História Cold Boy 2 - Capítulo 31


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Lemon, Original, Yaoi
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa noite, amores!
Obrigada aos que leem.
Boa leitura!

Capítulo 31 - Must Hear


Eu sabia que a vinda repentina de Ruben até aqui, iria nos trazer problemas, mas Uber tendo visto isso, só piorou a situação, pois as ideias erradas estavam percorrendo o seu olhar sobre mim. Simplesmente, parece que meus erros estão me caçando e fazendo com que toda essa situação se torne ainda pior do que já é, se transformando no estopim do que eu sabia que iria acabar sendo mais uma briga entre nós, só mais uma forma de me fazer sentir pior.

Sei o quanto as razões dele são validas e infelizmente para mim, não posso ter muitos argumentos contra nesse momento. Não agora que também estou errado na maior parte das coisas. Tudo o que posso fazer é me defender, pelo menos sobre o que ele acabou de ver.

-Posso saber o que ele fazia aqui? — Uber me lançou a pergunta sem mais e nem menos. Suas palavras estavam cobertas por certa ira.

-Veio de supetão e brigamos, mas eu não o chamei aqui. — Expliquei logo de cara, para evitar problemas, mas infelizmente, sabia que era meio-tarde para isso.

-Hum...  — Uber não parecia acreditar nas minhas palavras e se acreditava, estava mesmo com raiva e nem outra coisa que pudesse o acalmar. Eu estava sem saber como argumentar, como reverter toda essa situação. A única arma que posso ter é que e ele ouviu parte da conversa, sabe que não houve nada do que deve estar pensando que houve, ao menos eu espero.

-Ele veio aqui brigar comigo pelo o que houve e não fazer nada do que você pensa. — Comecei logo. Achei que seria melhor esclarecer o que dessa vez, nem precisa ser esclarecido, mas do jeito que a situação está, pode se esperar de tudo.

-Você não sabe o que estou pensando. — Sibilou de volta, retrucando.

-Pelo o seu olhar acusatório, posso ter uma ideia. — Digo e me aproximo dele que ainda estava perto da porta.

-Com certa razão, diria eu. — Devolveu gélido.

-Eu sei como você se sente, mas...

-Como acha que pode saber isso? — Uber crispou os lábios e me interrompeu logo, antes que pudesse continuar argumentando.

-Tudo bem, foi errado querer dizer isso, mas estou tentando te fazer entender que não foi minha intenção que ele viesse aqui. — Tentei de novo, da melhor maneira que pude.

-E isso importa? — Tirou as mãos do bolso e as deixou jogadas ao lado do corpo. Seus punhos se fecharam no exato segundo que foram postas para fora, era a raiva.

-Importa porque sei que você pensa que tenho um caso com ele. — Contrapus.

-Não me interessa se tem ou não, te peguei beijando outro homem. — Jogou na minha cara de novo. Percebi que era esse o grande ponto que o magoava. — Isso sim é a grande relevância do momento.

-Eu não quis te magoar. — Digo em defensiva.

-Continua dizendo isso para si mesmo, para ver se convence disso. — Soltou grosso, quase irônico.

-Se você me odeia tanto, então por que não foi embora? — Foi sem pensar que disse isso. Deixar ele ir embora era tudo o que eu não queria, mesmo nessa situação quero que ele fique aqui porque sei que assim, ainda há chance de nos resolvermos. Mesmo que futuramente.

-Porque sou um idiota que ainda quer acreditar que possa existir alguma parte de você que não seja uma grande mentira. — Alfinetou irritado.

-Eu não fui uma mentira. — Suspirei. — Nunca quis acontecesse, foi que eu...

-Você o quê? — Cortou-me, começando a gritar controladamente. — Estava carente? Tanto que teve que procurar conforto nos braços de outro homem?

-Ele só me compreendia, só isso. — Tentei me defender e da pior forma possível.

-E onde ele está agora? — Apontou para os lados com os punhos fechados. — Não tem ninguém ao seu favor, Frey e não tem porque você sabe que está errado. — Apontou agora o dedo indicador para mim, o balançando no ar para expressar a sua cólera. Abaixou logo depois. Ele parecia estar se segurando muito para não se expor mais do que estava sentindo.

-Posso estar, mas você também não me ajudou me pressionando a continuar com uma coisa que eu não suportava mais.

-O que acha que iria acontecer se tivesse desistido, hum? — Retrucou comigo.

-Eu não sei, só precisava de apoio. — Disse, me defendendo.

-E eu te dei esse apoio.

-Não senti como se desse, você estava ocupado cuidando da sua filha.

-Ela é uma criança e eu te dei todas as chances para falar sobre o assunto. — Declarou para minha surpresa.

-Quando? — Perguntei, deixando minha voz se elevar.

-Quando você estava saindo pelas minhas costas, MENTINDO COMO UM COVARDE! — Berrou. Uber estava perdendo o controle de si mesmo, chegando até mesmo a ter suas veias saltando de pura raiva e ele percebeu isso, pois respirou fundo, e fechou os olhos enquanto o fazia, provavelmente voltando a si mesmo ao controle que tinha perdido. Ele ficou de lado e pós a mão na cintura, ainda com os olhos fechados para se acalmar.

Fiquei calado enquanto ele fazia isso e tentei fazer o mesmo, para deixar os ânimos se acalmarem, pelo menos um pouco. Quando ele abriu os olhos, voltou a ficar de frente para mim e tirou a mão da cintura. Seus olhos estavam brilhosos de mágoa e de sentimentos ruins direcionados contra mim.

-Eu não quero mais ver aquele homem na minha casa, me entendeu? — Ditou de uma vez.

-Essa casa também é minha. — Argumentei, rebatendo ele, sem nem saber por quê fui fazer a besteira de fazer isso.

-Sim, eu sei, mas se quiser se encontrar com ele, que seja bem longe daqui.

-Eu não vou me encontrar com ninguém, pois não tenho nada com ninguém.

-Nem mesmo comigo. — Fez questão de dizer, entendi completamente a insinuação dele.

-Uber...  — Quis questionar, mas ele me entendeu e falou antes de mim.

-Eu não quero mais nada com você. — Disse, por fim.

-Está terminando comigo? — Indaguei com o nó na garganta por ouvir aquilo. No fundo já sabia que estávamos assim, mas ouvir ele dizendo, só deixar o clima no ar são coisas muito diferentes, só que ambas doem.

-O que esperava que eu fizesse depois de tudo o que você fez?

-Não precisa me tratar como um criminoso. — Falo entre um suspiro longo. Maneei a cabeça levemente para me acalmar, para evitar o choro.

-Não te trato como um criminoso, mas sim como uma pessoa que mentiu para mim. — Jogou de volta, evitando gritar ao menos.

-Sinto muito que eu tenha te machucado. — Me desculpei de novo, era tudo o que podia fazer.

-Estou cansado de ouvir suas desculpas, isso não conserta e nem resolve nada. — Uber disse. — Não me importa o que ele disse ao vir aqui, ou se veio aqui de supetão ou não, só me interessa o que eu vi naquele dia e é esse grande problema que você trata como se fosse algo desculpável.

-Porque eu não sei mais o que fazer para compensar.

-Não tem o que compensar. Você me traiu de livre e espontânea vontade e eu não sou de perdoar traições, Frey. — Enfatizou a parte final da sua frase, dando uma nota muito maior de raiva nessas palavras.

-Não foi uma traição. — Digo, só para tentar amenizar, mas só piorei as coisas.

-Ficar beijando o outro por aí, é o quê? — Contrapôs, me deixando sem argumentos.

-Não foi algo que eu planejei, foi só...  — Voltei a usar de argumentos, mas parece que minhas explicações só serviam para o deixar mais irritado ainda.

-Só o quê? — Avançou contra mim, parando poucos centímetros de mim, ficando olho a olho.

-Eu estava sofrendo, me sentindo sozinho e desamparado, e ele me ofereceu ajuda. Ruben me ofereceu conselho e carinho e era mais fácil falar com ele do que falar com você. — Argumentei como podia.

-Por quê? — Indagou-me friamente.

-Porque era difícil olhar para a sua cara e saber que a mulher que mandou que me estuprassem era a sua esposa, que ela me usou para ferir você. Isso dói, Uber e dói ainda mais porque sinto o quanto você se culpa e com a Amélia precisando de você, eu só... Me senti excluído, deixado de lado e Ruben se mostrou prestativo e eu estava frágil, deixei que ele se aproximasse de forma indevida e deu nisso. — Expliquei-me novamente. Queria mais do que tudo que ele perdoasse, que tentasse ver o meu lado, mas cada vez mais, penso que Uber é incapaz disso, pelo menos nessa situação.

Uber não se comoveu nem um pouco com as minhas palavras. E nem pareceu acreditar nelas, para ser honesto, acho que dando esse desabafo, só piorei a minha própria situação com ele, diante dos olhos dele, pois fiquei parecendo ainda mais covarde.

-Um dia, abominei Clarisse que nunca teve sequer a capacidade de assumir seus erros sem colocar outras pessoas na frente, culpar os outros e estou vendo a mesma ação em você. — Contou para me ferir. Era como se quisesse retribuir a dor que ele sentia, como se quisesse descontar em mim a dor que eu causei nele.

-Não me compare com ela, só estou me explicando. — Peço começando a chorar. Funguei duas vezes para evitar de despencar no choro.

-Não, você está sendo covarde a ponto de nem ter coragem de olhar nos meus olhos e admitir os seus erros sem colocar o seu sofrimento como justificava. — Vi nos seus olhos quanto ele estava me desprezando, quanto me condenava por minhas ações. Isso me feriu tanto que nem sem dizer o quanto.

-Então o que você espera que eu diga? — Perguntei entre lágrimas.

-Nada, não espero mais nada de você. — Senti a sua voz se implicar duramente na parte que implicava a mim. Uber está furioso, sei disso e está bem mais do que isso, está magoado e isso piora mais com esse sentimento se misturando a raiva. — Acreditei em você, pensei que era diferente de Clarisse, mas agora vejo que você é igual a ela. — Ele diz com lágrimas nos olhos e se vira de supetão. Vai até a porta da frente e saí por ela, praticamente se esquecendo que tinha acabado de chegar.

Ver aquelas lágrimas em seus olhos me fez sentir pior, pois ele é não de chorar na frente dos outros, sempre se faz de forte, mas não é capaz de fazer isso quando eu o machuquei e ele faz o mesmo comigo agora por sua raiva a qual não há muito mais o que dizer, pois todas minhas justificavas só fazem piorar tudo.

Dói ver como chegamos a esse ponto, como tudo simplesmente desmoronou na minha cabeça. Doí ainda mais ver como estamos quebrados a ponto de não podermos conversar sem que ele me magoe e sem que eu faça o mesmo com ele. Desse ponto, me pergunto se há o que fazer por nós que como Uber deixou claro, não existe mais e nem sei ainda vai voltar a existir algum dia. Não dá para saber com tantas paredes de dor e feridas sobre nós.

                                            €

Alguns dias depois, a situação entre nós ainda era muito complicada. Difícil de se lidar e parece que só piora a cada dia, pelo menos para mim. Depois da nossa última briga, Uber não fala mais comigo. De novo, ele escolheu o caminho do silêncio ao invés de ter uma conversa e mesmo doendo ver as coisas assim, sei que é melhor do que ficar brigando e gritando um com o outro e novamente, só deixei que as coisas se arrastassem.

Mesmo que sinta muita falta dele, que está dormindo no sofá desde então, não queria o ver longe de mim, mas ele estando em casa, já era uma conquista que não posso reclamar por ter, pois não tenho como dizer que ele está errado em se afastar de mim e como ele estava muito nervoso, deixei que as coisas se desenrolassem assim, para dar um pouco de tempo, para ver se acalmava a situação.

Como as coisas entre nós não melhoravam e tem uma criança entre tudo isso, a rotina de Amélia acabou voltando ao normal e depois de pedidos vindo de mim, e de Uber, ela parou de perguntar sobre coisas que mesmo que não entenda, percebe. Eu a levo para a escola e Uber a busca, e assim continua a vida, mesmo que entre nós não exista mais o diálogo que deveria existir.

Que se perdeu por causa dos meus erros e infelizmente, não posso voltar atrás no que fiz e nem posso fazer Uber me perdoar, então só deixei o tempo, ou melhor, os dias passaram. Achei que o melhor a fazer era deixar os dias passassem para que ele se acalmasse e que eu pudesse fazer algo mais do que ficar me justificando por coisas que penso que nem posso mais, pois não posso me ausentar de culpa, tenho plena ideia disso. E percebi com o passar dos dias, que ficar brigando não iria resolver nada.

Hoje decidi que iria ter um dia normal, tudo está mais calmo e com Amélia aqui, tenho mais o que fazer do que ficar trabalhando e como ela está bem desanimada porque a Lari não pôde brincar com ela por causa de uma consulta de dentista, ela resolveu ficar comigo, que faço companhia para ela, já que Uber está trabalhando no computador, ficando longe de mim.

-Está uma delícia esse bolo. — Ela elogiou enquanto comia o bolo de cenoura com cobertura de chocolate que eu fiz para ela, essa tarde.

-Obrigado, querida. — Agradeci e puxei a cadeira para sentar. — Se divertiu na escola hoje? — Resolvi puxar assunto, só para ter algo para conversar.

-Foi legal, mas a Lari passou todo o dia chorando. — Contou ela, se deliciando com o bolo.

-Por causa da dor de dente, né? — Observei. Os pais da Lari tinham até mesmo comentado isso quando ligou para avisar que a filha deles não iria vir aqui para brincar com ela.

-Isso, ela comeu doce demais. — Falou de boca cheia. — Foi que a professora disse.

-Hum, ela deve ter se esquecido de escovar os dentes. — Disse por dizer.

-Pois é. — Falou ela.

Fiquei a observando comer o bolo, pelo jeito que ela comia, parecia estar muito gostoso, mas não provava, por nãos sentir fome alguma e nem vontade de comer, mesmo que estejamos no meio da tarde. Acho que isso tem um pouco a ver com o meu emocional, que não anda nada bem, mas sempre deixo isso de lado, não quero causar mais dor a mim mesmo, e nem piorar a minha situação atual, emocionalmente falando. 

Depois que ela comeu todo o bolo, peguei o pratinho onde tinha o servido e fui lavar a louça suja, junto com o garfo e com o copo de suco que ela estava tomando a pouco. Fiquei conversando com ela sobre assuntos aleatórios como escola e outras coisas, enquanto a ouvia falar sobre as coisas da sua escola e reclamar um pouco sobre as lições que ela diz serem pesadas, fiquei a pensar que talvez, hoje, nessa tarde mais calma, possa parar e conversar com Uber. Tentar ter uma conversa que não esteja envolvida em briga.

-Frey, posso ligar o vídeo game no quarto? — Ela pediu depois de ficar entediada com o assunto que estávamos trocando.

-Sim, claro. — Permito sem problemas. — Só vê se não fica demais.

Ela assente e levanta da cadeira rapidamente, vai para o quarto.

Quando a vi sair, fiquei pensando novamente se dava para ter uma conversa com Uber, sobre o que está acontecendo entre nós. Talvez pudéssemos nos acertar para ao menos acalmar as coisas, se vai dar certo não sei, mas acho que não custa tentar. Levantei rapidamente, empurrei cadeira para o seu lugar e fui para o quarto, onde sabia que ele estava.

Fechei a porta do quarto ao entrar nele e ver que Uber estava lá. Ele sempre faz isso agora, fica no quarto quando estou na sala, e fica na sala quando eu estou no quarto. Ou seja, na maior parte do tempo, ele se mantém afastado de mim e faz questão de me fazer perceber isso.

-Uber... — Chamei incerto.

Ele estava com as costas escoradas na cabeceira da cama, com o notebook sobre o seu colo, estava acho que lendo alguma coisa. Pensei que ele me ignoraria de novo porque demorou a me responder, ou a reagir a qualquer coisa que eu dissesse. Mas diferente disso, ele fechou o notebook com violência, sem me olhar ainda, bufou e colocou o notebook sobre a cama, ao seu lado e finalmente, me olhou. Vi uma esperança nisso, pois era um sinal de que ele estava mais calmo e que poderia talvez me ouvir, quem sabe aceitar conversar comigo calmamente.

Fui na direção da cama e sentei de lado nela, pousei as mãos sobre meu colo e suspirei, olhando para as minhas próprias mãos. Não tinha muito o que eu poderia justiçar nem para mim mesmo e acho que ficar tentando fazer isso com ele, também não é certo da minha parte.

-Será que nós podemos conversar civilizadamente?! — Peço sério, sem olhar para ele ainda.

Uber também senta na cama, na mesma posição que eu.

-Você acha que merece? — Perguntou com dureza.

-Sei que não mereço, mas se ainda está aqui, é porque tem algo em você que sente que pode me perdoar. — Falo, contrapondo o que ele dizia.

-Está sendo um pouco precipitado, não acha? — Devolveu meio irritado ainda.

-Acho que um pouco, mas também sei que precisamos conversar sobre isso. — Falo sério.

Uber bufa com o que eu digo, me deixando meio confuso sobre ele estava pronto para me ouvir ou não. Bem, não sei dizer, só sei dizer que devíamos conversar. Era o melhor que podíamos fazer para nós dois, pelo menos é o que eu acho que devemos fazer, para talvez tentar consertar os erros, ou pelo menos, para ouvirmos um ao outro.      


Notas Finais


Até o Próximo!


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