História Cold Heart - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Personagens Originais, Victor Nikiforov, Yakov Feltsman, Yuri Katsuki, Yuri Plisetsky
Exibições 124
Palavras 2.416
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Esporte, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Alguém vivo depois do episodio de ontem? -q
Eu tenho algumas teorias do rumo que pode tomar o anime, quem quiser saber me segue no twitter, link no meu perfil!
Agora sobre esse cap, estou desenvolvendo a fase dos diálogos entre Victor e o Yuri, e preparando um mistério! Umas tretas estão por vir, junto com o inicio romântico dos dois! Essa fanfic não vai ser muito longa, no máximo de 10 a 15 capítulos, vou estar fechando a história!
(Perdoem quaisquer erros de digitação que vierem a ocorrer!)

Sem mais delongas, boa leitura a todos! ^-^

Capítulo 4 - Ice Tiger: O Tigre de Gelo!


Victor POV's

 

Com Yuri no hospital, cabia a mim descobrir o que acontecera naquela noite. Mas como eu faria isso? Muitas dúvidas e poucas certezas rodeavam a minha mente dia e noite. Yuri e eu estava morando juntos a pouco mais de um mês e eu sabia não muito sobre a vida dele e ele de mim quase nada. Por essa razão não conseguia pensar em quem poderia ter brincado com a mente dele da forma que brincou no ringue de patinação na noite anterior. Foi cruel. Quase sádico.

Quem poderia pensar em fazer algo do tipo?! Bem no fundo, algo me dizia quem era, lá dentro do meu coração eu sentia saber quem, mas minha mente estava bloqueada. O provável nome eu não conseguia pronunciar.

Fui tirado de meus devaneios, quando percebi que Yuri tinha acordado.

- O... o que...?

- Yuri!

- V-Victor... onde eu... estou? – indagou ele sonolento e de voz arrastada.

- No hospital.

- Hospital...? –  ele me parecia bem confuso.

- Sim, você não se lembra? – balançou a cabeça afirmando que não. - Você estava patinando comigo a algumas noites atrás... se lembra disso? – pela surpresa ele parecia ter tido um lapso de memória. O que eu faria? Contaria a verdade pra ele ou mentiria sobre tudo?! Decidi contar a verdade, mas por sorte o destino interveio e médica responsável por ele apareceu na porta do quarto me chamando pra conversar. Disse a ele que voltaria rápido e fui falar com ela.

- Doutora... Johnsson não é mesmo?!

- Sim, você é Victor Nikiforov certo? O que que ligou pra emergência?!

- Sim sou eu mesmo. Como o Yuri está?

- Sobre isso... Eu tenho duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que, dependendo do seu estado, ele pode ter alta ainda hoje.

- A ruim...? – enrolou-me um pouco.

- A ruim é que ele não pode mais voltar a patinar!

- O QUE? – questionei exaltado.

- Pelos detalhes que o senhor me deu, cheguei à conclusão de que Katsuki Yuri está passando por um quadro extremo de estresse pós-traumático. Eu já vi vários casos assim antes. O dele é mais grave, porque quando sua mente entra em choque por causa das lembranças, seu corpo reage da mesma maneira. Sua pressão pode ficar alterada, a respiração fica mais acelerada, pode sofrer de úlcera... dor fantasma por causa da fratura, é um caso raro, é, mas ainda sim acontece com ele...

- Isso é... horrível!

- Eu não queria ter que dizer isso a você, mas em caso mais grave, ele pode sofrer uma parada cardíaca, por causa do estresse extremo que seu corpo sofre. Na pior das hipóteses, ele pode acabar morrendo. 

- Não... – disse atônito. Eu não conseguia acreditar no que ela acabou de me dizer.

- Mesmo você já tendo me dito que ele está indo ao psicólogo regularmente, eu recomendaria uma internação numa casa de repouso, para tratamento. Se ele não consentir, como ele não tem familiares, não posso obriga-lo. Você parece ser o mais próximo dele no momento, então convença-o do melhor!

- Eu... Eu não...

- Eu sinto muito.

Era muita coisa para se absorver na hora. Como eu faria para ajudar Yuri a se reerguer disso? Como eu contaria pra ele sobre sua condição? O que eu vou fazer?  Como vou ajudá-lo? Não menos que isso, eu realmente posso ajudá-lo?

Voltei pra o quarto dele.

- Victor... O que a medica... queria?

- Ah... Ela só me fez assinar uns papéis e conversar comigo sobre sua alta.

- Alguma... Boa notícia?

- Sim... - menti. - Ela me disse que você pode ter alta ainda hoje!

- Seu rosto não parece... demonstrar isso... – sorriu. Eu sou mesmo um péssimo mentiroso.

- Eu disse a verdade. Eu só estou um pouco cansado... estamos aqui a quase uma semana...

Yuri me olhou assustado.

- U-uma semana...? O que... aconteceu...?

- Eu não Quero falar sobre isso agora... – disse tocando sua mão com carinho.

- Depois da alta eu te explico tudo, prometo. – disse tentando conforta-lo.

...

 

Passou-se um dia. A alta de Yuri atrasou um pouco por causa de um último exame que faltava para ser concluído. Mas depois disso, voltamos para o nosso apartamento. Yuri se sentia cansado e eu também. Preparei um banho de banheira bem quente pra nós. Sim, pra nós. Como era necessário eu estar perto dele, por causa da recém fragilidade, me propus a tomar banho junto dele.

- T-tem certeza de que precisa fazer isso Victor? – perguntou constrangido, na porta do banheiro enrolado na toalha. Na hora eu estava só de cueca box, uma vermelha, que gostava muito por sinal.

- Sim! Eu não vou entrar com você, vou ficar no chuveiro aqui do lado. Não se preocupe! É só por precaução que a medica me pediu pra fazer isso...

-T-tudo bem...

- Se precisar de ajuda com o cabelo é só me chamar...! – disse sorrindo de canto.

Entrei na água em seguida, deixando Yuri por conta própria. Tomamos banho ambos calados, sentindo a tensão da mistura de pensamentos e receios que pairavam no ar. Depois de algum tempo, desliguei a água, me sequei, vesti a roupa íntima e uma camisa branca. Ao sair Yuri também estava vestido, menos de blusa.

- Victor... pode me ajudar? – perguntou Yuri a respeito do cabelo. Ele mudou muito depois de me conhecer. Ficou mais bonito, de corpo definido e saudável, porém não abria mão dos longos cabelos negros.

- Claro...  – respondi. Ficamos alguns minutos em silêncio, onde eu apenas penteava os fios longos dele, com calma e devagar.

- Faz tanto tempo que não sei o que é a sensação de ter alguém penteando meus cabelos! – riu. - Desde... a minha mãe...

- Yuri...

- Quando eu estava no banho, comecei a me lembrar do que aconteceu naquela noite... acho que você e eu sabemos que não podemos continuar com isso não é verdade?!

- Sobre isso eu...

- Eu percebi tudo quando você entrou no quarto do hospital.... Seu rosto não mentia. Eu não vou fingir que não gosto da ideia de te ter aqui comigo, Victor. Você foi e sempre será meu grande ídolo e eu sou muito grato por ter salvo minha vida aquele dia e por estar comigo aqui agora... Porem eu não posso ficar empacando sua vida. No fundo eu sei que você sonha em fazer um retorno triunfal a patinação, mas...

- Você acha que você está me atrapalhando por eu estar aqui cuidando de você não é isso?

- E não é a verdade? – disse, virando o rosto e me olhando tristemente.

Me levantei e amarrei seus cabelos já penteados.

- Não é a verdade. Eu estou com você a mais de um mês então acho que é o momento certo de te contar isso. – disse me colocando ajoelhado de frente pra ele. - Eu não patino mais, porque eu enfrentei uns problemas pessoais com meu antigo técnico, Yakov Feltsman e depois disso fui banido do esporte, pela Federação Russa.

- Você foi... banido...? Mas porquê? – questionou-me surpreso.

- Sim, fui banido. Nossas constantes brigas, nos bastidores das competições, foram tomadas pela Federação como uma afronta a hierarquia e depois da minha medalha de prata no Grand Prix, antes do último que aconteceu, eu fui banido. Eles me disseram que cuidariam da base, dos novos talentos que surgiriam e que eu não estava mais com idade para competições.

- Mas... não faz sentido... você tem muito talento para ter sido banido só por causa disso! – exclamou exaltado, se levantando. - Mesmo tendo brigado com seu técnico, ou o caralho que for, você é Victor Nikiforov! Uma lenda viva da patinação Russa! Não há ninguém lá melhor do que você!

- Eu me sinto lisonjeado, Yuri, mas por outro lado eu pude decidir com calma o faria com a minha vida. Eu pude abandonar a rotina incessante, quase torturante de treinos, passear com meu cão, sentir a neve em meu rosto, ir ver o sol nascer entre as nuvens... e graças a eles, eu pude conhecer você!

Yuri ficou todo vermelho com essa última.

Eu queria muito ter dito a ele, tudo, realmente queria muito... mas isso o faria me ver como um covarde que sou.

- De qualquer forma, ficar com você, de certa forma me faz bem... eu ainda não sei classificar essa sensação, mas eu me sinto ... quente por dentro, quando penso que estou fazendo bem para alguém e se ainda por cima, esta pessoa for você.

- V-Victor...

- Olha só que coisa estranha?! – disse cortando o assunto. - Ficamos tanto tempo falando que acabamos esquecendo que ainda estamos no banheiro! – gargalhei. - Pegue uma camisa Yuri, ou você vai acabar ficando resfriado. – pisquei pra ele e saí em seguida.

Não quero que ele pense que estarei desistindo dele tão fácil assim! Ainda pensarei em algo...! Mas antes disso... eu tinha que descobrir quem tinha feito aquilo com a gente.

Yuri e eu ficamos a noite toda sem falar mais naquele assunto. Nós estávamos deitados no sofá vendo TV, ele deitado com a cabeça no meu colo, eu fazendo carinho nos cabelos dele, o que se tornou um hábito nosso. Ele não ficava constrangido nem muito envergonhado com isso, isso lhe passava paz. Talvez ele sentisse que tinha algo maternal no ato e não se opunha. Depois que ele dormiu, peguei meu celular e liguei para Ryuka, dona do ringue de patinação, onde Yuri e eu estávamos e onde tudo aconteceu.

- Ryuka-chan, aqui é Victor Nikiforov.

- Nikiforov-san! Eu soube do que aconteceu com vocês aquele dia! Yuri-san está bem?!

- Sim, sim! Já estamos em casa e ele está melhor.

- Isso é ótimo!

- Mas eu não liguei por isso... Eu queria perguntar uma coisa. Bem, eu notei que vocês tem câmeras de segurança dentro e fora do ringue, você por acaso tem as cópias das fitas de segurança dessa semana?

- Sim, tenho backup de todas as fitas!

- Posso ir vê-las amanhã de manhã? É um assunto importante...

- Ah... sim claro! Estarei aqui o dia todo, para inspecionar uma manutenção, então pode vir quando quiser.

- Obrigado Ryuka-chan, você é a melhor. Tenha uma boa noite!

Depois de desligar o telefone, tomei Yuri adormecido em meus braços e o levei para a cama. Desamarrei seus cabelos, o cobri e antes de sair dei um beijo em seu rosto.

- Boa noite Yuri... – sussurrei baixinho no pé do seu ouvido.  

Uma mãe? Um pai? Amigo...? Um namorado...? O que serei pra você Yuri...?

 

Yuri POV’s

 

Depois de uma longa conversa, pouco convencional, dentro do banheiro, que Victor e eu tivemos, acordei cedo e tomei uma decisão. Não poderia deixar que nós dois terminássemos assim. Não depois de tudo que ele fez por mim! Seus olhos ontem, estavam mentindo. Não entrava na minha cabeça que ele foi banido da patinação por um motivo tão estupido. Seu rosto era de alguém que ainda tinha muito para oferecer no esporte e na vida. Eu não sabia o que realmente aconteceu. E sabia também que não podia deixar todo o sacrifico que ele estava fazendo por mim ser em vão, por causa das minhas constantes covardias e desistências.

Levantei da cama logo depois do horário que o Victor saía para fazer sua caminhada matinal e liguei para um contato que tinha a muito tempo.

O que ele tinha, poderia me ajudara me reerguer na patinação.

O tratamento psicológico ia demorar muito para fazer efeito e mesmo sendo uma coisa ruim, aquilo poderia me ajudar com os treinamentos e com meus ataques de pânico. Pelo menos era o que eu esperava.

O contato não me atendeu logo de cara, como era o protocolo. Primeiro eles checavam o número e depois retornavam. Conversei com um homem de nome Law, claro que era falso. Eu disse a ele o que eu queria, ele me disse o preço e depois me indicou onde esperar o atravessador. Conhecido como Ice Tiger, ou Tigre de Gelo.  

Mudei de roupa e deixei um bilhete para Victor, dizendo que tinha ido no hospital buscar um pertence meu que eu tinha deixado lá. E que não era para ele se preocupar com nada.

Peguei um taxi na porta do prédio e parei a poucos metros do local marcado. Law me disse que o atravessador estaria usando uma jaqueta preta e amarela com um símbolo de tigre estampado nela. Eu olhei para todos os lados da rua e o vi parado atrás de um poste do outro lado. Ele me olhou e pelas características que passei a Law, me reconheceu. Andou até um beco perto do poste e eu o segui.

- V-você... Você é o atravessador, o Ice Tiger?!

- Quem faz as perguntas aqui sou eu! Você por acaso é o tal Katsudon que Law me falou?!

- S-sim... sou eu.

Ele começou a dar gargalhadas de mim e foi se aproximando de um jeito muito assustador. Tirou o capuz da cabeça e me olhou no fundo dos olhos, com aqueles olhos verdes apagados... uma combinação estranha de beleza e pavor...

- Você me parece ser só um daqueles garotos mimados, que vive reclamando para mamãe de como a vida tem sido cruel e injusta com você, mas não tem coragem de mover o traseiro do lugar para mudar as coisas, não é mesmo?!

- I-isso não é verdade! – retruquei. Depois de negar, fiquei com medo de que ele fizesse algo, porque esse tipo de gente é sempre muito perigosa.

- Não? Tem certeza?! Se isso é verdade, então porque está comprando isso?

- N-Não é da sua conta!

- Ooh... o porquinho sabe falar! – disse. Ele tomou distância e me acertou com uma voadora no estomago. Caí no chão com a força do impacto, derrubando uma lata de lixo que havia atrás de mim.  

Ele caminhou em minha direção e jogou a sacola com o pacote que eu queria, no meu colo.

- Vejam só o porquinho.... Está no lugar que tem que estar. No lixo! – riu.  - Uma semana. Trinta mil ienes.

E saiu caminhando pra fora do beco.

Abri a sacola e lá estava uma caixa de isopor com um frasco e algumas seringas... a fechei, me levantei em seguida.

- Espere por mim Victor... Eu vou me recuperar disso e vou fazer valer sua companhia, seu carinho, seu sacrifico! Só espere mais um pouco! Vou ganhar o Grand Prix e te deixar orgulhoso! 


Notas Finais


E então, o que acharam do cap? o/ Estou preparando o terreno pro Plot Twist! Acho que ficou na cara quem é o Tigre de Gelo né? >o< '
Você que está lendo, qual sua expectativa pros próximos capítulos? Comente aí em baixo!

Até o próximo cap ^^


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