História Cold Boy 2 - Capítulo 21


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lemon, Original, Yaoi
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Palavras 3.199
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa noite, amores!
Obrigada a todos que leem.
Boa leitura!

Capítulo 21 - Missing the Way


Sentei no sofá assim que pus os pés em casa, pensei que me sentiria bem melhor quando enfim estivesse em casa, mas não é assim que me sinto, é como se a energia do tribunal me seguisse até em casa e me atormentasse um pouco mais. Após sair de outro julgamento, vim direto para casa e não falei com Ruben, pois ele estava ocupado.

Claro que também estou usando isso como desculpa. Não quero falar com ele por enquanto, acho que é melhor para mim, me deixar um pouco longe dele por enquanto, especialmente quando estou tão perturbado com o que está acontecendo e também com o tempo que está levando, tempo demais.

O julgamento que deveria ser só de alguns dias estava durando meses, e a ideia que eles poderiam se safar disso, ficava cada vez mais viva na minha vida e a insistência da promotoria de reviver toda hora os acontecimentos como uma tentativa de comover o júri, só me deixa ainda pior psicologicamente.

Também sei que as coisas não devem estar sendo nada fáceis para Uber, que podem estar sendo tão torturantes quanto para mim. Isso porque o advogado de Clarisse estava tentando fazer com ela parecesse vítima de uma armação que ele poderia ter feito contra mim para a atingir e o medo tanto meu, como dele, era que se ela conseguisse convencer o júri.

Tudo estaria perdido, pois ela tiraria Amélia de nós, e provavelmente daria um jeito de Uber parecer culpado do houve comigo, como fez com a morte da primeira filha deles. Isso me assombra, assim como assombra ele, e mesmo assim, nada sobre isso é mencionado. Uber só fica em silêncio e se afasta quando está nervoso. Isso nunca me incomodou antes, mas incômoda agora, o sinto distante dele e de mim mesmo.

E, além de todos esses problemas que estou enfrentado e que Uber também está, ainda tenho que lidar com o meu dilema sobre Ruben. Como ele me faz sentir muita confusão, acabei me afastando dele e nem foi preciso que Uber me pedisse ou dissesse alguma coisa sobre isso, fiz isso simplesmente porque não consigo lidar com mais essa confusão agora e nem quero causar ciúmes nele, é uma maneira sem jeito de evitar brigas entre nós, mas não tem adiantado muita coisa. Especialmente porque ele anda muito estressado e eu muito cansado de lidar com tudo isso, a ponto de querer sim, me acovardar e eu sei como isso o irrita.

Claro que entendo o lado dele, e entendo o meu também.

Tenho medo do que realmente pode acontecer se as coisas ficarem do jeito que estão agora e pode me chamar do que for, mas do que vai adiantar travar essa luta, se tudo o que estou vendo é que estamos correndo risco de perder? Parece tão inútil contra lutar contra algo que não se pode ganhar e esse é o meu pensamento e mesmo que discorde de mim, no fundo esse medo também existe nele.

Só que Uber é o tipo de pessoa que consegue ser fechado como se fosse uma muralha e contra isso, eu não consigo lutar, especialmente quando sei que ele faz isso por sua filha e por mim também. Contudo, me sinto como se fosse, como se estivesse me tornando um peso na vida dele por estar ficando desse jeito, sem nem ao menos me controlar e acho que isso está fazendo nossa relação ficar mais distante.

Eu sinto isso desde que esse julgamento começou.

De fato, esse julgamento que deveria trazer justiça, além de estar se prologando demais, está sugando muito de mim, muito da minha vida e a da minha relação com Uber e deixando Amélia arredia com ele e magoada por ouvir as pessoas falarem do que ela não sabe direito.

Mas uma vez, sinto como se tudo estivesse sendo tirado de mim e mesmo que seja só paranoia da minha parte, não acho justo o que está acontecendo e começo a me perguntar todos os dias, se esse é mesmo caminho certo a se seguir. Se todas essas dificuldades para chegar a um fim, valem a pena.

-Frey, estou falando com você. — Uber chamou a minha atenção ao falar mais alto.

-Como? — Olhei para ele, que estava parado perto de mim, sem entender direito por que tinha falado mais alto. Entendi logo que deveria ser porque eu não tinha o ouvido, e nem sequer percebido que estava falando alguma coisa comigo.

-Eu disse para você ir descansar um pouco. — Repetiu sem muita paciência.

-Obrigado, mas estou sem sono para dormir. — Suspiro longamente. A ideia de dormir não me agrada muito, sei como vai ser se for e não quero tomar remédios para induzir o sono. — Vou ter mais pesadelos se tentar.

-Você deveria voltar a fazer terapia.

-Você já disse isso. — Murmuro, desviando o olhar para outro lado.

-E você deve ouvir. — Insistiu ele. Ouvir aquilo simplesmente me irritou. Eu deveria simplesmente ir no médico e continuar com uma luta que eu não sei se vale a pena, ir aos julgamentos e ver eles fazendo pouco do que passei para defender seus clientes como se não importasse?

-Olha, sem ofensa, Uber. Mas eu estou bem e estava perfeitamente bem antes disso tudo começar. — Fui grosso. Sabia que estava descontando nele a minha frustração e sabia que não devia, mas simplesmente saía, sem eu que tivesse tempo para me arrepender. Era algo do momento de que iria me arrepender depois.

-É uma luta que vale a pena. — Disse. Provavelmente só para me incentivar, mas teve o efeito contrário, só me fez sentir como se fosse só aquilo que valesse, não importando o que acontecia comigo.

-Acha mesmo que vale?

-Como?

-Você me ouviu, Uber. — Devolvo ríspido. Juro que não era a minha intenção ser grosso com ele, mas algo dentro de mim, só se irritou com a surpresa sendo implicada na forma de que ele não tinha ouvido o que eu disse, que não sabia do que eu falava.

Eu sabia, era uma faísca que estava jogando. Sabia que estava provocando, mas era tarde demais para me desculpar ou para dizer que sentia muito por dizer aquilo, especialmente porque eu não sentia. Só sentia que deveria desistir e mandar tudo para o espaço, só isso.

-E o que vale a pena para você? — Perguntou-me. Uber estava irritado, com raiva por minha fraqueza e eu sabia porque; era porque eu desistir significava menosprezar a luta dele para me dar apoio e me incentivar a continuar a lutar por uma sentença justa para aqueles que me fizeram tais atrocidades.

Eu sabia, entendia, mas o medo de que desse errado, de que tudo se voltasse para mim, os traumas e a depressão, tudo isso estava pesando contra a vontade de continuar. Era dor demais e humilhação demais para mim, simplesmente não queria mais passar por isso, queria só deixar para lá, como se fosse possível.

-Passar por toda essa humilhação não vale a pena para mim, e nem para você.

-Não gosto disso, é uma tortura para mim também, mas é preciso.

-Preciso para quem? — Levantei e fiquei de frente para ele. — Olha o que isso está fazendo com comigo, com a sua filha e com você!

-E o que você quer fazer? — Bufou.

-Quero desistir do processo, retirar as queixas. — Solto. A reação dele foi imediata, seus olhos até mesmo se acederam quando eu disse aquilo. Percebi o quanto ficou enraivecido por conta disso, e para mim, tudo aquilo parecia mesmo era egoísmo.

-Você ficou louco?

-Não, mas estou cansado.

-Sabe que além de deixar Clarisse livre pelo o que fez, e aqueles outros, ainda pode acabar colocando a mim e a você na cadeia? — Indagou, falando alto. Me senti um pouco acuado por isso. — Você já viu o que ela é capaz de fazer e o que acha que vai acontecer se você desistir? Ela vai dar um jeito de fazer parecer que você e eu armamos tudo isso.

Meu âmago doeu.

Nunca tinha pensado por esse lado, fiquei preocupado e tive que enfrentar a realidade, a seriedade de tudo aquilo, e ao mesmo tempo, dentro de mim cresceu uma enorme agonia por saber que teria que continuar nesse caminho, continuar enfrentando algo que deveria ser uma luta para que eu receba justiça, mas que parece mais um tormento que não vai ter fim tão logo.

-Não consigo mais suportar isso. — Choramingo.

-Eu estou aqui com você. — Se aproximou de mim, mas não tomou nenhuma atitude de me abraçar ou algo assim.

-Mas você não consegue entender a minha dor.

-Acha que sou egoísta a esse ponto?! — Indagou retórico. — Se quero que você que lute, é para seguir em frente.

-Seguir em frente como? — Gritei, me pondo acima dele. — Se você e o Murilo não tivessem me feito denunciar, tudo estaria bem agora.

-Bem aonde? — Uber se exaltou, e gritou comigo. Seus olhos estavam quase saltando para fora de tanta irritação. — Clarisse não iria te deixar em paz, não iria parar se não fosse parada, era só isso que iria acontecer.

-Como você sabe? — Perguntei, começando a ter vontade de chorar.

-Porque ela é assim! — Insistiu ele. Posso imaginar o quão certo esteja, mas agora, tudo isso parece tão sem sentido, tão sofrido demais para continuar.

-Então eu nunca deveria ter me envolvido com você. Depois que insisti em algo que não era para acontecer. Olha o que aconteceu e olha onde estamos agora! — Deixei escapar, insinuando que Ruben poderia ter sido melhor, ou qualquer pessoa. Não foi a minha intenção, mas acabou escapando.

-Acha que tem o direito de me dizer isso? — Sibilou. Todo seu corpo ficou tenso, como se tivesse uma corrente elétrica passando por ele. Sinal de que seu nível de mágoa e raiva estavam bastante elevados, mas ele não iria me dizer. Nunca dizia e sei que não vai, mesmo que nossas brigas estejam começando a ficar constantes de uma maneira que nunca foi antes e eu não posso dizer nada, também é minha culpa.

-Só o que eu quero dizer é que talvez seja melhor deixar para lá. — Tentei a amenizar o rasgo que tinha feito nele e em mim, mas não dava mais.

-Você faz ideia de onde eu estaria agora se tivesse me acovardado? Acha que eu estaria aqui com você, te encorajando a lutar se fosse tão covarde como as decisões que você quer tomar? — Eu não tinha resposta para dar para ele. Uber só continuou me encarando com o meu silêncio. Ele apertou os punhos e bufou para se acalmar. Já eu, estava começando a chorar. — Eu vou buscar Amélia, vá descansar. — Tinha pura secura em sua voz. Ele só se virou e saiu, batendo a porta com força.

As lágrimas começaram a cair cheias de força assim que me vi sozinho, até mesmo a minha respiração estava alterada. Acabei correndo para o banheiro, fui chorar lá. Me encontrava tão nervoso, me sentindo culpado, magoado, com raiva, tudo ao mesmo tempo. Não consegui ficar parado. Assim que entrei no banheiro, me olhei no espelho e me odeie por estar sendo assim, agindo assim.

Abri a torneira e lavei o rosto rapidamente. Meu coração estava quebrado, tinha um nó tão grande na minha garganta que tinha vontade de gritar e o impulso estava agindo em mim, tão forte que quando dei por mim, fui correndo para o quarto, peguei a chave de casa e saí antes que ele voltasse para casa com Amélia.

Não sei explicar exatamente, mas senti uma enorme necessidade de ficar longe dele, de casa, de tudo. Queria ficar até mesmo longe de mim mesmo, mas isso não é possível. Desci as escadas correndo e saí do prédio pelo elevador. Não cruzei com Uber nesse meio tempo, devia estar conversando algo com Murilo, ou sei lá. E nem queria saber, só precisava me afastar um pouco, me ausentar da pressão e me acalmar. Respirar ar puro e pôr a cabeça no lugar, os pensamentos em ordem, se isso é possível.

Andei meio sem rumo por alguns minutos, mas não me afastei do meu prédio nesse meio tempo. Simplesmente não sabia para onde ir e nem o que fazer para me distrair, então resolvi meio que caminhar em círculos por um tempo e depois de alguns minutos, me decidi por então só ir para algum lugar e pensar um pouco na vida e no que vou fazer, no que sinto também. Dei uma curta volta pelo quarteirão e quando me decidi por ir para outro lugar, acabei dando de cara com quem não esperava encontrar de forma alguma, nas proximidades da minha rua.

-Ruben? O que você está fazendo aqui? — Perguntei surpreso, estarrecido para ser sincero.

-Sempre faço uma caminhada a noite. — Diz ele, tranquilo. Observei a sua calça de moletom preta, o tênis também preto e uma regata verde sem mangas, que exibia seus braços ligeiramente mais torneados.

-Por aqui? — Estranhei, pois a praça fica do outro lado da rua e não aqui.

-Tudo bem, admito que vim ver como você está. — Sorriu suave, mas com cara de quem é pego no flagra, fazendo algo que não devia.

-Estou bem, obrigado. — Invento só para disfarçar.

-Que bom então.

-Por que você voltou aqui?

-Não sei, só quis te ver de novo. Estou preocupado com você.

-Por quê?

-Você sabe porquê. — Insinuou discreto. Claro que sei.

-Eu sei, mas não devia.

-Amigos se preocupam com amigos. — Argumentou como uma justificativa.

-Obrigado por tentar me ajudar, mas não precisa. Estou bem mesmo. — Passei por ele, muito disposto a ir para casa e ir ignorar o meu coração batendo rápido demais, mas antes que eu fosse, Ruben voltou a falar comigo.

-Está tudo bem mesmo? — Perguntou por minhas costas.

-Sim, por quê? — Tento disfarçar o melhor que posso.

-Você está estranho. — Comentou, ficando sério dessa vez, mas ainda amigável como sempre foi.

Voltei-me para ele e ao encarar os seus doces olhos, e sua expressão amigável, senti algo diferente. Algo como algum tipo de conforto que sinto que preciso desesperadamente, algo que não consigo sentir com Uber e nem com Murilo mais.

-Eu e Uber brigamos de novo. — Contei suspirando.

-Por quê? — Quis saber de forma prestativa.

-Foi minha culpa, eu o provoquei. — Digo.

-Quer conversar sobre isso? — Propôs amigavelmente ao que parecia.

-Acho que não devia estar falando do meu relacionamento com você. — Falo constrangido, nervoso e receoso.

-Por que não? Que mal tem isso?!

Com ele falando daquele jeito, parecia tão inocente, tão simples e nem um pouco errado.

Na verdade, chegou até mesmo a parecer mais certo falar com ele sobre isso, desabafar sobre como me sinto e como vejo que as coisas estão se tornando complicadas para mim, como está ficando difícil viver com isso e mesmo sabendo o quanto poderia me confundir ainda mais, acabei aceitando e nós fomos nos sentar num banco que tinha perto dali.

Ruben sentou de lado, para poder fixar os olhos em mim e eu o mesmo nele. Não sei explicar exatamente porquê, mas existe algo dentro dele, algo nele que me traz um tipo de conforto mais doce, mais calmo que não encontro em Uber. Um tipo de compreensão que não acho nem mesmo no meu amigo mais. Sei que é errado, mas não consigo evitar.

-Sinto que Uber não me compreende mais. — Começo pelo início, pois acho que no momento esse também está sendo um dos meus maiores problemas.

-Por que não? — Ruben perguntou.

-Eu disse a ele que queria desistir de prosseguir com esse julgamento, e nós acabamos brigando. — Contei vagamente.

-Não tem como desistir a esse ponto, Frey. Mesmo que você queira.

-Eu sei, mas... — Sinto aquela vontade forte de chorar voltar, mas eu a reprimo e respiro fundo. — Estou tão cansado de passar por isso de novo, de reviver os pesadelos e a dor. De me sentir humilhado cada vez que entro lá.

-A sentença não vai demorar muito a sair. — Disse como um conforto que não funciona comigo. Não da maneira que eu gostaria.

-Eu sei que não, mas quando eu penso quão longe isso ainda pode se arrastar, sinto medo e tenho vontade de simplesmente largar tudo e desistir. Sou um covarde, não acha?

-Acho que você está passando por um momento difícil, e isso não te torna covarde. É normal sentir medo, aversão ou se sentir humilhado, mas mesmo que eu nunca tenha passado por isso antes, te garanto com base em todas as expressões que vi nas pessoas quando os réus foram condenados, que o alívio vai te encher se eles tiverem o mesmo destino. — Suas palavras tão doces e compreensivas encheram meu coração com um pouco de alívio e tiraram um pouco do peso sobre o meu coração. Claro que sabia que não iria adiantar, iria me sentir assim de novo, mas nesse momento, isso parece tão certo, tão reconfortante.

-Acha?

-Tenho certeza e você vai ver que isso que está passando agora, vai valer a pena. — Garantiu como se já soubesse. Mas sei que ele não tem como saber, não vai ser Ruben a proferir a sentença e sim os jurados.

-Não é como me sinto. — Desabafo sincero, me sentindo confortável perto dele.

-Se fosse para se sentir assim de início, então não seria difícil. — Confortou-me com doçura.

Ponderei sobre suas palavras e sobre a forma como ele me fazia sentir, e como suas palavras me traziam algum conforto. Fiquei pensando no que ele dizia e por estar distraído nem me dei conta de que Ruben estava se aproximando e só percebi quando ele pegou o meu queixo e ergueu levemente, colou nossos lábios antes que eu me desse-conta. Foi involuntário, fechei os olhos e meus lábios entreabertos permitiram que a sua língua tomasse a minha num beijo suave e doce, que eu correspondi, não sei por quê.

A mão dele escorregou para meu rosto e ele se inclinou para frente para aprofundar o beijo.

Era estranho, mas meu coração se acelerou muito com aquele toque e meus membros pareciam gelatina, eu não conseguia o afastar e quando finalmente percebi o que estava fazendo, que estava traindo Uber ao me deixar ser beijado por outro, fui o afastar, mas ele se afastou primeiro, de supetão. Seus olhos estavam arregalados como se ele mesmo não tivesse se dado conta do que estava fazendo.

-Desculpe-me... Por favor, não pense que estou tentando me aproveitar da situação... — Ele ficou sem jeito, e eu também.

-Ruben, você sabe que eu não...

-Eu sei. — Interrompeu-me nervoso. — Desculpe. — Levantou e foi embora, praticamente correndo. Tão ou mais nervoso do que eu mesmo.

Fiquei parado no lugar, levei os dedos aos lábios.

Meu coração ainda estava muito agitado e Ruben já tinha sumido de vista. Não sei o que deu nele e nem o que deu em mim para deixar que ele me beije, em conversar com ele para começo de conversa. Ruben me faz sentir bem, admito, mas estou com Uber. Escolhi ele e apesar do que está acontecendo agora, ainda o amo muito. Não posso beijar outro, isso não é justo com ele, mas também não consigo evitar de me sentir dividido entre vários sentimentos para os quais não tenho nem explicações e nem justificavas.


Notas Finais


Até o Próximo!


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