História Coletânea - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bangtan, Bangtan Sonyeondan, Boys, Bts, Hoseok, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjoon, Rapmonster, Suga, Tae, Taehyung, Yoongi
Exibições 36
Palavras 9.184
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Fluffy, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Yooo...ops... Annyeong minna!!!

E tanto tempo sem vir aqui que eu esqueço como cumprimentar vocês 😂😂😂
Então, esse não era ao que eu pretendia, mas como eu ja tinha feito não aguentaria esperar até fazer os planos, então vamos deixar nosso lindo Oppa para a próxima... ou nao kekekeke

Bjunda da Tia YoonJi😻💗😍😘

Capítulo 5 - Only fools


Fanfic / Fanfiction Coletânea - Capítulo 5 - Only fools

Um ciclo vicioso, sempre da mesma forma, todas as repetidas vezes eram assim. Me ignorava, me jogava de escanteio como se eu não prestasse para nada além de seu prazer, era totalmente esquecido. Clamei por sua atenção repetindo as mesmas exigências várias vezes, mais carinho por mim, mais tempo para mim, mais atenção e nunca houve mudança. Eu a amo e é por isso que me humilhei desse jeito, nunca esperei viver dessa maneira tão deplorável, mas o que posso fazer se eu a escolhi sem saber que nada seria como eu pensei ou até sonhei que seria?

Agora estou aqui, na cama com ela, o único lugar em que eu a comando sem protestar, onde eu posso subjugá-la a minha vontade, tornando submissa a mim desejando os meus toques do jeito tentador e que nunca me recusaria a dar. Seu corpo era perfeito, ela era perfeita se não fosse sua arrogância e prepotência. A cama é o único lugar em que ela realmente é mulher, minha mulher e eu realmente sou um homem, um de verdade.

- Yo-Yoongi... ma-mais rápido. - suspirava manhosa, gemendo baixinho todo tempo, era uma delícia vê-la de quatro com essa bunda redondinha empinada para mim, estapeei vendo as marcas vermelhas de meu dedo no local surgirem de imediato, logo aperto ouvindo seus grunhidos mesclando com seus gemidos.
 

- Cala a boca, eu só quero ouvir você gemendo, vou mais rápido quando eu quiser. - disse autoritário, era para ser assim, ela tinha que aceitar, não faria seus caprichos nem suas vontades, continuei a penetrando lentamente sentindo todo o seu interior me reprimir, úmido e quente, me guardava tão bem, eu era viciado nela.

Parei uns estantes ouvindo-a protestar, mas simplesmente ignorei e peguei seus cabelos segurando forte, sai e entrei com violência e ela gemeu arrastado e rebolando em meu membro, repeti o movimento algumas vezes com pequenas pausas apenas aproveitando a sensação então iniciei as investidas continuas e puxando seus cabelos com a mesma força. O quarto era inundado por nossos gemidos o som dos nossos corpos se chocando, sua pele suada roçando na minha. Ahhh eu estava inebriado com o cheiro de sexo do quarto. Estava com saudades de tudo isso, fazia semanas que não transávamos por causa de uma de suas viagens não planejadas que eu tanto odeio.

Minhas estocadas iam cada vez mais fundas e a mesma gemia cada vez mais alto o que me incitava a ir mais rápido e voraz, sentia a chegada de meu orgasmo e o dela também me segurei até sentir ela gozar me pressionando intensamente, foi difícil ter autocontrole para não me desfazer em seu interior, logo que ela acabou, saí de dentro dela puxando ainda pelos cabelos direcionando seu rosto de frente ao meu membro pulsante e quente demais.

 

- Abre a boca. - ordenei, ela só obedecia, me masturbei até sentir o gozo jorrar em todo seu rosto, sorri de canto. Não darei o gostinho de me chupar como eu sei que ela gosta. Era uma linda visão, ela olhava para mim lambendo os lábios e onde alcançava o que restou passou os dedos e os chupou, depois limpou meu membro com a língua se aproveitando para me chupar de vez em quando. Assim que terminou joguei-a deitada na cama e deitei por trás da mesma, respirávamos ofegantes. Puxei-a para um abraço moldado seu corpo ao meu, inspirei o aroma de seus cabelos, distribuindo beijos por seu pescoço e sua clavícula acariciando seus seios com as mãos. Eu ainda estava excitado, foi um mês sem ela, eu iria aproveitar o máximo possível. Chupei seu pescoço mordisquei sua orelha, deslizando minha mão por sua barriga até chegar em sua intimidade movimentando dois de meus dedos em seu clitóris e ela voltou a gemer baixinho.

- A-amor, eu... tô ca-cansada. - ahh ela me chamou assim, é tão difícil escutar palavras carinhosas dela. Sorri e a penetrei devagar aproveitando cada centímetro apertado e molhado de seu interior, ergui uma de suas pernas para poder entrar mais fundo, era tão gostosa.

- Já te mandei calar a boca, eu vou fazer o que eu quiser aqui, estamos entendidos? - ela concordou acenando a cabeça soltando um gemido dengoso ritmando a cada investida lenta que eu dava, virei seu rosto e a beijei com delicadeza aproveitando seu gosto com resquícios do meu gozo enquanto ela puxava meus cabelos levemente com uma das mãos. Brinquei calmamente com sua língua, era um beijo terno, o primeiro sem avidez da noite, mas porque eu quis que fosse.

Ficamos o tempo todo aos beijos, eu a estocando firme mais ainda sem rapidez massageando sua intimidade, para ela tudo isso era uma tortura para mim era uma maravilha, estava tão sensível que logo senti-a contrair gozar em meu membro novamente junto a mim gemendo em minha boca.

- É a última vez... - respirei fundo, estabilizando um pouco nossa respiração, o que diria agora era um ultimato. - ...que eu te peço por isso Jisoo. Passe mais tempo comigo, você já me prometeu isso tantas vezes e nenhuma delas você fez um esforço verdadeiro para cumprir. Por favor, Jisoo. - apertei-a contra mim beijando seu rosto.

- Tudo bem Yoongi, prometo. – virou-se com dificuldade  para me olhar e sorrir docemente como ela sempre fazia selando nossos lábios levemente.

- Vamos jantar fora hoje? - ela concordou e eu apenas sorri esperançoso, confiante que realmente ela o faria, finalmente. Será que dá para acreditar?

 

Alucinação.

 

Foi isso que eu tive o dia inteiro, pensando que de fato ela compareceria a tempo pela primeira vez, ainda não sei por que dessa vez eu pensei que iria acontecer, tinha tanta convicção que meu coração doía de tão inflado que fiquei de alegria.

Após nos casarmos eu me tornei uma pessoa carente, insegura, ansiosa e romântica, foi uma mudança drástica irreconhecível para meus parentes, amigos e principalmente para mim mesmo. Só que a verdade era que tudo estava apenas guardado em mim, todos aqueles sentimentos foram escondidos sem motivos e por amá-la libertei meu coração de seu confinamento invisível para dá-lo a pessoa que tenho como inigualável e mais especial que podia conhecer. Jisoo. Um grande erro?

As dificuldades começaram de uma forma atípica, nossa vida era diferente da convencional, éramos um casal dito como incomum. No início de nosso casamento éramos o casal perfeito, apaixonados, confiante, leais, felizes... éramos felizes. Depois de uns meses as coisas mudaram, ela me fez uma proposta que, apesar de muita relutância minha, conseguiu me convencer de não ter de trabalhar, pois não era preciso, somente ela como renda fixa do emprego na empresa da família dela podia nos sustentar muito bem, e isso é verdade, porém não foi assim que me vi quando casamos, não era assim que deveria ser. Fui contra no começo, como homem eu tinha meu orgulho, minha dignidade, meu dever como homem e ser sustentado por minha esposa era motivo da inexistência deles, e por um longo tempo meus pais foram contra a minha decisão de aceitar, só que não sustentaram tanto tempo se contrapondo, insistindo na rejeição e criando desavenças todas as vezes que nós encontrávamos então finalmente resolveram ceder e esquecer.

Quando pensei que a nossa vida juntos correria bem, veio tudo por água abaixo outra vez, desmoronando pouco a pouco, e a partir daí que a bola de neve se formou. As exigências da empresa estavam imperando sobre nossa relação, ela passava mais tempo fora do que em casa, inclusive nos fins de semana e nas vezes que vinha para casa nós brigávamos, discutíamos e sempre terminava em um sexo selvagem, era essa a minha rotina. Solidão, brigas e sexo.

Depois do acerto entra nós e aquela proposta, pensei que mudaríamos, mas aquela vida maravilhosa de recém casado não aconteceu, não durou 6 meses estável pelas inúmeras intrigas que causavam toda a minha dor e sofrimento e apenas Jisoo não enxergava isso. Em meio a nossas discussões eu sempre a pedia, quase implorando aos seus pés que ficasse ao meu lado mais tempo e a mesma sempre com sorriso encantadoramente amável no rosto me dava esperança com suas falsas promessas de mudança, nunca aconteciam, juras e promessas que nunca se cumpriam. Por um curto tempo eu me questionei sobre o amor dela por mim, era difícil de acreditar que daquela distância gigantesca houvesse um amor que resistisse que realmente existisse.

Das vezes que saia na rua o que me consumia era a inveja e tristeza de ver a felicidade de casais juntos se divertindo e eu... sozinho.

Com essa guerra em meu interior eu vivo abafando, sufocando, reprimindo meus reais sentimentos, pondo nosso amor a cima de mim, sentido essas dores me corroerem. Preferi me enganar durante esses anos, durante esses 5 anos, só para me forçando a acreditar que ela ainda me amava, porque eu era um idiota.

Fui posto em segundo plano esses anos todos, suas viagens de dias, semanas ou meses se tornaram piores, e Jisoo não fazia questão nem de me avisar sobre suas idas e vindas. Eu era deveras desprezado, desvalorizado e inútil, me sentia destruído por dentro a cada dia que passava sem ela, vivendo daquela forma desprezível e mesmo assim continuei a amando, tentado ser compreensivo, algo que quando jovem nunca fiz questão de ser com ninguém, mas por ela eu faria qualquer coisa, reconheço que estava pagando pelos meus pecados ao seu lado sofrendo desse jeito, definhando a cada instante com sua ausência, não sei se merecia seu desprezo, mas suportei.

 

Acordei hoje de manhã bem animado com a proposta na noite anterior, esbanjei entusiasmo em tudo que fiz pela manhã. Assim que terminei meu café marquei nossa reserva no restaurante e enviei uma mensagem para Jisoo dizendo à hora e o local. Ela resolveu ir direto da empresa, era mais fácil. Eu estava feliz, eufórico contente demais, chega ser inacreditável me sentir tão bobo com um simples jantar com minha esposa depois de meses e juntos desses sentimentos os pensamentos perduraram o dia inteiro, sorri imaginando como seria nossa noite, parecia que era o nosso primeiro encontro como da época de antes de nosso namoro. E embora tenha passado um longo tempo, ainda sentia meu coração acelerava descontrolado, pulsando forte, a respiração ofegante, a mente inebriada com ansiedade, todas as vezes que eu pensava nela. Finalmente ela mudaria?

A noite já tomara o céu, estava límpido de estrelas, porém coberto de nuvens, tão lindo quanto seus olhos. Já devia ser sete horas, ainda havia bastante tempo então poderia desfrutar de um belo banho demorado porque seria uma noite especial, queria estar da melhor forma possível para agradá-la. Em frente ao closet vesti uma blusa social azul escura ajeitando as mangas arregaçadas até o cotovelo, deixando alguns botões abertos dando visão de parte de meu torso nu. Sim, eu queria a seduzir mesmo que não precisasse. Arrumei os cabelos divididos na lateral lançando um sorriso satisfeito com o resultado ao espelho, adotei o penteado novo depois que Jisoo havia elogiado uma vez dizendo que fiquei bonito com o cabelo daquela forma, poucas foram as vezes que recebi elogios ou palavras de afeto, na verdade, vieram diminuindo com o tempo que chega a ser raro. Passei um perfume e sai de casa com as mãos no bolso, um sorriso confiante estampado no rosto, impossível ninguém perceber o quanto estou feliz por hoje, indo até o estacionamento. Era uma sexta e o trânsito estava conturbado, mas não foi o suficiente para me atrasar ou abalar meu humor nesse momento, cheguei  no restaurante era oito e meia, o horário marcado, sentei-me e esperei prontamente sem desviar os olhos da entrada a espera, empolgado, inquieto por sua vinda.

Uma hora havia se passado e nenhum rastro de que Jisoo apareceria, nem uma ligação mensagem ou até mesmo sinal de fumaça, pensei que ela devia estar atrasada resolvi esperar mais alguns minutos, mas nada mudava. Pessoas solitárias, grupos de amigos e casais passavam pelo local, iam embora e eu continuei sentado sozinho, tentei ligar algumas vezes e o celular não completava a ligação, o que me era estranho já que Jisoo faria de tudo no celular exceto desligá-lo, era o objeto mais importa para ela em todas as ocasiões. Será que até mais que eu?

Com amargura depois de 3h a esperando decidi jantar sozinho e pensativo no que faria a partir de agora, não poderia simplesmente deixar como esta, não era mais possível, não daria para suportar... não mais. A tristeza e o abandono me fez lembrar todos nossos momentos juntos, e da decadência de nossa relação até os dias atuais e como consegui prolongar tanto tempo esse casamento.

 Sai do restaurante sem pressa e fui para casa, somente pensando sério sobre o que fazer da minha vida de agora em diante, Jisoo não era mais uma opção a não ser de descarte, eu já tolerei tanto suas ações que acho que não consigo sentir mais meu coração doer. Errado.Entrei em casa e estava toda escura, toda apagada o que era estranho, se era para ela estar em casa não creio que já esteja na cama, não pode ser. Fui para o quarto e quando entro no mesmo a vejo deitada dormindo em um sono profundo de cansaço. Meu coração despedaçou em pequenos pedaços como cacos de vidro encravados em cada um deles, lágrimas silenciosas escorreram pelo meu rosto e eu só notei quando já estava de frente ao espelho do banheiro olhando para mim mesmo.

Como eu deixei isso acontecer!? Até quando vou ficar assim!? Porque tem que doer tanto? Porque temos coração? Tomei um banho demorado tentando tirar todo o peso do meu corpo da verdade que escondi de mim até hoje, impossível. Doía demais, e nunca esqueceria esse sentimento, eu sentia ódio dela agora. Como consegue me tratar assim com tanto desprezo!?

Deitei-me ao seu lado e por um logo período a fitei dormir serena, sua respiração calma e a cada suspiro eu sentia mais raiva da mesma, de tudo que me fez passar e do quanto ainda me faz nutrir sentimentos por ela mesmo que tão negativos, com esses pensamentos ruins eu adormeci. Sonhei com uma vida utópica em que estava 2 crianças que suponho ser nossos filhos, ela com o menino no colo e eu com a menina sorrindo juntos sentados em meio a cerejeiras no parque central de Seoul aproveitando o piquenique naquela tarde perfeita da primavera, estava tão feliz quanto hoje cedo, porque finalmente teria o que tanto desejo... desejei, por que já não quero mais. É até um alivio angustiante saber que era só mais um sonho e nunca iria acontecer.

Quando acordei já eram seis horas da manhã, dormi pouco piorando com a dor de cabeça que começara. Jisoo ainda dormia e então decidi prosseguir com o plano da noite anterior, eu iria cumprir o que prometi a mim mesmo. Arrumei minhas malas e saí do quarto com a última imagem que teria dela, que poderia me lembrar, pois não fiz esforço algum para levar qualquer que fosse um objeto de recordação, nem uma de nossas fotos juntos se quer, não quero ter motivos para lembrar-me dela por nada.

 

"Por um bom tempo tentei crer que nosso amor superaria qualquer coisa, pensamento juvenil como o sonho de formar uma família. Realmente eu lutei por todos esses anos por nós dois e você em momento algum deu valor a mim. Você não sabe o quanto sofri por você estar tão longe, o quanto precisei de você ao meu lado e pensando assim nós sinceramente trocamos os papeis e os sentimentos. Posso dizer que um dia eu te amei, mas agora para você só tenho uma despedida para nunca mais.

Adeus Ji Soo"

Yoon Gi

 

Entrei no aeroporto convencido a voltar à casa dos meus pais e reorganizar minha vida e meus sentimentos, sabia que meus pais ficariam tristes pela minha infelicidade, porém felizes por me ter por perto já que não nos víamos a um longo tempo e nesse momento só precisava de consolo da minha família para amenizar essa dor que me corroia de dentro para fora. Queria tanto poder esquecê-la para sempre agora. São nessas horas que a mágica se tornam o almejo dos apaixonados.

Comprei minha passagem e esperei dar o horário do voo, ainda era cedo, contudo por sorte o próximo seria às 8h. Sentei prostrado e absorto em minha mente relembrando  novamente toda nossa vida, eu era um masoquista por me fazer sofrer desse jeito, me machucando cada vez mais, acho que realmente eu gosto de me ferir. Consumido pelo desgosto da medíocre vida que levava deixei uma última lágrima escorrer singela e solitária. Essa é a última vez em que a deixei me afetar dessa maneira.

- YOONGI!! - um grito perdido no hall do aeroporto me despertou. - YOONGI! – novamente me gritaram, então resolvi procurar quem estava a me chamar tão desesperado. Busquei com o olhar e a encontrei procurando por mim meio desnorteada em meio a multidão. Oh era ela? O que está fazendo aqui? - YOONGI!!! - ela me avistou logo correndo em minha direção, sai de meu transe quando estava próxima me levantando para me afastar dela, com medo de que me convencesse a ficar, não queria conversar ou se quer olhar em seu rosto e por pouco nao consegui ao sentir ela me segurar pelo braço. Vestia uma camisola por sob um sobretudo entre aberto, os cabelos um pouco desgrenhados, mas não deixava de estar linda, me martirizei mentalmente por a elogiar numa situação dessas mesmo tão recente, era inevitável.

- Me solta Jisoo, some daqui. - disse rude olhando-a nos olhos, ela irá sofrer o que eu sofri ou bem mais que isso. Eu espero. Não desejei por vingança, mas para que entendesse o que eu estou sentindo.

- Yoongi não me deixa, eu preciso de você, eu te amo meu amor. Por favor. - me segurava forte pela camisa com o olhar suplicante para mim eu fraquejei por uns instantes, mas logo me lembrei daquelas palavras. "Por favor", eu disse tanto, eu pedi tanto, eu supliquei a ela pelas poucas noites que estivemos juntos. Sorri desgostoso baixando a cabeça antes de voltar a encará-la.

- Sabe quantas vezes eu disse "por favor" Jisoo!? Sabe quantas vezes te implorei para ter mais tempo para mim!? SABE QUANTAS VEZES EU DESEJEI A SUA COMPANHIA E SOFRI TE ESPERANDO!?- não era para eu ter gritando daquele jeito as pessoas já nos encaravam curiosas agora principalmente, porém no calor da emoção ignorávamos tudo ao nosso redor e com toda aquela adrenalina fervendo de raiva e tristeza não pude me controlar, eu já segurava forte seus braços, iriam ficar marcado e no momento não me importo com isso.

Meus olhos transbordavam todo o ódio guardado pelos anos, o que havia formado um nó em minha garganta pelo longo tempo e que minha voz não conseguiu passar em palavras agora. A mesma me olhava assustada, pois eu nunca levantei a voz para ninguém, sempre fui calmo, sereno evitando o máximo qualquer desconforto ou briga, mesmo quando eram nossas não cheguei a gritar com Jisoo uma vez se quer por respeito a minha esposa. Ex-esposa. Foi nessa reação que ela sentiu a gravidade da situação, eu estava tão nervoso que eu poderia matar a primeira pessoa que me tocasse, meu sangue borbulhava, de raiva e dor por vê-la ali tentando me impedir. Porque ela não se dedicou antes? Porque não precisou de mim antes!? Por que não me amou antes!? Esperou até agora para me reconhecer com alguém importante para ela.

- Mas eu preciso te contar uma coisa importante. - seus olhos lacrimejando, sua voz estava embargada pelo princípio do choro,  eu queria abraçar e voltar para ela agora, mas ela não merecia. - eu estou grávida. - meu coração acelerou, e se inundaria de felicidade, se não fosse por esse momento, estaria sorrindo. No fim eu não sabia mais o que fazer, estava confuso com todas essas informações. - volta comigo. - pediu se soltando de meu aperto enquanto eu a encarava absorto nos pensamentos outra vezes, incrédulo com aquilo, meu coração ainda estava indeciso, porém ainda sim dilacerado com todo o acontecido.

- No divórcio eu peço a guarda do meu filho porque você não tem condição nenhuma de cuidar dele, não se preocupe que você poderá visitá-lo, não sou cruel como você. - respondi frio a afastando de mim, deixei uma lágrima escapar e Jisoo ficou me olhando atônita, com a boca entreaberta digerindo o que eu acabei de dizer, assim como eu estava. Simplesmente falei, não tinha mais solução para mim, não dava mais para concertar, já não aguentava mais aquela situação entre nós. Eu cansei de esperar por ela. - Adeus Jisoo. - me desfiz de suas mãos que ainda me seguravam e fui para o portão de embarque, já haviam anunciado o meu voo.

Por sorte o avião estava um pouco vazio então, sentei na minha poltrona que não havia ninguém ao meu lado. Deixei-me chorar em silêncio, descumprindo minhas palavras de não me afetar mais por ela, devo ter aderido a sua mania de não cumprir palavras pelo convívio, irônico. Era uma situação constrangedora me expor assim em público, mesmo não tendo ninguém na fileira, passei as horas recordando o dia anterior, recordando os sentimentos, recordando o quanto fui infeliz, recordando que havia deixado minha ex-esposa grávida e sozinha. Por alguns instantes me senti um canalha por tê-la abandonado naquelas circunstancias, mas depois de tantos anos sem retribuição ou prova de amor que cheguei a conclusão de que ela não merecia nem carregar um filho meu.

Despertei ao sentir o avião pousar. Retornei ao lugar de onde não devia ter saído do qual sentia saudades. Japão... Quantos anos não venho aqui!? Quantos anos não vejo meus pais!? Caminhei a passos lentos e desanimados me sentido cada minuto mais deprimido. Será que vai resolver ficar longe dela? Chamei um táxi e dei o endereço de meus pais. Até agora não havia os avisado que estava voltando, os pegaria de surpresa e espero ser bem aceito. Meu único refúgio restante onde eu poderia desabar sem me afogar tanto nas mágoas de meu coração seria a minha casa.

Toquei a campainha e ouço passos corridos até a porta, me surpreende quando essa é aberta por uma garotinha que não reconheço, eu não era filho único, mas era o mais novo e meus pais não tinham mais idade para ter filhos então não poderia ser outra irmã. A pequena tinha os olhos com um brilho aconchegante, animador de tão alegre que estava e o incrível é que era para mim, sorriu abertamente logo correndo em minha direção para me abraçar, me deixando mais confuso que antes. Eu não a conheço, mas sinto que deveria!?

- Ni-san!- gritou olhando para mim feliz em me ver. - tão bonito quanto das fotos. - comentou segurando minha mão me puxando para dentro de casa ainda com o sorriso de orelha a orelha. – Kaa-san! - gritou novamente, e fiquei sem reação. Eu tenho uma irmã!? Desde quando eu tenho uma irmã!? De onde ela me conhece? – Yoon ni-san chegou. - olhou ainda sorrindo para mim me forçando a sentar no sofá. Ela fala com tanta veracidade que parece que nos conhecemos há anos e essa não é a primeira vez que nos vemos. - eu sou Yuri sua irmã mais nova. - estendeu a mão para mim, com um sorriso estampado no rosto, e eu apertei ainda em choque. É eu tenho uma irmã.

- Meu nome é Yoon...

- Eu sei quem você é, eu sei quase tudo sobre você. - me interrompeu sorrindo mais se possível. - você era o mais novo antes de mim, será que 13 anos de diferença é muito para podermos ser amigos!? Eu sempre quis te conhecer sabia!? Eu só o vi por fotos, e seu cabelo não era branco igual agora, eu gostava quando era vermelho. Eu podia te abraçar!? Eu soube que você não gosta muito de contato então desculpe por te abraçar daquele jeito e por segurar sua mão, você não vai ficar chateado não né Ni-san!? - eu já não sabia como reagir antes, agora estava bem pior, arrumei uma irmã que fala pelos cotovelos e que me stalkeou enquanto estive longe, pelo menos eu não tinha pensado mais em Jisoo enquanto estava com ela. 

- N-não se preocupe. - sorri forçado. - está tudo bem. - agora ela me encarava séria, vidrada como se avaliasse meu rosto, de repente o tocou e eu parei de sorrir.
- Não, não Ni-san, continua sorrindo é tão bonito. - essa garota tem fixação por mim.

- Tá bom, mas faz um favor!? - continuei sorrindo igual idiota e ela assentiu sem retirar suas mãos de mim ou parar de me fitar daquele jeito estranho. - chama min... nossa Kaa-san!? - pedi e a mesma logo saiu correndo para a cozinha. Sera que foi mesmo uma boa idéia vir para ca?

Depois do curto diálogo com minha irmã meus pais apareceram assustados com minha presença e uma mala, até porque não esperavam que eu aparecesse subitamente sem aviso para morar com eles. Expliquei o que havia acontecido para os mesmos que ficaram perplexos com minha atitude, sempre quiseram e esperaram que eu tomasse uma postura, porém não acharam que eu realmente o faria dessa forma, prontamente me apoiaram e me acolheram de volta até eu poder me ajustar financeiramente. Minha mãe me abraçou, e tive que me segurar para não chorar na frente deles, não imaginei sofrer assim por ela. Subi para o meu quarto que por incrível que pareça estava arrumando e limpo, porém com a mesma aparência infanto-juvenil, me joguei na cama pensando no que fazer de agora em diante, ainda tem o bebê que está por vir, estou cheio de problemas e não faço a mínima ideia de como os resolver.

Ajeitei-me para tentar dormir um pouco, descansar de toda essa aflição, eu poderia simplesmente esquecer tudo, ou voltar no tempo e não a conhecer para não sentir, para não a amar, para não sofrer, mas a vida não é tão fácil assim para virar um conto que possamos reescrever quando quisermos.

- Para de pensar nela Yoongi. - olhei para o teto branco por um longo tempo então resolvi dormi, fechei os olhos e coloquei o braço sobre meus olhos, mas logo ouço a porta abrir e fechar então luzes invadiram as frestas entre meu rosto retiro meu braço chamando minha atenção e abrir novamente os olhos para poder ver o que acontecia. É quando vejo as estrelas rodando pelo quarto. Há quanto tempo não ligava essa luminária!? 16 anos!? Eu pensei que nem funcionava mais depois de anos parada, pensei que tivesse no lixo.

- Eu tinha uma luminária dessas, improvisada claro, quando morava no orfanato antes da Kaa-san me adotar. Eu costumava ligar quando estava triste, porque me fazia pensar em quanto o universo continua belo mesmo quando as estrelas se apagam e que consegue manter-se firme brilhando para nós depois disso. Nada acontece por acaso ni-san, nós somos instáveis e misteriosos e a qualquer momento podemos mudar sem nem notar... e por mais que o mistério valha para elas também, o céu, o sol ou a lua, eles estão sempre lá, mesmo indo e vindo sobre nós, são impassíveis de erro e nunca mudam. Sinto inveja delas que não tem problemas que não sofrem. - me contive em apenas prestar atenção no que Yuri falava, da menina alegre que vi mais cedo tornou-se uma garota tão séria e madura que chega ser surpreendente, dando conselhos a mim que não tinha noção do que fazer nessa circunstância. - não se preocupa com o agora Ni-san, apenas viva dia após dia que tudo se resolverá com o tempo. - sorriu para mim, diferente de mais cedo que era pura empolgação e felicidade agora era de carinho. Me acomodei na cama me sentando na mesma, pensei na vida de Yuri, não sei por quanto tempo ela viveu naquele orfanato, mas foi bastante tempo e o que ela passou não se comparar a dor de um coração partido, já que não ter uma família, não saber o que é o amor de uma mãe e um pai parecia ser um fardo bem maior e mesmo assim ela me parece não sofrer tanto. Sei que não dá para comparar, não deve porque ninguém entende o que realmente sentimos até passar pelo mesmo, e não recebemos o peso que podemos carregar então o que me resta é superar. 

- Vem cá. - bati sobre a cama para que se sentasse ao meu lado e a mesma obedeceu prontamente. - me conta sobre você até porque eu não sei nada e você sabe tudo sobre mim, isso não é justo. - abracei seu ombro e logo nos cobri com o coberto. A noite parecia ser fria, porém com certeza seria longa, passamos o resto dela conversando.

Desde que cheguei aqui Jisoo não parou de me ligar ao menos um dia, durante esses 6 meses, ela sabia onde eu estava e agradeço por não ter ousado aparecer, porém me ligara incessantemente todos os dias, eu não atendia e nem pretendia em momento algum, mandava inúmeras mensagens, emails e por mais que eu trocasse o número do celular ela arrumava um jeito de descobrir e continuava a me incomodar. Eu não estava preparado para falar com ela, não me sentia confortável pensar em conversar, pois não tinha coragem para olhar em seus olhos por puro medo. Medo de me render a ela como sempre fiz e não podia fazer isso ainda não a esqueci, ainda dói até mais que antes. Mesmo que após meses eram recentes os sentimentos, a mágoa, a tristeza e eu continuei me torturando com as notícias de Sookeun, minha sogra, me informando da gravidez de Jisoo todas as semanas. Ela me entendia, o que eu sentia, o que passei, e como foi doloroso viver daquela forma. Eu revelei várias fotos de Jisoo grávida e a cada dia que passava eu me encantava mais com o quão linda ela fica. Sook em uma das visitas ao ginecologista para fazer ultrassom ela me enviou a que mostrava ser um menino fiquei tão feliz no dia e tão triste por estar longe de meu filho que não soube se eu chorava de felicidade ou de tristeza, naquele dia eu passei todo o tempo disponível pensando em prováveis nomes, porém não era com a intensidade que teria se estivéssemos juntos o que me fez questionar milhares de vezes se eu deveria ou não voltar.

Sook também me contara que a gravidez de Jisoo não foi fácil como pensei, Jisoo se cuidava pelo bebê, mas não tinha ânimo para fazer nada além de passar o dia deitada na cama vendo TV, desde que fui embora ela vem definhando assim como eu, não sabia que eu fazia tanta diferença em sua vida, nunca me demonstrou afeto, carinho a não ser quando estávamos transando.

Fez questão de não liberar o divórcio, eu deixei as burocracias com um advogado amigo meu, não quis conversar sobre nada nem exigi nada nem mesmo os meus direitos, pois não queria nada que viesse dela, Hoseok tentou resolver esse problema de todas as formas possíveis, mas ela se recusa a qualquer proposta.

Minha mãe insistia para que eu saísse para espairecer já que eu não fazia nada a não ser procurar emprego só que o mercado estava difícil. Algumas vezes me arrisquei sair, mas sozinho não tem muita utilidade, e pelo tempo que estive fora perdi o contato da maioria dos meus amigos então resolvi sair com Yuri, que tem sido uma ótima companhia, ela tem estado comigo o tempo todo, me servindo como uma irmã que não tive. Fascinada por mim, sou praticamente um ídolo para ela, isso é bom que me distrai um pouco das dores que me assolam todos os dias, tem um futuro como psicóloga já que é uma conselheira nata para uma garota de 13 anos, pelo que ela me contou deu para perceber o quanto amadureceu precocemente pela vida que levou, admirável como ela lida com as coisas de uma forma até melhor que muitas pessoas adultas que ficariam perdidas.

Hoje eu decidi sair com Yuri outra vez, nós iremos ao cinema, queria retribuir os bons momentos que ela me proporcionou esse período deprimente e ela estava sempre contente assim como o dia em que cheguei. Saímos no início da tarde e passamos o dia andando pelo shopping brincando nos divertindo até dar o horário do filme, era infantil, mas não era para mim e sim para ela que amou aquela história sobre peixes, não me recordo o nome do filme. E nesse tempo com ela não deixei de imaginar como seria se fosse Jisoo e nosso filho e sempre que imaginava uma vida familiar com ela a amargura me tomava por saber que isso não iria acontecer. Quando estávamos no taxi voltando para casa ela acabou por adormecer em meu ombro e outra vez minha mente fluiu, a única coisa que eu sabia fazer ultimamente era imaginar o quase impossível. Cheguei carregando Yuri no colo, subi direto a colocando no meu quarto, costumávamos dormir juntos por insistência da mesma. Ainda que não fosse tão tarde eu estou cansado, porém queria conversar com meus pais sobre o que decidi a respeito de Jisoo e precisava ser agora. Desci correndo as escadas procurando por eles e ao entrar na sala meus sentimentos recém organizados que acabei de ordenar e que custou tanto tempo se aturdiu de novo com um simples olhar. O que esta fazendo aqui?

- Ji-jisoo? - perguntei desacreditando no que meus olhos estão me mostrando. 
- Yoongi a gente precisa conversar. - seus olhos estavam tristes, mas ainda estava tão linda quanto antes, a sua barriga estava tão grande quanto nas fotos tive vontade de beija-lá como antes e voltar até época em que era somente ela e eu longe de tudo, de acarinhar nosso filho como sempre quis e retomar o tempo perdido. 
- Precisamos sim, Kaa-san, Otou-san podem nos dar licença, por favor!? - pedi pensando no que dizer, minha mente ficou vazia de repente só em vê-la que chega a ser surreal. O que eu estava pensando antes!? O que eu havia decidido!? 
- Yoongi, eu sinto muito, eu não queria te magoar, eu fiz tudo errado. Depois que você foi embora fiquei tão perdida não entendia porque fez isso, para mim você estava sendo injusto comigo. Eu... – sorriu sem animo. – eu mal tinha tempo de pensar em nós por conta do trabalho então não sei de onde tirei que estava tudo bem. Quando pedi férias do emprego tive tempo para pensar foi nesse momento em que eu percebi o quanto eu negligencie nossa relação, o quanto menosprezei você, o quanto o desvalorizei. Eu fui a pior esposa que um homem poderia ter. Me desculpe Yoongi. - ela já soluçava, chorando copiosamente, sua respiração estava forte, só sentia o remorso em suas palavras. - e quando você não atendia minhas ligações eu ficava ainda pior, fiz coisas horríveis por ser tão fraca... você sofreu tanto por mim em silêncio por tanto tempo e eu não aguentei uma simples distância de 2 meses... foi tão insuportável ficar longe de você meu amor. - ela queria me tocar, mas se reprimia, porque não sabia qual seria minha reação, ela olhou em meus olhos esperando uma resposta os mesmos brilhavam pelas lágrimas compulsivas de agora a pouco, estavam vermelhos e não cessavam não importando quantas vezes secasse.

- Depois que você me convenceu a não trabalhar as coisas mudaram, você começou a me excluir da sua vida, eu era só mais uma mobília na sua casa, que quando lembrava que existia que realmente era útil. Eu fui usado por você e demorei anos para perceber isso eu estava irreconhecível. Os únicos momentos que me lembro de termos uma relação de casal eram as noites em que se lembrava de mim e cedia um pouco do seu precioso tempo para ficarmos juntos e também quando brigávamos pela sua falta de atenção, e logo no outro dia você saia para trabalhar como se nada tivesse acontecido. Tudo parecia um sonho ou como se eu fosse um garoto de programa que servia para te fazer esquecer os problemas da empresa ou simplesmente te satisfazer. Era assim que eu me sentia com você, mas ainda tive esperança de que você mudasse que um dia percebesse o quanto me afetava, o quanto me magoava. O estopim foi quando você se esqueceu de mim naquele restaurante e não teve a capacidade de me ligar e avisar que não iria, resolvi vir embora, eu não aguentei mais ficar tão perto e tão longe ao mesmo tempo de você. Doeu tanto parecer que eu não significava nada para você....Jisoo...eu te amava tanto, DESEJEI tanto ter uma família com você. - olhei para o bebê em sua barriga. - perdi sua gravidez, os momentos que mais quis passar, meu sonho, mais que tudo era de ser Pai. 
- Me desculpa, por favor, me desculpa Yoongi. Volta para mim. - segurou meu rosto, voltando a chorar, me doía tanto vê-la assim, fechei meus olhos, ela encostou sua testa na minha sentando ao meu lado, eu não tinha coragem de olhá-la. Seus lábios encostaram-se aos meus, um selar tão doloroso, revivendo nossas feridas, agora eu notei que elas nunca cicatrizaram. Estiveram sempre escondidas como aprendi a fazer com meus sentimentos e camufladas pela pouca distância. - Eu vim te fazer uma proposta. - secou suas lágrimas e respirando normalmente, mais calma continuou. - eu larguei tudo por você, sem meu pai, sem empresa, sem problemas, sem nada para nos impedir ou atrapalhar, vamos para Paris, só nós, vamos recomeçar juntos Yoongi, com o que tenho guardado no banco da para viver 3 anos sem dificuldades, de forma simples. Eu preciso de você, Yoongi. Eu quero você. Eu te amo. – olhava para mim acariciando meu rosto, não queria passar por isso agora, só queria ter vivido um sonho, realizado. - Mas... se não quiser ir comigo eu... vou entender, não vou mais te procurar, não vou mais ser um obstáculo na sua vida. - respirou fundo se afastou de mim, era tão bom sentir seus toques que senti falta de suas mãos no mesmo instante em que se separou de mim e eu nem soube que estava gostando. Por todo esse tempo eu tive saudade de estar com ela, não consegui há esquecer um minuto se quer, frustrante, porém tenho que reconhecer, nunca deixei e nem nunca vou deixar de amá-la. Ela ainda tem controle sobre mim.

Essa proposta era tentadora. Tudo que eu mais queria era ser feliz ao seu lado então por que esperar?

- Eu... – era simples, porém difícil escolher assim de uma hora para outra. Confiança... ainda existia? Será que eu podia confiar? O receio de me machucar novamente ainda seria evidente, não dá para mudar tão de repente- adoraria ir com você, mas... - ofeguei recuperando o oxigênio para falar, seus olhos revelaram sua incompreensão. - eu tenho uma coisa para resolver antes. - demorou uns segundos para ela começar a sorrir nervosa e retomar o choro – vou pensar. – abracei-a para tentar acalmá-la e funcionou, rapidamente se distanciou secando o rosto.
- Então... estarei no aeroporto segunda às 10h. - disse com o olhar perdido em pensamentos sorrindo para o vazio logo focando em mim. 
- Ok. - respondi sorrindo para mesma trocávamos olhares apaixonados como quando nos conhecemos, puro, intenso e quase inocente como dois adolescentes experimentando o amor pela primeira vez. Será que era suficiente para voltarmos? – Boa noite Jisoo.

- Boa noite Yoongi. – respondeu com um sorriso fraco.

Depois que Jisoo foi embora eu fui para meu quarto numa tentativa fracassada de querer dormir, já que aquela dúvida sobre a escolha certa não saia de minha mente, aconcheguei-me ao lado de Yuri a abracei vagando em meus pensamentos. Talvez eu possa confiar nela outra vez...Mesmo depois desses anos de convivência, sei que dessa vez poderia ser diferente. Esperança... era o que sempre me restava. Depois de quase 9 meses ela surgiu aqui para me implorar que voltássemos, não seria sínica a esse ponto, não pode estar mentindo. Eu não posso mais fugir nem sufocar os meus sentimentos como fiz antes.

­- Ni-san. – Yuri virou para ficar de frente para mim, era tarde e ela estava bem sonolenta. – O que ela queria? – Como ela sabe que Jisoo esteve aqui?

- Anda espiando seu irmão? – perguntei divertido e ela sorriu fraco. – Se bem que isso não é estranho já que não é a primeira vez. – rimos um pouco mais alto. – ela me pediu para voltar. – respondi cessando as risadas até ficar sério. – Quer ir para Paris comigo, só que...

- O quê você ta esperando Ni-san? - me interrompeu, de inicio Yuri não gostou muito de Jisoo, mas segundo ela, eu não iria ser feliz longe da “Rainha do gelo” e que uma hora eu voltaria para a mesma. Mesmo Yuri tendo só 13 anos a conversa fluía bem, não era infantil quando eu chegava depressivo para conversar com ela. Nesse tempo que estive aqui, ela me ajudou bastante, nos tornamos próximos, éramos confidentes um do outro, parecia até estranho essa irmandade nascer, crescer e florescer tão rápido, mas estava realmente feliz por tê-la como minha irmã. – Você vai voltar com ela né?

- Não sei, não é tão fácil, mas estou cogitando a idéia. – pensava mais que falava e ela se irritava quando eu fazia isso, sorri para ela. – não se preocupa comigo volte a dormir que esta tarde. – disse beijando sua testa.

- Mas eu...

- Sem ‘mas’, me obedeça. – ela resmungou um pouco, mas logo me abraço indo dormir. Pelo menos ela conseguia dormir já eu tenho certeza que essa noite passara lentamente.

 

Segunda-feira 10:10h da manhã...

 

Narrado POV on

 

Jisoo já havia chego ao aeroporto uma hora antes por antecipação, era mais para fazer o check-in mesmo que além do necessário. Admitiu consigo mesma que estava nervosa, apreensiva pelo fato de que talvez ele não venha, que tenha realmente perdido seu grande amor por sua atitudes inconsequentes. O medo a dominou durante todos esses meses suportando apenas por estar grávida de Yoongi, porém mesmo assim ainda existia a possibilidade dele recorrer à guarda da criança, sofria quase todos os dias imaginando que poderia não criar seus filhos. Pensou que alguns dias antes de descobrir não fantasiou, nem passou pela sua mente ser mãe agora, não por falta de idade e sim por estar no auge de sua carreira, se importava tanto com um cargo que não trazia felicidade alguma e nem a Yoongi, seu refúgio, que nem se quer cuidou para que se mantivesse sã em meio aquela conturbada vida de escritório e dor de cabeça.

Olhou para o relógio de pulso, fazia dez minutos que marcou de se encontrar com Yoongi e ficar sentada naquela cadeira gelada extremamente incomoda durante mais de uma hora era angustiante, porém não era pior que o mal estar que sentia desde que acordou hoje. O aeroporto começou a ficar movimentado e tantas pessoas no local estavam deixando-a sufocada, respirar estava ficando mais difícil a cada minuto, até que sentiu um líquido escorrer por suas pernas, se assustou tocando a cadeira e viu que era dela aquele líquido, sua bolsa havia rompido. Entrou em desespero, estava sozinha no lugar. A quem poderia pedir ajuda agora? Sua mãe estava em outra cidade, insistira para que não viesse, pois estava prestes a ter os bebês, mas teimosa como era veio a contragosto de sua mãe e agora sofreria as consequências de estar sozinha e sem Yoongi. Ahh Yoongi! Arrependo-me tanto de tudo que te fiz sofrer. Contorceu o rosto em dor pela pontada que sentira no ventre, tentou respirar como havia visto em um programa, mas era difícil pensar, segurando a barriga se levantou devagar iria até um segurança que estava ali perto da porta de saída para pedir ajuda, deixando bolsa, celular, mala tudo para trás. Porque logo agora meus amores?

 

Narrador POV off

 

Yoongi POV            on

 

Corri em meio às pessoas daquele aeroporto enorme, sua grandeza só servia de empecilho para encontrar Jisoo. Trinta minutos... trinta minutos!!! TRINTA MINUTOS DE ATRASO!!! Ela já deve ter pegado o voo.

- Não Yoongi. Não Yoongi. Ela não foi. – disse alto para mim mesmo, tentando convencer meu coração que ela ainda estava aqui.

Sentindo o suor escorrer pelo meu rosto enquanto esbarrava em todas as pessoas que passavam a passos lentos perto de mim. Porque justo hoje Otou-san?  

- B-bom di-dia. – cumprimentei ofegante. - você pode me informar se o voo para Seoul já decolou? – ­­perguntei nervoso e ainda esperançoso que o mesmo tivesse atrasado.

- Desculpe senhor, mas o voo já partiu. – respondeu séria voltando a sua função anterior.

Perdido. Era assim que eu me sentia agora. A dor que me invadiu a cada palavra dita pela mulher a minha frente, relembrando era uma facada a mais esta sendo pior que do dia em que a deixei, o desespero agitava meu coração tão dolorosamente. Eu realmente queria para de sentir. Para de ter sentimentos. Para de ser rejeitado. Sim, eu me sentia rejeitado pela segunda vez.

- Eu não deixei de ser insignificante. – sorri amargurado, me sentando no chão encostado na parede.

 

Desolado.

Devastado.

Prostrado.

 

“...gal gireun meonde wae nan jejarini (...eu tenho um longo caminho a percorrer, mas porque eu estou correndo no mesmo lugar)

Dapdaphae sorichyeodo heogongui meari (Eu grito em frustração, mas ecoa no ar vazio)

Naeireun oneulbodaneun mwonga dareugil (Espero que amanhã seja diferente a partir de hoje)

Nan aewonhal ppunya... (Eu apenas espero...)”

 

Meu celular estava tocando. Número desconhecido. Por dois segundos pensei em não atender, mas pensando melhor poderia ser algo importante.

- Yeoboseyo.

- É o Senhor Min YoonGi, marido da Senhora Min JiSoo? – meu coração gelou e parou novamente aturdido em meio à escuridão de minha mente. Preocupado com ela só pensava no que poderia ter acontecido com ela e meu filho.

- Ne, ne. – respondi ofegante por puro medo, pavor.

- Sua esposa esta em trabalho de parto e precisamos de um acompanhante e o único disponível aqui é o senhor poderia comparecer no hospital central?

- Já estou indo. – levantei as pressas correndo para fora do aeroporto, não sabia o que sentir de tão confuso com os acontecimentos.

No táxi me senti mais aliviado e extremamente feliz, o sorriso estampado em meu rosto era a definição. O aperto em meu peito comprimindo meu coração acelerado que crescia a cada instante de tanta satisfação me sufocava, Deus esta querendo testar meu coração de tantos sentimentos controversos esta me fazendo sentir em um dia, e admito que prefiro estar feliz como agora. Eufórico com a aproximação do hospital me desfiz do sinto quase abrindo a porta do carro para sair com o mesmo em movimento, em frente tirei uma quantia superior à corrida dando de qualquer forma ao taxista e desci correndo desviando de alguns carros enquanto o mesmo gritava e buzinas ecoavam por toda rua. Entrei indo direto à recepção arfando, cansado, mas ainda sim incontrolavelmente feliz. Meu filho estava nascendo.

 - Mi-Min Yoon-Yoongi... Min Ji-jisoo... – olhava em desespero assustando a senhora ao telefone. – minha es-esposa... esta dando a luz. Eu preciso vê-la. – disse um pouco mais calmo e ela logo me indicou aonde aconteceriam os procedimentos que eu deveria tomar antes de entrar.

Estava me sentindo tão ansioso que perdi a noção de tudo, andava atordoado pelo corredor até ficar de frente a porta onde Jisoo estaria, parei em frente e fiquei repassando rapidamente toda a nossa vida, até o momento atual. Essa seria a última vez em que penso no passado. Abri a porta devagar, receoso, não sabia o que encontraria ali dentro, mas logo minha visão foi tomada por Jisoo esticando seu braço em minha direção com um olhar suplicante então apressei-me em segurar sua mão junto a meu peito sem deixar de olhar em seus olhos, marejados, temerosos. O que esta sentindo meu amor?

- Yoongi estou com... – pausou para soltar um urro de dor, seu peito subia e descia rápido. – medo.

- Não tenha meu amor, eu estou aqui, não irei mais te deixar, nunca mais. – beijei sua mão demoradamente, logo sua testa então a vi sorrir um pouco mais calma, mas ainda sim com a respiração pesada e forte.

Em seguida o médico dizia que ela devia fazer força, ele estava para nascer, o nosso filho, depois de um período de angustia e dor para Jisoo escutamos o choro do bebê, olhei para ele e voltei a fitar Jisoo constatando que nós dois chorávamos de felicidade. Depois do dia do meu casamento, nunca me senti tão realizado como agora. E então prosseguiram com o parto, o que era estranho já que deveria ser apenas um, olhei novamente para onde estavam os médicos, mas logo senti Jisoo aperta minha mão com força me chamando atenção.

- Tem mais um. – disse um dos auxiliares, meu coração acelerou, eu fiquei um pouco tonto com o que acabei de ouvir. Eram dois? Eram gêmeos? Trabalho dobrado, despesa dobrada, felicidade dobrada, amor dobrado.

Jisoo gritara novamente apertando minhas mãos com mais força o que me causara um pouco de dor, mas nada comparado ao que ela devia sentir no momento. Eu só sabia sorrir pasmo ao escutar novamente um choro mais contido. Jisoo olhou para mim e sorrindo em meio às lágrimas sussurrou: Sur-presa. Selei seus lábios brevemente, pois ela estava cansada e ofegante, queria ficar mais tempo com ela, porém não poderia no momento, tive que sair mesmo relutante e esperar do lado de fora, até ela ir para o quarto. Não deixei de olhar em seus olhos para que soubesse que estava segura comigo e que tudo agora correria bem por que estamos juntos.

Após umas horas os pais de Jisoo junto dos meus chegaram ao hospital, eu fiquei tão inebriado com o acontecido que me esqueci de ligar para meus pais se não estariam aqui há mais tempo. Meus pais me abraçavam, me parabenizando, pelo filho, e eu só sabia sorrir, não conseguia nem pensar em responder. O senhor Jung não gostava de mim, mas hoje pude o sentir mais próximo já que veio me cumprimentar junta da senhora Jung, que também chorava como minha Omma.

- Parabéns meu querido, vai ser um lindo menino forte. – minha mãe sorriu acolhedora para mim, junto de seus braços que me envolviam, enquanto meu pai sorria apertando minha mão logo depois.

- São dois. – corrigi de imediato imaginando como seriam meus filhos.

- Como? – perguntou minha mãe me fitando espantada desacreditada.

- Dois? – indagou o senhor Jung, tão abismado quanto minha mãe.

 

Enquanto digeriam a informação de que são avós de gêmeos uma enfermeira apareceu dizendo que eu poderia entrar e que por enquanto somente um por vez. Assim que cheguei à porta abri e tive a visão mais linda que guardaria para sempre em minha memória, queria poder registrar oficialmente para revelar e emoldurar, assim podendo reviver a sensação todas as vezes que visse. Jisoo estava com os dois bebês que vejo ser um casal, não decidi um  nome e provavelmente ela também não, agora dois... pensei que seria mais difícil, mas depois de olhar para eles tudo ficou mais claro.

Aproximei-me devagar hipnotizado os olhando dormir enquanto Jisoo sorria para mim e para os bebês, parecia que todo o seu redor era mais iluminado, ela reluzia. Queria segurá-los e nunca mais soltar, são tão lindos, perfeitos. Meus filhos! Ao lado da cama, estendi a mão para pegar a menina, quando em meus braços ela fez uma careta, iria chorar. Oh Deus ela vai chorar? Por que? O que eu faço? Afobado, sentei na poltrona próxima e comecei a balançar meus braços levemente, e ela voltou às feições serenas anteriores aliviando minha tensão. Não consegui tirar meus olhos dela. Se parece comigo, será que sua personalidade será igual a minha também, ou será como a mãe? Será que ela terá minhas manias? Minha menininha.

- Quais nomes daremos a eles? – Jisoo me despertou de meu transe momentâneo.

- Posso escolher o dela? – eu não havia pensado antes, mas depois de vê-la simplesmente se formou em minha mente...

- Pode meu amor. – sorriu e voltei a olhá-la.

- Annyeong Yoon Ji. – cumprimentei-a e ela sorriu, a felicidade me tomara repentino como aquele sorriso lindo igual o meu, olhei para Jisoo que também sorria para mim.

- Diga oi para YoonJi, SooYoon. – disse Jisoo olhando para o meu menino. Logo trocamos os bebês, queria poder segurar os dois, mas seria mais seguro segurar um de cada vez.

Jisoo e eu passamos horas apenas observando eles dormirem em nossos braços. Minha vida realmente estava completa, não preciso de mais nada além da minha família. Com os bebês nos berços sentei-me novamente ao seu lado fitei seu rosto, admirando cada detalhe como a muito não fazia e sentia saudades disso.

 - Jisoo, eu... – deslizei as minhas mãos por seu braço até segurar as suas ficando de frente a mesma, eu a quero perto de mim. - eu te amo, sempre vou te amar. - acarinhei seu rosto com as pontas de meus dedos fazendo-a me encarar, sua pele é tão macia, seu cheiro é tão doce quanto seu beijo. Sorriu para mim com toda a felicidade guarda pelos meses e me agarrou pelo pescoço em um abraço desengonçado, podia sentir novamente o calor de seu corpo ao meu, seu coração tão acelerado quanto o meu, após me afastar um pouco beijei-a. Como se fosse nossa primeira vez juntos, todos nossos sentimentos antigos afloraram, todo nosso passado voltou a tona, o carinho que um dia sentíamos um pelo outro estava ali agora, nossas línguas se entrelaçam com ternura como sempre fazíamos antes de tudo, mesmo com a angústia, a aflição ainda presente. Foi tão doloroso, tão sôfrego e tão bom, o remorso evidente em cada toque de seus lábios nos meus, queria que somente isso me fizesse esquecer e fosse o suficiente para nos reconciliarmos e as coisas voltarem ao normal, porém não será assim, nada será como antes, daqui para frente será bem melhor. Depois de minutos nessa troca de recordações, de emoções fomos obrigados a parar pelo choro de Sooyoon nos fazendo rir da situação.

- Eu também te amo Yoongi. – sorriu para mim como da primeira vez que a conheci, doce, meiga e linda. Minha Jisoo voltou para mim e para sempre.


Notas Finais


Eai!?? kekeke eu amo uma sofrência, e amo fazer OS do Yoongi tenho até umas futuras fics com o mesmo, meu utt fazer o que ne se não valorizar!?? kekekke e pra quem leu Agust D, sim ele vai fazer parte de coletânea porque... porque sim kekeke

Bjunda da tia YoonJi 😻💗😍😂


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