História Cold (Paulícia) - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Carrossel, Lucas Santos
Personagens Alícia Gusman, Bibi Smith, Carmen Carrilho, Cirilo Rivera, Daniel Zapata, Davi Rabinovich, Firmino Gonçalves, Jaime Palillo, Jorge Cavalieri, Kokimoto Mishima, Marcelina Guerra, Margarida Garcia, Maria Joaquina Medsen, Mário Ayala, Paulo Guerra, Personagens Originais, Valéria Ferreira
Tags Carrossel, Darkfic, Lufer, Marilina, Paulicia, Romance
Visualizações 680
Palavras 1.875
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Enquanto tiverem capítulos acumulados no bloco de notas, eu vou postando com frequência!

Capítulo grande pra compensar o anterior👏

Capítulo 11 - Garoto silêncio


Alícia Gusman

Paulo ficou cabisbaixo o resto da manhã. Passou as horas na sala de aula brincando com meu cabelo, e na hora do recreio ele não quis sair. Com isso, cheguei à conclusão de que deveria ir falar com seu pai, por mais que eu não quisesse me meter em assustos familiares. 

Nesse momento, eu estou sentada em um banco de refeitório que se encontrava no pátio, enquanto observava Paulo e Sara conversando em um canto mais afastado. Ela queria falar sobre o encontro. Revirei meus olhos quando ela o abraçou. Já disse o quão sem graça eu acho essa garota?  

Paulo sorriu e se afastou do abraço, dizendo umas últimas palavras antes de voltar até mim. Se sentou ao meu lado e respirou fundo.

- Desmarquei - olhei pra ele, confusa.

- Por que? 

- Eu tô precisando pensar! E um encontro não ia me ajudar muito - afundou o rosto entre as mãos e bufou, esfregando-as em seu cabelo. 

- Quer mais tempo pra pensar do que você já tem? É só uma saidinha rápida, tadinha... - ele não respondeu nada. - Tem algo acontecendo que você não me disse? 

- Não, nada. Eu tô confuso, só isso - deu de ombros.

Eu não entendi muito bem o que ele quis dizer com tudo isso, mas relevei, mesmo preocupada. 

- Vamos indo, então? - perguntei e ele assentiu, se levantando. Me levantei também e lhe dei a mão.

Caminhamos até a saída logo após avisarmos Marcelina que nós íamos sozinhos. Encostei minha cabeça em seu ombro e continuei andando, em completo silêncio. Paulo continuava cabisbaixo, e agora eu não entendia se era por causa do pai dele ou por causa dessa coisa que ele não quis me dizer.

- Tá triste, Paulo? - perguntei.

- Queria ter uma vida normal - ignorou minha pergunta. - De um garoto de vários amigos e pais legais. Deve ser interessante - suspirei. 

- Queria te dar os meus pais de presente - ele sorriu. 

- Assim viraríamos irmãos - arregalei meus olhos. - "Oh, Deus, eu beijei minha irmã e gostei!" - eu ri, mesmo surpresa com suas últimas palavras. 

- Falando sério, agora... eu queria poder te ajudar - acariciei sua mão com o meu polegar. - O que eu mais queria era ver você feliz toda hora. 

- Eu queria poder começar do 0, sabe? Tudo de novo. Nova casa, nova cidade, nova vida! Deixar tudo aqui e só levar você. Eu seria feliz. 

- Quem sabe um dia a gente faça isso, né? - ele me encarou. - É uma boa ideia.

- Se a gente esperar mais 3 anos... - sorriu, esperançoso! - Podemos ir! 

- Mas eu ainda vou ter 17, não posso morar sozinha. 

- Eu fico responsável por você. A gente pode morar na mesma casa, daí dá.

- É mesmo - sorri. - Vai ser tão bom viver assim, independente! 

- É mesmo! A gente pode ir juntando pra ir e pra comprar um apartamento pequeno no Rio.

- Calma, Paulo - rimos. - A gente nem sabe se essa ideia vai dar certo!

- Tem que dar! É o que eu quero! Com você!

- Tudo bem! Vamos fazer isso. 


(...)

Nos encontrávamos na casa do Paulo, terminando de almoçar. Ele havia me pedido pra ficar, e eu não neguei. Apenas tive que pedir pra minha mãe antes, e é claro que ela aceitou. 

Marcelina e Paulo discutiam sobre o garoto que ela estava saindo, enquanto eu apenas comia em silêncio. 

- Eu não vou te contar, Paulo, nem vem!

- Eu vou descobrir, Marcelina! De um jeito ou de outro - ele me encarou, esperando que eu o contasse quem era.

- Nem vem - respondi à ele, que revirou os olhos. 

Terminei e lavei meu prato rapidamente, colocando-o no escorredor de louça. Paulo e Marce ainda discutiam. 

Andei até o sofá e me sentei, rindo dos dois. Tirei meu celular do bolso do moletom e dei play em uma música qualquer, colocando o fone no meu ouvido. A ideia de Paulo não me saía da cabeça, e o fato de eu ter aceitado isso era mais intrigante ainda. Dessa vez, Paulo viveu mais que eu. "Viver" no sentido de imaginar um futuro maluco, de querer algo melhor vida ao invés da vida padrão que todos vivem. 

A porta se abriu, fazendo nos três olharmos para a mesma. Um homem grisalho, que eu deduzi ser pai do Paulo, passou pela porta junto com uma moça um pouco mais jovem. Ela era baixa, usava seus cabelos loiros presos em um rabo-de-cavalo alto e se vestia com um vestido preto, simples. Paulo sorriu pra ela e Marcelina correu para abraça-la. 

- Oi, mocinha - Seu Roberto falou, tocando minha cabeça. 

- Oi - sorri. - Me chamo Alícia, sou amiga do Paulo. 

- Prazer, Roberto. Pai dele - ele estendeu a mão para que eu apertasse, e assim eu fiz.

- Seu Roberto, será que a gente pode conversar mais tarde? É sobre o Paulo.

- Claro que sim. Está havendo algo com ele? 

- Muitas coisas, né, Seu Roberto? - o ardiverti, vendo-o rir. 

Marcelina ainda abraçava a mulher, que sorria largamente e lhe dizia o quanto estava com saudades dela e do Paulo. Paulo andou até mim e se sentou ao meu lado, ignorando a presença do seu pai no local. 

- Por que não foi me vizitar, Marce? - a mulher perguntou quando as duas se separaram. 

- Eu nem pensei nisso, Cibele, minha cabeça anda cheia... - ela respondeu. 

A tal Cibele direcionou seu olhar para Paulo e o abraçou, mesmo ele estando sentado. Ela parecia ter um carinho enorme por ele. 

- Senti sua falta, garoto silêncio - ele riu de leve.

- Também senti a sua - os dois se separaram. 

Cibele me olhou e sorriu, me cumprimentando com um beijinho na bochecha.

- Quero pedir desculpas à vocês dois por eu não ter vizitado vocês, eu andei ocupada de verdade! Seu pai andou me atormentando muito pra mim vir morar com vocês, e finalmente eu consegui vir. Agora vamos viver juntos! - Marce sorriu, comemorando. 

- Quem é ela? - perguntei à Paulo, cochichando.

- Minha madrasta - disse e sorriu. - Ela é muito legal, e disse que eu sou como um filho pra ela. 

- E ela é como uma mãe pra você?

- Quase - eu sorri. - Ela é muito importante pra mim, mas nós nunca moramos juntos, vai demorar pra mim me sentir à vontade com ela - eu ri junto com ele, inconformada. 


(...)

Depois de muito convencer Paulo de que eu iria sim falar com o pai dele, ele foi até o quintal do prédio e ainda não voltou. Pareceu chateado comigo, mas nada vai me impedir de ver pai e filho em harmonia de novo! (Ou pela primeira vez).

Caminhei até o sofá onde estava o homem, que trocava repetinamente os canais da televisão em busca de algo interessante pra assistir. Me sentei no seu lado e encarei a TV, que agora estava em um canal de documentários. 

- Podemos conversar agora, Seu Roberto? - ele assentiu, sorrindo. 

- Claro! Mas primeiro, quero saber o que você tem com o meu moleque - fingiu estar zangado, me fazendo rir. 

- Somos melhores amigos - respondi. - Odeio ter que te dizer isso, mas acho que eu sou a única amiga que o Paulo tem. 

- Por que ele tem outros amigos homens... certo? - neguei com a cabeça. 

- Só eu mesmo. Queria que isso fosse diferente, mas ele não deixa ninguém se aproximar. 

- Por que? 

- Eu não sei direito. Insegurança, talvez. O Paulo é extremamente fechado com o mundo - soltei um suspiro.

- Odeio ter que conhecer o meu filho novamente! - alterou a voz. - Sou um pessimo pai!

- Me desculpa, seu Roberto, mas eu preciso concordar. Você não conhece o seu filho, não sabe o que ele passou e passa, não sabe nada do que ele vive, pensa e fala. Ele precisa de ajuda! - fui firme, sem dó. 

Roberto ficou em silêncio, apenas fitando a parede branca. Encostei as costas no sofá e passei a fazer o mesmo.

- Seu Roberto... - comecei novamente. - É horrível ver ele triste todos os dias. Tô dando o meu máximo pra conseguir arrancar um sorriso dele, e finalmente estou conseguindo. Até rir ele já ri! Peço pra que não destrua tudo isso de novo agora que ele está conseguindo viver a vida dele. 

- Não consigo acreditar em que ponto eu deixei isso chegar. Agora meu filho está deprimido, e 50% da culpa é minha - bufou, indignado. - Agradeço infinitamente pelo que você esta fazendo por ele.

- Seria ótimo pra mim se você conversasse com ele - sorri. - Ele sente muito a sua falta. Ele sente falta de um pai e de uma mãe, do afeto de ambos. Ele cresceu sozinho, Seu Roberto. E mesmo que ele já consiga sorrir várias vezes, eu sei que ainda dói por dentro. Ele só não demonstra. Não se deixe de lado, Seu Roberto. É de extrema importância pra ele. 

- Certo - sorriu. - Estou mais que disposto a me reconciliar com o Paulo, por mais que isso possa levar meses. Quero meu filho feliz de novo.

- Eu cheguei na Mundial há poucas semanas, e no primeiro dia eu já vi o quão fechado ele era. Ele não sorria, não conversava, e tudo o que eu perguntava pra ele, ele respondia com pouquíssimas palavras. Agora ele já fala sobre quase tudo, menos sobre o que deixa ele frágil. Ele dá risada, se diverte... você não sabe o quão feliz eu fico por fazer parte de tudo isso! - sorri largamente. - Ele até tinha um encontro amanhã, mas desmarcou sabe-se lá o porquê!

- Meu filho tendo um encontro? Quem diria... - sorriu. - Perdi 15 anos da vida dele assim ó: - estalou os dedos. 

Eu sorri e segurei sua mão, apertando de leve. 

- Você pode conseguir tudo isso de volta, e pode ter certeza que vai ser um dos melhores dias da vida do Paulo. 


(...)

Caminhei até a parte de fora do prédio e vi Paulo sentado em um balanço ali perto. Andei até ele e me sentei no balanço do lado, pegando pouco impulso para me balançar lentamente.

- Eu não estraguei tudo, calma - eu disse e ele se balançou também.

- Pior que tava não tinha como ficar - riu. - Mas e ai?

- Se prepara pra conversar com ele hoje, viu? - ele pareceu desconfortável, mas sorriu.

- Valeu. Tomara que dê certo. 

- Vai dar, eu garanto! Mas agora me explica aquele lance do "garoto silêncio" - ele riu. 

- A Cibele me chamava assim quando eu era criança. Eu não abria a boca pra falar nada, só ficava quietinho e brincava com meus carrinhos, bem de boa - Sorriu. - Ela cuidou muito bem de mim... me deu mais amor que meu próprio pai. 

- Isso vai mudar, eu garanto! - ele sorriu pra mim.

Me levantei do meu balanço e sentei em seu colo, pedindo para que ele nos balançasse. 

- Tem certeza que vai ficar sentada ai? - perguntou e arqueou as sobrancelhas.

- Por que? 

- Nada - ele riu, nos balançando.  - Qualquer dia você descobre. 


Notas Finais


Primeiro sinal de safadeza, ai meu orifício anal🌚

Amo a Cibele, ain

PAULO DESMARCOU A PORRA DO ENCONTRO AEEE (mas como felicidade de pobre dura pouco, talvez ele marque de novo, isso não é um spoiler ta🌚)

Não lembro de recaptular tudo, mas sei que tiveram vários mini tiros nesse cap! Merecíamos ne nom? Lskdslla até o próximo xuxus, 18 comentários como sempre!!


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