História Cold — Imagine Mark Tuan. - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Imagine, Mark, Romance
Visualizações 203
Palavras 2.074
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Romance e Novela, Saga
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oláaaaa, quero agradecer a @wtfmm por ter cedido a oportunidade de iniciar essa estória, estou ansiosa sim, pq? Pq eu simplesmente amei a ideia, e espero que vcs também ❤

Capítulo 1 - Dia de inverno.


Fanfic / Fanfiction Cold — Imagine Mark Tuan. - Capítulo 1 - Dia de inverno.

O vento gelado batia contra meu rosto, meus lábios tremiam ao sentir a brisa, era um dia de inverno, eu estava bem agasalhada, luvas, casaco, touca, cachecol, exigência de minha querida omma. Era engraçado o fato de sentir um frio na barriga, uma ansiedade que se alastra por todo o meu corpo ao comparar esse frio com ele, o meu querido Mark Tuan, era engraçado a forma que esse inverno me fazia desejar tê-lo para mim, apesar de todas as investidas que fiz, Mark sempre as rejeitava mas eu sei que uma hora ele irá ceder, é apenas uma questão de tempo. 

— Bom dia senhorita. – o senhor da venda da esquina aqueceu meus ouvidos com esse cumprimento caloroso. Sorrio como resposta e prossigo meu caminho, me perco em pensamentos enquanto analiso as pegadas que deixo sobre a leve camada de neve que cobre a calçada.

Eu adorava esse clima, gostava do céu na tonalidade cinza, gostava do som que ecoava ao pisar na neve, esses dias eram os mais belos do ano, é a época mais fria na qual eu apelidei gentilmente de Mark. 

— Bom dia ____. – Kim Yugyeom surpreende-me ao me cumprimentar de repente, o mesmo estava com aquele casaco que eu tanto amo, sua boca estava tão avermelhada e um vapor condensado escapava de seus lábios entreabertos. — hoje está muito frio, né? – acompanhou meu ritmo na caminhada, Kim esfregava suas mãos uma na outra, aquecendo-se. 

— pegue isto. – entrego-lhe um pacotinho de kairo, o mesmo aceita e esbanja um sorriso satisfeito. — tá muito frio, mas eu gosto assim. 

— gosta porque você é maluca, porque aquele Mark é frio, e qualquer coisa que te cause frio, lembra ele, estou errado? – Yugyeom cessa os passos em minha frente, observo o maior fazer um bico adorável, sua pintinha abaixo do olho direito nunca havia ficado tão evidente, era um charme a parte. Kim Yugyeom ficava encantador no frio e eu aqui parecendo algum alimento congelado. 

— está. Eu sempre gostei do frio. Eu já lhe disse Yugyeom, Mark vai ceder, já tive muito progresso desde o ano passado. – deixo um sorriso tímido escapar de meus lábios ao relembrar do dia em que Mark optou fazer um trabalho em dupla comigo, depois de muito insistir, ele aceitou, foi a melhor semana da minha vida. 

A conversa se encerra, caminhamos vagarosamente até o portão principal, as árvores do jardim estavam cobertas por neve, o campo de futebol agora estava interditado, a neve havia cobrido boa parte, observo as garotas sorrirem uma para as outras enquanto caminham, alguns garotos fazem piadas, nas quais eu nunca entenderei, momentos como esse faziam meu peito arder em felicidade e amar mais ainda minha juventude, eu penso que eu nasci para contemplar esse mundo. 

— olha quem está ali conversando com uma garota. – Kim esbarra seu ombro de leve no meu, chamando minha atenção, procuro a direção para qual ele prestava atenção. Sinto um desconforto sem igual ao vê-lo conversar con Cady, a estrangeira oferecida. — é melhor você não ir lá, Mark só irá lhe humilhar mais uma vez. – Yugyeom se coloca na minha frente, empatando a visão que tinha sobre os dois, expiro e assinto para o meu amigo.

— você tem razão, depois eu pergunto para ele. – agarro seu braço direito e saio puxando-o para sala, Kim apenas me segue sem pestanejar. 

Sentia meu corpo mais pesado que o normal, um incômodo que causa rebuliço em meu estômago, meu peito se enche com um aperto esmagador, era como se alguém apertasse meu coração com toda as forças, e eu sabia exatamente o porque de todo esse misto de sensações, era o ciúmes, a insegurança que já havia se tornado minha velha e fiel amiga, Mark ainda não havia retornado a sala, meu interior gritava, esperneava para correr até eles dois e tirá-lo de suas garras. 

Eu sempre soube que era unilateral, muitas das vezes pensei em desistir mas tem algo nele que me motiva a continuar todos os dias, ele já não me xinga mais, nem pede para que o deixe em paz, Mark está abrindo seu coração para mim aos poucos mas nem isso ele percebe. Sinto uma ansiedade repentina, quero ver seus lábios rosados, contemplar o seu cabelo arrumado de forma desajeitada, poder sentir seu perfume adocicado, e ouvir aquela voz rouca que me tira do sério. 

— _____? – meu coração dispara instantaneamente ao ouvir a voz na qual eu reconheceria a quilômetros de distância, vislumbro o movimento abrupto que ele faz enquanto retira seu casaco, Mark trajava a camisa com gola alta que eu tanto amava, eu adorava o jeitinho em que seus brincos balançavam a cada movimento dele. — você poderia sair da minha mesa? – Mark despeja seus materiais sobre a mesa e só então minha ficha caiu, meu corpo já está tão acostumado a deseja-lo que acaba indo de encontro a seus pertences. 

— desculpe. – respondo quase inaudível, passo meu dedo indicador em sua mão antes que eu levante e me afaste, mas foi o suficiente para que Mark soltasse um suspiro impaciente, talvez hoje não seja um bom dia para ele. 

— apenas vá _____, não tenho tempo para suas carências. – diz ríspido enquanto interrompe o pequeno ato de carinho, deixo um suspiro cansado escapar e direciono-me para a mesa atrás da sua. 

JinYoung caminha a passos rápidos até minha mesa, onde se agacha ao meu lado, um sorriso divertido brinca em seus lábios, observo o garoto repousar sua mão direita sobre a minha, deixando pequenos rastros de carinho. 

— como está? – seu sorriso se desfaz assim que ele nota a presença do Mark na mesa ao lado. — você não quer sentar comigo? Acho que é aqui não é um bom lugar. — Jinyoung deu ênfase a última frase, enquanto olhava com desdém para Mark, os dois nunca se deram bem, desde o início do ensino médio, onde Mark respondeu com arrogância um pedido seu. 

— estou bem, obrigada. Não se preocupe, está ótimo aqui. – sorrio para ele, o mesmo consente, sorrir pela última vez e se afasta, indo até sua mesa. 

— eu odeio esse cara. – Mark deixa escapar em voz alta, apoio meu queixo em minha mão enquanto analiso esse ângulo maravilhoso que a mim é cedido, sua nuca coberta pela malha da camisa, é sexy, o corte do seu cabelo é sexy. Tudo em Mark Tuan é sexy. 

— eu adoro quando você ajeita seu cabelo assim. – permito-me tocar em uma pequena mecha, mas logo Mark retira minha mão. 

— vai bagunçar mais ainda meu cabelo. E eu já sei tudo o que gosta em mim, você diz isso todos os dias. – posso sentir que ele está revirando os olhos, Mark não se vira para me encarar, como sempre. 

— Sabe Mark, e se eu desistisse de você? – pergunto de maneira sofrega, continuo observando-o, Mark vira-se de supetão com um olhar irritado. 

— já devia ter feito isso a muito tempo, eu já lhe disse que eu não namoro. Eu não quero isso para mim. Faz o que bem entender. – suas palavras grossas atiçam minha raiva, Mark tende a me responder dessa forma, mas hoje eu não irei aceitar essa atitude. 

— Mark, eu sei que você gosta de mim. – dou de ombros e levanto-me. — você pode até não querer dá o braço a torcer, mas um dia será tarde demais. –corto a sala a passos lentos, sinto meu peito descer e subir de forma rápida, meus olhos adquirindo certa ardência, deixo a sala sem nem olha-lo uma última vez, ele usava a lente que eu adorava, sorrio involuntariamente, mas logo deixo isso de lado. 

Ouço o sinal e volto novamente para sala, mas dessa vez procuro uma carteira vaga próximo ao Kim, decido tentar uma nova tática, se eu o ignorar, será que ele virá atrás de mim? 

— Yug, pode pegar minha bolsa lá? – sento na carteira vazia a sua frente, aponto para a mesa na qual estava, ele sorri e anda em direção a minha antiga mesa. 

Olho de relance para Mark, o mesmo continua concentrado em seu caderno, antes que ele me notasse, giro meu corpo em direção ao professor que acabará de adentrar a sala. 

— toma, mas por que tão de repente decidiu sair do seu lugar sagrado? – nós dois rimos da sua pergunta, apenas meneeio a cabeça em negação e pego minha bolsa de suas mãos. 

[...] 

—_____, o diretor está lhe chamando. – o supervisor do colégio informa enquanto lia o bilhete surrado em sua mão. 

— Por que? – indago receosa, tento buscar em minhas memórias qualquer coisa errada que eu tenha feito, mas nada vem, pois eu nunca fiz algo de errado, acompanho-o pelo corredor, o ranger do seu sapato social era o único barulho presente, o mesmo havia ignorado meu protesto. 

Engulo a seco quando deparo-me com o diretor, nada amigável, em sua cadeira, com um olhar assustador, sento-me diante ele, observo cada detalhe da diretoria, uma cafeteira velha, cores opacas nas paredes, um pilha de papéis na mesa de madeira, enormes quadros com fotos de todos os diretores que já comandaram a instituição, um pigarro forçado chama a minha atenção. 

— você sabe por que está aqui? – o diretor apoia seus dedos entrelaçados sobre a mesa, recosta-se na cadeira de couro e analisa-me sem dó. Retribuo o olhar desafiador, esse senhor não vai me assustar, não quando se tem uma mãe como a minha, e um pai assustador como o meu. 

— Não faço a mínima ideia. – respondo com educação, ajeito minha postura diante a ele, o aquecedor fazia uma falta aqui, pois estava frio, sentia cada pelo de meu corpo enrijecer, busco os últimos aquecedores de bolso e relaxo ao sentir o calor em minhas mãos. 

— foi você que escreveu esses bilhetes? – empurra para minha direção uma pequena pilha de cartinhas e bilhetes, estendo minha mão para pegar um, diferente do que pensei, não eram cartinhas de amor e sim ameaças. 

— Não, essa letra é bonita demais pra ser a minha. – devolvo o bilhete para a pilha, contento-me em ler apenas um, pois tenho total certeza de que nem em estado crítico de minhas faculdades mentais, eu enviaria ameaças para alguém, não ganharia nada com isso. 

— uma aluna relatou que viu você próximo ao armário da vítima, você tem certeza? – o diretor semicerrou os olhos e mudou completamente sua postura, sinto-me agora em um interrogatório. — apenas confirme, isso irá livrar você de maus lençóis, ou então eu convocarei seus pais para uma reunião. 

— chame-os, tenho total certeza de que eles irão dizer o mesmo. – desisto de manter a educação diante essa acusação, se eu me calar, posso até levar suspensão por algo que eu nem fiz. — meio vago essa informação não? Um colégio com centenas de alunos que passeam próximos aos armários e eu sou a única suspeita? 

O diretor parecia refletir sobre o que ouviu, sua boca abriu-se, mas foi interrompido pela porta sendo aberta e dessa vez foi eu quem ficou sem palavras, Mark estava com a respiração desregulada, sua mão segurava firmemente a maçaneta da porta. 

— foi eu, eu que escrevi esses bilhetes. – declara ele diante ao diretor, arregalo os olhos com essa atitude repentina, sem entender nada, franzo o cenho enquanto encaro-o. —_____, não tem nada haver com isso, sou eu o culpado, pode me dá as suspensões ou castigos, tanto faz. – seus lábios fecharam-se e se transformaram em uma linha fina, Mark encarou-me rapidamente mas logo virou o rosto. 

— você fez isso realmente? – o diretor aponta para os bilhetes, Mark assente, observo o diretor expirar e fechar seus olhos por breves segundos. — você pode ir, e você Mark, sente-se. 

Levanto-me perplexa, eu sei que o Mark não faria isso, eu o conheço, mas por que? Por que ele se entregou? 

— foi você mesmo? – pergunto antes de passar por ele, os olhos de Mark julgam-me de cima, sua respiração torna a pesar, ele assente minimamente. 

— vá, o professor está passando assunto importante. – Mark empurra-me para fora da sala. — e não se meta nos meus assuntos. – a porta é fechada em minha cara. 

Com mil e uma perguntas, encaro a porta com a placa "direção", sabendo que por trás dela está o meu amor que insiste em dizer que é culpado, quando na verdade, eu sei que não. Ele mente, e eu não faço a mínima ideia do porque. 

 


Notas Finais


Me digam o que acharam aaaah


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