História Coloring - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Carmilla
Personagens Carmilla, Laura, Personagens Originais
Tags Hollstein
Exibições 32
Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Girl


POV Laura Hollis

O mundo do lado de fora era uma profunda tempestade cinza, o fogo da lareira esquentava o quarto. Carmilla havia ficado em silêncio a maior parte do dia enquanto lia alguma coisa debruçada sobre sua enorme mesa de carvalho escuro, hora ou outra se aproximava para examinar o curativo das minhas costas. Ela estava fazendo agora, seus dedos quentes fazendo outro curativo após meu recente banho.

-Está quase bom, sente alguma coisa?-Perguntou baixo antes de se afastar, deixando um rastro do seu perfume amadeirado no ar.

Acenei negativamente, ainda de costas, enquanto colocava a blusa grossa de moletom que ela havia me dado. Não, definitivamente não iria cair naquele estranho jogo de que ela havia decidido ser boazinha de uma hora para outra. Estudei seus movimentos suaves organizando as coisas dentro de uma pequena maleta de primeiros socorros, estava de costas e seu cabelo preso em um rabo de cavalo desleixado costumeiro. Ainda usava as calças de couro e uma blusa qualquer, o visual casual de todos os dias. Era o seu corpo, era o seu cheiro e, ao mesmo tempo, não era ela.

O calor da lareira era acolhedor, o fogo crepitava baixo como a canção de ninar de uma mãe que nem uma tempestade do lado de fora pode sobrepor. A única diferença entre a minha antiga cela e esse quarto eram os lençóis macios e perfumados e a lareira acesa, o silêncio continuava enchendo meus ouvidos. Acima da lareira, um espelho incrivelmente trabalhado nas bordas refletia o quarto atrás de mim. A camada de vidro parecia tão frágil que em qualquer toque mais bruto poderia o partir em mil pedaços. Ele refletia meu rosto banhado em vermelho, encolhida aos pés do fogo, com uma aparência frágil e pequena.

-Tem algumas lendas antigas sobre espelhos. –Comentou Carmilla se aproximando tirei meus olhos do reflexo para encarar seus olhos opacos. –Uma conta que o deus Yama, senhor do reino dos mortos, julgava as pessoas através de seu espelho, o Karma, pois não havia como esconder nada do reflexo do espelho. –Contou como quem falava para uma criança, cheia de suspense. Por um momento ela parecia ser ela, seus olhos tinham o fogo da lareira refletido neles. –Segundo as lendas os espelhos mágicos são símbolos lunares e femininos, simboliza a realeza, a união conjugal. O espelho partido a separação.

-Você acredita nisso?-Perguntei enrolando os dedos nas mangas longas. Ela tirou os olhos do espelho e se agachou ao meu lado, sua mão direita encontrou duas finas labaredas de fogo e ela observou enquanto ambas dançavam livres em sua palma pálida.

-São histórias para crianças. –Declarou com um sorriso calmo. –Seria como acreditar na Branca de Neve.

-Você está dizendo que Branca de Neve não existe?-Perguntei cética, erguendo as sobrancelhas, ela tirou os olhos das chamas e me olhou como se eu estivesse falando algo louco. –Qual é! Vampiros também não existem!

-Claro que existimos! –Retalhou voltando a olhar para as chamas.

-Em livros. –Concordei, estaria me arriscando muito ao provocar?-Literatura clássica e mórbida.

-Eu estou ao seu lado, além de existir um bando de vampiros aqui nesse Forte, posso convoca-los para um banquete caso... –A frase foi interrompida por Mattie entrando com tudo no quarto. Ela me olhou furiosas antes de fixar os olhos na morena ao meu lado.

-Estamos sendo atacados. –Informou clicando seus saltos no chão. –O que essa garota fez?

-Nada, estive com ela todo o tempo. –Respondeu Carmilla enquanto se levantava com pressa, sua voz tinha voltado a ser dura. Ela pegou sua espada sobre a mesa e a mesma brilhou como se tivesse acabado de ser retirada do fogo. –Conte mais sobre isso no caminho, quero cinco guardas nessa porta até eu voltar. –Mattie já batia os saltos saindo do quarto, certamente iria chamar os guardas que estivessem no corredor. Carmilla me olhou com os dedos apertando o cabo da espada. –Não me obrigue a fazer algo que não posso fazer.

Então saiu. Batendo a porta com força, gritou rapidamente com um bando de botas barulhentas e então, provavelmente, se juntou com aos seus soldados.

 

Uma hora depois de andar de um lado ao outro naquele quarto estúpido, a porta se abriu. Uma garota alta carregando uma bandeja farta entrou sorrindo com dentes perfeitos, os cabelos loiros estavam presos em um rabo de cavalo no alto da cabeça, ela usava uma blusa branca e uma jaqueta jeans escura com as mangas enroladas. A calça escura abraçava as coxas grossas e tênis surrados nos pés.

-Você é a Laura, certo?-Perguntou erguendo a sobrancelha, algo no maxilar definido me lembrou de Carmilla. Seus olhos azuis cintilaram para mim. – Sou Clair, prima da Carmilla. –Contou se aproximando e deixando a bandeja na mesinha ao lado da poltrona negra. –Pensei que você seria mais ameaçadora.

-Não se pode ser tão ameaçadora quando se esta presa nesse covil do mal. - Falei revirando os olhos. A garota riu alto enquanto dava a volta se jogava na poltrona que esqueci que ela poderia ser uma inimiga em potencial. –Oh, desculpe, eu...

-Relaxa, garota, sou da paz. –Informou com um sorriso largo e divertido. –Trouxe comida, você está entediada?

-Muito!-Respondi me aproximando da bandeja. O cheiro estava ótimo e o prato de cookies parecia delicioso, sanduiches e um copo de suco grande de laranja enchiam as bordas. –Parece muito bom isso.

-Claro que está, fui eu que fiz!-Comentou com um aceno esnobe. –Os cookies acabaram de sair, espere um pouco.

Nas horas seguintes, enquanto comia aquela bandeja deliciosa, Clair me brindou com histórias de suas aventuras e divertidas piadas, riamos como velhas amigas. Ela era um espírito livre no meio daquela prisão, o fogo queimava mais manso aos nossos pés e a chuva havia se acalmado.

-Então, Hollis, fugitiva super perigosa que gosta de cookies. –Brincou empurrando uma mecha de cabelo para trás da minha orelha. –O que faz de você tão... Perturbadoramente... –Ela se inclinou para mais perto, fitando meus olhos. –Atraente?

Seus olhos azuis fitaram a minha boca, a minha respiração ficou presa na garganta.

Carmilla”. Pensei. “ Eu amo Carmilla”.

A porta se abriu com um barulho alto.

Carmilla entrou com as roupas molhadas e com uma expressão assassina nos olhos.

-Saia de perto dela. –Sibilou com a voz dura, a espada brilhava em sua mão. –Agora.


Notas Finais


For my almost...


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