História Colors - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer, 5sos, Ashton Irwin, Calum Hood, Colors, Drama, Luke Hemmings, Michael Clifford
Exibições 17
Palavras 2.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OIE, pois é eu postei alguma coisa finalmente!!!

Então, vamos lá: eu sinceramente não gostei tanto desse capítulo, mas ele é essencial, de certa forma, para o entendimento de algumas escolhas e ações da Scarlett na história.

Novamente, agradeço a cada um de vocês, até mesmo quem favoritou e não ler mais ou o famoso ghost né que nunca se manisfesta. Só tenho de agradecer mesmo para quem deu uma chance para minha história.

Agora, falando um pouco mais sério, aconteceram tantas coisas em pouco tempo, minha cabeça está cheia de coisa e tem horas que eu simplesmente quero jogar tudo pro ar ou mandar todo mundo se foder - eu sou um pouco revoltada, não liguem para isso -, mas tem vezes que eu paro e penso o quanto eu ainda eu tenho para viver e aprender, o tanto de coisas positivas e negativas ainda virão para mim, que irão me ensinar e me transformar; eu não quero desistir, e se você se sente dessa maneira, você não deveria desistir também.

Só queria deixar isso aqui porque eu acho importante conversar, não estou aqui apenas para escrever histórias, vocês comentarem e acabou. Não. Eu estou aqui como um ser humano cheio de coisas para oferecer, assim como vocês, sintam-se a vontade para conversar ou compartilhar qualquer coisa. :)

Xx

Capítulo 4 - Isso não é amor


— Scarlett Müller —

 

O meu tratamento teve início há apenas alguns meses, depois que meu tio — irmão de meu pai e, aparentemente, o único da família que sem importa verdadeiramente com a nossa família — alertou meus pais do meu estado, e percebeu que a saúde mental não era algo caraterístico dessa família, nunca foi, mas agora sem meu irmão por perto tudo tem parecido mais insuportável ainda. Era mias que claro que eles não tinham ideia do que se passava comigo, cada um estava preso na própria dor de ter perdido o primeiro filho que esqueceram que existiam outras pessoas que sofriam também, que precisavam de um pouco de conforto.

A coisa que eu mais ouvi nos últimos meses de meus pais era que eu tinha tudo para ser feliz, que eu deveria ser feliz, ironicamente, ambos contrariam essa ideia com suas atitudes que me magoam, que destroem lentamente minha alma, rasgando-a de maneira lenta e dolorosa; eram eles os supostos a tentaram consertar-me, é estúpido esperar que alguém que te quebre te conserte, mas se tem uma coisa que eu tenho pensado ultimamente é no fato de que certas pessoas te quebram e, aparentemente, só elas podem te consertar.

A verdade é que nos últimos três anos tantas coisas aconteceram, eu cresci, conheci pessoas, tragédias aconteceram, comecei a entender as coisas da vida, o que não era meu foco no tempo, tudo aconteceu muito rápido e me deixou imensamente magoada; esta não era a realidade que eu havia vivido todo esse tempo, tudo o que me era real e aparentemente verdadeiro não passava de uma simples farsa.

 Hoje completa uma semana que meu pai traz uma garota de programa, cada dia uma diferente, e esse não era o pai que a pequena Scarlett de sete anos tanto amava. Minha mãe tomou suas benditas pílulas todos os dias dessa semana; essa não era a mãe que a Scarlett de sete anos teria orgulho. Mas eu, Scarlett, já não tenho sete anos. Tudo mudou.

No primeiro dia, eu comecei a chorar quando vi minha mãe no desespero ao ver ambos entrarem em casa, tudo ali pareceu desmoronar, só ficou evidente o desrespeito que ele tinha com a minha mãe, comigo e consigo. Minha mãe só sabia chorar assim como eu, quando os gemidos começaram, minha mãe mandou-me aos gritos para o quarto dos fundos, me mandou ficar lá até o outro dia.

No segundo dia, eu esperava ver meus pais brigados, até mesmo com um pedido de divórcio, mas não, o que eu encontrei foram duas pessoas sentadas lado a lado comendo e desejando-me “bom dia” como se nada tivesse acontecido; explodi na mesa com a situação que era grave demais para ser ignorada, minha mãe chorou e meu pai mandou-me para meu quarto com uma ignorância que eu nunca havia visto; Obedeci com medo da sua fúria se voltar contra mim ou minha mãe, eu sentia-me oprimida e eu sentia todo o meu corpo clamando por forças para enfrentar aquela situação, não me parecia real.

No terceiro dia, eu estava com uma ressaca por ter bebido na noite em que fui mandada para o quarto, meu estômago doía e o efeito colaterais dos remédios para depressão que eu tomava regularmente ficaram piores, minhas náuseas e descontrole emocional voltaram, como se eu ainda estivesse na primeira semana de tratamento. Por isso, briguei novamente com o meu pai, esmurrei-o no peito e disse que ele não era homem de verdade, minha mãe afastou-me dele e disse que eu não poderia fazer isso. Mais bebida.

No quarto dia, eu surtei completamente e esmurrei sua face, o mesmo me deu uma tapa em meu rosto com raiva argumentando que quem me dava tudo era ele e que no teto dele eu estava sob suas regras. Mais bebida de novo. Oprimida mais ainda.

E Hoje, hoje eu estava decidida que ia ser diferente, não parecia o suficiente ficar bêbada e toda madrugada parar na casa de Olivia, eu só a deixava preocupada e eu odiava isso, porque eu sei como Olivia é, e imagino quantas horas perdeu de sono com a preocupação a rondar sua cabeça.

Meus saltos ecoam pela casa, minha mãe para de mexer no copo de água que tinha nas mãos, enquanto os gemidos ainda ecoavam, quando me vê, ela solta um sorriso irônico.

— Agora se veste como as vagabundas do seu pai? — Ela diz com veneno.

— Sabe... — Começo, escoro meu corpo no balcão olhando seriamente para a mulher que me carregou no ventre. — Elas não transam sozinhas, não haja como se a culpa fosse somente delas. — Respondo com raiva, os gemidos se tornando cada vez mais altos e apesar da minha mãe ser a vítima da história, ela não reagiu a nenhuma das vezes que ele trouxe-as, ela engolia tudo isso a seco, e ainda ia dormir no mesmo quarto do meu progenitor, isso era o que me deixava mais irritada. — Mãe, faça alguma coisa. Eu não sei o que fazer, você tem que fazer algo.

Implorei, vendo suas lágrimas a caírem, seu rosto molhado, seus lábios sem cor e trêmulos, a mulher que me carregou nove meses no ventre soluça mais forte a cada segundo, agarro os seus braços, fazendo-a olhar para mim.

— Reaja, Mãe. — Implorei mais uma vez. — Mãe!

Seus olhos encaram os meus e eu juro que podia ver sua alma quebrada naquele corpo frio, seus olhos cheios de lágrimas e seus soluços intensos.

Agarrei seu rosto, sentindo as lágrimas grossas e salgadas molhando as palmas das minhas mãos.

— Mãe, você não precisa dele! — Gritei, mas tudo o que ela fazia era chorar mais forte, negando com a cabeça. — Mãe, faça alguma coisa!

A mulher acabou por soltar-se de mim, agarrando os cabelos nas mãos, negando com a cabeça e chorando mais forte do que alguma vez vi na vida.

— Mãe, me escute, você não precisa dele. — Me abaixei em sua frente, sentindo lágrimas quentes a escorrer na minha cara, o desespero a tomar-me por completo. — Reaja, Mãe! Você não merece isso! — Gritei com todas as forças.

A última coisa que senti foi a minha bochecha a queimar, a mulher agora me olhava com desespero.

— Não! — Gritei quando ela fez menção para se aproximar, arrastei minhas pernas no chão em desespero para mantê-la mais longe de mim o possível.

— Eu o amo, Scarlett. Eu o amo!

Que porra de amor é esse?! — Gritei de volta, e levantei-me para ficar de frente para ela. — Que porra de amor é esse que não existe o respeito e muito menos o limite?! Olha para você! Você acha que isso é amor?

— Sai! — Ela berra, eu assusto-me porque eu nunca tinha visto a mulher de cabelos louros tão descontrolada antes.

Saio de casa batendo a porta, quando o faço sinto aquela maldita dor emocional atingir-me no peito, mais forte do que nunca, choro liberando toda a raiva e tristeza que essa casa exala, afasto-me da mesma rapidamente, sem me importar com o frio intenso da noite, eu somente quero manter-me afastada desse lugar tóxico.

Eu consigo sentir em cada metro quadrado a toxidade, cada parede gritar e desmoronar, sinto a terrível sensação de que os demônios que vivem na minha cabeça ganharam forma, se tornaram criaturas que não estavam inquietas nas profundezas da minha mente doente, elas rasgavam cada papel de parede, arrancava cada assoalho dessa casa, apesar da casa aparentar bonita; a desgraça era mais que algo físico ou tocável, era algo muito mais espiritual.

Eu preciso de uma distração, das boas, preciso esquecer a dor que sinto, preciso urgentemente sentir minha alma mais leve e limpa, mesmo que seja temporariamente.

Agarro na minha bolsa e conto todo o dinheiro, sabendo que é o suficiente, vou até um ponto conhecido por mim, é uma espécie de fraternidade, em uma localização meio remota, e enquanto me desloco até lá, tenho tempo de observar o céu estrelado e lembro-me da primeira conversa que tive com o garoto dos cabelos azulados — agora meio acinzentados —.

Michael tem acompanhado toda a situação, e por mais que eu sinta-me envergonhada, quando eu preciso de ajuda, ele está lá. Apesar de extremamente lógico, Michael é movido por sentimentos fortes.

Algo que eu aprecio bastante nele é o fato de que ele é o tipo de cara que sempre vai saber mais que você sobre qualquer assunto, mas ao invés de eu querer que ele simplesmente cale a boca e pare de me lembrar de que talvez eu não seja tão inteligente, eu simplesmente quero que ele fale tudo o que sabe, quero que ele fale comigo daquele jeito entusiasmado que ele fala sobre algo que realmente conhece ou gosta, de como ele sorri quando comenta algum fato engraçado; você consegue ver o quão é importante para ele falar sobre coisas que gosta profundamente, ele gosta de falar sobre tudo, menos sobre seus sentimentos; continua uma verdadeira incógnita na minha mente como ele se sente.

Quando chego a casa observo a quantidade de pessoas e como elas são agora, são pessoas da elite comprando de pessoas da elite, tudo muito “seguro” e caro, e eu como sempre, tento não ser reconhecida por eles porque eu já tenho um histórico entre eles, e não lá tão bom assim.

Quando acho o Caleb, o mesmo sorri para mim, suas roupas de grife muito folgadas para o corpo magro demais, seu corpo é o resultado do consumo, mas seu cabelo negro e sua pele pálida cor continuam dando-lhe uma impressão jovial.

— Puro. — Digo, o rapaz observa-me, enquanto ainda fungo o resquício do choro que havia parado quando cheguei perto daqui.

— Tudo bem. — Ele sorri enquanto procura o produto e eu percebo que não haverá troco por isso deduzo que seja algo bom, por ser caro e por ser fornecido pelo Caleb. O mesmo estica-me um pequeno saco com um pó branco. — Tive saudades, Müller.

— Tudo bem. Também senti falta, mas infelizmente foi das suas drogas. — Acabo por rir, assim como o rapaz.

— E aparentemente, seu senso de humor não muda. — O rapaz sorri enquanto entrega-me um copo com bebida.

— Jamais. — Sorrio, levando o copo aos lábios e engolindo de uma vez, sabendo que essa noite seria longa, e talvez, dolorosa.

 

Em apenas algumas horas perco a mínima ideia de quantos copos de bebida eu já levei aos meus lábios, a minha cabeça gira, as luzes do pequeno clube deixam-me confusa, as luzes roxas, azuis, rosas dançam, atravessam cada corpo suado ali presente, parece-me tão atrativo que eu acabo por segui-las, quando percebo que estou na pista sorrio sem motivo aparente, retiro o frasco de remédios que tomo diariamente para manter-me estável, acabo por gargalhar olhando pro pote amarelo, achando dolorosamente engraçado o fato de que para estar estável eu precisava matar alguns neurônios com essas drogas, e não, não a cocaína, não a maconha, mas os remédios, os remédios que eram para supostamente fazerem-me mais ativa e feliz, eu sentia que estava perdendo um pedaço de mim naquelas malditas pílulas.

Achando engraçado o pequeno comprimido, abro a cápsula, derramando o pequeno pó em meu copo, engulo o líquido não tão mais ardente que no início, gargalho mais um pouco, ninguém presta atenção em mim, porque a música é ensurdecedora e todos parecem querer dar suas almas ali, naquela pista de corpos suados, uns queriam matar-se com sexo, outros com bebidas, outros pareciam que iriam morrer dançando, e eu estava ali a morrer pelo nada, simplesmente a cada segundo, a cada minuto mais perto, e o mais reconfortante é que eu sei que os outros passam pelo mesmo, mas o que me deixa triste é o fato deles estarem a divertir-se, preenchendo suas almas vazias de maneira errada.

Eu preciso de mais, olho ao redor, vejo um garoto que tem me observado a noite inteira, ele observou meus quadris moverem-se, enquanto levava o copo a sua boca, mas sem nunca desgrudar os olhos de mim. Isso era interessante.

E quando eu me dei conta, estávamos em um dos quartos que ali havia, eu já estava a encher de mordidas o pescoço do rapaz — que por sinal se chamava Ashton — que possuía uma colônia intoxicante, suas mãos eram grandes e ele segurava minha cintura com força, ele soltou um gemido abafado, eu sorri e voltei a beijar seu maxilar, beijando em seguida seu queixo e finalmente cheguei aos seus lábios, eram finos e rosados — agora estavam avermelhados pelos beijos compartilhados —.

— Você tem certeza que quer alguma coisa? — Ele perguntou meio apreensivo, e olhou nos meus olhos, era estranho, ele estava sendo cuidadoso e eu senti meu frágil coração encher-se com isso.

Apesar de não ter a mínima ideia de quem era o rapaz a minha frente, ele não parecia ser uma pessoa ruim no todo, eu senti que ele era demais para ser um rapaz de uma noite, neguei com a cabeça, sentindo as lágrimas atingirem-me com força, sentindo-me vulnerável.

— Ei, você está bem? — Ashton aproxima-se de mim. — Eu fiz algo errado?

— Não! — Nego rapidamente, as sobrancelhas do rapaz ainda continuam franzidas. — Eu só... não consigo fazer isso. Eu estou fora de mim, ainda estou consciente, mas eu não consigo processar minhas ações direito, e acredite em mim, isso não tem tanto a ver com os drinques.

Ashton continua a olhar-me enquanto eu abaixo o vestido preto, o rapaz olha-me curiosamente e eu me pergunto como viemos parar aqui, nesse estado; ele era para ser apenas uma foda e se mandar, mas por alguma razão estou abrindo meu coração para um total desconhecido.

— Problemas? — Ele pergunta esfregando o polegar em meu ombro. Eu balanço a cabeça em afirmação.

— Era para estarmos fodendo. — Comento aleatoriamente, sentindo-me estúpida pelo todo o drama que causei. — Você sabe disso não sabe?

— É. Mas aparentemente foi melhor assim, porque pelo seu estado emocional agora você provavelmente choraria depois do sexo e eu iria me sentir a pior pessoa do mundo. — Ele ri baixinho, mas vejo seus olhos observarem-me com cautela. — Você aparenta ser um problema para mim.

— É. — Solto uma pequena risada. — Obrigada, Ashton.

Ele apenas sorri, exibindo suas covinhas, eu deixo o silêncio entre nós reinar confortavelmente, o som treme a madeira da porta.

— Eu definitivamente preciso de mais bebida.

 

Debruço-me sobre a mesa, Caleb sorri para mim assim que eu puxo rapidamente o pó, meu nariz arde um pouco, sinto as mãos de alguém a puxar-me.

— Acho que talvez esteja na hora de você ir para casa. — Ashton diz, mas ele não é grosso, apenas sugestivo e cuidadoso, eu agarro seu rosto em minhas mãos, produzindo uma careta que me faz rir, ele ri um pouco, mas tira minhas mãos do seu rosto.

— Acho que talvez esteja na hora de dançarmos! — Grito enquanto puxo Ashton para a pista de dança, faço movimentos estúpidos, mas por alguma razão o rapaz acaba por rir.

Sinto a música alta tremer meu peito, junto com a velha dor que sinto em meu peito, e aqui, completamente rendida nesse mundo imaginário de substâncias que me fazem esquecer o quão triste a realidade é, e o estado de tristeza que meu ser se encontra, entorpecida, ironicamente, produzo meus movimentos corporais com fervor, sentindo a excitação em meus ossos, mas algo simplesmente começa a dar errado, paro de me mover e lentamente minha visão escure e tudo está fadado; sem som, sem cor, só o escuro inconsciente preenchendo meu ser.

E nesses milésimos de segundo, um desespero preenche meu ser no instinto de sobrevivência, mas uma parte minha relaxa, como se quisesse abraçar a morte e saudá-la como uma velha amiga.


Notas Finais


SHOUT OUT PARA UMA DAS MINHAS FANFICS FAVS ATUALMENTE: https://spiritfanfics.com/historia/grao-de-areia-hiatos-6376076


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...