História Colombiana - Capítulo 2


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Categorias Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Bella Hadid, Steve Rogers
Visualizações 24
Palavras 1.863
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Um ponto Um


Por favor, tenha misericórdia de mim, vá com calma com o meu coração. Mesmo que não seja sua intenção me machucar você está sempre acabando comigo. — Mercy.

 

O Skate estava largado pelas escadas juntamente com revistas em quadrinhos e uma bola de basquete. Quase tropeço nas coisas jogadas pelo chão enquanto tento equilibrar os sacos de compra em uma mão apenas, enquanto com a outra procuro o molho de chaves em meus bolsos. Enfio-as na fechadura com cuidado para nenhum tomate escorregar das sacolas.

— Sam — eu grito aborrecida. — Já disse para recolher suas coisas.

— Senhora Avery deixa que eu lhe ajudo com isso.

Peter — minha babá provisória aparece. Eu lhe entrego uma sacola enquanto levo as outras para a cozinha, as louças do jantar de ontem foram secadas e guardas, mas sei que não é obra de Samuel e sim de Peter Parker meu vizinho e quebra galho por quinze pratas. Apesar de ser apenas cinco anos mais velho do que Sam tem uma responsabilidade admirável e é um bom garoto, eles se dão bem.

— Sam se comportou?

— Sim senhora — ele diz, mas temo que Peter livraria Sam de qualquer coisa que ele fizesse. — Tia May pediu para avisar que não poderá vir à festa hoje porque ela vai trabalhar.

— Que pena Peter, mas você vem não vem?

Ele assente e sorrio, retiro os pacotinhos de MM’s da sacola que comprei para enfeitar o bolo e as velinhas que marcam onze a idade que Sam completara. Ele aparece na cozinha impaciente e aborrecido, por tê-lo mandado juntar seus brinquedos. Lembra-me quando com sua idade.

— Mãe você trouxe as peças que pedi? — ele pergunta se esticando no balcão na cozinha.

— Onde você acha que eu ia conseguir uma bateria com o tamanho adequado para seu brinquedinho?

— Não é um brinquedinho mãe — ele me corrige. — É um drone que eu mesmo estou montando.

Sam adora montar seus próprios brinquedos, é bem inteligente para sua idade, mas não sei se puxou isso de mim ou de seu pai. Eu procuro em uma das sacolas as únicas peças que consegui sem saber se estão certas, lhe entrego enquanto ele as examina. A companhia toca, Peter se despede e aproveita para me fazer um último favor abrindo a porta para Hanna, ela carrega consigo um presente enorme o que disse para ela não fazer.

— Você mima demais Sam — eu digo e ela levanta os ombros.

— Samuel é o único homem de nossas vidas Vee, ou mimamos ele ou ficamos sem ninguém.

É uma verdade. Sam corre abraçá-lo, mas eu aviso que só poderá abrir seus presentes depois da festa. Retiro o bolo da geladeira abrindo os pacotes de doces, preciso decorá-lo e ir para o banho, tenho tantas coisas para arrumar e logo os primeiros amiguinhos de Sam começaram a chegar.

— Sam, você já está pronto amor?

— Sim mãe — ele responde aborrecido por eu lhe chamar de amor.

Somos parecidos fisicamente, cabelos escuros e rostos finos. Sam possui os olhos de seu pai, mesmo que não possa tirar a prova. Me embrulha o estômago toda vez que penso sobre isso. Peço para Hanna colocar o bolo da mesa das comidas e corro para meu quarto, nosso chuveiro com apenas duas temperaturas quente demais ou frio demais, eu jogo minhas roupas em um canto ensaboando-me com precisão, enxáguo meus cabelos e lavo meu rosto tirando a maquiagem morta pronta para ser substituída.

Enrolo-me em uma toalha selecionando um vestido florido simples na bagunça de meu armário, penteio meus cabelos e mesmo molhados os arrumo em um coque. Sapatilhas pretas confortáveis e um pouco de perfume, minha bolsa já está arrumada, pego apenas um casaco porque as noites esfriam rápido em Nova Iorque.

Quando desço novamente alguns amigos de Sam já chegaram como previ. Eu os cumprimento recolhendo alguns casacos jogados pela sala os pendurando, Sam pediu uma festa de gente grande seja lá o que isso signifique para ele, concordou em ganhar um bolo de doces, mas nada de palhaços e adultos. Concordou com que Hanna ficasse e os olhasse, porque foi à condição que impus, não deixaria crianças sozinhas.

O vejo conversando com Emma, a garota bonitinha de sua classe, eu cubro minha boca com as mãos e antes que eu possa ir até lá, Hanna me puxa pelos cotovelos.

— Eu só quero dizer Oi.

— Vai fazer passá-lo vergonha — ela acusa, para que servem as mães. — Não irá perder o trem?

Eu olho em meu relógio de pulso, já estou atrasada. Chamo Sam para me despedir, lhe abraço forte e lhe beijo a bochecha enquanto ele reclama.

— É só que eu te amo demais meu filho — eu explico. — Se comporte está bem? Não se esqueça de fazer um pedido antes de soprar as velinhas.

— Eu já sei o que vou pedir.

Hanna e eu nos entreolhamos, Sam tem falado disso de um tempo para cá. Eu me atrevo em perguntar mesmo não querendo ouvir de fato sobre seu pedido.

— O que você tem em mente?

— Vou pedir para conhecer meu pai.

Eu engulo em seco, ele me abraça e volta para os seus amigos. Eu não pude mentir e lhe dizer que seu pai estava morto, foi fácil nos primeiros cinco anos enquanto ele não entendia, mas depois de começar a ir para o colégio e assistir desenhos, Sam resolveu se perguntar quem era seu pai. Eu disse que não o conhecia, não é uma mentira grande, eu não o conheço a fundo, sei apenas o que leio nos jornais.

Hanna me dá aquele olhar, um misto de bronca e de consideração. Eu me despeço e lhe dito mais uma vez as regras, dormir as oito, não deixar Sam comer doce demais. Tenho que descer cinco lances de escada já que o elevador está quebrado desde a época que me mudei para cá, não é um bairro nobre, mas gosto de morar aqui.

O metrô é próximo o suficiente, eu ando o mais depressa que consigo e tenho sorte em pegar o trem na hora. Passo uma hora e meia todos os dias dentro de um trem atravessando a cidade, hoje pego o turno da noite, mas não é trabalhando com o que eu sonhei. Nas primeiras paradas não a lugar para sentar, mas à medida que vamos passando os túneis poucas pessoas sobram e eu posso sentar por vinte minutos.

Desço na parada do central Park. Ando mais alguns quarteirões até chegar ao Palace Hotel, os empregados entram pelos fundos, caminho até a portaria onde Elise já me espera.

— Boa Noite Vee, como foi à festinha do seu filho?

— Ninguém havia quebrado nada ainda — eu respondo e ela sorri.

— Seu quarto é o da cobertura — ela me estende o cartão chave, a mulher ao nosso lado me olha da cabeça aos pés certamente porque minhas roupas não condizem com a cobertura. — Tenha uma boa noite madame.

Eu pisco para Elise e entro no elevador. Cada diária no Palace Hotel daria um ano do meu aluguel, eu subo até a cobertura, meu carrinho já está em frente à porta do quarto. Passo o cartão empurrando-o para dentro, tiro a sacola de minha bolsa onde meu uniforme está dobrado, eu o coloco rapidamente junto com minha identificação: Camareira. O meu desejo de ser enfermeira se foi quando descobri que estava grávida de Sam, eu tinha outras prioridades na vida, mas não reclamo de meu emprego eu gosto de trabalhar no Palace Hotel, mas vez ou outra, eu encontro um hospede bagunceiro.

Respiro fundo olhando para o banheiro, maior do que meu quarto todo encharcado. Pego panos secos e começo a enxugá-lo, parece que eu levarei a noite toda em apenas um quarto. Preciso de mais toalhas secas, encontro mais no almoxarifado me ajoelho para secar os cantos, jogo as toalhas molhadas no carrinho e o deixo aguardando, me lembro de trancar o quarto antes de sair, mesmo que por alguns segundos é importante estar tudo sempre bem trancado. Encontro Madison no elevador, ela cuida dos quartos na ala C, já estava aqui quando cheguei.

— Boa Noite Violeta — ela nunca lembra o meu nome, ou não se importa.

— Boa Noite Madison, repondo bebidas?

Ela olha para seus bolsos com pequenos litrinhos de bebida que geralmente colocamos no mini bar. Sobe e desce os ombros, o vício de Madison não é um grande motivo para ela ser demitida, ela é a mais velha das camareiras quase como nossa chefe.

— Você quer um pouco?

Eu dou de ombros, por que não? Tomo um gole da pequena garrafinha, parece vodca, mas é um pouco mais adocicada.

— Estou com a cobertura.

— Soube que algum milionário encomendou a cobertura por um dia, vão fazer uma reunião ou algo do tipo — Madison me conta.

A porta do elevador se abre Madison desce, eu deveria também, mas congelo. Eu o vejo vindo em minha direção, usando um terno preto com uma garota de vestido prateado agarrada em seu braço, eu nunca mais o vi depois daquela noite, apenas por fotos nos jornais.

— Segura o elevador — ele pede.

Eu me movo apenas o bastante para segurar a porta, os dois passam para dentro e ele agradece. É Tony, eu tenho certeza.

— cobertura — a moça diz como se eu tivesse alguma obrigação em apertar o botão.

Fixo meus olhos em Tony, ele sorri para mim, mas por educação não como se me conhecesse, no mínimo ele nem se lembra quem eu sou. Também queria esquecê-lo, e tentei por um tempo, mas Sam é seu filho e me lembra constantemente da noite onze anos atrás.

— Você está muito sexy amor — ele diz para a outra.

Cerro meus punhos só de lembrar que onze anos atrás eu fui à idiota. Não chamo a noite de erro porque Sam é tudo que tenho. Não devia odiá-lo, eu escolhi que Tony não faria parte de nossas vidas, eu decidi isso por mim e por Sam. Depois daquela noite eu apenas o vi uma vez de longe, Sam tinha meses ainda, eu o vi entrando em seu carro enquanto era rodeado por jornalistas tive a vontade de atravessar a rua e lhe mostrar Sam, mas não queria dividir a única coisa boa de tudo isso com ele. Tony não merecia. Onze anos atrás eu não sabia nada sobre ele, não das coisas que sei hoje, que ele é um super-herói seja lá o que isso signifique hoje em dia. Mas foi minha escolha, Sam não escolheu isso, ele pediu para conhecer o pai e não posso continuar mentindo dizendo que não sei quem ele é quando está bem em minha frente.

A porta se abre a garota sai primeiro, Tony vai logo atrás eu engulo meu orgulho.

— Tony — eu chamo, ele olha para trás. Eu devo ir com calma isso vai assustá-lo com toda certeza. Ele sorri e enfia a mão no bolso tirando uma nota de cinqüenta e rabiscando seu nome, ele estende em minha direção dizendo que isso é pelo meu serviço. Como ele ousa? Como pode ser tão babaca e inconveniente. Acha que preciso de recompensas por apertar um botão. Sem pensar muito eu solto na lata, abro a boca antes que me cale para sempre. — Você tem um filho!


Notas Finais


Vejam o jornal desta fanfic [ https://spiritfanfics.com/jornais/colombiana-9907798 ]
Espero que estejam gostando. Mil beijos!


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