História Collision - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


É a primeira vez que escrevo então peguem leve ♥
Por favor peço que favoritem, caso tenham gostado.
Críticas construtivas / Observações são sempre bons.

Capítulo 1 - A Colisão.


Já não é uma grande novidade que a cafeína corre em minhas veias. Noite passada devo ter tomado litros e mais litros de café já que foi outro daqueles dias impossíveis de trabalho, saí muito tarde do estúdio e por efeito colateral da cafeína passei a madrugada em claro.

Às dez da manhã ouço o toque abafado do meu telefone sobre os lençóis. Mensagem de Eleanor: Auri, preciso que venha o mais rápido possível para cobrir o evento do Vincent. Era o maior cliente do estúdio, mas eu estava tão indisposta. Legal! vou trabalhar parecendo um cadáver, e talvez eu vire um no fim do dia. Mórbido não? Mas não era uma opção, se eu morresse Lea faria um pacto pra me buscar no inferno e me traria de volta ao trabalho.

Eleanor queria que os funcionários se vestissem a caráter pra esse ensaio. Mas devo admitir que desde a infância nunca gostei de vestidos, saias ou qualquer outra coisas que me deixasse diferente de um garoto. Então optei pelos velhos Jeans pretos e os blusões de banda, que eram as únicas roupas que eu usava.

Em questão de minutos já estava na rodovia, as estradas estavam todas brancas pela neve que as cobria por inteiro. Liguei o rádio, pra tentar esquecer que seria outro dia maçante de trabalho, estava tocando a minha música favorita Karma Police (Radiohead). De alguma forma isso me fazia refletir sobre tudo. Sobre como a vida é frágil e como basta um sopro e tudo muda completamente. Era a neve, os dias nublados, e a música, que me causavam esse efeito.

Resolvi avisar Eleanor que chegaria logo. Abaixei a cabeça por um instante e digitei a mensagem: Lea falta pouco, logo chego aí. Poderia comprar um café no George's pra mim? O meu favorito.

Apenas 20 minutos e eu chegaria ao estúdio. Não, você não leu errado chegaria, não cheguei.
Achei estranha a maneira como o gelo cobria todo trecho seguinte da rodovia porém resolvi seguir viagem mesmo assim. E consegui por mais cinco minutos, os meus últimos cinco minutos de paz.

Ouço o barulho gritante dos pneus, o outro carro vindo freneticamente em minha direção, não consigo desviar, sinto o carro capotando várias vezes comigo dentro, e sinto meu corpo ser arremessado através da parte da frente do carro. Sinto a dor de cada corte, cada fratura enquanto estou no chão.
Um homem vem até mim, tento gritar por ajuda mas minha boca não abre e então tudo fica escuro.

O impacto da colisão pode ter fraturado o fêmur só saberemos nas próximas horas. Uma luz branca invade meu campo de visão. Merda, será que eu morri? Vejo dois médicos ao meu redor conversando, talvez estejam falando sobre meu estado, porém não consigo me concentrar suficientemente pra entender todas aquelas palavras.

***

Passo alguns minutos fitando a porta na esperança de que alguém venha me ver. Ninguém se importa, Auri. Olho fixamente naquela direção por mais alguns segundos, não podia aceitar o fato de que não era importante pra ninguém.

Um rapaz alto, cabelo e barba castanhos, olhos intensamente escuros, com várias tatuagens no pescoço entra no meu quarto. É óbvio que ele entrou no quarto errado. Me apaixonaria fácil por ele, tomara que ele não tenha errado o quarto, tomara que seja algum amigo da Lea.

- Licença, estou procurando Auri Jones.

Dios! Isso só pode ser um sonho.

- Sou eu - Respondo quase sussurrando.

- Oi Auri, sou William irmão do motorista do outro carro. Você não deve lembrar, mas eu te trouxe ao hospital, só queria saber se você está bem. - Explicou.

- É, eu não me lembro, mas de qualquer forma agradeço. - Dei um sorriso de canto - Quanto às dores, fraturas e cortes, ainda doem.

- Tem alguém aqui contigo? Parente, amigo, namorado?

Balancei a cabeça negativamente. - Ao que parece ninguém lembrou da minha existência hoje.

- Se você quiser, eu podia ficar aqui.

- Não, vai pra casa. Sua família pode se preocupar.

- Tenho 25 anos, acho que já estou velho pra preocupar alguém. - Sorriu.

- Já que você insiste.

***

Will e eu conversamos por horas, e quando nos demos conta já estava anoitecendo. Claro que ele não era tão encantador à ponto de me fazer esquecer que eu estava em um hospital. Mas a companhia dele me fez esquecer o fato de que estou sozinha no mundo.


Notas Finais


Não esqueçam de favoritar.
Até o fim de semana adiciono mais capítulos.


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