História Colorful - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hidan, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kakuzu, Konan, Nagato, Obito Uchiha (Tobi), Rin Nohara, Sasori, Shisui Uchiha, Zetsu
Tags Kakaobi, Kakuhida, Obirin, Painkonan, Sasodei, Shiita
Exibições 387
Palavras 4.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


olá~
cá está mais um capítulo <3
desculpem os erros e boa leitura :3

Capítulo 6 - VI. Sensações


Fanfic / Fanfiction Colorful - Capítulo 6 - VI. Sensações

—Oi. – piscou algumas vezes antes de levantar a cabeça e encarar o garoto parado ao seu lado, carregando um sorriso de orelha a orelha. Sasori nunca tinha o visto por ali, se lembraria de uma criatura tão chamativa. Ele era bem baixo, cabelo loiro curto e as bochechas vermelhas; o sorriso vacilava um pouco indicando que ele estava se forçando a aquilo, tremia um pouco e mexia nervosamente na barra da blusa azul com estampa de coelho. Levantou uma sobrancelha antes de voltar sua atenção para as folhas sobre a mesa que usava para desenhar. Era comum ele ir até o parque durante a tarde, algumas crianças também iam para brincar; Sasori preferia ficar sozinho desenhando, sempre ignorava qualquer um que chegasse perto. – Como é seu nome? – o garoto, apesar de ter sido ignorado, continuou ao seu lado tentando puxar assunto.

Sasori suspirou baixinho irritando-se com o menino ao seu lado, ele parecia não se tocar que sua sombra estava o atrapalhando e que Sasori também não queria conversar.

—Por que quer saber? – perguntou grosseiramente, encarando o menino ao seu lado com a expressão severa demais para uma criança de apenas oito anos. Chiyo sempre estava lhe dizendo que ficaria velho cedo demais e que moraria em uma casa sozinho com dez gatos; Sasori não achava isso ruim, gatos eram bem mais agradáveis do que pessoas.

Como esperado, o menino loiro pareceu extremamente ofendido com a resposta obtida.

—Nossa, seu grosso! – ele exclamou abaixando a cabeça logo após notar que havia chamado à atenção de outras crianças. Sasori levantou uma sobrancelha com a reação; se ele estava com vergonha dos outros, por que não estava dele? – Eu só queria brincar com você. – sussurrou choroso, indo em direção ao outro lado da mesa e sentando-se emburrado.

Sasori revirou os olhos e voltou sua atenção para seus desenhos, continuando a pintar a casa que havia feito. Por alguma razão, a presença do outro garoto continuava o incomodando, mas o silêncio dele ainda mais. Chiyo também sempre estava repetindo que Sasori precisava fazer amigos, já que ele não falava com ninguém; a verdade era que Sasori não conseguia fazer amigos, as outras crianças tinham medo dele e, depois de um tempo, ele acabou aceitando essa realidade e passando a conviver sozinho.

Não ligava mais para as outras crianças se afastando ou falando sobre si, apenas ignorava. Ele ficava muito melhor sozinho do que com pessoas. Porém, apesar de tudo isso, pela primeira vez uma pessoa foi falar com ele sem ser por aposta ou para debochar; o menino continuava ali, parecendo esperançoso que Sasori pudesse mudar de ideia.

Deixou o giz de cera de lado e encarou o menino que observava as outras crianças. Ele parecia querer ir falar com elas, mas segurava-se.

—Meu nome é Sasori. – por fim, decidiu responder o garoto. Apesar da voz ter saído baixa, o menino ouviu e o encarou por alguns segundos confuso antes de abrir um sorriso enorme. Sasori não sabia que era possível uma pessoa sorrir daquela forma.

—O meu é Deidara! – ele apoiou-se na mesa para tentar se aproximar um pouco mais de Sasori, como resposta o ruivo se afastou assustado com o ato repentino. – Eu sou novo aqui na vizinhança, então quer seu meu amigo? – ele juntou as mãos como se estivesse implorando. Sasori viu o desespero no olhar dele e sentiu dó. Sentiu mais pena ainda por conseguir ver que aquele garoto era igual a ele, só que não escondia o quão angustiado estava.

—Por que quer ser meu amigo? – indagou ainda na defensiva, Deidara o olhou confuso por alguns minutos antes de desviar o olhar com o rosto corado.

—É... Os outros estão em grupos, e... – o rosto dele ia ficando mais vermelho enquanto respondia, Sasori logo deduziu que ele fosse uma daquelas crianças tímidas. – Eu estava com vergonha de falar com tanta gente. – ele riu um pouco, não conseguindo disfarçar seu constrangimento. Levantou a cabeça novamente e encarou Sasori com um sorriso menor do que o anterior. – Você estava aqui sozinho, então... – hesitou por alguns minutos, mas continuou após respirar fundo. – Será que podemos ir brincar no balanço? – ele perguntou ainda tímido com as bochechas vermelhas.

Sasori suspirou, fechando seu caderno de desenho. “Por que não?”

—Onde estão seus pais? – Deidara perguntou após um tempo de brincadeira. Os dois foram ao balanço e depois ao escorregador, Sasori descobriu o porquê todo mundo gostava tanto de brincar naqueles brinquedos. Apesar de tímido no começo, Deidara se mostrou um garoto bem comunicativo após um tempo, ele falava demais e aparentemente não iria parar.

—Eu não sei. – respondeu dando de ombros, empurrando seu próprio corpo para frente para tomar impulso. Já estava ficando tarde e provavelmente Chiyo já estava indo o buscar. Já não havia tantas crianças no parque e os dois eram os únicos no balanço. – Eu moro com minha avó adotiva. – comentou vendo o outro balançar a cabeça em entendimento. Sasori olhou para frente, reconhecendo sua avó se aproximar com um aceno.

Esticou os braços e levantou-se, sendo seguido por Deidara.

—Eu também não moro com meus pais, eu vivo com meu irmão mais velho. – ele disse parecendo não muito animado quanto antes. Ia perguntar onde seus pais estavam, mas Chiyo já estava impaciente do outro lado. – Podemos brincar amanhã de novo, Sasori? – ele perguntou com um sorriso grande e esperançoso.

Sasori refletiu um pouco, ele deveria? Não sabia se queria ser amigo daquele menino, só foi brincar com ele por pena. Mas também não podia negar que havia se divertido. Novamente Chiyo o chamou e ele deu de ombros decidindo que iria pensar depois. Porém, por enquanto, ele decidiu fazer companhia para o menino; provavelmente não iria durar muito, de qualquer forma. 

—Claro.

[...]

—Já terminei de arrumar a cozinha. – andou até a sala vendo o loiro terminar de passar pano no chão, parou próximo a porta sobre o tapete para não atrapalhá-lo. Deidara ofegava um pouco, obviamente já estava cansado. Sasori também estava, mas o loiro havia ficado com a parte mais pesada das tarefas. Ele não aceitou que Sasori o ajudasse muito então só lhe pediu para limpar a cozinha e colocar as roupas para lavar.

Após um tempo, ele esticou os braços e moveu as costas para se despreguiçar. Deixou o pano dentro do balde e sentou-se exausto no sofá. Sasori aproximou-se também, sentando-se ao seu lado e recebendo um sorriso do amigo.

—Obrigado danna, não sei como agradecer. – Sasori moveu a cabeça, indicando que não precisava de agradecimentos. Ele estava acostumado a fazer esse tipo de coisa, mas sempre tinha a ajuda de Chiyo com as tarefas; Deidara, por outro lado, era obrigado a fazer tudo sozinho. Eles ficaram em silêncio por algum tempo antes de notarem que já passava das nove da noite. – Você... Quer passar a noite aqui? – o loiro perguntou com as bochechas rosadas, Sasori sentiu uma engraçada presença de nostalgia com isso e sorriu de lado.

—Seu irmão pode chegar de novo.

—Ele não entra no meu quarto. – deu de ombros levantando-se e pegando o balde pronto para guardá-lo. Virou-se novamente de encontro ao ruivo e mordeu o lábio inferior, parecendo pensar um pouco antes de propor: – Podemos... Dormir juntos, como antigamente.

[...]

O choro do garoto era baixo, mas ainda sim o único som do quarto. Sasori acariciava as costas de Deidara amigavelmente enquanto tinha seu corpo abraçado, tentava consolar o amigo que parecia não conseguir se acalmar. Ele soluçava alto e molhava seu ombro com as lágrimas, fungando forte também.

Já passava das oito da noite e Sasori estava morrendo de sono, mas não deixaria que Deidara ficasse sofrendo sozinho. Ele também não imaginaria que presenciaria uma cena como aquela. O abraçou um pouco mais forte, murmurando algumas palavras de conforto. Não era comum Sasori consolar alguém, mas Deidara sempre conseguia trazer um Sasori diferente à tona.

—Por que seu irmão é tão mal com você? – ele resolveu perguntar depois de muito choro, vendo que o menor havia se acalmado um pouco. Deidara inda fungava tristemente, mas já limpava os olhos com a mão direita enquanto repousava a esquerda sobre a mão de Sasori.

—Eu não sei. – ele respondeu com a voz falha, depois de tanto chorar era normal. Continuou acariciando as costas dele, esperando que ele não voltasse a chorar como antes. Sasori sempre teve uma educação um pouco diferente da que Deidara estava acostumado; quando fazia algo errado, Chiyo conversava com ele e lhe explicava o que era o certo ou errado. Ela nunca levantou a mão para ele, nenhuma vez. Contudo, com Deidara era completamente o oposto e ele sentia-se completamente chocado ao se lembrar do tapa que o amigo havia levado.

Foi convidado por ele para dormir em sua casa, já que no dia seguinte seria um sábado. Deidara comentou que tinha doces no armário e foi tentar pegar, porém como ainda era pequeno demais, deixou alguns potes caírem no chão e levou uma bronca do irmão. Até ai, Sasori achou tudo normal, mas não esperava que o irmão fosse bater no mais novo. Ficou tão em choque no momento que não teve reação para tentar ajudar Deidara no momento, sentia-se um pouco culpado por isso.

—Não precisa chorar. – murmurou baixinho ao notar que Deidara havia voltado a soluçar. Ele o abraçou com mais força, deixando sua cabeça encostada no ombro do Akasuna.

—Mas doeu. – lamentou choramingando, Sasori suspirou não sabendo como consolar o loiro. Queria dizer algo para animá-lo, mas Sasori também havia ficado bem desanimado depois da cena anterior. De qualquer forma, não podia deixar que Deidara chorasse muito e nem queria o ver tão triste.

Afastou-se um pouco recebendo um protesto e pegou a mão do amigo, beijando-a onde ainda estava vermelho pelo tapa. Logo em seguida, fez o mesmo com a marca vermelha em sua bochecha.

—Pronto, agora vai sarar. – sorriu pequeno para ele, acariciando sua mão. Deidara o olhou um pouco surpreso, com as bochechas rosadas por vergonha. Mesmo com os olhos cheios de lágrimas, ele deixou um sorriso pequeno e inocente aparecer em seu rosto. Jogou-se novamente nos braços do Akasuna, voltando a abraçá-lo.  

—Obrigado, danna. – agradeceu genuinamente, esfregando um pouco a testa no pescoço de Sasori. O ruivo sorriu com o gesto, correspondendo o abraço. – Quando eu crescer quero me casar com você. – ele disse um pouco mais sorridente, afastando-se para encarar o rosto corado do maior.

—Comigo? – a surpresa era clara no rosto do Akasuna, mas ele sentia-se completamente lisonjeado. Deidara balançou a cabeça em concordância. – Tem certeza? – perguntou ainda chocado com o comentário do melhor amigo, Deidara riu um pouco e voltou a concordar.

—Sim, você quer casar comigo? – foi a vez dele questionar, mas não parecia nem um pouco receoso. Era como se ele já soubesse que Sasori aceitaria. O ruivo sorriu um pouco, ainda sentindo as bochechas vermelhas e puxou o loiro para mais um abraço.

—É claro que eu quero...

[...]

Era tão nostálgico estar novamente naquele quarto, ele caminhava de um lado para o outro e olhava tudo com atentamente. Nada havia mudado muito. A cama de solteiro continuava no mesmo lugar, a cômoda, o guarda-roupa e até a mesinha que ele usava para fazer suas esculturas. Tudo no mesmo lugar, no mesmo ângulo.

Sasori aproximou-se rapidamente da cômoda, olhando algumas revistas sobre jogos e animes que Deidara tinha. Surpreendeu-se um pouco ao ver um porta-retratos com uma foto dos dois ainda quando crianças; não se lembrava muito do dia, mas recordava que havia sido Chiyo quem tirou a foto. Um sorriso involuntário surgiu entre seus lábios ao lembrar um pouco de sua infância, a qual havia passado boa parte ao lado de Deidara. Bons e maus momentos.

Olhou para o lado aonde vinha o som da porta se fechando e viu um Deidara de pijama entrar. Já estava tarde, os dois haviam passado o resto da noite conversando e assistindo alguns filmes bobos. Sasori já havia comunicado sua avó que passaria a noite com o loiro, e mesmo surpresa ela concordou. Imaginava que ela ficaria surpresa, fazia tantos anos que não tocava no nome de Deidara em uma conversa com ela. Chiyo sempre gostou de Deidara e ela nunca fez questão de esconder.

—Você não se importa em dividir a cama, não é? – ele perguntou com um pouco de receio, sentando-se na cama enquanto Sasori o acompanhava. Não tinha roupas e as de Deidara não couberam, era um pouco constrangedor ter que dormir com apenas uma calça jeans. O loiro propôs que dormisse apenas com as roupas íntimas, mas Sasori apenas lhe respondeu com um cascudo fraco.

—Não. – deu de ombros deitando-se na cama, Deidara puxou uma coberta listrada e jogou sobre os dois. – Nós dormimos juntos na enfermaria, lembra? – comentou vendo o loiro desligar a luz do abajur e aconchegar-se mais na cama, aproximando-se mais de Sasori. Os dois deitaram-se de frente um para o outro e apesar da pouca iluminação, conseguia enxergar o rosto dele.

—É. – concordou como se estivesse lembrando-se do dia. Sasori sentiu sua bochecha corar e queimar quando viu Deidara se aproximar mais, passando um braço sobre sua cintura e colando a testa em seu ombro. Era estranho estar tão perto de alguém assim, mesmo que fosse apenas Deidara; lembrar-se da cena que tiveram no armário também não estava ajudando. Mas, de uma forma ou de outra, não era nada desagradável. – Obrigado, danna. – sussurrou com o rosto ainda próximo, Sasori conseguia sentir tanto seu rosto quanto o resto do corpo queimar.

Aproximou-se um pouco mais também, puxando Deidara para um abraço e tentando não imaginar a situação de seu rosto. Fechou os olhos pronto para pegar no sono, mas não foi muito fácil enquanto a cena do quase beijo ia se repetindo em sua mente.

[...]

—Adivinha? – depois de um final de semana bem conturbado, Sasori conseguia ver que Deidara estava bem melhor. Ele já tagarelava e saltitava pela calçada enquanto caminhavam para o colégio, eram seis da manhã e ele se perguntava como o loiro podia ter tanta energia. Também ficava surpreso que não havia clima estanho entre os dois, depois de um quase beijo e de terem dormido abraçados. É comum acordar na manhã seguinte deitado de conchinha com seu amigo? Sasori achava que não, mas preferia não comentar nada. Tudo havia acontecido no calor do momento, se Deidara não estava preocupado então ele também não precisava ficar pensando no assunto.

—Não. – respondeu após perceber que o loiro realmente estava esperando uma resposta. Odiava jogos de adivinha, principalmente porque não conseguia adivinhar nada. 

—Vai, danna. – Deidara insistiu segurando os ombros de Sasori e balançando-o um pouco, revirou os olhos com a atitude. Continuou quieto, sentindo o celular vibrar no bolso e imaginando que fosse uma mensagem de Itachi. Não havia falado muito com o amigo durante o final de semana e isso era realmente um recorde. Deidara suspirou frustrado ao seu lado. – Arrumei um encontro para você. – ele falou finalmente, sorrindo de lado.

Demorou alguns instantes até Sasori se dar conta do que o amigo havia dito e parar de andar para encará-lo.

—O quê?

—Eu disse que queria te ajudar, não é? – Deidara era sorridente, bateu palmas enquanto ria da expressão do Akasuna. Sasori não estava vendo graça na situação, estava quase pulando em cima de Deidara, talvez se o deixasse preso em uma árvore ele aprendesse a lição.

—E eu disse que não queria. – respondeu após um tempo, ainda perplexo. O que diabos Deidara tinha na cabeça? – Você está falando sério? – questionou após uns segundos em silêncio, com um pouco de receio Deidara confirmou com um aceno de cabeça. – Deidara!

—Desculpa, eu só quero que você consiga superar sua paixonite. – o loiro tentou amenizar um pouco a situação, dando alguns passos para trás enquanto Sasori se aproximava. – Não vai ser ruim, o Neji é um cara legal. – sorriu amarelo enquanto Sasori começava a massagear as têmporas. Só podia ser uma brincadeira! Era primeiro de abril?

Eles ficaram em silêncio por um tempo, Sasori continuou pensando se valia a pena se atrasar um pouco para poder prender Deidara em uma árvore ou em um poste. Balançou a cabeça descartando a ideia, ele não tinha nenhuma corda ali com ele.

—Esquece. – passou pelo loiro e voltou a andar, deixando-o para trás. Não demorou muito, porém, para Deidara o alcançar e já estar ao seu lado.

—Danna. – tentou insistir, mas Sasori não deixou.

—Eu não vou! – ele falou firme e não iria ceder. Sua palavra era a última e quando dizia que não faria algo, ele não fazia.

[...]

—Não acredito que estou aqui. – lamentou-se com os braços cruzados, o rosto vermelho por ter sido arrastado para aquele lugar idiota. Estavam em um festival cheio de crianças e gente idosa; barracas de pasteis e coisas gordurosas.

—Vai dar tudo certo, un. – Deidara sorria vitorioso após conseguir trazer Sasori até ali, ele olhava para os lados procurando por alguém, provavelmente o tal Neji. 

—E por que você veio? – perguntou confuso, notando que estava prestes a ter um encontro e mesmo assim Deidara estava ali ao seu lado. – Vai ficar nos vigiando? – indagou ainda com a expressão confusa, arqueando uma sobrancelha ao ver o sorriso do loiro.

—Exatamente, quero ficar sabendo de tudo e você não iria me dizer nada. – ele explicou dando de ombros logo em seguida, Sasori puxou um pouco seu cabelo para ver se realmente estava acordado ou se estava preso em um pesadelo. Quem sabe fosse um sonho e tudo mudaria de uma hora para outra e o tal Neji mudasse de forma e virasse Itachi. Não seria o primeiro sonho que teria com Itachi, no entanto.

—Fofoqueiro. – murmurou mais para si mesmo do que para o loiro. Deidara não pareceu se incomodar com o comentário, de qualquer forma.

—Olha ele lá! – Deidara levantou o braço e começou a acenar, Sasori olhou na direção onde ele sorria e viu um garoto alto se aproximar. – Neji, aqui! – gritou chamando a atenção do garoto e do resto das pessoas em volta, Sasori balançou a cabeça tentando não ficar muito envergonhado. O garoto chegou ao lado deles e cumprimentou Deidara, Sasori não o conhecia muito bem, mas tinha que concordar que ele era bem bonito. – Bem, Neji esse é o Sasori. – o loiro começou a apresentá-los. – Danna, esse é o Neji. – afastou-se alguns passos para os dois ficarem mais próximos.

—É um prazer. – Neji sorriu pequeno para Sasori, o cumprimentando educadamente.

Um ponto para ele.

—Igualmente. – decidiu sorrir também, ser amigável uma vez na vida não seria o fim do mundo.

—Bem, eu vou ao banheiro, podem ir sem mim. – Deidara bateu nas costas dos dois e saiu andando, sumindo entre as pessoas.

Eles ficaram em silêncio por algum tempo antes de começarem a andar e conversar. Ele parecia ser um cara legal, era inteligente e entedia os assuntos de Sasori. Mais um pouco para ele! Não era tão agradável quanto estar com alguém conhecido, – ou uma pessoa que gostasse, Itachi, é claro. –, mas também não era ruim ter a companhia dele. Falava de um jeito calmo, era educado e sabia a hora de parar de falar.

O encontro foi melhor do que esperava. Os dois conversaram sobre a escola, deram alguns beijos, falaram sobre faculdade e ambições futuras. E mais alguns beijos. Deidara tinha razão quando afirmou que ele beijava bem. Mais um ponto!

—E então? Você gostou? – no final, Sasori encontrou Deidara próximo a uma barraquinha de pipoca. Os dois já estavam voltando para casa juntos e Sasori já não aguentava mais tantas perguntas. –Marcaram para outro dia? – a curiosidade de Deidara chegava a ser engraçada.

—Não. – respondeu a última pergunta. Não queria dizer que havia gostado de estar com outro cara que não fosse sua paixão platônica, por mais idiota que fosse. – E é melhor você pensar duas vezes antes de fazer isso de novo ou eu vou te virar ao avesso.

Deidara apenas riu, abraçando Sasori pelos ombros enquanto andavam juntos pela rua escura.

 [...]

—Desculpe ter te chamado assim, em cima da hora. – desculpou-se colocando a mochila nas costas e segurando-se para não chutar a porta. Estava puto. Bravo. Zangado. Irritado. Sasori não conseguia dizia o quão nervoso estava naquele momento e nunca imaginou que tivesse tanta vontade de socar o rosto maravilhoso de Itachi. – Eu não estou muito a fim de ficar de vela. – murmurou saindo de casa, sendo seguido por Deidara.

Era sexta feira, haviam saído do colégio há duas horas. Itachi havia marcado com ele para acampar e Sasori havia planejado dormir na mesma barraca que ele, abraçados, com os corpos bem colados. Isso, é claro, não iria dar certo já que o Uchiha havia dito naquele mesmo dia que seu namorado iria junto.

Ótimo.

—Tudo bem, vai ser legal. – Deidara estava ao seu lado animado. Ele parecia sempre aceitar qualquer proposta que Sasori desse, não importava qual fosse. Ele disse que seu irmão não ligava quando ele saia e passa a noite fora, os dois achavam isso melhor do que ficarem juntos no mesmo teto. Sasori ainda se sentia um pouco mal por isso, mas tentava não pensar muito no caso e deixar Deidara cabisbaixo. – Eu estou levando uns doces para gente comer, e uma lanterna para podermos contar umas histórias de terror, e... – ele falava animado com um sorriso enorme nos lábios, levando uma mochila grande.

—Deidara, não estamos indo a uma festa do pijama, não precisa disso tudo. – disse com um sorriso divertido, vendo que a mochila dele tinha comida o suficiente para uns três dias.

—Mas eu nunca acampei, então quero que seja uma boa experiência, un. – Sasori revirou os olhos apesar de ainda sorrir e guiou o loiro para o ponto de ônibus. Normalmente Itachi iria o buscar de carro, mas Sasori preferia ir sozinho. Ou acompanhado de uma pessoa melhor do que Shisui.

Quando eles finalmente chegaram, ainda estava claro e Deidara continuava eufórico ao seu lado. Não parava de falar, mas Sasori já estava se acostumando com isso. Ele acenou assim que viu Itachi armando uma barraca junto ao namorado; os dois sorriam felizes e Sasori sentiu-se um idiota invejoso a não gostar da cena.

—Finalmente, você... – o Uchiha aproximou-se sorrindo, mas pareceu surpreso até demais ao ver Deidara ao seu lado. – Oi, Deidara. – ele não parecia nada feliz e Sasori sorriu pequeno com isso. Cem pontos para Deidara.

—Ei, Itachi. – Deidara respondeu simpático. O sorriso do ruivo se desfez assim que Shisui se aproximou, Deidara ainda sorria e o cumprimentou. – Você deve ser o namorado do Itachi, é um prazer, un. – Sasori se perguntava como Deidara podia ser tão simpático com todo mundo.

—O prazer é todo meu. – Shisui sorriu para ele também, parecendo tão animado quanto o loiro. – Vamos?

[...]

—Uma lagoa! – Deidara exclamou correndo até a água e encarando o lugar. Era como se ele nunca tivesse subido aquela montanha, chegava a ser cômico. – Isso é muito legal! – ele parecia uma criança que havia acabado de ganhar um grande brinquedo de natal. Sasori sorria pequeno com a cena, mesmo que não fosse involuntário.

Franziu o cenho ao ver o loiro tirar a camiseta e a calça, ficando apenas com uma boxer vermelha. Sasori tentou não reparar um muito nele, mas decidiu que era mais fácil desviar o olhar para outro lado. Pelo menos agora sabia que Deidara tinha um traseiro bonito.

—Está muito tarde para mergulhar, Deidara. – comentou aproximando-se de uma árvore e sentando-se sob ela, tentando disfarçar seu rosto quente.

—Nem anoiteceu ainda, danna. – ele deu de ombros andando até a água.  – E a água é tão limpa... – ele falava tudo com total animação, Sasori tinha vontade de rir. Ele colocou um pé dentro da água e pulou longe após. – E gelada!

Olhou a hora em seu relógio de pulso, faltavam vinte minutos para às seis da tarde. Daqui a pouco ficaria mais frio e ele não queria dividir a cabana com alguém doente.  

—Você vai ficar doente. – murmurou ainda com um sorriso nos lábios, ele corou um pouco quando notou e se obrigou a desfazê-lo, o que foi uma tarefa mais difícil do que desejava.

—Deixa de ser chato, un. – Deidara já estava dentro da água e tremia, o lábio começava há ficar um pouco roxo, mas mesmo assim ele permaneceu. Sasori continuou achando graça da situação. – Está muito frio! – exclamou jogando-se para trás e afundando, voltando a superfície segundos depois com o cabelo longo molhado. – Vem nadar comigo. – chamou com um sorriso grande, começando a nadar e boiar.

—Nem pensar. – ele não iria entrar e pegar um resfriado. Itachi havia comentado uma vez que não havia peixes naquela lagoa então não se preocupou de Deidara pegar alguma doença com algum animal aquático.

Continuou observando o loiro nadar, arqueando uma sobrancelha ao notar o quão bonito ele ficava com o cabelo totalmente solto. Sasori suspirou pesadamente e verificou a hora novamente, também olhou se o despertador estava ligado e tirou o relógio logo após, seguida da camiseta e da calça. Os sapatos e meias foram deitados arrumados ao lado do restante das roupas.

—Mudou de ideia? – Deidara sorriu travesso enquanto Sasori entrava na água, ele revirou os olhos não ligando para o sorriso debochado do mais novo.

—Cala a boca. – mergulhou um pouco para poder terminar de se molhar. A água era realmente limpa e conseguiu ver algumas pedras sob ela, voltou à superfície após.

—Isso é ótimo, un. – Deidara voltou a sorrir de orelha a orelha, esticando os braços e voltando a boiar na água. – Acampar é um máximo!

Sasori riu baixinho com o entusiasmo dele e decidiu relaxar um pouco. Nadou até uma pedra e encostou-se nela, fechando os olhos e aproveitando um pouco o ar quente em seu rosto entrando em contraste com a água fria no resto do corpo. Franziu o cenho após um tempo e abriu um dos olhos ao notar uma aproximação, viu Deidara nadando até ele.

—O que está fazendo? – indagou um pouco surpreso ao ver o amigo passar os braços sobre seus ombros e o abraçar.

—Nada, só me aproximando. – sussurrou próximo ao ouvido dele, apertando-o um pouco mais. A sensação de ter o corpo de Deidara seminu encostado ao seu da mesma forma era peculiar, um estranho bom. Tentou não pensar em armário ou coisas parecidas, não queria se constranger. – Quero me esquentar um pouco. –Deidara explicou com o rosto próximo.

Sasori respirou fundo, abraçando-o pela cintura e o puxando para mais perto. As testas colaram-se e as mãos começaram a explorar as costas um do outro, Sasori sentiu todos os pelos de seu corpo se arrepiarem ao sentir os lábios do loiro contra seu pescoço e desceu um pouco a mão, segurando-o pelo traseiro.

Eles se encararam em silêncio por um tempo, Deidara começou a esfregar seus corpos discretamente. Sasori o apertou um pouco e segurou sua nuca, puxando seu rosto em direção ao seu lado. Os lábios se tocaram, mas não houve muito tempo de aprofundar o ato. O despertador já tocava sobre as roupas de Sasori e com o rosto queimando, ele empurrou Deidara e nadou para fora d’água.

—É melhor nós voltarmos. – ele falou ainda corado, tendo a impressão que todo seu corpo estava vermelho. Ouviu um suspiro de lamentação vindo de Deidara o olhou com um sorriso de lado.

—Podemos continuar por mais cinco minutos? – o loiro questionou descaradamente, aproximando-se.

—Não.  – respondeu disfarçando o sorriso ao ouvir outra lamentação.

[...]

—Onde estavam? – Itachi perguntou com a expressão nada amigável, os braços cruzados enquanto sentava-se na cadeira de praia.

—Achamos uma lagoa, Deidara quis mergulhar. – respondeu indiferente, passando por ele a procura de uma toalha em sua mochila. Puxou uma e secou um pouco o cabelo antes de jogá-la para o loiro que tremia de frio.

—Podemos ir lá quando amanhecer. – Shisui sugeriu chegando com dois pacotes de salgadinhos, Deidara pegou um. Ele sentou-se na outra cadeira ao lado do namorado. – O que acha, Tachi? – Itachi o olhou em silêncio como se pensasse no assunto.

—Seria ótimo. – deu de ombros indo arrumar o telescópio.

Sasori ignorou a conversa animada que Shisui e Deidara começaram e foi pegar duas cadeiras, arrumando-as e olhando seu relógio, faltavam poucos minutos para começar a chuva de meteoros. Deidara sentou-se ao seu lado animado, Shisui comentava algo com Itachi que verificava seu telescópio para ver se achava algo.

Por alguns instantes, o olhar de Sasori se encontrou ao de Deidara e os dois sorriram antes de voltarem suas atenções para o céu estrelado. E, antes que o espetáculo começasse, Sasori se viu imaginando se o beijo de Deidara seria tão bom quanto o de Neji. 


Notas Finais


alguém ta sentindo o cheiro de sasodei? por que ele ta chegando com força ¬u¬
xoxo!


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