História Colegas de Profissão - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Jennifer Morrison, Lana Parrilla, Morrilla, Ouat, Swan Queen, Swanqueen, Swen
Exibições 410
Palavras 2.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ora, ora quem apareceu. Desculpa a demora, escrever e digitar é complicado, mas não consigo escrever diretamente no computador. Preciso colocar em papel todas as ideias, e por isso pode demorar as atualizações. Vou tentar fazer o mais breve possível, não desistam de mim <3

Muito obrigada pelos comentários e favoritos <3 Amo, amo e amo!

Música de hoje é: Someone New - Hozier. (Ouçam as músicas desse ser humano, são as melhores)

Tem a playlist no spotify das músicas dos capítulos. Link nas notas finais. Vejo vocês lá.

Ah, e perdoa os erros.

Capítulo 6 - Someone New.


• Regina

Quando o elevador fechou-se a minha frente imediatamente senti falta daquela que compartilhei apenas algumas horas. Emma Swan abalou minha sanidade que era tão rígida. Tão firme. Na minha cabeça eu tinha o script de todo nosso diálogo, cada palavra, cada sílaba estava no seu devido lugar. Montei um quebra cabeça de frases diretas, ríspidas e secas. Ele ruiu. Minha obra de arte ruiu ao meus pés quando aquela porta cor de madeira relevou a mais adorável das criações divina. Seus olhos assustados revelando a supresa por esse meu ato imprudente. Sim. Eu fui imprudente. Seu cabelo totalmente desgrenhado, sem maquiagem, aquelas roupas tão juvenis, tão Emma. As palavras chocaram-se com o piso fosco do chão.

Percebi que ela viajava dentro da própria cabeça, quando seus olhos fecharam-se tive a percepção que ela sonhava, sonhava com algo que talvez eu não quisesse saber, ou quisesse.

Quando ela acordou desse "sonho", ou melhor, quando acordei-a, Emma deu-se conta que não tinha me feito o convite para entrar. No meu script mental tinha um grande leiteiro escrito não, mas da minha boca saiu um sim.

Eu entrei.

Observei o local discretamente, tinha tanto traços dela, dos detalhes de decoração até a bagunça no sofá, não poderia ser diferente. Na verdade poderia, ela era fotógrafa, porém não tinha nenhuma fotografia, nenhum porta retrato.

Estranho, pensei.

Depois de algum minutos fiquei bem confortável naquele espaço desconhecido. Emma tentava, com falhas, esconder o nervosismo. Voz trêmula, cortada, até mesmo fria. Queria saber o motivo pelo qual ela tinha agido daquela forma, contudo eu não precisava está ali, naquele apartamento, com aquela mulher.

E ele foi revelado, para falar a verdade aquela desculpa não tinha convencido-me o suficiente, todavia deixaria para depois.

O elevador abriu e segui até meu carro. Não morava muito longe da loira, mas já era quase oito da noite. Hora do jantar na minha casa. Nunca me atraso, ou ouso faltar.

Ligo o rádio e estava tocando uma música, ela me fez lembrar de Emma instantâneamente.

Someone New - Hozier

There's an art to life's distractions

Somehow escapes the burning weight

The art of scraping through

Some like to imagine

The dark caress of someone else

I guess any thrill will do

Would things be easier if there was a right way?

Honey, there is no right way

[...]

Em alguns minutos já estava devidamente parada na porta de casa. Respirei fundo. Entrei.

Henry e Robin encontravam-se na mesa, em seus devidos lugares.

– Pensei que chegaria atrasada, mãe. – Henry falou com uma leve preocupação.

– Desculpe, precisei resolver outros assuntos depois que sair do estúdio. – fui até meu filho depositei um beijo no alto de sua cabeça e fui no meu marido e deixei um beijo nos lábios. – Vou lavar as mãos, só um momento. – rapidamente voltei e encarei meu marido que não falou um palavra sequer desde que cheguei. – Como foi o trabalho, amor? – perguntei sentando no meu lugar na mesa.

– Normal. – falou sem emoção.

– Apenas normal? – insistia em uma conversa que, pelo que me foi demonstrado, Robin não queria.

– Apenas normal. – ele continuava no mesmo tom.

– Aconteceu alguma coisa, amor?

– É apenas cansaço. – lançou-me um breve sorriso.

Não iria mais tentar manter uma conversa com ele, não sabia o por quê desse comportamento. E, sinceramente, não havia me instigado. Desviei minha atenção para Henry.

– Como foi na escola?

– Bem, normal.

– O que foi que aconteceu nessa casa que tudo que vocês falam é "normal"?

– Estamos cansados, Regina. – falou impaciente

Regina... Nunca gostava quando Robin usava meu nome com essa entonação.

– Ok, então vamos jantar e depois todos descansamos. – finalizei meio impaciente.

O resto jantar foi um silêncio, ouvia-se apenas o som dos talheres contra a louça. Não que jantares assim fosse uma supresa, minha família sempre foi unida, mas nas refeições sempre existia esse clima de meias palavras.

Depois que acabamos Henry foi alimentar agora seu vício em videos games e Robin foi deita-se. Também estava cansada, mas sem sono, então fui para biblioteca ler um pouco.

Entrei naquele espaço com tantos livros e aquele cheiro me alegrava. Não li nenhum como pretendia, meus olhos logo focaram no envelope branco com Regina Mills escrito à mão.

Era a minha foto.

Peguei-a e sentei no sofá que tinha no canto da biblioteca, olhava para a fotografia e analisava cada mínino detalhe capturado naquele papel. Emma tinha um talento incrível não poderia negar. Novamente peguei o envelope procurando a outra foto, mas ela não estava ali. Lembro-me que ela tirou duas, mas cadê a outra?

Até pensei em mandar uma mensagem ou ligar para ela e perguntar. Mas não, eu já tive muito de Emma Swan nesse dia, quem sabe numa próxima eu pergunte.

Pouco tempo depois resolvi ir deitar-me. Robin dormia profundo, o cansaço era tão evidente em cada linha de expressão que até perdoei a maneira fria que ele me tratou no jantar. Após um banho praticamente cai na cama, senti meu marido mexer-se e logo ele puxou-me pela cintura e sentir sua respiração quente no meu pescoço. Porém quando fechei os olhos lembrei de uma certa loira, e naquela noite foi com ela que dormir.

Na manhã seguinte acordei com Henry já devidamente vestido para ir a escola.

– Mãe, mãe. – ele estava sentando na beira da cama.

– Que horas são? Por que você já está arrumado?

– É quase na hora de sair, papai pediu para não acorda-la porque a senhora veio deitar tarde. – ele deu um beijo na minha testa. – Só vim desejar um bom dia.

– Bom dia, meu amor. – ele saiu e eu comecei a encarar o teto.

Espreguiçando todos os meus músculos sentei-me na cama e fiquei encarando os meus pés mexer os dedos buscando forças para levantar e viver mais um dia. Busqueu meu celular no criado-mudo e vi as horas 8:37am, não sou de acordar nesse horário  mas os meus dias estavam sendo de acontecimentos atípicos.

Fiz minha higiene matinal, tomei meu café tranquilamente tinha uma sessão de fotos apenas à tarde, apenas alguns assuntos burocráticos para resolver naquela manhã.

[...]

Os dias já estava chegando ao seu final, tinha cumprido toda minha agenda que era muito metódica, os horários muito bem marcados. Sou um pouco controladora, confesso.

Ainda estava terminando de arrumar minha bolsa, quando Zelena me ligou.

Sister. – falou com uma total falta de animação na qual tinha costume.

– Oi, Zel. – eu mantinha o tom normal, por mais que tivesse estranhando o seu.

– Vamos tomar um café?

OK, agora isso ficou bem estranho mesmo. Minha maninha não era a pessoa que faz convites para cafés no final de tarde. Realmente ela tinha algo para me contar, e, pelo visto, era sério.

– Fala logo o que você quer. – minha voz impaciente doía até nos meus ouvidos. – Eu conheço essa sua voz, ou você aprontou ou quer aprontar.

– Eu preciso conversar com você. –  fez uma pausa dramática e mais longa do que o normal. – É um assunto sério, Regina.

– Ok, Zelena Mills. –  soltei o ar que tinha dentro dos meus pulmões. – Você está na galeria?

– Não, estou em casa. – sinceramente essa forma de Zelena falar estava me preocupando um pouco. – Você vem? – foi mais uma súplica do que um pedido.

– Tudo bem. Eu chego daqui a pouco aí. – finalizei a chamada e fiquei pensando nos inúmeros assuntos que poderia estar afligindo a minha irmã.

Segui para sua casa.

Sabia que não era uma coisa muito boa que ela iria dizer ou fazer, conheço Zelena o suficiente, e, sinceramente, minha irmã era o oposto de mim. Louca, porém tinha um coração que poucas pessoas no mundo possui. E isso não poderia deixar de dizer. Não poderia deixar de amar.

Quase meia hora depois cheguei a sua casa,  que como a minha, era a imensa.Nunca entendi por que uma casa tão grande apenas para duas pessoas.

Assim que entrei já vi minha irmã, e pasme a cena, de pijama. Zel não era uma mulher de usar pijama em plena 5:00 da tarde. Meu Deus do céu, será que ela tinha alguma doença grave?

– O que aconteceu? – deixei de lado a educação para comprimentos.

– Calma, senta aqui. –  falou sentando no seu sofá e batendo no estofado bem ao lado seu indicando onde deveria ficar.

– Zelena, está doente? Você não é de usar pijama de dia, não esconde nada, por favor! Sou sua irmã, eu mereço saber por qualquer coisa que esteja passando. Vou ficar do seu lado, vou te apoiar mas por favor não me escondi nada. – minhas fadas saíram em uma urgência nunca vista antes.

– Regina,respira. – soltou um riso fraco. –  Não estou doente, você não vai se livrar de mim agora queridinha irmã do meu coração.

– Para de palhaçada. – estava completamente nervosa e deixei transparecer isso na minhas palavras rudes. –  Me diz logo que você deseja fazer ou fez, por favor.

– Regina é que... – e lá estava novamente aquela pausa longa que ela fez igual no telefonema, me olhou e segurou a minha mão e continuou seu discurso. –  Lembra da exposição dias atrás? – fiz com a cabeça que sim. – Bem... naquele dia eu descobri algo, mas não contei até saber como resolver esse problema. – o silêncio que instalou-se naquela sala foi quase mortal. – Eu estou grávida.

Não aguentei de felicidade, meu Deus! Iria ser tia. Abrir o meu mais belo sorriso, fitei Zelena e ela continuava paralisada, não demonstrava nenhuma emoção e o meu sorriso se desfez.

– Minha irmã. –  falei abraçando-a. – Sei que pode assustar no primeiro momento, mas você vai acostumar-se com isso. –  sorrindo voltei minha atenção para seus olhos e ela continuava como antes. – O que foi minha querida? Tem algum problema com bebê?

– Eu não vou ter essa criança. Eu já decidi. –  ela falou com a secura nas palavras na qual eu nunca vi antes Zelena falando antes.

Não esperava por isso entra em choque não podia esperar uma coisa dessa dizendo a Nina sempre soube que ela e o marido não queria ter filhos até aceitei a ideia de não ter sobrinhos, mas Deus ela estava grávida. Grávida.

– O quê? –  praticamente gritei causando nela espanto, levantei e fiquei andando de um lado para o outro passando a não na cabeça tentando processar essa informação. – O que está acontecendo? O que você tem na cabeça para fazer uma coisa dessas?

– Essa é uma decisão minha. Regina eu estou apenas lhe informando, não pedindo a sua opinião. Já me decidi.

– Seu marido sabe dessa loucura que você está pensando em fazer?

– Claro que sabe.

– E ele concordou com esse absurdo? – falava desacreditada. – Você realmente se casou com um banana.

– Primeiro, ele não é banana. – ela estava com muita irritação na sua voz. – Segundo, o corpo é meu, eu decido o que fazer com ele. Claro que conversei com meu marido. Apresentei minhas opiniões sobre o assunto,  levei os argumentos dele em consideração, mas a última palavra é minha. – respirou fundo preenchendo todos os seus pulmões com ar e solto lentamente. – Eu não vou ter esse bebê. Não nasci para ser mãe, nunca tive esse desejo.

Fiquei horrorizada com tudo o que ouvir da minha irmã. Ela só pode está ficando louca. como pode pensar em fazer isso? Matar uma pessoa? Um ser vivo? Isso é um absurdo! Se ela não mudasse de ideia, era claro que iria falar com os nossos pais, eles conseguiriam colocar um pouco de juízo na cabeça avoada de Zelena.

Não tinha mais condição de ficar ouvindo todos esses absurdos que saíam da boca dela. Tudo aquilo mexia demais comigo, essas coisas me chocam. Entendo que é um direito da mulher fazer isso, mas isso não significava ter que fazer.

Seguir com meu carro sem rumo pelas ruas das cidades. Acho que fiquei algumas horas fazendo isso. Robin chegou até a minha ligar, não estava com cabeça para decidir o que iríamos jantar, então apenas mandei uma mensagem informando que não iria chegar no horário.

Após rodar entrar e sair de quase todas as avenidas. Estacionei o carro, e entrei em um barzinho. Álcool, era isso que eu precisava. O lugar até que era charmoso, poré não estava muito preocupada com isso.

Sentei no balcão e o garçom aproximou-se.

– O que deseja a senhorita? -perguntou gentilmente.

– É Senhora, e um whisky com gelo. – fui mais ríspida do que desejava. – Na verdade eu vou querer um duplo e sem gelo. – o rapaz logo colocou um copo na minha frente apoiado em um guardanapo virou a garrafa até atingir o limite no qual tinha me pedido, em segundos vire o copo ele acenou como se perguntasse se eu desejava mais. Afirmei com a cabeça que sim e de novo bebi aquele líquido em segundos, ele repetiu movimento anterior e eu estava com copo cheio de novo. Até que pedir para ele deixar a garrafa. Na meu quarta ou quinta dose, quando estava levando o copo à boca, uma voz, que estava ficando familiar aos meus ouvidos, falou.

– Melhor não tomar tanto álcool de uma vez. – virei e Emma Swan estava sentando-se ao meu lado. – Você vai ficar bêbada em minutos.

– Talvez seja exatamente isso que eu queira. – a tonalidade da minha voz era completamente grosseira. – O que você faz aqui a um bar longe da sua casa? – perguntei finalizando mais um copo.

– Esse bar pertence a um amigo meu. – consegui ver na minha visão periférica ela sorrindo timidamente olhando para frente assim como eu. – Eu sempre venho aqui. – sorriu novamente. – O que você faz aqui e por que está bebendo feito louca? – senti seu olhar queimar minha bochecha.

– Me desculpe isso não é da sua conta. – agora eu realmente fui grossa por querer –  Você pode, por favor, me deixar sozinha. Não preciso de babá.

Pensei que ela ia ficar ali e tentar mais algum contato, e parece que meu subconsciente estava desejando muito isso, mas ela simplesmente afastou-se, não falou mais nenhuma palavra, apenas foi. E a vi saindo do meu campo de visão. Minha atenção voltou-se para o recipiente pequeno de vidro. Mais uma, duas, três, quatro doses, não sei quantas tomei. Aquela noite, sinceramente, precisava disso, precisava afogar toda essa história da Zelena. Passei a observar as pessoas daquele local, umas sentadas à mesa, outras sozinhas, assim como eu, pareciam tão frustadas segurando o copo com as duas mãos. Eu não vi mais a presença daquela loira, acho que fui arrogante o suficiente por soltar tudo aquelas minhas falas e frustrações. Ela tinha ido embora e, por um momento,  praguejei tudo o que estava acontecendo. Emma não merece isso, ela foi até muito solidária indo aonde eu estava e tentando saber o que estava se passando comigo, contudo a minha cabeça não tava para cortejos, só precisava afolgar minhas mágoas e esquecer que a minha irmã é uma doente, é uma louca. E entre goles, doses e lamentações, não sei quanto tempo passei dentro daquele bar, sentada naquele balcão. Meus olhos ficaram cada vez mais pesados, conseguia apenas ver coisas distorcidas e vozes distantes. Acho que apaguei.

[...]

Lentamente meus olhos foram abrindo minha cabeça latejava, o gosto amargo de bebida com o ácido de vômito era presente na minha boca. Quando já estava me acostumando com a luz no ambiente percebi que não era minha cama, não era meu quarto, muito menos a minha casa.

Onde será que eu estava?


Notas Finais


Ufa, que Regina é essa? Estou desconhecendo a doce mulher da floresta... Ou será que essa é a verdadeira Regina e ela nos enganou durante todo esse tempo? Eu arrisco dizer que é TPM.

E onde essa jovem senhora Regina Mills acordou? Palpites?

Deixe seus comentários, ajuda muito saber o que vocês pensam <3

Meu tt: @reginswan

Playlist: https://open.spotify.com/user/miriansoars/playlist/7d0lHxpYHJbpFOHTnUtQ83


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