História Colegas - Capítulo 16


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Categorias Originais
Tags Chen, Drama, Jeonghan, Kim Jongdae, Lu Han, Ren, Romance, Sehun
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Palavras 2.972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - 15 dia


 

(Casa Arthur/Jeonghan)

- Acorda Arthur! De pressa. Hoje não teremos aula, temos que aproveitar cada minuto do dia de hoje.

- Jeonghan, são 8 horas da manhã!

- E só por isso você não pode levantar?

- Você não cansa nunca? Fomos dormir tarde...

- Pare de reclamar Arthur, levanta logo, de manhã ainda dá tempo de a gente limpar a casa e fazer um almoço juntos, ou podemos sair pra almoçar, depois você tem que trabalhar... Vêm ficar comigooo – Jeonghan miando.

- Ai meu Deus... Tudo bem, tudo bem. Mas deixa a casa pra gente limpar final de semana Jeonghan, vamos aproveitar a manhã, depois eu te levo para almoçar.

- Hmmmm, como você pretende “aproveitar” a manhã?

- Ah não, lá vem você de novo. (Risos), como que eu faço pra te cansar?

- Eu não canso nunca...

- Tá, mas nós vamos conversar agora de manhã.

- Ah não Arthur... Quando você anuncia que quer conversar, é porque não é coisa boa...

- Existem coisas ruins que também devem ser conversadas Jeonghan...

- Tá bem... O que é?

- Vamos nos sentar, vem. – O peguei pela mão e levei-o até o sofá, sentamos:

- Tá me deixando nervoso Arthur...

- Tá bem... É sobre nossa família, de verdade... Seu pai, meus pais... Eu não quero morrer e nem que eles morram com essa mágoa sabe. Acredito que você não queira também.

- Eu quero sim, quero morrer antes do meu pai, pra ele sentir muito remorso.

- Jeonghan, não seja criança. Vê se cresce, por favor, né? Eu sei que vai ser *interrompido*

- Arthur, você não sabe de nada.

- Não fique bravo. Olha eu vou falar com meus pais, eu achei o lugar onde minha trabalha atualmente. Hoje depois do trabalho eu vou lá vê-la, ela atende em uma cafeteria bem chique agora. Coisa mais linda tem que ver! Você vem comigo?

- Vou, mas você vai chegar na cara dura assim?

- Eu vou de óculos, eu também estou com o cabelo bem diferente da última vez que ela me viu, eu cresci também... Ela nem vai ver que sou eu.

- Uma mãe sempre sabe Arthur...

- É o que eu espero Jeonghan. Aonde você quer almoçar amor?

- Hmmm, naquele lugar que você comprou comida tailandesa aquela vez.

- Vamos então.

Então demos as mãos, coloquei meus óculos de Sol e fomos.

(Casa de Jongdae/Ren)

- Jongdae, são 9 horas da manhã, o que você está fazendo acordado a esta hora? – disse Ren levantando da cama e ajeitando seu cabelo

- Eu não dormi ainda – respondeu, olhando fixamente para um ponto.

*Ren sentou-se em seu colo e colocou um de seus braços em torno do pescoço de Jongdae*

- E no que você ficou pensando a noite inteira?

- Em você.

- Por que eu me sinto estranho agora?

- Nos meus pais.

- Jongdae, tem como você ser claro, por favor?

- Eu vou ter que escolher um de vocês. – disse desviando seus olhos do ponto fixo e voltando seu olhar para o Ren

- E você escolheu seu pai? Eu entendo Jongdae, é sua família...

- Eu estou mal... Porque eu escolhi você Ren.

- Ah... Por que mal?

- Não me vejo voltando pra casa, mesmo que eu os escolhesse...

- E por que você não tenta?

- Eu amo minha mãe, de verdade... Mas ela não vai me deixar voltar...

- Você que voltar a morar com eles? Eu fiz algo?

- Pare de achar que tudo tem a ver com você Ren, você é minha salvação de tudo sempre, não quero voltar a morar com eles, só... Voltar a ser parte da família.

- Até onde eu sei você nunca deixou de ser.

- É só que você não sabe mesmo.

- Por que não tenta conversar com eles? Com sua mãe, já que ela não vai te bater... Eu vou com você.

- E quer que eu te apresente como? “Oi mãe, desculpa por ser gay, quero voltar a ser da família, e esse aqui é o Ren, meu namorado”, pensa né.

- Não precisa dizer que sou seu namorado. Você pode simplesmente dizer que sou seu colega, fazemos ela gostar de mim e depois resolvemos o resto.

- Não percebe que “ela gostar de você” é o resto?

- Desculpa. Pra mim sempre foi muito fácil lidar com esse tipo de coisa.

- Ai Ren pelo amor de Deus, sua mãe te paga pra não te olhar na cara, você não tem amor próprio?

*Ren levantou-se do colo de Jongdae*

- Eu tenho sim, e por isso aprendi a gostar de quem gosta de mim, e me aproveitar de quem se aproveita, você gosta de mim, eu gosto de você, ela se aproveita, eu me aproveito.

- Mas não é assim que funcionam relações entre pais e filhos.

- Não se envolva na minha família.

- Eu sou sua família. E eu te amo, vou me envolver sim.

*Jongdae sai da casa e toca a campainha da mãe de Ren*

- Eu não tenho dinheiro hoje, volte amanhã! – Gritou a mãe de Ren.

- Não é o Ren! – retrucou Jongdae

- Jongdae o que você está fazendo?

- Estou arrumando as coisas.

*mãe de Ren abriu a porta e Ren se escondeu dentro de sua casa*

- Pois não?

- Eu sou colega de quarto do seu filho gostaria de entrar para acertar algumas coisas.

- Entre.

(Casa Sehun/ Lu Han)

- Hmmmmm, o que o HanHan está fazendo de almoço que está tão cheiroso?

- Estou fazendo comida Sehun, vai ser 11:30, como pode você dormir tanto, meu Deus!

- Eu estava com sono, obrigado por não me acordar hoje.

- Você estava tão bonitinho dormindo, nem quis incomodar, parecia uma criança.

- Não sou eu a criança.

- Sou mais velho que você.

- Diga isso de noite pro daddy.

- Sehun, não fale besteiras. Arrume a mesa, depois que você tomar um banho, sua cara tá toda amassada.

- Nossa como você é romântico. *ironizando*

- Não me atrapalhe, vá lá tomar seu banho. Ou lave o rosto pelo menos, não demore, está quase pronto.

- Vou só lavar o rosto mesmo. “Amorzinho”

- Abobado.

*Sehun arrumando a mesa*

- E ai, decidiu se vai querer conhecer seus pais ou não?

- Ainda não... É meio repentino isso, é só uma ideia. Não tenho total vontade sabe, é só... Uma curiosidade.

*almoçando*

- Eu queria olhar nos olhos deles e perguntar o porquê.

- Deveria fazer isso. Você está tão lindo HanHan, seus pais terão orgulho de te ver assim.

- Ah Sehun... Beleza é relativo, seus olhos me enxergam bonito, mas outros olhos não.

- Mas esse que é o bom da coisa. (Risos), brincadeira, não há quem não te ache bonito, mas você é meu. Falando sério agora, deveria pesquisar como funciona isso. Eu vou lá com você se você quiser companhia. Pode me apresentar como um “colega que te ajuda muito” ou “colega de quarto” inventa.

- Dependendo do que eu conseguir...

(Casa Peter)

- Minseok, pelo amor de Deus, mas você não dorme né, você morre menino. Acorda, você está gastando o tempo de “vida” do meu colchão.

- Por que eu estou só de cueca?

- Você não se lembra?

- Pra falar a verdade... Não. Nós...?

- Sim.

- O QUE?

- Não grita menino, tá maluco?

- V-você não pode t-ter feito isso.

- Não fiz você fez.

- E como não me lembro de nada?

- Por que você é um idiota.

- Tá bem... Não foi nada né? Não significou nada.

- Quem está agindo estranho é você. Significou?

- Se eu nem me lembro, quer dizer que não foi tão bom.

(Atingiu o ponto fraco de Peter, não devia)

*Peter o colocou contra parede*

- Está dizendo que não sente nada? Olhe nos meus olhos e diga isso.

- Você está me pressionando...

*Peter usa uma de suas mãos para levantar o rosto de Minseok pelo seu queixo*

- Olhe nos meus olhos Minseok. Seus olhos brilham, estão refletindo minha beleza.

*Então Minseok em um ato inesperado dá um beijo em Peter, que retribui*

- Você sente algo quando me beija Peter?

- Eu não sei.

*Minseok sai da “prisão de braços” de Peter*

- Você é impossível mesmo, nem vale a pena tentar.

- Eu terei que ver de novo. *Peter puxa Minseok pelo braço e o vira, completando sua ação com um beijo* - Eu acredito que eu sinta algo Minseok.

- Você quer sempre estar no controle de tudo, tentamos alguma coisa quando você crescer.

- Eu sou grandinho, 1:90m, quem deveria crescer... (risos)

- Por que eu ainda discuto? *saindo da casa*

- Hoje não tem aula, aonde eu vou ter que te fazer passar vergonha te levando café da manhã?

- Por que a porta não abre?

- Porque eu tranquei. Vem, vamos comer.

- Não quero obrigado.

- Você nega muitas coisas que quer para falar a verdade... Deveria mudar isso (disse Peter servindo duas canecas de café)

- Eu só vou tomar isso e depois você abre aquela porta.

- Sente-se.

- Olha, você tem educação.

- Quando eu quero algo, eu uso dos meus melhores recursos.

- Não vai acontecer de novo, nem tente você me embebedou.

- Eu só levei as cervejas pra sala, quem bebeu foi você. Não parecia que você não queria. Você é um bom ator Minseok.

- Nossa, você estava tão bem... Tinha que estragar né.

- Não sei fingir tão bem quanto você, me perdoe.

- Eu não estava fingindo, tá legal?

- Uau, eu me surpreenderia seu eu não soubesse.

- Nossa, mas que merda você hein? Que arrogância.

- Desculpa, mas o que você disse era óbvio. Tudo bem. O que você quer fazer Minseok?

- Como assim Peter?

- O que você quer comigo?

- Quero... Eu não sei.

- Hmmm, olha quem ficou sem resposta agora. E se eu perguntar mais diretamente?

- Perguntar o que?

- Se você quer namorar comigo ou ser apenas meu amigo?

- Ah...

- Isso é um, “não sei”, puxado pra um não. Tudo bem, então não significou nada mesmo, a porta né? Vou destranca-la pra você.

- Não seja infantil! Eu gosto de você, só talvez não esteja pronto.

- Então nós estamos namorando. Vem, eu vou te levar pro trabalho.

- Sério?

- Não idiota, vou te levar pra puta que pariu.

- Sobre o namoro...

- Ahh tá, sim, é verdade. Vem. *Pega a mão de Minseok*

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?

- Segurando a mão do meu namorado, é assim que namorados andam ué. Que horas você solta do trabalho?

- Seis da tarde/noite.

- Estarei lá.

- Você não trabalha?

- Só por 4 horas.

- Não mude sua vida por minha causa.

- Mude sua vida por minha causa. Não precisa ter medo de mim.

Então eles foram.

(Casa mãe de Ren)

- O que gostaria?

- De saber por que você não dá bola pra o seu filho. Sabe que as pessoas têm sentimentos?

- E o que você é de Ren?

- Acho que não importa agora.

- Se eu perguntei, é porque é de meu interesse.

- Sou namorado.

- Eu aprovo. Quanto dinheiro você quer para não aparecer mais na minha frente?

- Eu e Ren vamos começar a trabalhar, lhe pagar aluguel, então poderemos começar a aparecer na sua frente?

- Por que o interesse em ter contato?

- A senhora pode ter uma doença e precisar ir para o hospital, sei como é sua relação com seu marido, ele não vai cuidar da senhora, vai? Ren tem uma mágoa muito grande... E eu não gosto desta distância entre pais e filhos, tenha seu filho ao seu lado, nunca se sabe quando você pode precisar dele.

- Como se reaproximar? Você também não sabe a mágoa que temos guardada.

- Dê esta chance a nós dois, Eu quero muito me reaproximar da minha família... Mas será impossível.

- Isso realmente não é problema meu nem do meu marido.

Então Ren entrou na casa.

- Vem, pare de gastar seu tempo Jongdae.

- Esperem! – disse a mãe de Ren.- Estejam aqui as oito horas da noite de amanhã, nenhum minuto depois. Venham jantar conosco.

- Estaremos aqui senhora. – respondeu Jongdae.

Então foram para sua casa.

(Casa Arthur/Jeonghan)

-Yah, amor, vamos lá ver minha mãe! Eu estou um tanto ansioso pra isso, como eu estou vestido?

- Você está lindo Arthur! Venha aqui, eu vou ajeitar seu cabelo. Mas amor, você vai usar óculos de Sol? Está noite querido...

- Pois é...

- Coloque esse meus óculos, ele não tem grau, mas vai dar uma disfarçada. Ah que lindo!

- Vamos você está lindo também.

(Cafeteria)

- Boa noite, onde os senhores gostariam de sentar? (era a mãe de Arthur)

- Boa noite senhora, gostaríamos de uma mesa perto da janela, por favor.

- Me acompanhem. *sentaram-se em uma mesa ao lado de uma janela, com uma vista linda*

- Uau senhora, muito obrigado, esse lugar é incrível!

*ela saiu*

- É ela Arthur?

- Acredito que sim... Ela tem a voz da minha mãe, mas mudou bastante também... Será que ela me reconheceu?

- Veremos no final da noite.

*- Posso anotar seus pedidos?

- Gostaríamos de dois mocaccinos com creme, desenhe um coração no creme dele, por favor.

*- Já trarei seus pedidos.

- Muito obrigado.

*chegam os pedidos, foram entregues com um bilhete*

- Se apresse e leia para mim Jeonghan.

- Leia você.

- Eu não vou conseguir.

- Tudo bem me dê aqui *pega o papel* - “Você está tão lindo Arthur, este é o seu namorado? Ele é tão lindo e educado. Amanhã de manhã, venha tomar um café com sua mãe, pode trazê-lo, gostaria de conhecê-lo. Fico muito feliz por estares saudável. Estarei te esperando, se ainda lembra-se de sua mãe. E se ainda quiser ver sua mãe. Pense sobre isso a noite. Aproveitem o café, fica por conta da casa.”

- Jeonghan... Minha mãe não me odeia mais?

- Vamos embora Arthur, termine isso.

- O que houve? Você não está feliz por mim?

- Não diga uma besteira dessas, mas estou preocupado com sua mãe, ela está desatenta no trabalho por nossa causa, devemos ir embora para deixa-la trabalhar em paz e com atenção no que está fazendo.

- Tudo bem. Vamos.

*reverenciam-na e despedem-se*

(Casa Jeongha/Arthur)

- Você viu Jeonghan, não foi difícil no fim das contas. Amanhã eu vou faltar à aula. Não precisa ir se não quiser.

- Sua mãe nunca disse que te odiava, e foi seu pai quem te expulsou. Eu vou com você sim, falto à aula também.

- Tudo bem, não vamos insistir nisso, não é mesmo? Vamos ir dormir ou você não quer exatamente dormir?

- Acho que você conseguiu me cansar...

*Arthur o pega pelo braço e o joga na cama, começa a o beijar e despir-se*

- Vou fazer você desligar então.

(Casa de Sehun/Lu Han)

- Eu decidi que vou deixar isso mais pra perto da nossa formatura no curso de especialização.

- Ah HanHan, você não está querendo fazer isso né?

- Quero Sehun, mas quando eu puder oferecer algo que lhes dê orgulho, por enquanto eu só cuido de casa, de uma criança e trabalho.

- Eu não sou criança. Vou te mostrar a criança.

- Não, hoje não. Amanhã nós temos aula. Vamos dormir.

*na cama*

- Boa noite HanHan, sonhe comigo.

- Abobado, boa noite amor. Durma bem.

(Casa de Peter)

- O que você disse sobre eu mudar minha vida por sua causa, o que quis dizer com isso?

- Pra você se arriscar Minseok. Ir morar comigo, ser meu.

- Não quero ser SEU, eu sou meu, vou me dividir apenas. Não seja possessivo.

- Então venha aqui comigo *pega pelo braço de Minseok e o leva até a mesa*- sente-se aqui, *puxa a cadeira*.

- Eu tenho mãos, não precisa fazer isso.

- Tudo bem, eu vou me sentar aqui, a sua frente.

- E dai?

- Você vai falar suas condições, suas qualidades, defeitos, o que quer que eu mude, o que quer que eu continue, tudo pra que isso dê certo sem tretas.

- Por que eu tenho que fazer isso?

- Quer que eu comece?

- Começa então.

- Minha única condição é que você não me traia, minhas qualidades são que eu sou protetor, do meu jeito, mas sou, eu sou fácil de mudar pela pessoa que quero, não sou romântico, meus defeitos: eu sou possessivo, não vou impedir que faça o que quer, só que de vez em quando eu ficarei com ciúme, não sou um cara totalmente limpo, sou desorganizado, não gosto de ser mandado, gosto de estar no controle de tudo, quero que você mude o fato de ser um doce com todos menos comigo, sou o único que está disposto a mudar por você, quero que continue sendo meu amigo, para podermos jogar, beber, conversar... Sua vez.

- Minha condição é a mesma que a sua. Minhas qualidades: eu sou um cara muito limpo, organizado, fácil de lidar, com quem eu quero no caso, meus defeitos: são os mesmos que minhas qualidades, quero que você mude sua possessividade, às vezes vou querer estar no controle, quero que continue sendo educado e meu parceiro, amigo também.

- Tudo certo então, o que você quer fazer agora?

- Dormir.

- Tudo bem, final de semana trazemos suas coisas pra cá. Né?

- Sim.

*na cama*

- Tenha uma boa noite Peter.

- Vai ser um doce mesmo... Boa noite Minseok, até amanhã de manhã.

*beijo na testa*



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