História Colorful - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Hidan, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Kakuzu, Konan, Nagato, Obito Uchiha (Tobi), Rin Nohara, Sasori, Shisui Uchiha, Zetsu
Tags Kakaobi, Kakuhida, Obirin, Painkonan, Sasodei, Shiita
Exibições 404
Palavras 3.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


hey~
nem demorei dessa vez com o capitulo XD eu sentei não faz nem duas horas pra escrever ele, estava digitando e quando notei já tinha terminado XD
mas enfim, desculpem os erros e boa leitura :3

Capítulo 7 - VII. Parque


Fanfic / Fanfiction Colorful - Capítulo 7 - VII. Parque

DEIDARA

—Eu não acredito que estou aqui. – Deidara também não acreditava, ele realmente havia conseguido convencer Sasori-no-danna. Estava ficando bem melhor nisso, antigamente nunca conseguia fazer a cabeça do ruivo para concordar com algo que quisesse.

Para falar a verdade, Deidara não estava muito certo sobre isso. Arrumar um encontro para o amigo havia sido fácil, mas será que assistir e aturar seriam? Sentia-se bastante arrependido de ter tido aquela ideia estúpida, mas agora vendo Neji se aproximar e os cumprimentar, não podia voltar atrás. Diferente do que queria, abriu um grande sorriso enquanto os assistia ir embora, conversando timidamente. Ele mordeu o lábio inferior e foi em direção ao banheiro mais próximo, entrando e perdendo o sorriso assim que se olhou no espelho.

Suspirou profundamente e jogou um pouco de água no rosto, talvez tomar um sorvete fosse melhorar seu humor. Ele rumou pelo festival, em buscar de algo gelado para tentar torturar seu cérebro; infelizmente, não foi exatamente o sorvete que ele encontrou, mas era tão gelado quanto. Sasori.

Os dois estavam sentados, aos beijos. Ele preferia não ter visto aquela cena, mas não conseguia desviar o olhar. Ele sempre esteve fugindo disso, sempre fechou os olhos quando via Sasori conversando com alguma garota, sempre se sentiu incomodado com qualquer um que chegasse perto dele com segundas intenções.

Sentia-se incomodado com Uchiha Itachi.

Respirou fundo e deu meia volta, indo em direção a uma parte mais afastada do festival e sentando-se em um banco vazio.

Havia dito uma vez que Sasori se torturava demais, mas Deidara fazia a mesma coisa...

[...]

—Estou em casa! – Sasori entrou fechando a porta e tirando os sapatos, pisando no chão frio com os pés quentes. Suspirou aliviado, a dor no corpo pela aula de educação física ainda estava lá e estava totalmente grato que Chiyo estava de folga, assim ele poderia descansar um pouco antes de ir fazer as poucas tarefas que restavam. Jogou a mochila no sofá e decidiu pegar um suco antes de jogar-se também, estava quente e ele precisava se refrescar um pouco. Ele odiava tanto o fato do treinador sempre pegar no seu pé, dizer que ele precisava melhorar em atividades físicas e afins; Sasori não suportava se mexer por muito tempo e nem correr a quadra dando mais de cinco voltas.

Estava acabado, provavelmente iria dormir cedo naquela noite. Isso não era ruim, mas ele havia entrado em uma rotina agradável de sempre conversar por mensagens com Deidara durante a noite; ele sabia que o loiro ficava sozinho em casa então se esforçava para lhe fazer companhia, mesmo virtualmente.

Andou até a cozinha esticando os braços e encontrando Chiyo mexendo em uma panela no fogo, ela olhava um livro de receitas e Sasori não sabia o que esperar para o jantar. Sempre quando ela decidia fazer algo diferente, ele pedia uma pizza que tinha um sabor bem melhor.

—Bem vindo, querido. – ela sorriu para ele, tirando sua atenção do livro por alguns instantes. Era uma mulher bem velha, mas Sasori admirava o fato de ser tão ativa; era capaz que ela passasse em sua aula de educação física bem melhor do que ele. – Chegou tarde. – comentou voltando para sua receita, jogando cenouras na panela.

—A aula foi pesada hoje. – respondeu sem muito caso, abrindo a geladeira e pegando uma jarra de suco. Pela cor deveria ser de morango, pegou um copo e se serviu, sentando-se a mesa e sentindo todo o peso de seu corpo esvaziar e uma dor atravessar suas pernas. – O que está fazendo? – indagou antes de beber um gole do suco.

—Purê de cenouras. – ela sorriu radiante para ele, Sasori franziu uma sobrancelha. Ela estava de bom humor, isso era bem incomum. – Eu sei que você adora cenouras, então decidi fazer. – deu de ombros indo até a geladeira para pegar algo que ele não prestou atenção. Os dois ficaram em silêncio, não costumavam conversar muito. Tinham uma relação saudável apesar das brigas bobas, mas Sasori não fazia muita questão de conversar com ninguém. Ele levantou-se e foi até a pia, deixando o copo ali; iria lavar após o jantar. – Sasori? – ela chamou antes que ele pudesse voltar à sala e tentar cochilar no sofá. Ela caminhou até a bancada e pegou sua bolsa, mexendo em algo. – Algumas colegas de trabalho me deram isso. – estendeu dois papeis rosas para ele, Sasori confuso os pegou e leu. Eram ingressos para um parque de diversões. – Eu estou velha demais para frequentar esse tipo de lugar e nem tenho namorado para levar. – ela riu divertidamente enquanto ele revirava os olhos.

—E por que você acha que eu tenho alguém para levar? – perguntou perplexo, olhando-a voltar a cozinhar. Ele não conversava com ela sobre suas relações, nem sobre seus amores platônicos. Que no caso era apenas um. Sasori nunca foi o tipo que trazia pessoas para dentro de casa para namorar, então era de se estranhar que ela lhe desse ingressos para um passeio no dia dos namorados.

—Você é jovem. – ela falou com as sobrancelhas juntas deixando a testa mais enrugada. Sasori continuou encarando-a, esperando que continuasse. Foi à vez de Chiyo revirar os olhos. – Você deve ter uma pretendente. – um, ele corrigiu mentalmente. Eles também não conversavam muito sobre as preferências de Sasori. Não sabia que tipo de reação ela teria se dissesse que era apaixonado por seu melhor amigo e que beijava garotos.

Pensou seriamente se deveria dizer a ela a verdade, mas provavelmente aquele não era o momento certo.

—É, na verdade, eu tenho... – deu de ombros, pensando em Itachi enquanto olhava para o papel em suas mãos. Seria só um passeio, não é? Não teria problema convidá-lo; eles iriam se divertir, passar um tempo sozinhos, – sozinhos, sem mais ninguém! –, talvez ele tomasse coragem para confessar seus sentimentos.

Bem, provavelmente não iria, mas talvez um dia.

—Leve ela, talvez você consiga a conquistar. – ele, corrigiu novamente. Soltou ar pelo nariz e balançou a cabeça em concordância, agradecendo após. Talvez não fosse má ideia.

[...]

Ou talvez fosse.

Sasori não imaginava que ficaria tão nervoso em chamar Itachi para um encontro. Quer dizer, não era bem um encontro, apenas por parte dele. Normalmente quando saiam, eram como amigos e sem segundas intensões, mas ir a um parque em uma data tão romântica mudava totalmente o curso da situação. Engoliu em seco enquanto andava pelos corredores, aproximando-se do amigo que arrumava seu armário com toda a calma do mundo.

—Ei! – ele sentiu suas bochechas queimarem um pouco com o olhar que Itachi lhe lançou, o sorriso também. Ele era tão bonito. A pele parecia ser tão macia, os lábios eram finos e pouco rosados, o nariz arrebitado e o cabelo preto entrava em contraste com a pele deixando-o um pouco mais pálido do que o normal. Sasori estava bravo com ele por ter arruinado suas chances no acampamento, mas não conseguia passar muito tempo sem sorrir bobamente quando lhe lançava aquele sorriso sincero. Deus, Sasori era um idiota apaixonado. – Você fez o trabalho de biologia? – ele perguntou assim que se aproximou, os olhos negros atentos ao ruivo. Sasori poderia passar sua vida toda olhando para Itachi, beijando cada canto de seu rosto.

Pigarreou tentando manter o foco.

—Claro que sim. – respondeu o óbvio após notar que ele estava esperando uma resposta. Sasori sempre fazia os deveres de casa, mas mesmo assim Itachi sempre lhe perguntava sobre. – Deu cinco páginas. – deu de ombros observando-o arrumar seu armário.  

—O meu deu dez. – ele sorriu radiante, mostrando seus dentes brancos. Sasori quase sentiu seu corpo se derreter com o ato, mas conteve-se. – Parece que eu me esforcei mais, não é? – o moreno começou a se gabar, soltando uma risada fraca e animada. Ele estava de bom humor e Sasori não queria imaginar o porquê, alguma coisa lhe dizia que tinha a ver com seu namorado. Seu humor estava bom demais para ficar pensando em Itachi com Shisui.

—O que importa é a qualidade, não quantidade. – respondeu no mesmo tom, abrindo um sorriso também. Itachi sempre estava lhe dizendo que gostava do seu sorriso, isso lhe dava incentivo para sorrir. Mas apenas para ele. – Aliás, o que vai fazer nesse final de semana? – perguntou como quem não quer nada, colocando as mãos nos bolsos da jaqueta. A mão direita apertou com força os ingressos.

—Hm? – Itachi o olhou e pareceu pensar um pouco no que responder. – Bem... Não tenho nada combinado, mas acho que vou chamar Shisui para ir ao cinema. – o sorriso de Sasori se desfez após ouvir aquilo e foi como se tivesse levado um tapa bem forte. – Aliás, será dia dos namorados, precisamos aproveitar. – mais um tapa, desta vez mais forte ainda. Dia dos namorados. Namorados. Sasori, seu idiota. – Por quê? – ele perguntou fechando o armário e colocando a mochila nas costas. Sasori o olhou apático, pensando no que deveria responder. Por fim, apenas deu de ombros.

—Nada... – soltou uma risada forçada, esperando que Itachi não tivesse percebido. Deu as costas ao amigo e começou a andar, sendo seguido por ele pelo corredor em direção à sala de aula. – Eu já imaginava algo assim, você é bem previsível. – Itachi resmungou com o comentário, mas Sasori apenas conseguia pensar no quão idiota era.

Parabéns, Akasuna, mais uma vez se iludiu.

 [...]

—Ei, danna! – olhou para trás, onde Deidara corria em sua direção. Sasori suspirou e levantou-se do banco que estava sentado, pegando sua mochila e colocando em suas costas. O loiro parou ao seu lado, pouco ofegante e todo sujo de giz. – Pensei que não iria me esperar hoje. – ele murmurou cansado, Sasori arqueou uma sobrancelha. Começou a andar, sendo seguido pelo amigo.

—Por que demorou tanto? – questionou indiferente. Qualquer dia comum ele teria ficado furioso e ido embora sem esperar o loiro, mas estava tão decepcionado que nada poderia piorar sua situação. Sentia-se tão idiota por continuar se iludido por alguém que nunca terá olhos para si, mas Sasori parecia nunca aprender a lição e sempre continuar naquela situação ridícula.

—Fiquei de castigo hoje, mas consegui ser dispensado mais cedo. – Deidara falava ao seu lado, mas não prestava muita atenção. Sentiu-se pior ainda, o loiro sempre estava disposto a ser um ombro amigo e o mínimo que poderia fazer era ser um bom ouvinte. – Mas acabei me sujando todo de giz para conseguir apagar aquelas lousas rápido, un. – resmungou limpando a camiseta do uniforme que estava suja de giz amarelo. Sasori sorriu um pouco com isso, achando graça da situação.

—Bem feito. – murmurou recebendo um olhar irritado por parte do mais novo.

Eles continuaram andando pela calçada em silêncio, o que era de se estranhar vindo de Deidara. Depois que acamparam e tiveram aquela cena na lagoa, os dois ficaram em uma situação constrangedora. Sasori não iria mentir e dizer que não queria ter continuado após irem dormir juntos na barraca, mas não tinha coragem de dizer isso abertamente. Deidara também não pareceu disposto a dizer nada e parecia tão constrangido quanto ele.

—O que vai fazer nesse final de semana? – Deidara perguntou após um tempo, como sempre. Era comum o loiro questionar e depois o convidar para algo, então Sasori já sabia como o diálogo iria continuar.

—Nada. – respondeu o mesmo de sempre, dando de ombros. Ele olhou pelo canto dos olhos Deidara suspirar e balançar a cabeça em concordância, o que era novidade. Normalmente o loiro sorriria e sugeria que saíssem juntos para qualquer lugar banal.

—Hm... Acho que vou tentar fazer uns exercícios do livro de física, você me fez entender alguns. – outra novidade. Franziu a testa não entendendo a atitude de Deidara; qual era o problema? Sasori havia feito algo errado? Havia dito algo que não deveria?

Desde o acampamento, o loiro sempre estava o olhando com expectativa à espera de algo. Será que ele queria que Sasori tomasse a iniciativa dessa vez?

—Até mais, danna. – piscou os olhos confuso, notando que já haviam chegado a frente a sua casa. Deidara sorriu pequeno e acenou. – Nos vemos segunda. – ele deu as costas e voltou a andar. Sasori o observou em silêncio por alguns instantes, colocando as mãos nos bolsos e sentindo o papel dos ingressos tocarem seus dedos.

Mordeu o lábio inferior, deveria? Por que não?

—Deidara! – chamou antes que ele fosse para muito longe, Deidara virou-se parecendo surpreso e encarou Sasori com o mesmo olhar de expectativa. – Você... – hesitou um pouco, apertando o papel entre os dois com força. – Você quer ir a um parque de diversões nesse sábado?

[...]

Era um pouco estranho estar naquele lugar com um amigo. Quer dizer, era dia dos namorados, havia casais por todo lado e apenas os dois caminhavam como dois estranhos lado a lado. Era constrangedor – além de irritante – esperar na fila com casais beijando-se por todo lado; quase desistiu de ir à montanha russa ao ver que praticamente os dois estavam segurando vela para todos os outros na fila.

Ele pensou sim em pegar na mão de Deidara, apenas para disfarçar, é claro. Talvez abraçar ele ou beijar. Mas apenas para disfarçar. Deidara não mostrava preocupação alguma com isso, ele estava realmente se divertindo e isso já era o bastante para Sasori. Ele estava com uma estranha sensação de sempre querer ver um sorriso no rosto do amigo, talvez por saber sobre a vida difícil que ele levava.

Os dois foram em quatro brinquedos até agora, parando para irem tomar um sorvete. Estavam na fila naquele momento, conversando sobre coisas bobas; Deidara parecia sempre ter assunto. O clima estranho havia ido embora e Sasori estava um pouco mais aliviado com isso. Ele gostava assim, com Deidara tagarelando sem parar e reclamando sobre seu amigo Hidan ou sobre qualquer outra coisa; mesmo que às vezes se irritasse, gostava de conversar com Deidara.

Não mentiria em dizer que não havia pensado em Itachi naquele dia, muito pelo contrário, pensou muito no Uchiha. Mas a companhia de Deidara era tão boa que ele preferia pensar no loiro a o no amor platônico. Era menos doloroso também; surpreendentemente, Deidara também conseguia lhe arrancar alguns sorrisos.

Eles estavam andando pelo parque enquanto conversavam e tomavam o sorvete quando Deidara abriu um grande sorriso e acenou para algumas pessoas. Sasori não entendeu muito bem até que viu um garoto se aproximar.  

—Obito! – Deidara correu até ele com um sorriso grande, Sasori aproximou-se dos dois, observando-os se abraçarem como velhos amigos. – Que surpresa. – ele falou sorridente e bem humorado, sendo acompanhado pelo maior.

Sasori não conhecia Obito muito bem, e entre todos os Uchiha, era o menos parecido com a família. Mas Itachi sempre lhe dizia que ele era um cara legal, apesar de ser um pouco irritante. Estava surpreso que ele e Deidara pareciam bons amigos, apesar de já terem namorado. Na verdade, ele não sabia muito sobre o namoro deles, nunca se deu o trabalho se perguntar.

—Eu vim com... – ele começou a falar, mas hesitou por alguns instantes. Pausou para refletir um pouco e logo após voltou a sua postura normal. Sasori estranhou, mas como estava apenas observando de longe, não se pronunciou. – Uma amiga. – completou dando de ombros, Deidara pareceu acreditar. O Uchiha virou o rosto um pouco para o lado e encarou Sasori. – Seu novo namorado? – questionou curioso.

Sasori sentiu tanto o rosto como seu corpo inteiro queimar em vergonha, estava ciente que Deidara também estava igualmente corado. A pergunta o pegou de surpresa e ele desviou o olhar para o lado, esperando que o loiro esclarecesse.

—N-não. – Deidara gaguejou um pouco, parecendo mais envergonhado do que imaginava. O loiro coçou um pouco a nuca e riu nervosamente. – Esse é o Sasori, um amigo de infância. – explicou virando-se rapidamente para olhar o Akasuna.

—É um prazer. – Obito acenou um pouco com um sorriso cínico, Sasori franziu o cenho. Ele tinha a impressão que o Uchiha não havia engolido muito a desculpa, apesar de ser verdade; de qualquer forma, Deidara virou-se novamente para olhar Sasori com o rosto corado e sorriu pequeno. O ruivo retribuiu o sorriso envergonhado.

—Obito! – eles olharam para o lado direito onde uma garota se aproximava. Sasori já havia visto ela algumas vezes no corredor, cabelo curto e castanho, baixa e bonita. Não recordava seu nome, mas imaginava que fosse a amiga a qual ele se referiu.

—É melhor eu ir. – ele deu um último abraço em Deidara e acenou para Sasori antes de ir a encontro da garota. Sasori aproximou-se um pouco, parando ao lado de Deidara.

Os dois observaram ele se afastar e parar em frente à garota, segurando sua mão e sendo puxado por ela. Sasori sentiu o olhar de Deidara sobre si e virou a cabeça para encará-lo também, porém, diferente do que imaginava, os dois acabaram corando novamente e desviaram o olhar juntos.

Era estranho estar em um clima assim com Deidara; os dois estavam no meio de um parque de diversões no dia dos namorados cheio de casais se agarrando e afins, parecia que todos achavam que eles eram um casal e não era muito agradável.

—Você... Quer ir a algum brinquedo? – questionou tentando afastar o clima ruim outra vez, Deidara o olhou em silêncio por alguns instantes com o rosto vermelho. Sasori olhou para o chão, esperando que ele dissesse alguma coisa; para sua surpresa, ouviu uma risada baixa vindo do amigo e virou o rosto para voltar a encará-lo.

—Podíamos ir à roda gigante, un.

[...]

—A vista aqui é ótima. – Deidara comentou enquanto observavam pela pequena janela dentro da cabine da roda gigante. O sol estava se pondo e era uma visão de tirar o fôlego.

Eles estavam sentados um de frente para o outro, mas os corpos estavam próximos pela cabine ser pequena. Sasori já não se incomodava muito com isso, era apenas Deidara. Deidara seu amigo de infância. Não havia motivo para ficar envergonhado com ele. Estava contente também que o clima ruim havia ido embora novamente, esperava que desta vez não voltasse.  

—É, daria uma ótima pintura. – concordou após um tempo, ainda observando o céu.

—Obrigado por ter me convidado, un. – virou a cabeça para frente para encarar um Deidara sorridente, Sasori sorriu um pouco também, balançando a cabeça lentamente em resposta.  – Eu senti muita a falta de momentos assim com você. – murmurou sentando-se ao lado de Sasori, o ruivo virou-se para encará-lo.

—Você vai dizer isso sempre que estivemos sozinhos? – indagou debochadamente, sentindo graça da expressão perplexa no rosto loiro por ter dito aquilo e acabado com o clima leve entre eles.

—Sim, para recompensar o tempo perdido. – ele respondeu com o mesmo tom, dando um soco amigável no ombro do Akasuna. Sasori riu um pouco com o ato. Era agradável estar naquele clima com Deidara, afinal das contas não havia sido ruim convidá-lo. – Danna...? Por que você me convidou e não o Itachi? – perguntou após um tempo, lançando um olhar curioso ao Akasuna.

—Itachi tem um namorado, ele não iria aceitar se eu o convidasse. – deu de ombros, voltando sua atenção para a janela. Itachi era um assunto que ele não queria tocar naquele momento, Deidara não precisava ter tocado na ferida.

—Eu espero que você tenha alguma chance com ele. – ele continuou, porém. Sasori suspirou, voltando sua atenção para o loiro. Deidara o encarava com o mesmo olhar cheio de expectativa, ele estranhou, mas não comentou nada. – Mas acho que seria bom, se você procurasse outra pessoa. – murmurou dando de ombros, abaixando o olhar e encarando seus pés. – Quer dizer, eu quero o melhor para você, un. – afirmou voltando a olhar o ruivo, Sasori estava estranhando o rumo que aquela conversa estava levando. – Ficar sempre preso ao Itachi pode te fazer mal.

—Eu já pensei nisso. – deu de ombros enquanto respondia, ele sempre estava pensando sobre isso. Doía pensar em Itachi, olhar para Itachi, fantasiar com Itachi. Doía muito qualquer coisa relacionada à Itachi. Porém, mesmo assim, ele continuava teimando naquele sentimento idiotia. – Mas acho que não vou conseguir encontrar ninguém. – respondeu o que sempre concluía.

—Vamos, danna! Animação! – Deidara o balançou pelos ombros, Sasori sorriu nasalado com o ato. O loiro sorria de bom humor para ele, o contagiando um pouco. – Você pode não aparentar, mas é uma pessoa incrível e uma companhia maravilhosa. – ele começou a falar animado, as sobrancelhas levantadas enquanto falava cheio de entusiasmo. – Quem não iria gostar de ficar com você? – deu outro soco amigável em seu ombro.

—Obrigado... Eu acho. – Sasori agradeceu um pouco sem jeito, mas ainda sorria um pouco para o loiro.

Eles se encararam em silêncio por um tempo antes de desviarem os olhares corados. Deus, o que estava acontecendo com eles? Talvez fosse o clima do feriado, dia dos namorados não era um dia comum para dois simples amigos saírem. Simples amigos...

—Parece até que estamos em um filme romântico. – Deidara sussurrou ao seu lado e Sasori voltou a olhá-lo, chamando a atenção do loiro para si. Eles se fitaram por um tempo e Sasori estava prestes a dizer algo, mas Deidara tomou a frente. – Danna... - sussurrou aproximando-se um pouco mais. – Seria... Muito estranho se eu dissesse que quero beijar você?

Sasori o encarou em silêncio, pensando no que responder. Ele queria? Queria mesmo? Deidara ficava tão bonito corado, com os lábios entreabertos e o cabelo jogado para o lado.

—S-sim, seria. – ele respondeu sem desviar o olhar, o rosto queimando. Imaginava que estivesse com o rosto da cor de seu cabelo, mas não ligava já que Deidara se encontrava na mesma situação. – Mas... Eu não acharia ruim. – deu de ombros por fim.

Eles voltaram a se olhar em silêncio e estranhou a falta de atitude de Deidara. Sasori nunca foi o tipo de que gostava de esperar, então simplesmente inclinou-se e capturou os lábios do loiro em um beijo sem jeito. Foi apenas um encostar de lábios antes de se separarem e voltarem a se entreolharem.

Um sorriso tímido nasceu no rosto dos dois antes que voltassem a selar os lábios, desta vez em um beijo de verdade. 


Notas Finais


esse capitulo ficou menor do que eu imaginava, mas enfim askjas
xoxo!


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