenho dia certo para postar, mas espero estar atualizando sempre. Comentários, sugestões são sempre bem vindas.
Quem preferir falar comigo de um modo mais particular pode me adicionar ou mesmo pelo meu instagram @amyfreei

☣LISTA DE PERSONAGENS☣
Joy Fleure : Willa Fitzgerald
Emília Carter : Jane Levy
Byron Stewart : Ricky Whittle

Capítulo 1 - Joy Fleure


Fanfic / Fanfiction Cold Blood - Capítulo 1 - Joy Fleure

UM 

Eu estava sonhando com comida. Pães doces, um belo purê feito de batatas suculentas, carneiro assado com ameixas e milho cozido. O miolo do pão, cheiroso e recém saído do forno enfeitava a mesa de ação de graças com pequenas velas nos quatro cantos, minha mãe sempre amável e doce sorria enquanto passava a tigela com verduras, meu pai arrumava os óculos no rosto maravilhado com a mesa esplendida que tínhamos feito. Era mais uma lembrança antiga do que um sonho, mas lá estava eu, alcançando uma das ameixas do assado, já podia sentir o gosto, ela estava vindo para minha boca quando um sino começou a soar. Minha mãe esticou a cabeça na direção do barulho, papai fez o mesmo e todos que estavam na mesa. Olhei para o lado por um instante, quando voltei meus olhos, a mesa estava repleta de comida estragada e eu podia sentir o cheiro podre que vinha das frutas, o assado escorria sangue velho embrulhando meu estômago, eu estava sozinha, todos haviam sumido. O sino tocou de novo e de novo, e de novo, o barulho foi ficando mais claro. Não era um sino, apenas o barulho da arma de Emília atingindo a cabeça dos geeks que vinham em nossa direção.

— Finalmente! Achei que você iria perder a festinha.

— Emília — exclamei procurando minha arma no meio de nossas coisas. — Disse para me acordar antes do pôr do sol. Por que atirou? Isso irá atrai-los, sabe que não podemos chamar atenção. Droga, onde está minha arma?

— Joy, eu preciso de ajuda aqui.

— Já vai... Já vai.

Olhei para ela, os geeks continuavam a se aproximar enquanto outros saiam do meio das árvores, não me parecia uma situação muito boa. Minha arma. Uma linda e resistente 48 magnum, a única coisa que sobrou de meu pai e que vem sendo útil por muito tempo. A peguei em mãos verificando o pente com apenas três balas, não havíamos trazido munição, nossa cota já estava estourada e mesmo com os esquilos e coelhos caçados mais cedo, temo não cobrir o adiantamento de munições que Emília e eu pegamos no Lar.

— Estou sem munição, é melhor corrermos Emília — anunciei, atirando nos geeks mais próximos.

Ela assentiu dando um último tiro peguei a mochila as pressas colocando-a atrás das costas. Saímos correndo floresta adentro. Se os geeks nos seguissem até o Lar, nem sei o que aconteceria. Há regras bem rígidas, e autoritárias, é um lugar seguro ao mesmo modo que uma prisão com lei marcial. Emília passa em minha frente, ela é melhor na corrida que eu, a conheci há alguns meses quando chegou, basicamente nos tornamos amigas por compartilharmos o silêncio, nenhuma de nós se importa em ficar ao lado da outra por horas sem falar nada. Ela perdeu o irmão mais velho e a mãe, mas carrega uma foto de ambos no bolso, é bem parecida com a mãe, os cabelos ruivos e o rosto pontilhado de pintinhas. A única coisa que sei de Emilia é que foi ginasta na escola, por esse motivo consegue se sair bem nas corridas.

O Lar — uma antiga universidade restaurada para ser um lugar seguro, logo se avista. Os prédios avermelhados e protegidos. Em cima dos grandes muros estão os guardiões, dia e noite. Olho para trás me certificando de que conseguimos despistas os geeks, apenas um ou dois ainda nos seguem, não me preocupo com esses, se chegarem mais perto caíram nas armadilhas espalhadas pelo solo.

— Joy, Emilia — a garota no portão sorri para nós enquanto o abre. — O que trouxeram?

— Conseguimos alguns esquilos e coelhos, os animais estão acabando — deposito nossa caça no balde de alimentos enquanto a garota franze o cenho examinando nossa ficha. — Por favor, diga que irão me dar um prato de ração, ao menos algumas sementes, eu não como nada já faz dois dias.

— Eu sinto muito Joy, mas esses animais não cobrem punições. Tente amanhã de novo.

— Amanhã? — Emilia esbraveja. — Ela precisa comer, quanto tempo mais essa droga de punição irá durar?

— O tempo que o Chanceler decidir! A culpa é inteiramente de Joy, ninguém a obrigou a invadir a ala dos prisioneiros e levar comida para eles. Estão lá por um motivo, porque merecem.

Involuntariamente levo minhas mãos sobre os ombros da garota empurrando contra o portão, meu cotovelo pressiona seu pescoço com força enquanto a outra mão está no ar pronta para despejar um soco em seu rosto bonitinho.

— Repita — grito com raiva. — Diga isso de novo.

— O que está acontecendo aqui? Joy, o que está fazendo? Solte-a, ande!

Byron me segura pela cintura enquanto me puxa para trás fazendo meu corpo se afastar da garota. Sua expressão é fria e nada gentil a menina por outro lado parece um pouco surpresa, Emilia apenas ri baixinho. Sua camiseta está pingada com sangue e o cabelo bagunçado.

— Você ficou louca Joy? — a garota grita. — O chanceler vai saber disso.

— Está tudo bem Mila, eu cuido disso.

Byron me olha feio novamente e me puxa pelo braço em direção aos dormitórios. Subimos um andar, seu quarto é o número seis ele abre a porta me empurrando para dentro, quando fecha suas mãos vem direto para o meu rosto examinando cada centímetro de minha pele pálida.

— Como foi? Você está bem? Aconteceu alguma coisa na floresta? Sabe que não gosto que você saia caçar, e afinal o que te deu para tratar Mila daquela forma?

— Não me bombardeie com perguntas Byron — reviro meus olhos, sentando em sua cama. — Mila falou algo idiota sobre os prisioneiros.

— Ela mencionou Samuel?

 — Não precisou, a ataquei antes disso.

Byron balança a cabeça negativamente, e tira a camiseta manchada com sangue. Seu corpo é bonito assim como ele por inteiro, Byron tem a pele negra com várias tatuagens pelo peito, não faz tanto tempo assim que foi promovido como um dos guardas pelo próprio chanceler Levi. O encaro, ele encontra meu olhar e se aproxima beijando meus lábios e acariciando meus cabelos. Ninguém sabe sobre nós e em parte eu prefiro assim, quando estou com Byron é como se o mundo por um momento voltasse a ser o que um dia foi, um mundo normal um lugar que posso verdadeiramente não temer.

— Por quanto tempo mais vamos continuar com isso? Sabe que assim que Levi soltar Samuel vamos fugir daqui.

Byron encosta sua testa na minha ainda com os olhos fechados solta um suspiro.

— Eu já disse que vou com vocês, eu te amo Joy Fleure e não vou te deixar nunca!

Volto a beijá-lo, suas mãos passeiam pela minha cintura. Byron aperta meus ombros, meus braços, minhas coxas e meu quadril. Por enquanto somos só nós, e nada mais importa e eu o beijo até precisar de ar para recomeçar.

 

Meu estômago ronca e tudo dentro parece doer, a fome se abate em mim, nem mesmo as raízes que guardo escondidas é capaz de suprir a fome por algo resistente. A noite caiu silenciosa e aconchegante, esperei até que todos do Lar se recolhessem. Peguei o pequeno saco com raízes e folhas comestíveis, não era o melhor, mas o único. Enfiei dentro do bolso da calça e abri apenas um fresto da porta de meu quarto observando o corredor vazio. O alojamento onde deixam os prisioneiros não é tão longe do prédio onde durmo. Tenho de andar com passos leves até lá, não posso despertar ninguém. Da última vez dei o azar de encontrar o chanceler no caminho.

Empurro a porta do alojamento dos aprisionados, alguns estão dormindo e outros estão bem acordados. Procuro por Samuel no meio das pessoas e o acho encostado na parede, suas mãos estão algemadas assim como a de todos os outros, é quase desumano vê-lo assim. Ele ainda é pequeno, tem doze anos e não entende muito bem o que está acontecendo ou porque foi punido. Sam sempre foi travesso, até mesmo antes do mundo ser o que é hoje, ele roubou um pouco de chocolate na cozinha, foi o que bastou para o chanceler aprisioná-lo como um animal.

— Ei Sam — sussurro beijando sua cabeça, ele sorri ao me ver. Parece tão fraco. — Como você está hoje?

— Achei que não ia vir Joy.

— Eu sempre venho, sou sua irmã mais velha é minha função cuidar de você. Falando nisso, te trouxe algumas raízes e folhas.

— Eu quero comida de verdade — ele reclama, concordo também quero. — Quanto mais tempo vou precisar ficar aqui? Eu quero sair Joy! Papai não me deixaria aqui.

— Eu vou te tirar daí Sam, eu prometo. Nós vamos embora e nunca mais ninguém vai te maltratar desse jeito, eu juro!

— Não tem pra onde ir, aqui é o lugar mais seguro para nós.

Sam abaixa o olhar, seus cabelos precisam de um corte já estão cobrindo sua testa. Ele lembra muito meus pais, em parte lembro também, mas Sam é tudo o que me restou, minha responsabilidade e mesmo que meu ego não queira admitir ele tem razão, o Lar é o lugar mais seguro para nós.

— Que tal se eu te contar uma história? Talvez eu te conte a do mágico de Oz, é a sua favorita não é?

— Hoje não estou com vontade, quero só dormir.

Assinto e me coloco mais perto dele, sua cabeça repousa sobre meu peito e acaricio seus cabelos até que pegue no sono. A senhora ao nosso lado, já de cabelos brancos e rugas sorri para mim.

— Vem todo dia, parece a mãe dele.

— Sou a irmã — respondo, jamais poderia ocupar o lugar de nossa mãe isso sempre pareceu fácil para ela, e está sendo tão duro para mim.

— Eu sei que é, venha menina pegue algo em meu bolso — a velhota diz, estico minha mão até o bolso e retiro dele uma moeda empoeirada. — É da sorte, estou dando para você a partir de hoje só coisas boas vão te acontecer.

Abri minha boca para retrucar, mas um estrondo na porta chamou minha atenção e dos outros prisioneiros, um brutamonte com passos pesados vinha em nossa direção, ele ignorou todos os outros ali se fixando em mim, num golpe agarrou meu braço com força conseguindo me puxar sem muito esforço. Sam me olhou assustado enquanto era puxada para fora.

— Está tudo bem Sam, está tudo bem — disse tentando acalmá-lo.

O brutamonte continuou me puxando escada abaixo, até chegarmos ao gramado onde Levi me esperava juntamente com alguns homens estranhos. Olhar para Levi era difícil, ele me enoja muito mais que os zumbis. Seus cabelos são coloridos e ele carrega argolas enormes no rosto, se auto intitulou chanceler, mas somente suas leias são válidas.

— Essa me dá trabalho — ele riu encostando sua mão em minhas costas. — Vive arrumando confusão, mas é uma moça bonita como podem ver. Apenas dezesseis anos, imagina como uma escrava?

Byron deu um passo para frente, não percebi que estava ali, como um cachorrinho de cabeça baixa enquanto Levi falava.

— Para selar nossa aliança eu a dou para o grupo de seu chefe que tal?

Os homens me olharam da cabeça aos pés. Esbocei um gemido de protesto e Levi me encarou, ele estava me oferecendo como se eu fosse um objeto e eu não podia acreditar que estivesse falando sério.

— O que está fazendo? — perguntei, ele me ignorou.

— Não sei, é nova demais para o chefe — respondeu um dos homens. — O que ela sabe fazer?

— Caça bem, tem boa resistência está há dois dias sem comer.  Antes de tudo era uma moça familiar, ia à igreja todos os domingos — Levi debocha rindo. — Vamos é um presente e presente não se recusa. Aposto que seu chefe vai botá-la na linha.

— Tudo bem então — o homem diz. — Podem levá-la.

Os outros dois foram vindo para perto de mim, meu coração disparou aquilo não podia estar acontecendo. Tentei correr, mas Levi me segurou, olhei para Byron imóvel sem fazer nada.

— Me solte — gritei — O que está fazendo? Eu tenho Sam, Levi!

— Sua amiga Emilia cuidará bem do seu irmão.

Um dos capangas me segurou firme me puxando para o carro, me debati sobre ele tentado escapar, gritei por ajuda, mas era inútil todos ali tinham medo de Levi.

— Me solte eu não quero ir — gritei mais uma vez quando jogada para dentro.

— Você não tem escolhas meninas, agora você pertence à Negan!

 

 


Notas Finais




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