História Colors - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Lay, Lu Han, Sehun, Suho
Tags Abo, Hunhan, Kaisoo, Luhan!omega, Sehun!alfa, Sulay
Visualizações 173
Palavras 2.676
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


tem duas coisinhas para dizer pra vocês.
Primeiro: MUITO OBRIGADA PELOS 124 FAVORITOS, isso me deixou muito feliz mesmo.
Segundo: Peço que olhem as notas finais, por favor.

Capítulo 9 - Asas


Luhan andou às presas para perto daqueles dois, ali era um hospital, não um campo de batalha. O ômega suspirou aliviado quando percebeu que a atenção de Kai estava nele, pelo menos o alfa esqueceria do baixinho a sua frente e isso evitaria possíveis mortes.
Kyungsoo foi para perto do outro ômega e Luhan podia acreditar que via fumaças saindo das orelhas do mesmo.
 
– Aquele é o seu namorado?
– É uma longa história, te explico tudo depois ok?
 
Kyungsoo apenas afirmou com a cabeça e foi para perto de Sehun, que até o momento só estava rindo da situação toda. Depois que o alfa descobriu que o namoro de Luhan e Kai era falso as coisas pareciam mais alegres, bonitas, o Oh até estava de bom humor.
 
– O que está fazendo aqui? – Luhan puxou Kai para longe de seus amigos.
– O que estou fazendo? – o alfa arqueou uma sobrancelha – se não se lembra eu disse que iria buscar você, e então quando eu chego na sua escola você não está lá.
 
O ômega na correria tinha se esquecido de que Kai ira buscá-lo.
 
– Teve um problema  – disse Luhan – a mãe do Kyungsoo tinha passado mal e eu vim com ele.
– Eu sei, não vim aqui sem saber o que tinha acontecido.
– Como soube que eu estava aqui?
 
Luhan não lembrava de ter mandado nenhuma mensagem, nem os funcionários ou professores sabiam para onde ele tinha ido, então como Kai tinha descoberto onde o menor estava?
 
– GPS – Kai se encostou em uma parede e sorriu de canto – o GPS do seu celular está ligado, eu só precisei falar com a recepcionista para descobrir o que tinha acontecido.
– Você está me vigiando até quando eu não estou por perto?
– Principalmente quando você não está por perto, não sei o que está fazendo ou onde está – Kai dizia aquilo como se fosse mais que óbvio – entenda que é o meu trabalho saber o que está fazendo.
 
Luhan tinha que se acostumar que agora tinha uma babá, que por sinal nunca iria sair do seu pé.
 
– Ok – Luhan suspirou – eu tenho que me acostumar com isso.
– O que estava fazendo com o alfa? – Luhan sabia que Kai se referia à Sehun.
– Estávamos apenas conversando, nada demais, não se preocupe.
 
O mais novo ainda tinha que pensar em como iria se livrar de Kai para que pudesse se encontrar com Sehun. Talvez devesse deixar o celular em casa, assim o alfa não iria ver onde ele estava pelo GPS.
 
– Eu sinto que devo me preocupar com isso – Kai massageou as têmporas – mas eu não vou te avisar de novo, Luhan.
 
Sim, ele sabia o que estava fazendo, Luhan não iria querer cometer os mesmo erros que cometeu na China, por isso ele e Sehun não iriam passar da amizade. Pelo menos era o que o ômega queria, ou achava que iria conseguir manter apenas aquela situação.
Na cabeça de Luhan, ele iria contar sua vida para Sehun – omitindo algumas partes, claro –, eles iriam se tornar amigos e o ômega no final não iria se apaixonar pelo alfa, poderia ter uma vida tranquila até ter que se casar com o alfa que seu pai tinha escolhido.
Mas todos sabemos que aquilo não iria acontecer, até Luhan inconscientemente sabia que seu "plano" não iria dar certo, no final ele iria acabar caindo de amores por Oh Sehun.
 
– Não precisa me avisar de novo, já tivemos uma conversa sobre isso - Luhan suspirou.
– Uma conversa nada amigável.
– Ainda quero matar você.
– Aproveita que estamos em um hospital.
– Não é como se eu quisesse que você saísse vivo, Kai.
— Assim você me deixa magoado.
— Vamos voltar para onde os meus amigos estão, vou me despedir deles e ir para casa com você.


 [...]


O sábado logo chegou para Luhan. O menor se encontrava em seu quarto olhando para o teto enquanto pensava no que iria dizer para Sehun.
Ele tinha cogitado dizer a verdade e aquilo não iria mudar, mas ele não precisava falar sobre tudo o que já tinha passado.
Por mais que confiasse no alfa mesmo o conhecendo em tão pouco tempo, acreditava que falar sobre seu passado tão doloroso não era a melhor forma. Não o queria o olhando com pena.
Era cedo, o que deixava as coisas mais fáceis para Luhan que poderia sair sem ter que lidar com Kai. Sobre Kai? O ômega não tinha uma opinião formada ainda sobre o alfa que seu pai mandou para vigiar a si.
Às vezes Kai parecia ser uma boa pessoa, ele demonstrava querer que Luhan seguisse aquilo dito por seu pai para que não sofresse mais. Porém, às vezes também agia como um alfa estúpido, que era movido pelo simples fato de ser um alfa e que aquilo já era suficiente para que todos abaixassem suas cabeças, principalmente se eram ômegas.
 
— Ele pode ter dupla personalidade — disse Luhan para si mesmo.
 
Aquilo poderia explicar a forma como ele mudava de humor tão rapidamente. O relógio ao lado de sua cama marcava exatamente 8hrs, ele iria sair às 8:30. Luhan tinha achado melhor encontrar com Sehun onde o mesmo trabalhava.
30 minutos era o que Luhan tinha para se aprontar e sair de seu apartamento. Tinha que ser rápido, não podia contar com a sorte, se bem que essa já tinha deixado ele de lado há muito tempo.
As chances de Kai acordar e acabar com seu plano eram grandes, mas o menor mesmo assim iria tentar.
Luhan se levantou da cama e sabendo que não teria todo o tempo do mundo, logo se apressou para tomar um rápido banho matinal. Sua roupa já estava separada desde a noite anterior.
Não era como se o ômega tivesse passado uma boa parte do seu tempo escolhendo o que vestir para se encontrar com Sehun, se bem que foi exatamente isso que ele fez.
A água gelada caía por ser corpo o fazendo despertar por completo, Luhan então olhou para o grande espelho que tinha no box.
Haviam algumas cicatrizes espalhadas pelo corpo magro e frágil do ômega, o mesmo podia facilmente dizer o motivo de cada uma delas estar em seu corpo, as lembranças de como as tinha ganhado ainda eram nítidas em sua mente. Tão nítidas que o faziam ter pesadelos às vezes.
O menor não podia demorar tanto no banho, então rapidamente tirou a espuma de seu corpo e pegou uma toalha. Luhan fez tudo com pressa e tomando cuidado para não quebrar nada, ele tinha que lembrar que seu equilíbrio não era dos melhores.
No maior silêncio possível Luhan saiu de seu quarto e andou pelo apartamento, ele procurava pelas suas chaves na sala, que para sua alegria estavam jogadas no sofá.
Luhan então saiu de seu apartamento, até onde sabia Sehun já deveria estar no estúdio de tatuagens. O menor checou o celular mais uma vez para ver o endereço do local, não era tão longe de onde eles moravam, daria para ir andando.
A manhã estava mais fria do que parecia quando o ômega estava em casa, e o mesmo só foi perceber depois de já estar na calçada. O casaco fino não ajudava muito a se aquecer.
Luhan se encolheu um pouco em suas roupas e começou o caminho, ele queria chegar logo no estúdio.
Enquanto o ômega andava, algo no meio dos inúmeros prédios lhe chamou a atenção. Era uma academia de dança e pela movimentação no local o menor diria que deveria ser bem famosa.
O chinês sempre amou dançar e cantar, teria melhorado suas habilidades se seu pai não tivesse o proibido de ter aulas de dança e canto dizendo que aquilo não iria levar o menor a nada e que só serviria para gastar seu precioso dinheiro.
 
— Interessado em nossa academia?
 
Luhan então olhou para sua frente e deu de cara com uma ômega que aparentava ser mais nova que si.
 
— Eu só estava olhando — Luhan disse sem jeito.
— Me chamo Kim Yeri — a ômega se apresentou — estudo aí, vi a forma como olhou para a academia. Gosta de dançar né? E não adianta negar, eu posso ver nos seus olhos.
— Como pode ver isso? — o chinês se perguntava se aquilo era tão óbvio — Sim, eu gosto.
— Está tendo audições para novos alunos — a garota entregou um panfleto a LuHan — por que não tenta?
— Acho que não iria dar em nada.
 
O ômega então olhou para o panfleto, no papel dizia que tinham 10 vagas e que o primeiro colocado iria ganhar uma bolsa de estudos de 100%. Aquilo em especial chamou a atenção de Luhan, se ele tentasse e ficasse em primeiro não iria terque depender de seu pai para pagar as mensalidades da academia.
 
— Não custa tentar — Yeri parecia disposta a convencer Luhan de que o mesmo deveria fazer a audição.
— Por que quer tanto que eu faça isso?
 
A ômega pareceu hesitar antes de finalmente falar.
 
— Você me lembra minha irmã — a ômega sorriu — ela também ama dança, o seu olhar é o mesmo que ela fez quando viu esse lugar. Eu aprendi com ela que quando temos um sonho, devemos lutar com unhas e dentes por ele… não acha que essa audição podeira ser um bom começo?
 
Luhan então olhou mais uma vez para o papel em suas mãos.
 
— Eu vou pensar — disse o ômega — agora eu preciso ir, estou atrasado para um compromisso.
— Claro, eu espero te ver no dia da audição.
 
Agora o menor teria mais uma coisa para afetar suas escolhas e lhe fazer perder noites de sono. Luhan olhou para o panfleto em suas mãos o caminho todo que fez para o estúdio de tatuagens de Sehun.
O ômega só parou de pensar no que Yeri tinha lhe dito quando parou de andar e pôde ver o local de trabalho de Sehun. Aquilo fez com que ele esquecesse de tudo e apenas lembrasse no que tinha se metido, no que iria dizer para o alfa que parecia ser o dono de seus pensamentos.
Mesmo com a pequena plaquinha dizendo que estavam fechados, Luhan sabia que Sehun se encontrava lá dentro o esperando. O ômega por sua vez girou lentamente a maçaneta da porta e então com o pouco de coragem que ainda tinha adentrou o local.
O menor fechou a porta atrás de si e toda sua atenção foram para os desenhos que estava espalhados pelas paredes. Eram verdadeiras obras de arte, Sehun tinha muito talento para aquilo.
 
— Gostou de algum? — a voz rouca do alfa fez Luhan dar um pequeno pulo devido ao susto.
— São todos muito bonitos — disse Luhan.
— Mas alguma lhe agradou mais? — Sehun estava cada vez mais próximo.
 
Luhan deu alguns passos para trás quando julgou que o alfa estava realmente muito perto de si, aquilo era um perigo.
 
— Eu não sei — era difícil para o mais novo pensar enquanto se encontrava na presença de Oh.
 
Sehun deu um sorriso de lado e começou a andar para uma porta que tinha depois do balcão.
 
— Vamos? — Sehun olhou por cima de seu ombro para o ômega — podemos conversar enquanto eu organizo minhas coisas do trabalho.
 
Luhan por sua vez acompanhou o mais velho. A sala na qual Luhan tinha acabado de entrar era pequena, tinha uma poltrona - ou algo parecido - bem no meio da sala, ao seu lado tinha um banco e uma pequena mesa. Sehun se sentou naquele banco e logo Luhan se sentou na "poltrona". O menor olhou tudo com certa curiosidade.
 
— Já pensou em fazer alguma tatuagem? — perguntou Sehun.
— Eu? Não, não é coisa para mim — Luhan suspirou —  e meu pai me mataria se eu fizesse uma tatuagem.
— Seu pai parece mais um tipo de controlador — disse Sehun enquanto arrumava suas coisas.
— Ele é bem pior que isso — confessou Luhan.
 
O menor se manteve em silêncio por alguns segundos, foi impossível não corar quando percebeu o olhar de Sehun sobre si.
 
— Quer começar falando dele para mim?
 
Era para isso que Luhan estava ali, para falar sobre sua vida para o alfa, mas ele não podia negar que estava com medo de que Sehun no final se afastasse dele por conta de seu pai.
 
— Ele sempre foi uma pessoa difícil — Luhan começou a falar — as coisas têm que ser do jeito dele, qualquer coisa que vá contra o que ele quer está errado — o menor respirou fundo — era para eu ser um alfa, o primogênito precisava ser um alfa, mas então eu nasci como ômega. Pode pensar em como as coisas desandaram depois disso? Ele queria um alfa e eu sou um ômega, tudo estava preparado para um herdeiro alfa nascer.
 
Luhan olhou para o teto, como se buscasse forças para continuar a falar.
 
— Ele me odiou desde do momento em que eu comecei a respirar, eu era o maior erro de sua vida — Luhan então olhou para o alfa — mas eu me acostumei com isso, minha mãe me amava e isso era o que eu mais precisava. Ele fazia questão de deixar claro que não me amava, que eu não era nada em sua vida. Então nasceu o meu irmão, o alfa que meu pai tanto queria, as coisas melhoram para o meu lado por um tempo, ele tinha finalmente um herdeiro e isso tirou o foco de mim por um certo tempo.
 
Sehun tentava de todas as formas não deixar transparecer a raiva que estava sentindo, ele não conseguia entender o que levava uma pessoa a agir daquela forma com o próprio filho. Não era uma mercadoria que você pudesse usar da forma como bem entendesse e se não gostasse deixasse de lado até o dia que lhe serviria para alguma coisa.
 
— Então ele descobriu que eu não era apenas um fardo para ele — Luhan tinha uma expressão vazia — e eu fui "vendido" para um casamento arranjado.
 
O alfa então bateu com força sua mão contra a mesa, o que fez o mais novo se assustar com tal ato. Era possível ver o ódio nos olhos de Sehun. O mais velho achava o cúmulo o próprio pai fazer aquilo com o filho. Pelo amor de Deus, não estavam mais nos tempos antigos onde os pais podiam escolher com quem os ômegas deviam se casar.
 
— É por isso que aquele alfa está aqui? — Sehun disse entre dentes.
— Sim — Luhan mordeu o lábio inferior em sinal de nervosismo — ele tem que ficar de olho em mim, até o final do ano.
— Por que até o final do ano? — Sehun perguntou, mesmo já sabendo a resposta.
— É quando eu termino de estudar — Luhan fez uma pequena pausa — e quando eu devo me casar com o alfa escolhido por meu pai.
 
Aquilo não estava agradando a Sehun, saber que Luhan iria se casar parecia destruir seu coração. O maior nem chegou a ter o ômega em seus braços e já havia o perdido para um completo estranho.
Ele podia se considerar um completo trouxa por gostar de um ômega que parecia ficar cada vez mais longe de si. O mundo então, mais uma vez, resolveu brincar com aqueles dois.
Luhan achou melhor omitir as partes em que sofria nas mãos de seu pai, Sehun só precisava saber daquilo que lhe foi dito, nada a mais e nada a menos.
 
— Você já pensou em tatuar alguma coisa? — Sehun perguntou depois de longos minutos de silêncio.
— Não, eu já disse que não posso fazer isso, Sehun.
— Mas e se eu fizesse uma pequena? Em um lugar que seu pai não visse?
— Quer fazer uma tatuagem em mim?
— Você deixaria eu fazer uma em você?

Luhan parou por alguns segundos, precisava pensar. Se era uma tatuagem pequena, poucas pessoas a veriam, e se Sehun estava se oferecendo para tatuar, por que não aproveitar?

— Sim.
 
Aquela era a resposta que Sehun queria. Então o alfa sorriu.
 
— O que vai tatuar em mim?
— Asas, atrás de suas orelhas.
 
Sehun já tinha deixado tudo preparado, desde que tinha chegado. O maior tinha esperanças de poder tatuar algo na pele limpa de Luhan.

— E por que asas?
— Porque um dia eu espero que você seja livre.


Notas Finais


Então, a tia tá querendo escrever mais uma fic e posta ela junto de Colors, eu queria pedir que vocês fossem no perfil do meu twitter, no fixado vai ter 2 sinopses, vocês vão ler e depois votar na enquete qual fic eu devo começar a escrever. a enquete vocês vão encontrar na resposta do tweet.
Eu tô mais organizada agora então não se preocupem com a demora.
meu twitter: https://twitter.com/Redvfxz


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...