História Cold Justice: Do It On My Own Way - Capítulo 3


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Exibições 6
Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Just Keeping Having Fun


Depois de terminar de limpar a sala e me limpar toda com álcool e colocar de novo minha roupa, vou até a escrivaninha, afago os cabelos de Liza, e fecho os olhos dela. Amarro melhor o pano que tem envolvido do seu pescoço, mas já está encharcado de sangue, preciso dar um jeito nela. Pego algumas cordas que tem nas caixas de papelão, volto para perto da escrivaninha, coloco seus braços por cima dos meus ombros, e a puxo, me desequilibrando um pouco, então pego rumo ao banheiro que têm ao lado dessa sala.

  Jogo seu corpo dentro da banheira, sentindo minha camiseta com uma mancha de sangue nas costas recém feita, solto o pano amarrado em seu pescoço e o jogo dentro a banheira também, amarro os seus pulsos juntos com força, puxo suas pernas para cima, com certa dificuldade as puxo, colocando-a de cabeça para baixo suspensa pela barra de ferro que suportava a cortina que nem existe mais, amarro seus pés juntos e junto com as mãos, firmando ambos, e com agilidade, amarro no pé da banheira com força. Me afasto, e vejo que a minha invenção deu um pouco certa, menos do que eu esperava, mas já resolve um bocado dos meus problemas. Puxo seus cabelos compridos e dou um nó na corda também, fazendo o sangue pingar diretamente na banheira.

   Bato minhas mãos e sorrio, vendo o corpo de Liza pendurado como um pedaço de carne em um frigorífico. Bem, agora tenho que preparar um plano de como desaparecer com ela, mas antes, preciso de um cigarro. Vou até meu quarto, troco de blusa, limpo minhas costas com ela mesmo e pego um cigarro, logo o acendendo e indo para a parte de trás da minha casa, dando a primeira tragada.

   Me escoro na parede e continuo a fumar, olho para frente e vejo algumas árvores, e através delas, consigo ver a praça onde conquistei Liza já escurecida e sorrio, soltando a fumaça pelo nariz. Eu preciso ter um plano de como fazer isso sem ninguém desconfiar de mim, coisa que eu sou bem boa em fazer. Preciso também usar a sua pele, é macia e deve ser bem confortável para usá-la, bem que eu não quero mais usar a cabeça de Joe, pois é como uma relíquia, uma joia rara, então posso usá-la para fazer uma mascara nova, junto com algumas luvas também. Ótimo, uma parte resolvida. As aulas de costura que tive com minha mãe na infância iriam valer para alguma coisa.

  Então avisto Jeffrey andando apressado em minha direção, com sua farda de padeiro e com os olhos levemente arregalados completando a sua expressão de pavor. Eu o fito, querendo revirar os olhos, mas sorrio para ele, dando mais uma tragada no cigarro.

- O-oi, Annya. – Ele sorri torto, se atrapalhando e logo voltando a mesma expressão que atravessava a rua. – Vo-você viu a... A Liza?
- Hm. – Finjo que estou pensando. – A última vez que eu a vi foi ali na praça, ela deu uma passada aqui em casa, mas foi rápida, e logo foi para a sua casa... Dizendo que iria dormir cedo, pois trabalhava cedo amanhã. – Respondo deixando a minha voz mais tranquilizada possível.
- E-ela fo-foi mesmo para a casa? Você t-tem certeza disso? – Jeffrey pergunta com as sobrancelhas juntas enquanto massageava suas mãos.
- Olha. – Solto a fumaça para cima. – Ela já é maior de idade, e eu só sou uma conhecida dela, não mãe, então eu creio que sim, ela tenha ido para a casa. – Respondo perdendo a paciência.
- O-ok, é-é que... Eu não achei em lugar nenhum pela cidade, e-e você sabe que... Que... Essa cidade é pequena, não tenha lugar ou pessoa que não conhecemos. Ela não está em casa, não está na casa de Paul, não está em lugar nenhum aqui!
- Não posso te ajudar, já falei o que sei. – Minto na cara dura, tragando novamente.
- Então, se você souber de alguma coisa, por-por favor, me avise, ok? – Ele sorri nervoso, logo ficando sério novamente.
- Ok. – Reviro os olhos e sorrio ironicamente. – Eu aviso você, Jeffrey.
- Obrigado, Annya. Bo-oa noite para você.
- Boa noite, Jeffrey. – Sorrio de canto e ele retribui nervoso.

   Jeffrey dá de costas e volta pelo mesmo caminho que veio até aqui, reviro meus olhos e puxo meu lábio para cima, debochando dele, então dou a última tragada no cigarro.

- “Ela não está em casa, não está na casa de Paul, não está em lugar nenhum aqui!” – Imito a voz dele pejorativamente. – Nesse momento, ela deve estar batendo na porta do inferno implorando para entrar, idiota. – Apago o cigarro e toco fora, entrando novamente em casa.

   Subo as escadas e vou para o banheiro onde está o corpo de Liza, o sangue ainda não estava completamente estancado, então vou para a sala, e admiro novamente a cabeça de Joe, sorrindo orgulhosa do trabalho que ainda não completei.

- Você viu tudo, amor? – Pergunto e seguro sua cabeça em minhas mãos. – Tudo isso foi por sua conta, sua culpa, querido. – Gargalho alto. – Não se sente culpado? Aquela doce menina está pendurada de cabeça para baixo se esvaindo em sangue por sua causa, e você não sente pena? – Gargalho incrédula.

  Encaro seu rosto com a pele esticada, e minhas feições ficam sérias. Me lembro da cena de Joe se despedindo de Liza na porta dos fundos da minha casa, enquanto ela caminhava sorrindo e abanando e logo ajeitava a calcinha por baixo da saia sutilmente. Eu assistia tudo da janela do meu quarto. Eu assisti ele me trair na mesma sala que eu a matei com um golpe certeiro pela fresta da porta que os idiotas deixaram, eles estavam com tanto tesão que esqueceram que eu estava em casa. Eles soltavam faíscas, os gemidos eram intensos, foi uma transa bonita de se assistir, se meu sangue não fervesse. Joe poderia ser apenas meu, e não há coisa que mais nada me enjoe do que traição e um racista. Eles pediram por isso, eu apenas dei a chance da justiça ser feitas pelas minhas mãos. Joe foi burro demais por ter esquecido que eu estava em casa, e Liza foi apenas uma ninfomaníaca burra que caiu na lábia dele. Para Liza, eu era apenas uma ficante, sem compromisso, como ela mesma.

  Logo que se despediram, algumas lágrimas de raiva e mágoa escorreram pelo meu rosto, mas cessaram rapidamente quando ouvi os seus passos subindo as escadas, sorrio ironicamente e abro ligeiramente o baú onde eu escondia com todo o cuidado a pistola com silenciador que meu pai adorava ameaçar seus devedores, como se a sua empresa não tivesse o suficiente, cobrava dos pobres que se endividavam. Meu pai adorava ver o desespero das pessoas quando a arma era apontada para si, ou para o seu parceiro, ou até mesmo para seus filhos, mas sempre foi tão fracassado, fraco, que só conseguia apontar e rir do desespero, nunca foi homem o suficiente para ir até o fim. Estremeço de raiva e nojo ao me lembrar do seu rosto.

  Eu agi rapidamente recarregando o pente da arma, engatilhando e colocando-a entre minha calcinha e minha calça na parte de trás, me levantando rápido e ficando de frente para porta, esperando Joe, pelo barulho dos seus passos, estava perto da porta.

- Annya! Meu amor! – Disse assim que colocou os olhos em mim, abrindo os braços junto com um sorriso.
- Oi, Joe. – Sorrio abertamente e vou em direção a ele, o abraçando, mesmo querendo mata-lo. – Esqueceu que eu estava em casa? – Gargalho baixo ironicamente.
- Co-como assim? – Sinto-o nervoso. – Nunca, meu amor. – Solta uma risada nervosa e envolve os braços em minha cintura.

  Aperto-o em meus braços ainda com um sorriso puxado em meu rosto, então ele apalpa minha cintura onde está a arma. Fecho meus olhos por um instante e sorrio abertamente, mostrando meus dentes. Ele tenta puxar a arma, mas eu o afasto de mim empurrando seu peito com força.

- Ann-Annya, o que é isso que tem em sua cintura?
- Ah, meu amor. – Digo calmamente. – Você sabe como eu sou, sabe da minha história. – Sorrio e pego a arma, mas deixo a minha mão repousada ali mesmo. – E você sabe mais do que ninguém, que se tem uma coisa que eu não sou, é burra.
- Calma, amor, calma. Não é isso que você está pensando, eu e a Liza só somos amigos, ela veio me ajudar a fazer um trabalho da faculdade. – Ele responde nervoso, se atrapalhando com as palavras e com as mãos espalmadas no ar contra mim, numa forma de proteção.
- A faculdade que ela não tem nem idade de cursar, Joe? – Pergunto e sorrio.
- Annya, olha, me escuta. – Ele ria de nervoso. – Ela é só uma amiga.
- Se amigos fodem daquele jeito, eu também queria ser só sua amiga. – Sorrio com a boca entreaberta e puxo a arma.
- Abaixa essa arma, Annya, abaixa essa arma.
- Por quê? – Franzo meu nariz rindo. – Você está com medo? Não ficou com medo quando estava trancado naquela sala suja comendo aquela aspirante de ninfeta comigo em casa, benzinho? – Faço um biquinho debochado e aponto a arma para a minha cabeça, logo abrindo um sorriso.
- Annya! – Ele começa a chorar, deixando as lágrimas escorrerem pelo rosto. – Vamos conversar, larga essa arma, me escute, por favor! – Implora, limpando as lágrimas na manga da blusa.
- Shh. – Ando até ele e escoro meu dedo nos seus lábios trêmulos, chorosos. – Não temos o que conversar. – Sorrio tentando transmitir calma para ele.
- Eu te amo muito, Annya, me perdoa, eu não sei onde estava com a cabeça! Me perdoe! – Joe se ajoelha na minha frente, abraçando meu quadril e escorando seu rosto úmido em minhas coxas.

   Reviro meus olhos com o seu discurso entediante de homem arrependido por pensar com a cabeça de baixo. Faço carinho em seus cabelos, e escoro minha mão que segura a arma com os dedos no gatilho em sua cabeça.

- Joe. – Chamo-o e ele me encara, seguro seu queixo com uma mão. – Eu sei que você não irá cometer o mesmo erro novamente. – Faço carinho no seu rosto com a boca da arma enquanto seu rosto se enrijece.
- E-então la-arga essa arma. Annya, larga. – Ele gagueja olhando para a arma.
- Eu te amo muito, querido. – Beijo seus lábios rapidamente e sorrio. – E eu te perdoo. – Sorrio e escoro a boca da arma em sua testa, puxando o gatilho com força, dando um estrondo abafado enquanto Joe fica com a mesma expressão, com os olhos arregalados e com os filetes de sangue escorrendo por seu rosto.

   Dou um passo para trás e ele cai para o lado, formando logo uma poça de sangue afrente do seu rosto. Ele tinha o meu perdão. Ali estava selado qualquer sentimento que eu poderia ter. Balanço minha cabeça saindo dos meus pensamentos, e olho para a cabeça empalhada, passando o dedão sobre a testa, com a pele repuxada de alguns pontos que tive que fazer.

- Você, seu idiota, eu te amo tanto, porque me fez te perdoar do pior jeito?! – Pergunto com vontade de chorar, mas nenhuma lágrima escorre, apenas o nó na garganta que se forma. – Filho de uma puta, eu sonhava um futuro com você! Você poderia me ajudar muito mais se não fosse um deles! – Jogo a cabeça na parede com raiva, fazendo cair ao chão e os olhos de vidro rolar pela sala. – Filho da puta! – Grito, colocando minha mão sobre meu rosto e me escorando na escrivaninha, então sinto algumas lágrimas escorrerem, logo eu me recomponho.

   Ando pela sala e junto os olhos de vidro, pego a cabeça dele e franzo meu cenho numa expressão triste, vendo que sua bochecha amassou com a queda, aliso fazendo carinho e reponho os olhos no lugar, arrumando as pálpebras.

- Você agora é meu para sempre. – Abraço a cabeça e sorrio. – Sempre. – Meu sorriso desmancha, me deixando séria. – Agora eu tenho muito trabalho para fazer, amor, nos vemos mais tarde. – Dou um beijo em seus lábios rígidos e o largo sobre a escrivaninha.

   Volto até o banheiro, e vejo que o corpo de Liza já está pálido acinzentado, com o sangue já estancado. Perfeito, hora de agir. Solto a corda e o seu corpo cai com violência na banheira, a junto novamente e levo para a sala, deitando-a sobre a escrivaninha novamente. Me escoro na escrivaninha sentindo meu corpo cansado, respirando algumas vezes pesadamente. Limpo os respingo do sangue em seu corpo, e fecho as janelas, ligando o abajur virado em direção ao corpo de Liza. Pego as navalhas, panos, agulhas e linhas cirúrgicas. Olho para a cabeça de Joe, sorrindo.

- Aproveite o show, querido. – Digo e passo a navalha no peito de Liza, fazendo a pele abrir rapidamente. 



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