História Cold Boy 2 - Capítulo 30


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lemon, Original, Yaoi
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Palavras 3.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa noite, amores!
Obrigada por lerem.
Boa leitura!

Capítulo 30 - Facing the Truth


Depois que Uber saiu, fiquei totalmente desolado com tudo que disse e com tudo o que ouvi. Mas devo dizer que nada, nada me feriu tanto do que olhar dele sobre mim. Aquele olhar me fez sentir o pior de todas as pessoas e monstros possíveis. E com razão, diria, estávamos construindo um futuro, estava indo tudo bem, mas aí esse julgamento apareceu, e parece que tudo desmoronou na minha cabeça.

Pior que me senti ainda mais devastado depois que o calor da briga passou.

Uber não está mais aqui para apontar os meus erros e me olhar com desprezo e raiva. Mas isso não significa que a dor tenha passado, a dor de saber que perdi totalmente a confiança de quem amo e ainda perdi, a chance e o direito de dizer alguma coisa, de argumentar quando sei que estou errado.

Fiquei sentado no chão, praticamente largado ali até que tive coragem de conseguir levantar.

Não iria para longe, só queria chegar no sofá e ficar nele, me afundar em lágrimas, só que antes o fizesse ouvi uma comum batida na porta e logo depois, a mesma foi aberta. Só prova de como ele estava de cabeça quente, por até mesmo esquecido de trancar a porta antes de sair, sei lá para onde.

 Era Murilo, ele entrou rapidamente, eufórico como sempre.

-Frey, você poderia me emprestar o seu...  — Parou de falar, me olhando surpreso por minha cara de choro. — O que aconteceu, Frey? — Indagou-me assustado.

Não me dei ao trabalho de responder de imediato a pergunta dele, só precisava de amparo, então fui até ele o abracei. O meu abraço foi retribuído de forma confusa por ele que, ainda não tinha entendido nada, mas já me deixava chorar em seu ombro. Como eu estava muito nervoso e soluçando demais, Murilo me fez sentar no sofá, foi na minha cozinha pegar um copo de água com açúcar e me fez beber.

Depois se sentou ao meu lado e me ouviu atentamente e em silêncio, enquanto eu contava tudo o que tinha acontecido. Desde do que Uber viu essa tarde no fórum até a briga e tudo mais. Ao término do meu relato, estava à beira de começar outro choro compulsivo e me sentindo ainda pior por tudo em palavras, mas que era necessário, precisava desse momento mais do que nunca e só Murilo me poderia dar o seu ombro amigo.

-Uber está uma fera comigo. — Choraminguei, secando as minhas lágrimas. Era ato inútil, eu estava desolado demais para conseguir a façanha de parar de chorar nesse momento.

-E com razão, devo dizer. — Soltou sem querer, presumi por sua expressão.

-Eu sei, mas... 

-Desculpe, não quis ser crítico com você. — Se desculpou logo por não querer piorar a minha situação.

-Estou sendo crítico comigo mesmo. — Começo a chorar sem conseguir me controlar.

-Oh, meu amor, não chore...  — Murilo se aproxima de mim e me abraça, tentando me acalmar com leves tapinhas amigáveis nas costas.

-Eu mereço isso...  — Afundei o rosto no seu peito, buscava no meu amigo o consolo para os meus erros e para tudo o que pus o risco de perder.

-Não merece...  — Discordou de mim de forma gentil.

-Eu acabei com tudo, Murilo. — Agarrei-me a ele como se fosse minha esperança. — O que vou fazer agora?

-Agora tem que se acalmar.

-Não consigo. — Seu pedido só me fez chorar mais.

-Então chore bastante, desabafe para se acalmar. — Para dar ênfase ao seu conselho, Murilo pousou a mão direita sobre meu ombro e me puxou lentamente para baixo. Entendi que ele queria que eu deitasse a cabeça nas suas pernas. Aceitei na hora e o fiz com alento, precisava mais do que tudo desse apoio.

-Foi tudo culpa minha... Como pude deixar isso acontecer?

-O fato de você não ter ido adiante, já ameniza um pouco a situação. — Começou, sem julgamentos para não me ferir mais e eu agradeci por isso. — E mesmo sendo Uber, também não posso passar a mão na cabeça dele, o que você fez foi errado.

-Eu sei que foi. — Reconheço meus erros como nunca agora, só que agora, pode ser tarde demais.

-Te disse que isso poderia acontecer, querido.

-O pior de tudo é que fui burro e acabei deixando acontecer.

-Gostaria de saber honestamente; se você ama o Uber, por que não contou a ele?

-Não sei, tive medo. — Digo. Foi o medo que me moveu e foi a insegurança que ocasionou tudo isso. — Acha que ele vai me deixar? — Questionei a ele. Era ridículo, Murilo não tinha essa resposta para mim, não se dá para ver o futuro.

-Não sei. Ele disse que ia? — Perguntou-me.

-Disse que deveria, mas que não vai. — Contei, sentindo as palavras dele como se pudessem entrar na minha pele, assim como o seu olhar de decepção e raiva.

-Talvez ele seja um homem melhor do que eu esperava. — Murmurou baixinho um comentário que apesar de ter sido ouvido por mim, queria manter só para si mesmo.

-Ele me odeia. — Voltei a chorar como um bebê.

-Ora, querido, não diga isso. — Disse na tentativa clara de me acalmar, e de me consolar. — Se ele não vai te deixar, então ainda existe a possibilidade dele te perdoar e vocês se acertarem.

-Acha mesmo?

-Frey, se vocês chegaram nesse ponto, é porque o relacionamento de vocês devia estar com algumas falhas e mesmo que você tenha errado muito, não quer dizer que não possa ter conserto. — Acariciou de leve os meus ombros com movimentos circulares enquanto falava gentilmente, calmo e me deixando ter o meu momento de chorar como uma criança perdida.

Murilo, como sempre, foi muito gentil comigo e ficou ao meu lado, me consolando até que me acalmasse por completo. Nesse meio tempo, também me deu alguns conselhos e me acalmou como podia, me fazendo sentir melhor, mesmo que só por aqueles momentos.

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As coisas entre mim e Uber estão ainda muito mal e cada vez mais complicadas. Claro que não o culpo por estar assim, mas é doloroso morar na mesma casa que ele, sem que sequer me olhe nos olhos. Ele não fala comigo, praticamente nunca. Passa a maior parte do tempo fora de casa e quando está, não se aproxima de mim e sempre que tento dizer qualquer coisa que seja, ele se afasta no mesmo minuto e diz que não quer falar comigo, isso quando fala alguma coisa.

Amélia percebeu o clima estranho entre nós e apesar de achar estranho, não comenta e nem pergunta nada. E se pergunta, tudo o que ouve dele é que é coisa de adulto e de mim, bem, nem sei o que dizer a uma criança sobre coisas tão complicadas e não adequadas para a idade dela sobre relacionamentos, então não falo nada, sempre me esquivo do assunto.

No grande geral, a vida continua quase a mesma; Amélia fica com as amiguinhas ás vezes, ou fica na casa do Murilo quando ele tem tempo. Uber trabalha e eu também trabalho. Consegui na semana passada um emprego como biólogo num zoológico próximo da cidade e com isso, consigo me distrair um pouco. É bom, mas não é nada totalmente sério ainda. Estou no período de experiência, e por agora, não dá para ter certeza sobre nada.

Assim como eu mesmo, não tenho a menor ideia de como vai ser o meu futuro com Uber.

Posso dizer que é praticamente um milagre que ele não tenha simplesmente pegado as coisas dele e ido embora. Talvez essa ação seja um bom sinal, talvez signifique que ele está disposto a me perdoar. Mas saber quando vai acontecer, e se vai acontecer e quanto tempo vai levar, não posso dizer nem a mim mesmo, pois não sei a resposta.

E embora, saiba que o maior culpado de tudo isso, sou eu mesmo, ainda me doí como nunca, ver como estamos, a que ponto a nossa relação decaiu e também, quão profundas foram as feridas que eu causei nele. Nesses últimos dias, tenho pensando no que fiz, no que deixei acontecer com Ruben e também andei pensando muito nas conversas que tenho tido com Murilo e cheguei uma conclusão; eu estava carente e estressado, fragilizado emocionalmente e me deixei levar por esses sentimentos que me levaram a cometer um erro tão grande como esse.

Eu sei que não existe nenhuma justificava válida que possa dar a mim mesmo por ter traído o homem que eu amo. A única coisa que sei que é me arrependo amargamente todos os dias da minha vida, e agora como nunca, me arrependo por ter machucado Uber, me deixando levar por Ruben, que também acabou se ferindo nessa história e eu mesmo. Nenhum de nós é inocente nisso tudo, mas fui eu que cometi o maior erro de deixar acontecer, de me deixar levar por uma ilusão que fez com que algo que era real e sólido, fosse destruído ou quase.

Fico pensando e me questionando sobre tudo o que aconteceu, enquanto olho para o reflexo dessa tevê desligada. Com o trabalho sendo de meio-período, acabo ficando em casa, totalmente em tédio e com tempo demais para me torturar internamente, o que só piora a minha condição e o tamanho da minha culpa.

Resolvi levantar e sair de casa, dar uma volta para espairecer a cabeça. Ficar sem fazer nada é complicado quando se está acostumado a fazer muito. E sem Amélia aqui, fico mais sem ter o que fazer. Para ser honesto, ela não fica muito em casa desde que tudo aconteceu, só passa mais a manhã antes de ir à escola e a tarde. No começo, achei que Uber estava me afastando dela, que era a sua maneira de dizer que estava se preparando para ir para longe de mim, mas não é bem essa a situação.

Como ela já percebeu que tem algo errado e algo que tem a ver com o que aconteceu naquele dia, Uber prefere a manter longe de casa quando eu estou sozinho aqui, para que não seja feito questionamentos e também, como um modo de a afastar dos nossos problemas até que tudo se resolva. Não que ache muito justo, mas não tenho do que reclamar, também não a quero envolvida nesses assuntos de adultos, Amélia é uma criança que já sofreu demais.

Calcei o tênis que estava no chão, perto do sofá. Dobrei a coberta e a deixei sobre o sofá. Levei a mão direita aos cabelos e os remexi um pouco para que tirar o aspecto de bagunça por estar deitado durante a maior parte da tarde. Estava pronto para sair quando ouvi batidas na porta.

Estranhei logo de cara, pois temos campainha. Mesmo assim, fui atender.

Me surpreendi ao máximo quando a porta e dei de cara com Ruben. Ele vestia roupas cinzas e pretas de inverno e um longo casaco de frio. Como passei quase toda a tarde aqui dentro, nem notei que deve ter esfriado tanto lá fora.

Sua expressão era fechada, raivosa e calma ao mesmo tempo. Além disso, podia perceber que apesar da sua firmeza bem aparente, ele tinha bebido um pouco. Ruben nunca foi de beber, mas me lembro que o faz quando está chateado e quando faz isso, a gentileza dele desaparece.

-O que você está fazendo aqui, Ruben? — Questionei rispidamente, o olhando com raiva. Sei que necessariamente não posso pôr e nem ponho toda a culpa dos meus problemas nele, também fui culpado, mas a presença dele me dava a sensação que só iria e poderia muito bem piorar o que nem sei se tem como ser piorado.

-Vim falar com você. — Alegou simples.

-Não temos nada para falar. — Movi a porta para frente, para a fechar na sua cara mesmo, mas Ruben a segurou firme e não me deixou a fechar. Acabei desistindo e me afastei da porta, deixando que ele entrasse e ele o fez, ao deixar a porta entre aberta. Dando sinais de que estava pronto para sair a qualquer momento.

Era bom, significava que ele pretendia ser rápido.

-Eu tenho para falar com você. — Falou novamente. Por um momento, quase me lembrei do tempo que Uber sempre me dizia o mesmo, de forma repetitiva, querendo me dar uma chance que eu mesmo buscava ter. Nosso relacionamento evoluiu muito daquele tempo para cá, e decaiu também, tudo num dia só.    

-Não posso simplesmente fazer isso. — Suspirei longamente. Não sabia o que dizer, e nem se havia algo para dizer, só queria que ele fosse embora.

-Fazer o quê?

-Falar com você.

-Nesse momento ou nunca? — Apesar de firme e séria, tinha uma profunda ira escondida no tom de voz dele e esse mesmo tom estava no brilho dos seus olhos.

Novamente, tive que me lembrar que também errei com ele, se tivesse sido honesto e feito o que fiz antes, -anos atrás-, talvez a situação fosse diferente agora. Ruben começou e usou da minha fragilidade para me ter de volta porque diz me amar, mas eu sou culpado porque mesmo sem querer, abri as portas para isso acontecer.

-Olha... Me desculpa, eu...  — Me desculpar era a única coisa que conseguia pensar em fazer, que podia fazer, mas assim como Uber, Ruben estava cercado pela ira desinibida pela bebida que deve ter tomado antes de vir para cá.

-Você me usou, Frey. — Sibilou raivoso. Vi no exato segundo que ele estava exaltado, magoado e nervoso. Tive certeza que tinha bebido, pois podia sentir um leve odor de álcool vir de suas roupas de inverno.

-Olha só quem fala?! — Acabei me exaltando sem me dar conta. — Você me beijou primeiro e sabia que eu estava frágil naquele momento.

-Você também estava a anos atrás e me recusou de imediato. — Lembrou-me de maneira quase cruel.

-Aquilo foi diferente. — Me faltou argumentos.

-Diferente como? — Devolveu mais alto. — Diferente do tipo; não tinha sido sequestrado, espancado e estuprado antes de decidir ficar com ele.

Senti uma fisgada ao ouvir aquelas palavras. Sei que sou culpado de muito nos últimos meses, mas jogar a minha dor contra mim, é mais do que simplesmente injusto. É cruel, e mais cruel ainda é insinuar que eu fiquei assim por causa dele.

-Não ouse jogar na minha cara a minha dor, Ruben. — Tive que me esforçar para segurar as lágrimas. Mesmo que esteja com raiva de mim, nada nesse mundo traz a ele o direito de falar desse jeito comigo, de expor e jogar na minha cara tudo o que eu passei.

-Eu tentei ser bom para você. Entender o seu lado, mas fica difícil quando eu exponho os meus sentimentos para você e você os joga fora como se não fosse nada.

-Nós não tínhamos nada.

-Então acha que os beijos que você correspondeu, não foram nada para mim?

-Não foi isso que eu quis dizer.

-Só porque você sofreu, não te dá o direito de brincar com os meus sentimentos por você.

-Não brinquei com os sentimentos de ninguém. Você me seduziu num dos momentos de maior dificuldade da minha vida.

-Porque eu gosto de você. — Alegou ao se aproximar em alguns passos de mim.

-Se gostasse, teria me respeitado como deveria. — Digo de volta. Isso está se tornando uma troca de acusações.

-Digo o mesmo para você. Se você ama tanto esse cara, se está tão certo do que tem, por que me deixou te beijar? Por que me deixou se aproximar? — Seus questionamentos direcionados a mim, eram algo que eu direcionava a mim mesmo internamente. Infelizmente por mais que tente, para isso acho que nunca encontrarei uma resposta extada, nem para dar a ele, e nem para tapar a dúvida dentro de mim.

-Você disse que podíamos ser amigos. — Retruquei. Notei logo que estava se transformando numa discussão.

-Disse porque realmente acreditei que podíamos. — Rebateu nervoso.

-No primeiro dia em que te reencontrei, tinha dito que estava com ele.

-O restante apagou aquele dia.

-Você não está sendo justo comigo.

-E você foi? Foi justo comigo, ou consigo mesmo?

-Foi um erro, e eu juro que sinto muito por ter machucado, por magoado seus sentimentos, mas como eu disse a anos atrás: eu não te amo, Ruben. — Exponho honestamente. Se tivesse feito o que era certo antes, nenhum de nós teria se machucado dessa forma. — Não sinto mais nada dessa proporção por você a anos e sinto muito que ainda sinta por mim.

-Devia ter me dito antes. — Falou mais baixo.

-Estou dizendo agora. — Contraponho.

-Agora o estrago está feito. — Murmurou, olhando para o lado, machucado.

-Me perdoe, Ruben. — Era tudo o que podia pedir. — Não quis te envolver na minha bagunça.

-Poderia ter me dado ao menos uma resposta decente antes. — Voltou a me olhar.

-Admito que fui covarde, mas eu já dei aquele dia e estou dando novamente. — Faço uma breve pausa. — Eu nunca mais quero ver você, Ruben. — Digo por fim. Era minha decisão final e dessa vez, não importa o que aconteça daqui para frente, é definitiva.

-Posso dizer o mesmo para você que se tornou uma pessoa desprezível. Dizem que a dor muda as pessoas e eu sinceramente fico com pena do que você se tornou. — Me olhou com desprezo. Doeu ouvir aquilo, ao menos sabia que a conversa tinha sido findada por ali, pois ele estava prestes a se virar para ir embora, quando ouvi a voz dele atrás e que me fez gelar a alma.

-Saía da minha casa nesse exato momento antes que eu faça uma besteira! — Uber ordenou frio, simples. Com os olhos grudados em nós.

Entrei num profundo desespero interno no momento em que o vi ali. Mas um medo de que as coisas fossem entendidas erroneamente surgiu. Ruben me lançou outro olhar de desprezo e depois fez o mesmo para Uber, passando direto por ele, se movendo rápido com uma rajada de vento, fechando a porta atrás de si. 

Fiquei plantado no meio da sala, fitando Uber que ainda me encarava com uma frieza que me cortava a alma, mas que agora, se misturou também a raiva. Ele estava com as mãos nos bolsos, só me olhando, novamente como se não me reconhecesse. Senti que as coisas não iriam se acalmar entre nós tão cedo, e que ainda havia muita raiva e mágoa para ser exposta em forma de palavras que nos machuca.


Notas Finais


Até o Próximo!


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