História Colégio Interno Órion, só para garotos - Capítulo 57


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol; HunHan; Kaisoo; Sulay; Taoris; Xiuchen, Opções
Exibições 293
Palavras 8.961
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá pessoas, bom dia!
Eu sei que demorei muito pra postar, mas é que realmente não deu porque nesse tempo em que estive afastada acontecerem várias coisas terríveis por aqui que não se resolvem facilmente e a situação era muito séria e delicada. Agora parece que está melhorando um pouco, mesmo assim as perspectivas quanto a elas são muito obscuras ainda. Trata-se de alguns dramas pessoais que me abalaram profundamente e eu realmente pensei muito seriamente sobre o futuro do Órion, pensei em declarar Hiatus, mas achei que isso não seria uma medida leal para quem acompanha a fic. Não foi a primeira vez que eu pensei em parar com a história, mas depois de muito pensar como escritora e como leitora de fics eu concluo que seria uma perda muito grande toda vez que uma historia entra em hiatus, principalmente se você é leitor – Não estou dizendo que atrasar seja o melhor – Existe uma séria responsabilidade no ato de escrever fics, primeiro que vc se propôs a escrever, depois que existe os leitores que esperam ansiosos e eu pessoalmente não gostaria de ver minha história em Hiatus porque eu realmente acho que essa história tem muito potencial apesar de apresentar algumas falhas como personagens que aparecem mais que outros e outras coisas. Não estou excluindo nenhuma possibilidade com relação ao futuro do Órion, mas na vida existem coisas que a gente não entende e não sabe lidar e muitas vezes a gente é forçado a tomar decisões que a gente não quer às vezes a gente fica tão sufocado com coisas que acontecem com a gente que realmente não encontra nenhum meio de escapar e isso provavelmente já deve ter acontecido com vocês em algum momento. Não me sinto a vontade pra dar detalhes aqui, mas só queria que soubessem que não atrasei por motivo qualquer e sim por forças externas e mais fortes do que eu.
O que eu posso dizer sobre esse momento é que parece que as coisas estão se acalmando e não sei o que isso significa porque às vezes a gente pode ser surpreendido por imensas tempestades no meio da calmaria e isso dá muito medo. Às vezes o silencio resulta em grande drama. Mas por enquanto o Órion continua com atualização prevista para a próxima semana.
Espero que gostem desse capítulo e nos vemos nas notas finais.

Capítulo 57 - Contra corrente


 

Capítulo cinquenta e sete: Contra corrente

 

 “ Me abrace

Se ao longo do meu caminho de vida

Uma lágrima de arrependimento cobrir

Meus olhos e molhar minha face

Não me perguntes nada

Apenas me abrace, porque minhas lágrimas

Não foi você quem me feriu

Elas são lembranças de erros cometidos em meu passado.”

Nusa Nunes.

 

 

XiuMin insistiu para ir com Chen nesse tal encontro com a namorada dele e com a amiga dela. Por mais que Chen dissesse não a esse pedido a insistência do outro era tão irritante que mesmo com a sensação de que alguma coisa ia sair errada nessa história acabou vencido.

-Não se preocupe Chen, vai dar tudo certo. – XiuMin disse agradecido e deixou um beijo na bochecha dele. – Eu prometo não fazer nada de errado e nem ficar com raiva.

-Mas o problema não é necessariamente você estar lá, mas o que pode acontecer nesse encontro. – Chen disse desanimado. – Ainda tenho a sensação de que alguma coisa não está certa.

-Chen calma, por favor, você está meio tenso. Isso tudo é coisa da sua cabeça, já falei que não tem com o que se preocupar. Ficaremos bem. – XiuMin tentou animá-lo. Pegou um casaco que estava jogado na cama do Chen e lhe entregou. – Agora vista esse casaco e vamos logo.

Chen pegou o casaco tentando esboçar um leve sorriso. Vestiu-se deixando XiuMin satisfeito e disse:

- E se ela se interessar por você? – Disse contrariado.

- Se ela se interessar vai ficar querendo. – XiuMin revirou os olhos e foi empurrando o amigo para sair do quarto. – Você sabe que eu te amo, então para de inventar histórias. Quem devia estar desse jeito tenso e sem vontade sou eu afinal você está indo se encontrar com sua noiva e com certeza ela vai querer te beijar e ficar de mimimi com você.

-Se ela quiser me beijar eu me recuso. – Chen resmungou.

-Ahãm. – XiuMin desdenhou. – Vamos acabar logo com isso, anda. Quanto mais cedo chegarmos lá mais cedo voltamos.

- Desse jeito está parecendo que vai pro matadouro. – SuHo comentou terminando de se arrumar também. Estava no quarto junto com eles e ouviu parte daquela conversa. – Se você não quer nada com ela por que não termina?

-As coisas não são tão simples assim. – Chen se lamentou . – É uma longa história, sabe?

- Não. Não sei. – SuHo respondeu. – Mas tudo bem não precisa explicar. Estou saindo para resolver umas coisas urgentes.

-É algo grave? – Perguntou XiuMin se preocupando.

-Não... Quer dizer, depende do jeito que se olha. Não acho que seja algo de todo ruim, mas eu preciso fazer. – SuHo explicou se aproximando deles. – Estou indo me encontrar com minha namorada...

-Mas você não está com o Lay? – Chen e XiuMin estranharam.

-Sim, mas não é o que estão pensando. – SuHo sorriu.- Estou indo terminar com ela pra poder assumir um novo amor que é o Lay.

-Ah sim. – XiuMin soltou um suspiro. – Já estava pensando uma série de coisas aqui.

-Não. Não enganaria o YiXing, ele não merece isso. – SuHo disse.

-É bom que pense assim porque o YiXing é muito sensível e mesmo que ele negue ele se machuca muito fácil e esconde essa dor dentro dele. – Chen alertou. Suho sentiu uma pontada incomoda no coração ao lembrar do soco injusto que ninguém além do Tao e do Kris tomaram consciência. – Olha lá o que você vai fazer, viu, porque se acontecer alguma coisa com ele eu te mato.

- Pode deixar. – SuHo sorriu. – Agora vamos logo que está ficando tarde e todo mundo já deve estar no ônibus.

E assim saíram do colégio com a mesma atmosfera rotineira de ansiedade e expectativas de uns e apreensão de outros. Quando o âonibus parou na praça central, antes de se levantar Chen olhou para o relógio no pulso e lá estava 09: 03 da manhã. Sentiu um tremor de medo no coração. Queria voltar, mas se forçou a ir mesmo sabendo por presságio que algo não estava certo.

-Chen melhora essa cara senão ela vai desconfiar de alguma coisa. – Alertou XiuMin o forçando a se levantar e sair do ônibus.

-Você não está se sentindo estranho? – Chen perguntou incomodado com a reação do XiuMin. – Você parece animado como se quisesse que isso acontecesse, parece até não se importar com a situação.

-Não é que eu não me importe com a situação, é que eu quero saber como ela é. quero saber se ela realmente gosta ou não de você. Isso é uma curiosidade minha e do mesmo jeito que eu não sei te explicar porque eu desejo isso, você não vai saber me entender. – XiuMin explicou. – Claro que eu vou me sentir muito ofendido e afetado por qualquer demonstração de amor e carinho que possa ocorrer, mas eu acho que eu devo mesmo ir nesse encontro.

- Tem razão, eu não entendi nada. – Chen apertou o olho com as mãos numa atitude nervosa.- Mas tudo bem, contando que a gente não entre em crise depois disso.

- Não pense negativo. – XiuMin pediu.

E assim desceram do veículo e se sentaram em um banco da praça a espera das meninas. Nenhum dos dois podiam negar para si mesmo que não queriam estar ali, mas se forçavam por motivos maiores que suas reais vontades.

Para XiuMin a vontade de entrar na vida de JongDae e fazer parte dela de alguma maneira era gritante e o fazia se segurar em espinhos perigosos ao se envolver numa teia que ele jamais poderia imaginar o quão complexa era. Mas tinha que afrontar aquela realidade de algum modo, essa chance que o destino lhe dava não poderia ser desperdiçada por simples medo. Tinha que saber quem era a garota, o que pensava e... Se realmente era melhor que si. Tinha que se por frente a frente com sua rival. Essa era a única e exclusiva verdade. Tinha medo de ser trocado por ela e se isso acontecesse jamais poderia vencer essa batalha porque tudo e todos estavam contra si. Sabia que o fracasso desse romance era eminente a tal ponto de não poder ignorar, mas tanto ele quanto JongDae preferiam fechar os olhos e acreditar que tudo ficaria bem e que na verdade nada estava acontecendo.

Enquanto esperava JongDae mexia os dedos nervoso sentindo o coração acelerar a cada segundo do relógio. Sabia que não era uma boa ideia e se sentia cada vez pior ao aceitar que falhou quando não conseguiu convencer XiuMin a permanecer longe desse assunto. Não que SunHee fosse alguém perversa, pelo contrário, era uma garota muito educada e delicada, mas até mesmo as mais belas rosas tem espinhos, não é mesmo?

Foi exatamente as 09:30 da manhã que SunHee e a amiga chegaram a praça de taxi sorridentes. Cumprimentaram os meninos, SunHee quis dar um selinho no noivo, mas JongDae não permitiu e ela teve que se contentar em agir como se nada demais tivesse acontecido.

- E então MinSeok, você conhece o JongDae há muito tempo? – Perguntou SunHee o observando a fundo.

MinSeok sentiu o olhar o espetar de maneira bem desdenhosa, por isso em questões de segundos resolveu entrar no jogo. Com certeza se essa menina tivesse uma longa conversa com a sogra, em algum momento do futuro saberia da história trágica deles, portanto inventar qualquer alternativa paralela para a realidade era algo fora de cogitação.

- Nos conhecemos desde a infância, mas perdemos contato. – MinSeok respondeu com um sorriso amável. – Só voltamos a nos encontrar de novo no Órion.

- Ah que legal, eu adoraria conhecer mais sobre essa história, parece interessante. – Ela disse com um sorriso falso o desafiando veladamente.

-Seria uma boa ideia te contar, mas a história é muito longa. Quem sabe outro dia? – XiuMin propôs.

-Que tal se a gente deixasse isso de lado e fosse comer alguma coisa? – Chen propôs incomodado com a conversa deles.

-Ah sim, que tal a gente tomar um café pra conversar um pouco. – Lindsey concordou animada.

Andaram até uma cafeteria e doceria não muito longe dali. Sentaram-se em uma mesa, discutiram um pouco sobre o menu e fizeram o pedido.

- Sabe eu propus esse encontro de casais porque como em breve eu e o Jong vamos nos casar seria interessante me aproximar mais da vida dele, afinal ele passa tanto tempo no internato que isso acaba me distanciando . – SunHee comentou som um sorrisinho desdenhoso no rosto. – Espero que não tenha se incomodado.

-Não se preocupe comigo. – MinSeok se limitou a responder sentindo um incomodo grande naquele momento.

- Eu adorei te conhecer. Adoro conhecer pessoas novas e você é adorável MinSeok. – Lindsey disse animada. – Você tem um rosto tão lindo, parece mais uma criança. 

E foi aí que ela tocou o rosto dele o assustando e o fazendo corar. Rapidamente ele tirou a mão dela de sua bochecha. Pareceu um gesto muito grosseiro e quando MinSeok se deu conta se sentiu deslocado e encolheu um pouco os ombros pra depois voltar a postura normal.

-Desculpe, é que eu não gosto que toquem no meu rosto. – Se desculpou.

-Não faz mal. – Lindsey sorriu. – Mas conta um pouco sobre você. Sobre o JongDae eu já sei, SunHee me conta tudo, mas nunca falou de você.

-É verdade. – SunHee deu um sorrisinho inclinando um pouco a cabeça pra trás. – Até acho estranho JongDae nunca ter falado de você.

- Ah... Não tenho muito o que falar de mim. – MinSeok sorriu desconfortável.

- Vocês são melhores amigos, não são?  Devem ter tido muito o que por em dia depois que se reencontraram– SunHee o olhou intensamente e logo adquirindo uma expressão pensativa continuou. – Me espanto com o fato do JongDae nunca ter mencionado você.

-Não mencionei porque não julguei necessário. – Chen se meteu irritado

- Mas pelo menos convidou ele para o casamento, né? – Lindsey provocou. – Ontem nós começamos a escolher os convites e tinha tantos modelos, um mais lindo que o outro.

-Ah, é verdade. E a propósito precisamos escolher os padrinhos ainda senão fica muito em cima da hora, e você meu amor precisa me dar o nome dos seus amigos pra que eu possa convidá-los e preparar a festa a altura do número de convidados. – SunHee se insinuou para o noivo.

-Perai desse jeito vocês vão deixar ele sem graça. – Chen interviu percebendo o desconforto de XiuMin. – Se eu soubesse que isso ia ser uma conversa sobre casamento eu nem teria trago ele

-Ah seu bobo, não fica bravo comigo. – SunHee deu um tapa de brincadeira no braço de JongDae e forçou um selar. – É natural que eu fale dessas coisas porque é um acontecimento muito importante pra selar o nosso amor. – Sorriu forçando JongDae a sorrir torto.

- Fico feliz com o seu entusiasmo, mas pelo o que eu entendi o casamento não vai ser quando ele se formar? – XiuMin perguntou calmo.

- Sim, mas um casamento não se planeja da noite pro dia. Para celebrar esse momento importante tem que ser uma grande festa. – SunHee explicou lançando a MinSeok um olhar desdenhoso altamente disfarçado. – E depois, estamos tao animados com a ideia de pertencer um ao outro para sempre que é impossível conter a ansiendade.

-Aproveitando o assunto, me diga MinSeok, você está solteiro? – Lindsey se aproximou mais de MinSeok cheia de expectativas.

JongDae se sentiu completamente incomodado e isso não passou despercebido por todos da mesa. SunHee olhou para o noivo com uma olhar de desaprovação, mas logo reassumiu a postura de antes como se não tivesse acontecido nada. Lindsey encarava MinSeok sem pestanejar mantendo a ansiedade da resposta. Incomodado MinSeok ficou sem fala por instantes sentindo a bochecha esquentar violentamente enquanto três pares de olhos o encaravam.

- Não tenho um compromisso. – MinSeok disse travado depois de uma pausa inconveniente.

- Gente vocês vieram aqui pra quê afinal? – Chen perguntou incomodado.

-Calma JongDae, não estou entendendo porque você está estressado? – SunHee o repreendeu. – Por um acaso tem algo que eu devo saber?

-Não é nada do que está pensando. – Chen respondeu gesticulando nervoso. – O problema é que vocês nem bem conhecem ele e já estão deixando ele constrangido com essa conversa.

- Por isso que estamos conhecendo. – SunHee se defendeu revirando os olhos por achar aquela resposta idiota.

-Sim, mas não precisa ficar se intrometendo desse jeito. – Chen respondeu.

-Está com ciúmes JongDae? – Ela perguntou séria o deixando constrangido e sem fala.

JongDae quase engasgou de nervoso, tossiu uma vez ficando absurdamente vermelho, olhou com raiva para noiva e disse:

- Porque está me perguntando isso?

- Por nada! – Ela disse sarcástica. – Não tem motivo nenhum pra isso, não é mesmo. Foi só um comentário bobo.

- Vamos mudar de assunto, não quero que vocês briguem sem motivo, já basta o drama de MinSeok. – Propôs Lindsey lançando o veneneo. MinSeok olhou pra ela assustado sem entender nada e Chen também parecia ter perdido o rumo.

-É mesmo, me desculpa. – SunHee sorriu de lado encarando MinSeok. – Deve ser muito triste pra você saber que está falido, não é? – Recebeu o olhar atônito do garoto paralisado processando a informação.

- Não sei do que está falando. – MinSeok disse desorientado.

-Não precisa ficar nervoso. – Lindsey simulou uma preocupação aparente. – Já não é segredo na alta sociedade que sua família perdeu tudo.

-Isso é mentira! – MinSeok falou alto com muita raiva. – Eu não tenho que ficar aqui escutando vocês dizerem isso. Não há nada de errado com minha família e pelo amor de Deus, os assuntos financeiros da minha família não são da conta de vocês.

- Mas o que há de errado em ser pobre? – SunHee se fez de desentendida.

- Para. – Chen se intrometeu se levantando. – Acho melhor tudo acabar por aqui. Eu não sei porque vocês fizeram isso, esse assunto não tinha nada a ver com a conversa.- Chen estava nervoso e preocupado com o que XiuMin poderia estar sentindo e como iria reagir já que seu corpo estava rígido e sua expressão nervosa. Pegou na carteira uma quantia em dinheiro que nem soube quanto, mas pelo volume pensou que seria o suficiente para pagar a conta.  – Espero que estejam satisfeitas por conseguirem mostrar o quão inconveniente são. Esse encontro acabou, vem MinSeok.

Puxou o garoto e saiu apressado arrastando o menino. Não falaram nada até saírem do estabelecimento deixando as duas parecendo duas patetas no café. Na rua Chen se virou para XiuMin e disse nervoso, mas sem intenção de descontar a raiva nele, porém foi inevitável:

-Está vendo só? É por isso que não queria que você viesse.

-Acho que não devia ter deixado elas sozinhas. – XiuMin disse com a voz baixa como premonição.

- Eu nunca quis estar aqui pra inicio de conversa. – Chen disse frio. – Você deveria me ouvir.

- Não vem jogar a culpa em mim agora. – XiuMin disse irritado. – Sinto muito dizer, mas a sua noiva é uma....

-Minha noiva nada. – Chen disse com a voz elevada pra abafar a voz dele e avisar pra tomar cuidado com as palavras.

XiuMin se sentiu ofendido quando percebeu que ele iria defende-la. Fechou o rosto tentando conter a raiva, mas com isso seu rosto ficava mais vermelho e ele cerrou os punhos com força. Se virou e se afastou apressado de Chen. Ia pra qualquer lugar, mas não ficaria ao lado dele de jeito nenhum. Chen pareceu entender a burrada que fez e num gesto de desespero se culpou intimamente e foi atrás dele.

-MinSeok! – Chamou Chen indo atrás dele, mas o garoto nem olhou pra trás e apressou o passo. – MinSeok, espera. – Tentou de novo, correu um pouco e conseguiu segurar o braço dele o fazendo virar para si quase chocando os corpos. – MinSeok você entedeu errado. – Disse ofegante.

-Não entendi nada errado. – MinSeok falou com raiva e puxou o braço com força pra se soltar. – Me deixa sozinho. Volta lá pra sua noiva, afinal é falta de educação deixa-la sozinha.

-Não vou voltar, vou ficar com você. – Chen foi incisivo.

-Olha Chen, a situação entre nós já era bem definida desde o começo. – XiuMin disse se esforçando ao máximo para ser forte. – Você tem sua noiva e eu vou viver minha vida e encontrar alguém, o que tivemos no colégio fica somente no colégio sem nenhum envolvimento emocional nisso. Você não vai largar ela e eu realmente espero que você seja feliz com a vida que está levando, também espero que eu seja feliz acima de tudo e de todos, vou encontrar alguém também e vou me casar um dia, quem sabe no futuro nossos filhos possam conviver em paz, mas por enquanto nossa história está como está e eu não te culpo por nada. Você disse pra eu não vir e eu fui teimoso e vim, mas não sou obrigado a ouvir o deboche dela e eu percebi uma coisa muito importante hoje: apesar de você me dizer que não gosta dela e que essa situação não passa de um arranjo contratual entre famílias, você não vai ficar contra ela mesmo sabendo que ela está errada.

-As coisas não são assim como você pensa. – Respondeu Chen. – Você mais do que ninguém sabe como funciona o ódio entre nossas famílias. Esse caso não é uma questão de escolhas. Sabe que não há como fugir da nossa realidade...

- Sei. Sei muito bem, mas o que mais me dói agora... – XiuMin engoliu um nó na garganta. – É que você a defendeu, mesmo depois de tudo o que ela falou. Mesmo sabendo que essa história não é verdade porque se fosse eu não estaria no Órion.

 - Eu sei Min. – Chen concordou de cabeça baixa com a voz sendo atingida por um nó de choro. – Me desculpa...

-Levanta a cabeça JongDae. – Pediu MinSeok sério. – Eu não quero que fique triste ou que faça drama e comesse a chorar. Eu vou pro colégio e você vai continuar com sua farça antes que sua mãe resolva vir até aqui te enfernizar, no colégio a gente conversa com calma, está bem?  - MinSeok sorriu pra passar algum conforto. Chen concordou com um aceno de cabeça, mas um pouco abalado. MinSeok se virou pra continuar seu caminho e seu sorriso foi assassinado pelo choro abafado que já lhe inundava os olhos. Estava intimamente péssimo.

Depois de caminhar por um longo tempo e se encontrar sozinho em um beco se sentou escorado na parede deixando a dor da iminente verdade lhe consumir. Não eram as palavras que ouviu naquele café que o machucaram, mas o que o machucou profundamente foi notar que querendo ou não querendo Chen sentia alguma coisa por ela e isto sendo verdade, ele já não tinha nada o que fazer se envolvendo com ele, nem mesmo um mísero motivo pra continuar a acreditar que o noivado deles era mera inconveniência.

Tentou se acalmar e depois de muito tentar resolveu pagar o celular e discar pra alguém que sabia que poderia confiar e lhe passar um pouco de conforto.

“ – Alô! – Contestou uma garota do outro lado depois de alguns toques. Minseok sorriu levemente ao ouvir a voz dela depois de tanto tempo.

-Oi Naru, como vão as coisas por aí? – MinSeok perguntou escondendo a voz embargada pelo choro.

-Oi MinSeok. – A garoto sorriu. – Não esperava que você ligasse, está tudo bem? Sua voz está meio estranha.

-Está sim, estou um pouco gripado só isso. – Mentiu. – Mas eu só queria saber como as coisas estão.

- Aqui está tudo bem sim. – respondeu.

MinSeok ficou alguns segundos sem ter o que falar pensando se deveria ou não confiar a ela o seu medo e suas dúvidas. Naru era a filha da empregada, mesmo assim era sua melhor amiga e confidente. Angustiado pensando no que SunHee disse resolveu confidenciar.

-Naru, você está sozinha?

-Sim.- Respondeu estranhando.

-Queria que fosse muito sincera e guardasse segredo com o que vou dizer, promete deixar isso em segredo? – Perguntou preocupado.

-Nossa, desse jeito está me preocupando. Aconteceu alguma coisa? – Ela perguntou apreensiva.

-Promete Naru. – Insistiu.

-Ta bom, prometo. – Ela disse.

-Queria saber se você notou alguma coisa estranha aí em casa? – MinSeok confidenciaou. – Tipo, meu pais chegaram a comentar alguma coisa sobre as finanças ou algo do tipo?

Ouviu ela suspirar tensa.

- Olha, eu não sei de muita coisa, mas tem um senhor que vinha aqui em casa e ele e seus pais se trancavam no escritório e ficavam lá por horas. As vezes eu levava café pra eles e os percebia alterados, principalmente seus pais. Eu não sei o que é, mas isso me deixou intrigada.

- Tem certeza que não sabe mais coisas, não ouviu alguma coisa que pudesse indicar algo, nem que seja um comentário qualquer despercebido? – XiuMin perguntou angustiado.

-Calma, pra quê tudo isso? – Ela não entendeu.

- Por nada. – XiuMin desistiu de insistir. Pensou um pouco e acrescentou. – Naru me faz um favor?

-Sim, pode falar. – Ela disse espontânea.

-Fica de olho nas coisas pra mim, se souber de qualquer coisa, principalmente do que se refere a nossa empresa ou situação financeira me avisa, por favor. – Pediu MinSeok. – E mais uma coisa, guarde tudo em segredo.

- MinSeok... – Ela susupirou. – Eu gosto muito de você, mas espero que entenda que eu não posso me intrometer na vida dos seus pais como pretende que eu faça...

-Mas você não está me entendendo.- XiuMin a cortou. – Escuta, ouvi alguns comentários que me deixaram intrigados, por isso estou te pedindo isso.

- Está bem. – Concordou. – Mas estou fazendo isso por você.

-Ok. – XiuMin sorriu. – Me liga assim que souber de alguma coisa, se eu não puder atender eu retorno a ligação.

-Está bem. – Respondeu. – Agora eu preciso ir.

-Então tchau e espero você me ligar. – Se despediu e a ligação foi encerrada.”

XiuMin respirou fundo inclinando a cabeça para o céu, permaneceu ali se recuperando internamente por três mintos. Se levantou, sacudiu a peira e pensativo andou até o Órion, onde permaneceu o resto da tarde absorto em seus pensamentos, afligindo-se a cada pensamento ruim que lhe acometia.

Em outro ponto da cidade, em um apart hotel, LuHan e SeHun aproveitavam um momento sozinhos. Era estranho estar no apartamento do tio do SeHun, ainda mais quando ele não estava lá, mas o caso era que HyunKi apoiava o relacionamento dos dois e sabendo que o ChinHae e a Sura se opunham a isso resolveu permitir que os meninos tivessem um momento pra eles, só não tinha previsto o que estava acontecendo ali.

LuHan de lábios vermelhos e inchados arfava deitado sem camisa no sofá enquanto SeHun, igualmente com a parte superior desnuda estava por cima dele lambendo um dos mamilos enquanto a outra mão percorria o abdomem, a essa altura todos os pelos de LuHan estavam eriçados. Fechou os olhos arfando mais uma vez assim que SeHun sugou a região sensível. O quadril de SeHun se mexeu roçando intencionalmente os membros despertos causando um gemido baixo. Nesse instante as pernas de LuHan querem se entrelaçar ao quadril dele aumentando o contado. SeHun procurou sua boca e quase se engoliram puxando alguns fios de cabelo um do outro. Quando se separaram por falta de ar, ainda arfando se encaram com luxúria por alguns instantes até que o olhar de SeHun baixou para a cós da calça, LuHan acompanhou o olhar entendendo perfeitamente os passos seguintes. Mordeu os lábios e encontrou novamente o olhar de SeHun esperando uma resposta que foi dada sem palavras. Novamente se beijaram intensamente antes de SeHun abrir a calça lentamente fazendo com que suas mãos exercessem alguma fricção, LuHan se contorceu com o contato o fazendo rir satisfeito quando gemeu seu nome entrecortado... “Se... Hun”....

A vontade de SeHun era louca... Insana, mas o sentimento por trás das reações carnais era o que o fazia ter a aparente “calma” em um momento assim, LuHan não é o tipo de garoto que se invade de forma desmedida, rápida e sem sentimentos. Ele precisa de um tempo pra ganhar confiança e se entregar, era o tipo de garoto que faz amor.

SeHun sussurra algo que  ele não conseguiu entender e se afasta. LuHan o olha intrigado, mas logo SeHun se ajeita de novo e volta a beijá-lo para enfim abrir a calça rapidamente e tirá-la com sua ajuda. Totalmente exposto LuHan cora e esconde o olhar em outra direção. SeHun massageia o volume escondido pela box e LuHan diz algo obceno acompanhado por um gemido. Foi o suficiente para SeHun sentir uma fisgada mais intensa em seu membro o fazendo, num gesto rápido, retirar a box. LuHan se assustou um pouco com a rapidez e a exposição que se levantou um pouco se apoiando nos braços enquanto esperava o toque que tanto queria. SeHun envolveu seu abdomem como se fosse puxá-lo, mas somente beijou com estalos a região do baixo ventre, se aproximando devagar e aparentemente descompromissado nas proximidades do falo. A cada toque um arrepio diferente e mais intenso percorria o corpo do pequeno Xiao. Queria levar LuHan a pedir que o masturbasse intensamente. SeHun tocou o membro sensível dele o estimulando, chupou próximo a virília. LuHan se mexe, mas SeHun continuou o que fazia e roçou os testículos com a boca e chupou. LuHan se agarrou aos braços dele enterrando as unhas ali enquanto mordia os lábios com a sensação intensa. SeHun levantou a cabeça sorrindo e ouviu LuHan sussurrar urgente que queria o toque da boca dele no seu membro e SeHun o obedeceu envolvendo o membro pulsante com a boca quente e se movendo com ansiedade e desejo enquanto LuHan delirava com as reações do corpo e gemia e suas expressões se transfiguravam no delírio da carne, uma delas fez SeHun parar antes que ele não suportasse mais e se desmanchasse. LuHan o empurrou e desabotou a calça dele o deixando despido rapidamente. Levantou-se e jogou SeHun no sofá , não deu tempo dele fazer alguma coisa.  Queria tortura-lo um pouco. Ajoelhou no chão e se inclinando felinamente em direção ao membro dele roçou com a ponta do dedo a extensão do membro dizendo coisas obsecenas. SeHun gemeu entrecortado cerrando os olhos logo respondendo com palavras obcenas. Beijou a glade roçando a língua molhada em seguida. SeHun se remexeu com os tremores mais afoitos que sentia e deixou escapar um gemido mais forte quando LuHan finalmente abocanhou o membro iniciando um movimento lento enquanto observava SeHun com os olhos brilhantes de desejo.

- ... Han... – Gemeu SeHun querendo que ele fosse mais rápido. A boca quente e molhada lhe causava tremores intensos. Fazia muito tempo que queria aquilo. Agarrou-se aos cabelos de LuHan e o incentivou a ir mais rápido. LuHan não fez esforço para contrariá-lo e rapidamente o membro de SeHun chegava ao fundo de sua garganta. No começo foi um pouco desconfortável, mas o desejo de SeHun era tanto que nem percebeu.  Não foi o caso dele se sentir totalmente desconfortável, era só que não esperava aquilo, mas logo se acostumou com a necessidade e intensidade do outro e mesmo que não tivesse experiência não causou nenhum desconforto nele.

SeHun sentiu a intensidade do frenesi de seu corpo aumentar como quem está a ponto de gozar e não queria fazê-lo agora. Queria muito estar dentro dele para isso. Com a respiração ofegante puxou LuHan com força a ponto de marcar seu braço e procurou afoito a boca dele. Fez LuHan se inclinar no sofá de costa para si o penetrando sem prepara-lo. LuHan gemeu alto liberando um palavrão. SeHun lambeu o pescoço dele sussurrando um pedido de desculpas, uma de suas mãos massageou o membro dele para que relaxasse e LuHan se empinou com o toque arqueando pra trás sua cabeça enquanto gemia. Talvez se sentisse completamente constrangido estando de quatro num sofá sendo penetrado rapidamente, mas a única coisa que vinha a sua mente naquele momento era a necessidade de sentir prazer. SeHun beijou as costas dele e apertou a bunda macia começando lentamente os movimentos quanto Luhan protestava para ir mais rápido e assim fazia. Com os suores despontando nos poros, SeHun ainda segurava o quadril firmemente deixando a região vermelha enquanto os corpos se chocavam frenéticos.

SeHun queria ver a expressão de LuHan quando gozasse, ainda mais agora que ele estava mais solto o deixando louco. Se retirou ouvindo um protexto dele, mas sem muito tempo o puxou para sentar-se em seu colo o penetrando novamente. LuHan tinha uma expressão intensa e deleitosa que SeHun nunca esqueceria porque atingiu em cheio seus desejos. LuHan se moveu ditando os movimentos se apoiando nos braços do namorado que beijava o ombro dele enquanto uma de suas mãos incentivava o membro dele aumentando a excitação dele. LuHan se mexia e rebolava enquanto deixava seus gemidos escaparem altos, totalmente diferente daquela primeira transa. Devia ser o local, não havia ninguém no apartamento e no andar não havia vizinhos isso contribuiu para que ele se soltasse, mas quem se deleitava com isso era SeHun que também se excitava cada vez mais até ajudar LuHan com os movimentos. Estavam se esgotando e chegando ao clímax, mais algumas estocadas e um tremor intenso percorreu pelo corpo de LuHan e ele se contraiu com um gemido arrastado se desmanchando no abdomêm de SeHun com o coração acelerado e o corpo trêmulo. SeHun também não se segurou por mais tempo, assim que sentiu a entrada de LuHan se contraindo sentiu um espasmo que o desmanchou dentro dele.

Cansado e com a respiração acelerada por causa do intenso espasmo, LuHan escondeu o rosto no pescoço de SeHun esperando aquele frenesi passar. SeHun o abraçou e sussurrou que o amava. Não o tirou de cima de si, esperou que seu pequeno recuperasse as forças junto com ele. LuHan ficou imóvel por longo tempo até que SeHun se deu conta de que não poderiam ficar assim pra sempre, nem por muito tempo.

-Hannie... Acorda. – Chamou carinhoso fazendo um carinho nos cabelos dele. LuHan resmungou alguma coisa, estava com sono e SeHun riu. – Não podemos ficar aqui, meu amor. Vamos tomar um banho?

- Só mais um pouquinho... – Pediu LuHan se mexendo.

-Não vai dar. – SeHun sentiu dó. – Vamos?

LuHan se afastou um pouco e o encarou. SeHun riu da carinha inocente e fofa e o beijou tranquilo.

-Agora vamos tomar um banho que a gente não pode ficar aqui o tempo que a gente quer. – SeHun propôs e o levantou se retirando enfim de dentro dele.

LuHan tentou se levantar, mas sentiu um desconforto que fez SeHun o ajudar o levantando com cuidado. SeHun pegou o namorado no colo que passou as pernas ao redor do quadril dele. Foram até o banheiro e logo uma água morna caía sobre eles. O banho foi calmo, demorado e cheio de carinho. LuHan se enrolou em um roupão que tinha guardado de reserva no banheiro e SeHun teve que se contentar em se enrolar em uma toalha, já que não usaria o outro roupão que com certeza o tio usava. Pegaram suas roupas espalhadas pela sala e se vestiram. Ligaram o ar condicionado pra renovar o ar do jeito que dava e limparam o que tinham pra limpar. Saíram do apartamento cerca de uma hora depois.

LuHan pediu para descerem no sexto andar pra ver se o pai tinha chego de viagem, mas o apartamento estava trancado e sem que pudesse insistir o elevador do andar se abriu e ao se virar pra ver quem tinha chego encontrou o senhor Xiao e o tio de SeHun se beijando calmamente. Os dois garotos não tiveram reação, somente ficaram esperando sem saber se deviam se constranger ou rir da coincidência dos dois, de um ser pai do LuHan e outro tio do SeHun.

Parece que quem percebeu primeiro que tinha plateia foi o senhor Xiao que empurrou HyunKi pra parar o beijo. Os dois homens ficaram completamente constrangidos ao verem os meninos olhando abobalhados da porta do apartamento.

-LuHan, o que está fazendo aqui? – Perguntou o senhor Xiao constrangido saindo do elevador.

-Nada... Só queria saber se tinha já tinha chego. – LuHan disse sentindo suas bochechas arderem.

Ficou um momento constrangedor sem fala. Senhor Xiao abriu o apartamento para eles entrarem e ficaram se olhando sem ter o que falar. SeHun olhou para o tio querendo saber o que foi aquilo, mas HyunKi apenas desviou o olhar e fingiu que não tinha acontecido nada. O clima foi quebrado pelo celular do Xiao, ao olhar a tela pra ver quem era não se agradou muito e resolveu ignorar a chamada.

-Será que eu posso ficar sozinho com o meu filho? – Pediu o senhor Xiao nervoso.

-Vem SeHun, preciso conversar com você. – Chamou o senhor Oh o puxando, antes de sair da sala olhou para os dois que ficavam e mesmo sem encarar diretamente nenhum deles completou. – A gente se fala outra hora.

Assim que a porta foi fechada, LuHan olhou para o pai querendo explicação. Cruzou os braços e perguntou:

-E então? Achei que estivesse com o senhor Chang.

- Eu estou, é só que... – Senhor Xiao parou por não saber como explicar um caso repentino como esse.

- Pai ele é tio do SeHun, está tentando acabar com a minha vida? – LuHan reclamou.

-Como assim acabar com a sua vida? – Senhor Xiao não entendeu.

-Pai imagine se o diretor do colégio descobre uma coisa dessas, o que vai ser de mim e do SeHun. Eu não preciso ver o meu pai e o tio do meu namorado se pegando por aí e o senhor Chang? – LuHan falou indignado.

- Ninguém vai descobrir nada porque não tem nada pra descobrir aqui. – Senhor Xiao se defendeu. – Não aconteceu nada, foi só uma coisa sem importância, além do mais você não devia se meter nos meus assuntos e eu também não tenho que aturar ver o meu filho se pegando com o sobrinho dele por aí.

- A questão não é eu ou o SeHun, a questão é você. – LuHan falou alto.

- Olha garoto não tem questão aqui não. – Senhor Xiao disse sério. – Senta aí e vamos conversar. Não houve nada demais, aquele tal de HyunKi que tem esse costume estranho de sair beijando as pessoas, já é a segunda vez que isso acontece. Olha LuHan se aquele tal de SeHun for assim não vai namorar ele não.- Disse nervoso sem pensar no que dizia.

-Como é, é a segunda vez que isso acontece? – LuHan o interrompeu. Senhor Xiao ficou vermelho e mais nervoso.

-Que segunda vez, de onde você tirou isso? – Reclamou nervoso.

- Você que disse. – Respondeu LuHan.

-Eu não disse nada não. – Senhor Xiao falou alto. – Vamos conversar rapaizinho você está imaginando muita coisa.

Senhor Xiao puxou o filho pra se sentar no sofá para que pudesse explicar o que nem ele sabia explicar. Era a segunda vez que HyunKi o beijava precipitadamente, da primeira ele parecia em um delírio e dessa vez estava bem lúcido e o que é pior, tinha gostado apesar disso não mudar o que sentia pelo senhor Chang. Precisava convencer o LuHan de que foi somente um mau entendido e que não contasse nada porque o namorado que chegaria a qualquer momento.

Enquanto isso SeHun tentava tirar explicações do tio no  bar do hotel.

-Francamente tio, essa é sua estratégia pra me deixar sozinho com o LuHan? – Reclamou SeHun em tom de deboche.

- Não viaja SeHun, aquilo só aconteceu. – HyunKi disse nervoso e virou um drink na boca.

-Aconteceu, sei... – SeHun não se convenceu.

HyunKi olhou sério para ele e disse:

-Para de história senão eu conto pro teu pai que você ainda tá pegando o Xiaozinho.

-Xiaozinho... – SeHun riu por ter achado fofo o nome e a atitude do tio. – Enquanto eu pego Xiaozinho o senhor pega o Xiaozão. – E gargalhou.

-Cala a boca SeHun. – Reclamou HyunKi e pediu mais uma dose ao garçom. – Deixa de ser abusado, tá. Que isso a gente dá a mão e ele quer o pé. É bom que meu apartamento não esteja cheirando a nada senão eu acabo com tua vida e seu namorico aí.

SeHun ficou sem graça ao ouvir, mas confiava que não havia nenhum vestígio do que eles fizeram no apartamento. Tinha demorado cerca de uma hora pra saírem do quarto depois de tomarem banho e enquanto isso a janela estava aberta e depois que a fecharam para sair de lá deixaram o ar condicionado ligado. Mas e se descobrisse?

- Há quanto tempo está com o Xiao? – SeHun mudou de assunto pra não pensar mais no temor que bateu.

-Não estou com ninguém. – HyunKi respondeu rabugento levando o copo a boca. – Você bem sabe disso.

- Sei e sei também que já está na hora de arranjar alguém e ter filhos. – SeHun pediu um refrigerante.

-As coisas não são tão fáceis. – HyunKi o olhou de soslaio reparando em como o SeHun já estava grande, poderiam até estar bebendo juntos algum álcool. Suspirou ao pensar que o tempo passou. Lembrou do YiXing e se perguntou se ainda dava tempo de assumi-lo. Engraçado que pensou até no Xiao e no filho dele, mas ao olhar para si mesmo sentiu uma pitada de tristeza em ter que reconhecer que haviam ainda muitas correntes do passado presas a ele.

- Não sei quanto ao LuHan, mas por mim se o senhor ficasse com o pai dele eu iria apoiar. – SeHun cortou o silêncio. – Não posso dizer o mesmo pelo meu pai.

- Seu pai não é tão ruim. – HyunKi respondeu e por instantes ficou pensativo ao lembrar o passado deles. – Eu o conheço mais do que imagina.

- Ele pode até não ser tão ruim, mas não iria aceitar que o irmão dele ficasse com outro homem, ele já não me aceita,  minha mãe muito menos. – SeHun se lamentou.

- Não é como se o ChinHae não te aceitasse, é que isso não estava nos planos dele. Foi inesperado. Ele odeia quando perde o controle das coisas e isso o faz ter atitudes impensadas. – HyunKi disse levando uma mão ao ombro do sobrinho. – Quanto a Sura, ela tem os tormentos dela que não foram fáceis. Talvez ela ache que o fato de você se interessar por meninos faça ela perder mais uma vez um filho. Pra ela você é um menino e como o normal você deveria se interessar por meninas até que um dia se case, se bem que eu acho que se isso acontecer ela também não ia gostar da sua esposa. Pelo o que eu consigo entender ela ainda não encontrou o filho perdido dela e não está disposta a perder outro. ZiTao pode até estar perto e saber que ela é a mãe dele, mas Sura não tem o coração e a simpatia dele. Entenda um pouco o lado deles porque eles não tiveram um passado fácil e talvez um dia você saiba o que houve.

SeHun ficou pensativo e incomodado com o que o tio disse. Manteve o olhar fixo em seu copo e os dois ficaram em silêncio aproveitando a solidão.

As coisas não seriam tão fáceis nem tão simples quanto se supõe para um final de semana, JunMyeon sabia perfeitamente que as coisas não seriam tão agradáveis, mas que teriam que acontecer de qualquer jeito e talvez, só talvez, com um pequeno golpe de sorte as coisas poderiam terminar da melhor maneira possível.

Quando se encontrou com sua namorada YunGi ela quis beijá-lo e bastou um simples impedimento dele para ela saber que as coisas não estavam bem. Um medo passou pelo corpo da menina, não o medo de algo errado, mas o medo de uma verdade revelada resultante de algo realmente errado. A calma de JunMyeon lhe apontou um alerta vibrante emanando dos poros dele, como um prenuncio irrevogável de algo que está para acontecer resultando em consequências que não poderiam ser anuladas. Ela esperou o primeiro movimento dele para entender como deveria agir naquele fatídico momento. JunMyeon tentou sorrir, mas aquilo saiu tão desconcertado que o vigor dos olhos dela se aprofundaram numa suspeita íntima. Ele não foi costumeiramente carinhoso como deveria ser, seu jeito empolado e cuidadoso mostrava o grande conforto era o prenuncio de uma grande explosão de cólera e orgulho ferido que viria a seguir e transbordaria para além deles.

Ele não quis prolongar o término de um relacionamento de longa data que lhe trouxe grandes experiências sentimentais, porém aquela conversa não terminou antes de completar três horas e quarenta e três minutos num discurso empolado, sincero recepcionado por uma tensão silenciosa por parte dela até que chegasse ao fatídico pronunciamento claro de que o romance havia chegado ao fim, por razões que não foram tão claras para ela porque no fundo, JunMyeon preservava o segredo do real  rompimento, mas queria deixar claro que entre eles não haveria mais nada além de amizade e era necessário ser claro e dizer que não havia mágoas de nada muito menos arrependimentos de alguma coisa. Era preciso que ela soubesse que ele gostou dela e sempre a respeitou, o que não se pode dizer o mesmo da parte dela e que ele nunca saberia até aquela tarde.

YunGi não recebeu a mensagem de forma amistosa. Sua cólera atingiu índices que a tranfiguraram imediatamente de um jeito que JunMyeon nunca esqueceria. Ela se descontrolou num discurso dramático e vitimista da história. Não aceitou a decisão, embora há muito tempo saísse com outros caras em segredo, jamais deixando rastros para que o namorado descobrisse. Não aceitou ser trocada, era ela que deveria terminar algo quando julgasse necessária e por mais estranho e inadequado que pareça ela gostava dele e não estava disposta a larga-lo assim. Não sabia dizer porque ficava com outros meninos e até homens mais velhos se namorava alguém sempre tão bom, carinhoso e respeitoso com ela, mas gostava dele e não podia negar isso, mesmo que seus atos não a defendesse nessa tese. Ela chorou sentindo a perda acertar o coração e ele ficou desesperado por vê-la assim, mas não podia voltar atrás no que foi dito. Não podia ceder aos caprichos de uma garota nessa situação, seria desleal para com ele e para YiXing que esperava alguma coisa desse desfecho.

Quando JunMyeon conseguiu acalmá-la ignorando as ofensas jogadas contra ele no momento de raiva e da forte pressão psicológica que ela exerceu sobre ele. YunGi recolheu a parte dela caída ao chão em pedaços, reuniu o orgulho aliado a raiva, parou de chorar e com a cabeça erguida sustentando um olhar intenso e nebuloso sobre ele disse com a voz rouca e com falsa resignação:

-Isso não vai terminar assim, eu juro. Você ainda vai se arrepender disso, pode apostar JunMyeon. Você pode ir, mas você volta.

JunMyeon não percebeu o anúncio que essas palavras traziam, achou que fosse somente a raiva dela falando alto e não a culparia por isso. Seu erro talvez tenha sido se atentar somente ao fim consumado de seu relacionamento duradouro com uma pessoa  a qual gostava muito e se amanhã ou depois ela se arrependesse das coisas que foram ditas nesse encontro ele a perdoaria sem sombra de dúvidas, mal sabendo que era o traído do dramático romance.

Ela foi embora a passos largos sustentando com virilidade seu orgulho empinado. Desfarçando muito bem aquele desespero que lhe corroía o coração. Entrou no banheiro do shopping e se alinhou novamente, escondendo as mágoas e saindo de lá como uma garota que não passou por nenhuma tensão. Seu rosto se transfigurou em algo sublime e essa grande mascara era perfeita... Perfeita... Nada mais que isso.

Caminhando descompromissada pelo shopping ela encontrou uma figura conhecida saindo de uma famosa loja de roupas. Não pensou duas vezes e foi falar com ele sorrindo e desperdiçando uma simpatia inabalável.

-YiXing que surpresa encontra-lo aqui. – Ela disse simpática o puxando para um abraço.

YiXing se assustou sem perceber quem era e depois de um longo tempo a encarando conseguiu reconhecer a menina que conhecia apenas pela internet numa rede social. Sorriu sem graça com os olhos brilhantes dela em expectativa de um reconhecimento e eque ele entrasse na encenação dela, mas YiXing não tinha nada a dizer, sentia apenas um nervosismo a toa remexendo e estômago, sorriu acanhado pra não deixa-la sem graça.

-Oi. – YiXing acabou dizendo em automático. Olhou para os lados nervoso tentando pensar em algo agradável a dizer e se lembrando que ficou de excluí-la de sua conta na rede social apenas por medo do nome dela e nada mais. Ficou sem graça ao perceber que estava se deixando levar por algo tão banal quanto um nome, se achou um idiota por causa disso e se convenceu olhando pra ela de que não deveria fazer isso. Não sei se ela percebeu o que se passava com ele, mas sei que mesmo que YiXing não entendesse a lógica da encenação dela e fosse completamente aéreo as pistas que o olhar dela soltava ela não deixaria a peça se acabar sem que saísse convencida de que as coisas estavam perfeitas.

-Que bom te encontrar aqui, faz um tempo mesmo que eu queria te ver e você sempre estava ocupado, né. – Ela disse sorrindo. – Que tal se a gente conversasse um pouco?

-Não dá, é que eu fiquei de encontrar um amigo. – YiXing falou sem graça.

-Ah não fuja de mim, deixa de ser tímido. – Ela deu um pequeno soco de brincadeira no braço dele. – Uma pequena conversa não vai fazer mal.

YiXing era uma pessoa educada demais para ser grosseiro e mesmo não querendo, mesmo tendo marcado de ir se encontrar com JunMyeon naquele exato momento não muito longe dali ele não pôde se esquivar dela, primeiro porque ela não deixou, o manipulou apesar dos apelos dele, o conduziu para uma conversa enquanto saiam do shopping como se fossem grandes amigos de longa data apesar das poucas e constrangidas palavras dele. Na rua ele sentiu um apelo desesperado do coração para fugir antes que uma tragédia acontecesse, mas ela era insistente e não deixaria sua presa escapar, jamais deixou que isso acontecesse e aí algo fatídico aconteceu...

De repente e não mais que isso, os lábios dela tocaram o dele de um jeito que ele não se deu conta, assim como não daria conta de um golpe horas depois. Ela o beijou forçando passagem da língua e aconteceu que JunMyeon viu a cena e uma grande e nebulosa tempestade desabou sobre os personagens daquela trama.

A passos firmes e grosseiros SuHo se aproximou os separando com uma cólera tão intensa como a de YunGi a um tempo atrás. Lay ficou desesperado a ponto de suas pernas tremerem e ele deixar a sacola de papel cair  no chão fazendo um barulho que nenhum dos três percebeu. Os três se olhavam, ela com brilho vitosioso no olhar esperando que o ex namorado tivesse um ataque de ciúmes que comprovavam o que ela tinha dito a ele. Lay com o olhar assustado temendo uma recusa ou agressões por parte daquele que havia preenchido uma parte importante e dolorida de seu coração, porque as coisas de amor sempre está acompanhada ao sofrimento. Por fim SuHo não ouvia mais a razão, apenas era dominado por um ataque de fúria que não sabia se era dela ou pelo fato de YiXing ser flagrado num beijo.

-Como é que vocês puderam fazer isso? – SuHo falou tremendo de fúria, os dentes trincados e com uma voz de trovão que dilaceram todo o interior de YiXing enquanto YunGi mesmo tendo um pouco de medo se sentia vitoriosa e vingada. JunMyeon se virou para YunGi furioso. – Você não podia ter feito isso, eu acreditava em você, mas vejo agora que estava equivocado ao te dar meu voto de confiança. Eu relamente não acredito em como você teve coragem de fazer isso depois de toda a cena que você armou quando eu terminei com você. – YiXing arregalou os olhos ao ouvir isso e se dar conta de que aquela garoto não tinha apenas o nome como coincidência a namorada SuHo e sim era a própria. – Realmente descobri da pior maneira que você é falsa, cínica. Eu nunca deveria ter confiado em você. Eu estou sentindo um nojo tão grande agora que vocês não fazem nem ideia. – Se virou para os dois e depois, com os olhos sombrios encarou YiXing. – E quanto a você eu nunca poderia imaginar que pudesse fazer isso comigo, relamente acreditei que você era uma pessoa diferente, mas depois disso eu não quero saber de mais nada...

-JunMyeon... Você não entendeu... – YiXing tentou se defender com tanto medo que a voz já estava deformada por esse pânico surdo que o atingia violentamente.

-Entendi perfeitamente e pior que isso eu vi. – JunMyeon vociferou calando o garoto. Queria golpea-lo assim como faria com ela se pudesse, chegou a fechar o punho e ameaçar, mas algo o deteve. Uma dor terrível no coração fez a força falhar e instintivamente o fez levar uma mão ao coração num gesto de dor.

- Não sei por que está agindo assim, você gosta de mim. – Ela disse ignorando a dor dele. Apenas acreditava que aquela cena era o ciúme e manifestação do sentimento que ele nutria por ela e por isso sentia o sabor do triunfo que não a deixou perceber que algo estava errado.

JunMyeon chegou a dizer outras coisas reunindo uma raiva superior, como se assim pudesse superar aquelas batidas sofridas do coração, mas não conseguiu ir muito longe e caiu no chão sentindo o peito se apertar. YiXing desesperado tentou tocá-lo, mas JunMyeon o repeliu mesmo com dor, repeliu YunGi tamtém. Queria pedir ajuda a eles, mas havia uma questão de ego ali que o impedia de pedir ajuda. E com muita dificuldade para respirar perdeu os sentidos....

Quando JunMyeon recuperou os sentidos, já estava na UTI de um hospital ligado a vários equipamentos. Não tinha interesse em saber quem o trouxe ali, mas relembrou os últimos acontecimentos antes de apagar e seu coração se agitou fazendo uma máquina apitar freneticamente e um monte de enfermeiros e médicos entrarem na sala para prestar atendimento. Quando a situação se normalizou na medida do possível, JunMyeon tinha a certeza de que não tinha o direito de remoer aquela decepção se quisesse sair dali sem grandes consequências. Tentou pensar em várias outras coisas, mas não conseguiu controlar seus pensamentos e novamente se lembrava do beijo eriçando os aparelhos até se convencer de que o melhor era repetir para si mesmo que estava sozinho sem compromisso e por isso aquele beijo não devia lhe afetar tanto afinal não tinha viculo com nenhum dos dois... Mas a dor doía forte ao lembrar de quem eles eram e não era bom um doente cardíaco se alterar assim, principalmente quando acabara de ter um ataque do coração.

Na sala de espera o pobre YiXing sofria absurdamente isolado. Era como se toda a culpa fosse dele e que depois disso as possibilidades de relacionamento com JunMyeon foram completamente dizimadas sem chances de eplicação, isso doía e um jeito assustados dentro do coração e mesmo depois das palavras grosseiras e do modo furioso e agressivo que SuHo o tratou não sentia rancor e sim medo do que poderia acontecer com ele agora depois desse ataque. Estava preocupado demais com SuHo para pensar nas consequências para si mesmo do que houve aquela tarde. YunGi permanecia imóvel na desconfortável cadeira sem demostrar emoções. ChinHae foi chamado pra resolver a questão da internação já que era o responsável mais próximo enquanto os pais dele estavam fora do país. YunGi e YiXing não revelaram o motivo daquilo tentaram disfraçar dizendo que discutiram por um motivo bobo e que de repente o ataque cardíaco começou, mas o modo perscrutador com que o diretor observava os dois deixava mais que evidente que ele não acreditou na história.

No fim da tarde quando o avô de YiXing veio busca-lo para leva-lo para casa soube do acontecimento com o colega de colégio. Senhor Zhang ficou preocupado e o senhor Oh o chamou para conversar numa atitude suspeita, mas YiXing apenas entendeu como algo que não quisessem que ele soubesse com relação a JunMyeon. Após a conversa com o diretor, senhor Zhang quis levar o neto pra casa, mas ele se recusava a ir porque queria estar perto de JunMyeon caso alguma coisa acontecesse, precisava de notícias constantes sobre ele, mesmo que os médicos dissessem que ele estava estável e na UTI por precaução. No fim ChinHae precisou ordenar com sua postura de diretor que o menino voltasse pra casa com o avô e sem escolhas YiXing teve que obedecer.

O trajeto para casa poderia ser calmo, mas foi tenso pela preocupação e por mais que o senhor Zhang quisesse distrair o neto não conseguiu e eles seguiram calados e preocupados até que um carro os fechou numa manobra rápida que nem daria tempo de desviar, a essa altura estavam em Seul, os carros pretos acabaram por forçar o senhor Zhang a sair da pista e entrar num matagal. Homens armados e encapuzados saíram de dois carros pretos apontando armas forçando o esportivo blindado para que a porta abrisse, sem êxito um terceiro veículo veio por trás e bateu no carro do senhor Zhang, com o impacto o carro andou um pouco pra frente deixando os passageiros apavorados. Alguns homens com despejaram gasolina no carro e ameaçaram atear fogo. Temendo a combustão eminente no carro que podia queimá-los vivos senhor Zhang destravou a porta do carro e os dois foram rendidos. YiXing não voltou pra casa.

 

Capítulo cinquenta e oito: Oh X Xiao

 

“...E de repente como se explica o fato de estarem se beijando como dois apaixonados em um elevador?  Foi como se um imã atraísse HyunKi para os lábios vermelhos do Xiao e era como se o mundo tivesse parado naquele instante. Mas o mais intrigante e no entanto a melhor parte era que Xiao não resistiu a isso. Talvez os dois tivessem algum sentimento escondido no final...”

 

 


Notas Finais


Olá, gostaram?
Preparei esse capítulo de um jeito bem especial apesar de tudo. A escrita apresentou tons diferentes no decorrer do capítulo, às vezes vinha cansada e outras vezes inspirada, mas de maneira geral o capítulo conteve o que precisava e com relação ao próximo capítulo, apesar do desfecho desse ter sido fatalista, acho que perceberam Oh X Xiao deve trazer um pouco da relação HyunKi - Xiao . Fazia um tempo que eu li comentários antigos falando do casal vinte e muita gente gostando deles que eu resolvi criar um “Bônus” só pra eles e também pra compensar o atraso. Eu não terminei de escrever o capítulo por isso grande possibilidade de encaixar uma continuação do capítulo cinquenta e sete e a questão dos nossos meninos.
Juro pra vocês que não fui muito malvada em abalar o Sulay, nem o XiuChen. No final acho que vão gostar do desfecho do drama dessa primeira fase do colégio.
Espero que tenham curtido a leitura, me desculpem por qualquer coisa que tenham sentido ou pela demora e a gente se vê em breve!


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