História Cold Hearted - Capítulo 18


Escrita por: ~

Visualizações 17
Palavras 2.780
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Foi mal pelos 3 meses de demora...
Como escrever ajuda a aprimorar a escrita, decidi praticar mais, e para isso usar a fanfic
Boa leitura <3

Capítulo 18 - Decisões


Fanfic / Fanfiction Cold Hearted - Capítulo 18 - Decisões

What in the world

Does your company take me for?

Black bandana, sweet Louisiana

Robbin' on a bank in the state of Indiana

 

 

 

 

Ao abrir a porta de casa, apoiada no Jack, vi meus antigos pais, meu antigo irmão e Estela sentados lado a lado no sofá.

- Fudeu.... 

 

 

POV Anna

   Toda a longa noite se passou em uma questão de tempo. Acordei com o sol nos meus olhos, o que significa que é de tarde. Minha vista dói por conta da claridade.

     Memórias da festa? Pss, só o início. Mas tenho certeza que fiz merda. Sempre faço.

   Pelo que eu percebi, não tinha ninguém em casa. O primeiro sinal de vida naquele dia foi um copo quebrando na cozinha. Fui até lá. Johnson limpava os cacos de vidro que tinha derrubado.

- Cuidado aí! – gritei antes que ele conseguisse pisar no afiado caco atrás de seu pé. Ele pulou e saiu do tal campo minado. Virou para mim e parecia espantado.

- Finalmente acordada, Violet. – de imediato reconheci a voz, era Maxie, o meu ‘irmão’. Me virei e ele estava de costas sentado no sofá.

- Sabe, a sua amiga, Estela, não quis nos contar onde você estava, por isso tivemos que seguir ela. Chegou a hora de voltar, irmãzinha. – Procurei meus pais na sala, mas não os encontrei.  – Papai e mamãe não querem ter essa conversa com você.

- Vocês são ridículos.

- Aquela outra família tem a sua guarda? Porque nós, ridículos, temos. Queremos que você volte.

- A última vez que te vi não parecia que queria que eu ficasse.

- Eu não sabia o quanto você fazia falta. Sabe o  de eu porque ter te roubado? Não foram nem meus pais, mas eles estavam brigando tanto! A minha mente de criança não parecia pensar, mas nas histórias, eles diziam que quando eu era bebe eles eram unidos. Outro bebe os deixaria unidos novamente? – eu não sabia o que responder. Um ato tão inocente, causando tanta discórdia.

- Você é salvadora dessa família, Violet. Volte para nós.

- Eu achei a minha família de verdade.

- Volte para nós.

   Nem percebi quando ele foi embora. Me acordei do transe com Estela me sacudindo.

- O menina táix bem? – perguntou-me.

- Ué, quando foi que ele saiu?

- Dois minutos. Sei lá. Deve ser isso. - fez uma pausa. -  Ei Carter devolve essa chave! – Correu atrás dele e tomou-lhe a chave.

- Que chave é essa? – perguntei.

- Uma é da minha casa, outra da minha casa de praia.

- Ui, que rica!

- Meus pais. Mas por falar em pais, você sabe que seu irmão não vai te deixar em paz né?

- Sei. Aquele lá é possessivo.

- Meninas, falando mal do Matthew! Peguei no flagra! – Aaron tirou a câmera debaixo da coberta e apontou para nós. Jogamos várias almofadas nele, porém o mesmo se abaixou e uma almofada atingiu um pote de vidro.

- HOJE É O DIA PRA QUEBRAR AS COISAS, NÃO É! 

- Ué Hayes, você reclama que quebramos os móveis da sua casa mas você não reclamou quando quebrou o coração da Beth! – Estela exclamou.

   Depois de muitas risadas, assisti um filme junto com o JG e o Taylor. Nem assisti direito, os dois ficavam toda hora querendo tirar selfie. Lotamos a memória da câmera.

   Subi para meu quarto. Na mesa ao lado da porta havia um bilhete. Nele estava escrito: “ vá, ele não vai te deixar em paz se não evaporar por um tempo.” E embaixo um endereço. Abri a gaveta e encontrei a chave da casa de praia da Estela. Ela queria que eu sumisse sem dar explicações pra ninguém? Se bem que eles já deviam saber. Decidi pensar ao ar livre. Faria bem pra mim.

 

  Encostada em um carro, com a decisão já tomada, escutei alguém cantando:

- She don't even know, Who I am but she diggin' me still; I said, she don't even know, Who I am but she diggin' me still, I said – vi Johnson chegando pelo canto do olho.

- Música legal. Tem um bom ritmo, mas uma letra meio... ousada? – arregalou os olhos, e procurou o dono da voz até que me viu.

- Obrigado... na verdade não está pronta ainda, mas é bom saber que você gostou. – sorriu.

- Ei, sabe como chegar nesse endereço? – Peguei o papel que Estela me deixou e entreguei a ele.

- Sim, é a casa de praia da Estela, mas por que?

- ... Nada não. – hesitei em contar sobre ir passar uns dias lá, talvez fosse melhor se ele não soubesse. – Ei vamos jogar basquete?

- Você joga? – Arregalou os olhos.

- Yep.   

   Depois de muitas cestas (fiz a maioria), peguei meu celular e a bola, e joguei pra trás. Acertei em cheio.

- SWAGG – coloquei os óculos escuros. O vine acabou assim.

- Grava vines também? Uow, essa é nova.

- Ei sabe por que o anão só surfa na cozinha? – negou. – Porque lá tem micro-ondas.

- Essa foi horrível. Incrivelmente horrível.

- É eu sei.

- Estou com fome, vamos entrar? – assenti.

- O que você vai fazer pra a gente comer?

- Eu que vou ter que fazer? Que vagabundagem é essa? – seus ombros levantaram-se e ele fez um expressão fofa.

- Own você é tão fofa.

- Eu não sou a fofa aqui. – sorri e ri também.

- Não eu não acho isso. –

- E aí Johnson vamos parar de flertar com a minha irmã? – Matthew disse enquanto entrava em casa.

- Afinal ele está vivo! – exclamei. Ele tirou seus óculos espelhados e sorriu.

- Trouxe comida para nós.

- AÍ SIM! – Johnson sorriu e eu o olhei feio.

- Você está implicitamente dizendo que eu cozinho mal? – semicerrei meus olhos.

- Nunca ninguém provou sua comida aqui ué... – ao invés de responder, peguei o saco plástico da comida joguei nele, mas o mesmo desviou. Olhou pra mim e sorriu ironicamente: - Errou!

   Antes que eu pudesse chegar ao sofá para pegar as almofadas, Hayes entrou na sala de mau humor.

- Peguei no flagra, hm?

- Eu não ia fazer nada! – Levantei os braços em forma de rendição.

- Que seja. – Jogou a chave de sua moto na mesa e subiu as escadas.

- Vou ver netflix. – falei, e cai no sofá.

- Vai ver o que? – G perguntou, entrando na cozinha.

- American Horror Story.

- Tiraram da netflix, sabia? – JJ riu.

- Vou assistir qualquer série aí então, tanto faz. – J e G sentaram um de cada lado meu e começamos a assistir The Following. Já era meia noite e meia quando acabamos a primeira temporada.

- Esse final foi destruidor! – G gritou com uma voz afeminada.

- Não me sentia triste desse jeito há um tempo. – falei, surpresa com o final.

- AS AULAS FORAM CANCELADAS, AÍ SIM! – Taylor gritou entrando na sala.

- Por que? – Nash perguntou.

- A previsão de amanhã é pra dar uma nevasca muito grande, e sei lá, vai nevar por umas três semanas... – Lox, que eu não via há muito tempo, disse.

- Uma “frente fria” está vindo do Norte, e como aqui já é frio... – Matthew continuou.

- Na praia fica frio também? Quero dizer, neva lá? – perguntei.

- Misteriosamente, sim. – Cameron respondeu. – Do mesmo jeito, eu vou levar a Estela pra casa de praia dela, vamos passar um tempo lá.  – Estela, agarrada nas costas dele, assentiu, e piscou pra mim. Sorri de volta.

- Vamos estocar comida pessoal, tragam suas roupas pra minha mansão porr@!! – Taylor exclamou, realmente muito feliz.

- Vamos no bar do Araújo depois? – ouvi Gabi perguntar para o Shawn.

- Onde fica isso? – respondeu. Ela abaixou a cabeça, ainda meio abalada. Sentia saudade de todos reunidos, mesmo que pouco tempo separados. Subi pra arrumar a malona que levaria quando Estela e Cam me levassem até a casa da praia junto com eles. Quando terminei, escutei alguém vindo e joguei a mala pela janela.

- Que barulho foi esse? – G perguntou.

- Não sei... – respondi, e ele foi olhar pela janela.

- Tem uma mala lá.. espera, você vai junto com a Estela e o Camzy?

- Cada vez mais seus apelidos pioram G!

- Não vamos mudar de assunto, certo? – perguntou, sorrindo.

- Eu vou, mas sei lá, deixa todo mundo se desesperar pensando que fugi, G.

- Facetime, ok? É pra usar.

- Tenho escolha? Ha ha ha!

  Riu e saiu do quarto, desci pela janela e peguei minha mala. Coloquei-a no porta malas e subi as escadas novamente.

- BOA NOITE GENTE – gritei antes de fechar a porta. Alguns responderam, outros não. Cameron e Estela mandariam uma mensagem para saber quando descer pra ir.

   Após algum tempo, todos foram dormir e eu recebi a mensagem deles. Desci pela janela e entrei no carro.

- Partiu, então? – Estela perguntou. Assenti sorrindo. Estela ligou a música e Cameron acelerou o carro, e com o passar das músicas e dos minutos eu dormi.

                   

  Acordei com um barulho muito alto no meu ouvido, era uma mulher gemendo e o volume estava no máximo. Levantei desesperada  bati a cabeça. Tirei os fones da minha cabeça.

- Se superaram dessa vez hein...

- Essa vai pro Vine, boa Estela! – falou Cameron, e fizeram um toque estranhíssimo em que no final se beijavam.

- Own, que fofos, acho que me confundiram com um... hm, poste? – Estela riu e se babou, e dessa vez quem estava gravando era eu. – Instagram lá vamos nós. – abri o instagram e postei o vídeo do toque deles.

- Por que paramos? – perguntei.

- Chegamos. – Estela respondeu sorrindo. A casa não parecia de praia, mesmo sendo um pouco... “pequena”? Comparada à casa onde estávamos, essa podia ser considerada pequena.

   A casa era verde-limão com janelas e portas brancas, assim como o telhado. Havia uma piscina aos fundos, assim como uma quadra de basquete, que podia ser usada pra vôlei e futebol. A frente da casa era composta por um jardim cheio de camélias e uma grama, cortada por um caminho de pedras para a garagem e outro para a porta de entrada. Meu queixo estava no chão.

- Eu sei, eu sei. Linda e maravilhosa, perfeita assim como eu. – Estela riu, reparando na minha admiração. Os pais dela eram ricos mesmo.

- Meu quarto fica? – perguntei quando entramos.

- Olha... como eu e o Cameron temos nosso quarto com metade do telhado sendo vidro, vamos te deixar ficar no quarto mais alto da casa! Ele também tem um teto de vidro, um banheiro luxuoso e muitas coisas que eu sei que você adora! – sorriu, e sorri também.

- Vamos maratonar o que depois? – Cameron perguntou.

- Vamos zerar supernatural, as temporadas que tem na Netflix até o final das três semanas! – respondi.

- É muito Anna, táix louca? – Estela falou. Sempre queríamos ver sobrenatural embora nunca tivéssemos tomado a iniciativa.

- Vou pro meu quarto. Vou descer em uma meia hora, eu acho.

   Peguei minhas malas e subi a rampa (sim, além de escada também tinha uma rampa) com facilidade. O segundo andar tinha 13 quartos, pelo que consegui contar. Já o terceiro tinha uns 2, e também uma hidromassagem ao ar livre junto com um varal e umas cadeiras de tomar sol. Subi até o quarto andar, que era inteiro meu por só ter um quarto, e abri a porta.

    O quarto era um luxo mesmo. Com duas camas de casal, uma debaixo do teto de vidro e outra não, um guarda roupa gigante, um mini-bar, e por toda a extensão do quarto até a porta do banheiro tinha um tapete. Decidi ligar pelo facetime para o Matthew.

- SUMIU HEIN? – perguntou.

- Math, você não imagina onde eu estou.

- Em Alagoinha? – fez cara pensativa.

- O que? Não mané, na casa de praia da Estela. Este quarto é demais! – exclamei e girei o celular pra ele ver a extensão do quarto.

- Uow, queria estar aí, mas por que você foi sem avisar ninguém?

- Queria que pensassem que eu tinha sido raptada ou alguma coisa assim... – segurei um sorriso, e ele semicerrou os olhos.

- Mas sabe o que eu trouxe junto? Seus óculos. – falei e tirei da minha bolsa o óculos espelhado dele.

- Te mato ainda, ouviste bem?

- MATTHEW VEM COMER – escutei a voz de alguma menina desconhecida e olhei maliciosa para ele.

- Hm safado... – ele revirou ou olhos.

- Tchau mana, vou ter que comer “comida” – fez aspas com as mãos, acenei e desliguei a chamada. Em seguida desci pra comer.

- Bro, o tempo não está tão melhor aqui... – Cameron estava com o computador aberto em uma webcam com os meninos, e desviei pra não ser notada. Não deu muito certo pois mesmo a câmera estando voltada para outra direção eu tropecei no sofá e meu celular caiu depois de mim.

- Tem mais alguém na casa além de vocês dois? – perguntou Jack G, provavelmente desconfiado.

- Olha, na verdade, tem sim. – respondeu Estela – Ow Cassie, chega mais aqui!

   Uma garota loira entrou na sala tropeçando, e quando chegou atrás dos dois, sorriu.

    Estela começou a explicar.

- Pessoal, essa é a Cass, minha prima, que mora ao lado da minha casa e cuida daqui quando não estou.

- Ahn.. oi? – Cassie cumprimentou.

- Ela tem quarto na casa? – disse Taylor.

- Tem um quarto pra cada um de nós lá, mané! É claro que tem! – respondeu Carter.

    Continuei meu caminho até a cozinha, e depois de uns segundos a desconhecida veio atrás de mim.

    Ela era bonita, e também não tinha o ‘corpo perfeito’ que toda a sociedade gosta e quer. Parecia tímida, bem ao contrário da Estela.

- Oi Anna – disse ela.

- Oi, Cassie – sorri, quem sabe talvez assim ela se sinta mais confortável.

- Espero que não se importe se eu ficar aqui durante a nevasca que vai dar amanhã, meus pais viajaram e eu não quero ficar sozinha em casa..

- Não, tudo bem, eu vou gostar de ter companhia e não precisar segurar vela toda hora... – gesticulei com as mãos e apontei para o casal que ainda estava na chamada. – Ei, quantos anos você tem?

- 15.

- E você conhece os meninos?

- Sei quem são e os nomes, agora, conhecer...

- Ei, eu e o Cameron vamos no mercado, querem vir conosco?  - Estela, apoiada na porta, perguntou.

- Eu vou. – respondi, entretanto Cassie gesticulou que não.

- Preciso limpar a cozinha. – foi a explicação que ela deu.

     Fomos ao mercado, mas como somos muito responsáveis, esquecemos o cartão e o dinheiro também, acabamos por empurrar os dois carrinhos garagem abaixo e sumir com eles até chegar em casa, ou seja, o Cameron voltou com o carro e eu e Estela fomos levando os carrinhos lotados a pé. Passamos frio, a neve seria só no dia seguinte felizmente, mas o frio parecia dar-nos a sensação de estar nevando. Tiramos algumas fotos, e no meio do caminho Estela parou e disse:

- Tá vendo aquele gatinho ali? Meu vizinho. O nome dele é Alisson, mas ele é gay.

   Chegamos em casa e a mesma estava um lustre, Cassie sabia mesmo como limpar bem.

   Depois de comer alguma coisa, subi as escadas e fui dormir, olhando para as estrelas e desejando coisas que eu não podia ter.

3 dias depois

   O efeito do frio era grande. Começou a nevar, e a casa ficou coberta de neve. As janelas pareciam querer quebrar por causa da pressão imposta à elas. Fechávamos as cortinas por medo.

   Eu e Cassie viramos super amigas, pois uma fazia companhia para a outra quando Estela e Cameron transavam. Fiquei super feliz ao saber que as paredes eram grossas e não se escutava som.

     Eu e ela compartilhamos muitas coisas em comum, como por exemplo, séries, livros, gosto por história, miopia, um quarto super enfeitado...

    Eram três da manhã do quarto dia que eu passaria ali, e estávamos assistindo Projeto X quando nos veio a ideia de fazer uma festa. O único problema era que teríamos que pedir à Estela liberar a casa.

     Cassie já dormia quando o som de uma campainha repercutiu pela sala. Quem seria o louco de bater na porta se o caminho até a porta não estava acessível? Ou será que estava? A neve pode ter derretido.

    Tentei olhar pela cortina para ver quem estava ali a essa hora. Não seria vítima de assalto. Não consegui enxergar nada além de uma moto na sacadinha. Como não a ouvi?

     Precisei empurrar a porta, a mesma estava emperrada por causa do gelo. Ao abrir a porta, tive uma surpresa.

- Como você chegou aqui?

    

 


Notas Finais


Até o próximo <3
(prometo que trago o mais rápido o possível eiaehabkjfsdaguf)

~~Pelo que no mundo
Sua companhia me leva?
Bandana preta, doce Louisiana
Roubando um banco no Estado de Indiana ~
- Dani California, RHCP


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