História Colors In The Dark. - Capítulo 34


Escrita por: ~ e ~suninlov

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, One Ok Rock, Twenty One Pilots
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Josh Dun, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais, Ryota, Takahiro Moriuchi "Taka", Tomoya, Toru, Tyler Joseph
Visualizações 92
Palavras 3.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Festa, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Self Inserction, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu já devia ter postado esse capítulo, porque ele já está pronto tem um tempo, mas acabei não conseguindo, então desculpem. Vou deixar meu Curious Cat e Twitter nas notas finais e podem falar o que quiserem comigo, que eu respondo! Fico muito feliz quando vejo alguma mensagem de vocês por lá ♥

Espero que gostem do capítulo! Beijos e boa leitura ♥

~suninlov

Capítulo 34 - See You Tomorrow, Best Friend


Fanfic / Fanfiction Colors In The Dark. - Capítulo 34 - See You Tomorrow, Best Friend

“I will sing for you a song. Tell me if you think that’s wrong. If I let you know I’m here, ‘cause I am falling down. I would laugh away the pain. Did you know I’d run all day just to maybe hear you sal that you are falling too?” (Vou cantar para você uma canção. Diga-me se você acha que está errado se eu deixar você saber que estou aqui, porque eu estou caindo. Eu riria e a dor iria embora. Você sabia que eu posso correr o dia todo só para ouvir você dizer talvez que você também está caindo?)

Falling Too — Tyler Joseph

Dizem que o tempo é a resposta para tudo e por algum momento, eu quase acreditei nisso, até me tocar de que quem disse isso, talvez vivesse mais em uma realidade alternativa fantasiada por si mesmo, do que no mundo real. Porque, no momento que me dei um tempo para pensar, eu não achei resposta alguma para o que procurava. E eu tentava sabe? Eu insistia em buscar pelo jeito certo de pôr um ponto final no que estava fazendo, mas eu não conseguia saber como fazer isso. Eu estava literalmente perdida. Eu sabia que deveria falar algo a Tyler. Se eu iria acabar com tudo, ele merecia uma explicação, mas a minha mente não conseguia pensar em nada que meu coração fosse capaz de concordar ou achar suficiente. Tudo isso porque nada daquilo era o que eu realmente queria dizer.

Mas, ao mesmo tempo, eu tinha medo de dizer o que meu coração pensava e acabar dando esperanças a ele de algo que poderia não ser correspondido um dia, magoando-o. Eu não queria isso. Eu sabia que nós estávamos cometendo um erro em mentir para todos, mas eu só queria continuar com isso que parece estar fazendo bem a nós dois. Porque a verdade é que eu estou gostando de viver esses momentos com Tyler. Vivendo como dois namorados quando estamos a sós, mas sem nenhum compromisso um com o outro, porque antes de tudo somos melhores amigos, sem sentimentos maiores que isso um pelo outro. Ao menos é o que torço para ser.

Deus. Eu queria tanto ter certeza de que ele não sente e nem tem chances de sentir algo por mim, para continuarmos com isso sem medo. Mas eu não podia e mesmo com a decisão de terminar, o medo me assombrava. Se não era por ele acabar se apaixonando, era por acabar perdendo também meu melhor amigo, agora que ele conhecia tão bem cada detalhe do meu corpo. Até mesmo aqueles dos qual não gosto.

— Lua? — Escutei me chamarem e parei de andar, olhando para o lado. Nós havíamos acabado de sair do Starbucks e Michelle estava com um copo de frappuccino em mãos, assim como eu. — Está tudo bem? Eu estou a meia hora falando com você e nada de me responder.

— Desculpe. Eu só estava pensando demais. O que você dizia?

— Esqueça o que eu dizia. Diga-me você o que está passando nessa cabeçinha? — Ela pergunta, preocupada. Desde que me distanciei de Bia, eu acabei me aproximando mais ainda de Michelle e mesmo que eu não tenha contado, eu sabia que ela desconfiava de Tyler e eu.

— Não é nada demais. — Digo, negando com a cabeça. — Você quer ver se a loja já abriu? — Perguntei, tentando mudar de assunto.

— Não, Lua. Eu quero respostas. Eu sei que eu não sou a Bia da sua vida, mas somos amigas também, certo? E do mesmo jeito que conto para você quando estou com algum problema, quero me conte também se está com um para eu tentar te ajudar.

— Ninguém pode me ajudar nesse momento, Mi.

— Se você não se abrir com alguém, realmente ninguém poderá te ajudar.

Respiro fundo, encarando o copo de café em minhas mãos, e me viro para ela, torcendo para que a opinião dela não tenha mudado, apesar do tempo que passou.

— Você se lembra de quando desconfiava de Tyler e eu e disse que se for verdade, nos apoiava?

— Lembro. Eu até pedi desculpas, porque sabia que você estava magoada com Tomoya e que ele é quase um irmão para Ryota, mas talvez Tyler fosse a melhor pessoa para você no momento. — Ela diz, mas logo corta sua linha de pensamento, ficando em silêncio. Mas, em poucos segundos, no entanto, ela começa a sorrir, percebendo aonde eu queria chegar. — Então eu estava certa? Você e Tyler estão juntos? — Ela questiona, animada.

— Fala mais alto. Acho que toda Los Angeles ainda não te ouviu. — Digo, irônica. — A situação não é tão boa quanto parece, Mi.

— Como assim? Ele é ruim de cama? — Ela pergunta, virada para mim, mas no mesmo instante vira para frente, começando a pensar alto. — Eu jurava que ele era bom de cama. Ryota nunca poderá saber disso. Eu não vou pagar a ele.

— Pagar Ryota? Do que você está falando? — Pergunto, confusa.

— Ah, talvez nós tenhamos feito uma aposta sobre vocês estarem juntos às escondidas e ele ser bom de cama ou não. — Ela responde, meio sem graça.

— Eu vou ignorar isso, porque é o melhor que eu faço. — Declaro, perplexa com o que acabei de ouvir. — E não. Ele é bom de cama. — Ela sorri, prestes a comemorar por, pelo visto, ter ganho a aposta, mas para ao notar a forma com que eu a olhava. — O problema é que nem Bia nem Josh nos apoiam e eu acabei me afastando dela justamente por isso. Então, na tentativa de voltar a ser a Lua de antes, vou ter que terminar com ele.

— Vocês estão namorando?

— Não. Só amizade colorida.

— Bom, então tecnicamente não seria terminar. Você só iria tirar a palavra “colorida” da frase.

— Eu sei. Mas não é tão fácil. Isso inclui consequências. Eu posso acabar perdendo a amizade dele aos poucos por isso.

— Lua, olhe bem para mim. — Ela pede e assim o faço. — Quando vocês decidiram começar com isso, vocês sabiam das consequências e mesmo assim escolheram arriscar. Mais que isso, na verdade, ambos sabiam que a menos que se apaixonassem no meio do caminho, o fim já estava fadado a acontecer para essa amizade colorida. Então, não tem porque ele deixar de ser seu amigo por isso. Além do que, eu li todos os seus e-mails nesse tempo que fiquei longe com os garotos. Eu vi o quanto vocês ficaram amigos, então não acho que essa amizade vá acabar pelas vezes que vocês fizeram sexo. Se ela acabar, é porque ele não é tão amigo seu quanto se dizia ser.

— Mas tem o risco do clima ficar ruim. Não tô dizendo que ele vai fazer de propósito, mas que vai se estranho estar perto um do outro depois disso tudo.

— Se for ficar estranho, vocês sentam e resolvem. O clima são vocês dois que fazem Lua. Porque ele só fica assim quando há algo de errado. Você consegue falar com ele e dar conta disso tudo.

— Você está certa. — Afirmo, ajeitando a bolsa no meu ombro? — Você se importa se eu for agora?

— Pode ir. Mas, depois me conte como foi. — Ela diz e assinto, começando a andar e acenando de longe, seguindo até o ponto de táxi.

~ x ~

— Será que ele ainda vai demorar muito? — Perguntei ao barman, como se ele soubesse a resposta para todas as minhas perguntas. Ele, no entanto, negou com a cabeça, pegando o meu copo vazio no balcão e o levando para bem longe de mim, sem me dar chance de pedir mais uma dose. — Ei! Esse copo é meu, Gerard Butler! — Gritei, irritada. Eu nem ao menos sabia o nome daquele homem, mas ele me lembrava tanto o protagonista de A Verdade Nua e Crua ou talvez fosse somente a bebida que eu havia ingerido para tomar coragem de falar com Tyler, tomando conta de mim.

— Uau. Minha melhor amiga virou uma fotografa e blogueira tão famosa ao ponto de conhecer Gerard Butler? — Tyler perguntou, se aproximando de mim e se sentando ao meu lado.

— Eu não conheço Gerard Butler. Você deve conhecer Gerard Butler. — Constato, me virando para ele. — Você conhece Gerard Butler?

— Não conheço, mas depois de ouvir tantas vezes o nome dele em uma frase, acho bem capaz de conhecê-lo. A orelha dele deve estar mais vermelha que um pimentão.

— Não exagere. — Peço, fazendo sinal para o barman aka meu eterno Mike Chadway voltar. Mas, ao invés de esperar que eu peça algo, ele somente pergunta o que Tyler quer, indo preparar a bebida, enquanto o observo se afastar, feito boba.

— Ei, amigo, você se esqueceu de perguntar o que ela quer. — O vocalista diz para o barman, apontando para mim, e em resposta Mike nega com a cabeça.

— Para ela eu não vendo mais por hoje. — Ele diz, deixando Tyler confuso.

— Porque ele disse isso? — Meu melhor amigo pergunta, depois que Mike o entrega a cerveja.

— Talvez eu tenha bebido demais. — Digo, dando de ombros.

— E porque você faria isso há essa hora, em um dia de semana?

— E por acaso existe hora para beber? — Pergunto, tentando mudar de assunto, mas ele arqueia a sobrancelha, não satisfeito com a resposta que dei. — Porque eu precisava de coragem para falar com você. — Confesso, fazendo-o ficar sério no mesmo instante.

— Lua, você está começando a me deixar preocupado. Não me diga que você também está grávida? Se for isso, eu assumo a criança. Não vou te deixar passar por isso sozinha, principalmente se tive participação nisso. — Ele diz, balançando a cabeça. — Eu devia ter usado camisinha daquela vez. É só que…

— Tyler, calma, eu não estou grávida. — Afirmo, interrompendo-o, e ele respira, aliviado, até se tocar de que se não era isso, era algo de que ele não fazia a menor ideia. — O que eu preciso falar é outra coisa.

— Tipo o que? — Ele me incentiva a falar, nervoso, e respiro fundo, continuando:

— Bom, eu não tenho certeza, mas acredito que você já saiba que Tomoya voltou do Japão. Ele foi falar comigo depois da festa do Shawn, quando eu fui embora, e isso acabou me fazendo pensar em muitas coisas, sabe? Coisas das quais eu não tinha me dado conta até aquele momento. Sem contar em uma conversa que tive com Bia, que acabou me fazendo tomar uma decisão. Mas antes de te falar qual foi, eu só queria que saiba que não quero machucar nem a você nem a ninguém nessa história. Então…

— Nossa amizade colorida acabou. — Ele me interrompe, completando o que eu dizia, sem reação. — Você voltou com Tomoya. Não tem porque continuar com isso, não é mesmo?

— Eu não voltei com Tomoya. O que eu estava tentando dizer é justamente isso. Eu decidi não ficar com ele, mas também não continuar com o que estávamos fazendo. Eu quero ser sua amiga, mas em uma amizade como essa, não dá. Eu preciso desse tempo para mim. Para voltar a ser quem eu era.

— Você fala como se eu tivesse despertado um lado ruim em você.

— Não é isso. Eu só preciso me reaproximar da Bia, descobrir o que eu quero, mas principalmente, parar de mentir.

— Você está tão preocupada com isso, mas já parou para pensar que talvez ela também tenha te contado algumas mentiras?

— Do que você está falando?

— De nada, Lua. — Ele responde, balançando a cabeça e bebendo um gole da cerveja. — De nada.

— Nem me venha com essa, Tyler. Você começou, agora termina. — Digo, séria. — O que você sabe que eu não sei?

— Bia não tem certeza de quem é o pai. — Ele solta a bomba de uma vez, me fazendo encara-lo, perplexa. — Josh me disse que ambos desconfiam de que, se Toru não for o pai, possa ser ele.

— Como? Da última vez que eles fizeram, não tem como ter sete…

— Da última vez que nós ficamos sabemos, mas houve outra vez no apartamento de vocês. Pelo que entendi, eles iam gravar um vídeo para o canal dela e beberam demais, depois não se lembram de terem feito ou não. Só sabem que a paternidade desse filho é uma incógnita. — Tyler completa, pedindo outra cerveja para si mesmo.

— Eu não acredito que Bia me escondeu isso.

— Escondeu. — Ele responde, agradecendo a Mike logo em seguida pela cerveja que ele havia trago, como Tyler pediu. — E agora? Ainda se importa por mentir?

— Tyler, por favor, tenta entender. Não é sobre quem mentiu, mas como me sinto culpada por fazer isso.

— Eu entendo Lua. Pode ter certeza de que entendo. Afinal, eu também estava mentindo para o meu melhor amigo. — Ele declara, se levantando. — Agora se me der licença, eu preciso ir. Combinei de mostrar uma música nova que compus ao Josh. — Ele diz e sorri desanimado para mim, deixando o dinheiro no balcão e se afastando. Eu o observo sair do bar onde marquei encontra-lo e respiro fundo, pegando a cerveja que ele havia deixado ali.

— Eu só não vou reclamar, porque pelo visto você precisa disso. — O barman comentou, se aproximando de mim com um pano de prato na mão para continuar limpando o balcão.

— Você ouviu tudo, Mike?

— Mike? Meu nome não é Mike.

— Esqueça. — Peço, bebendo mais um gole da cerveja e ficando quieta. O barman, no entanto, respira fundo, começando a falar:

— Mas sim. Eu ouvi. Apesar de que bastava ver a forma com que seu amigo saiu, para entender que havia algo de errado. — Mike para de limpar o balcão, olhando sério para mim enquanto fala, antes de voltar a limpa-lo. — Você gosta dele?

— O que? Não. Somos apenas amigos. No momento, literalmente somente isso. — Digo, mais para mim mesma do que para ele.

— Não parece. Você se preocupou demais com como seu amigo ficou depois do que disse a ele.

— Justamente por isso. Não quero perder a amizade dele por ter avançado o sinal da amizade.

— É Lua, né? — Ele pergunta, voltando a olhar para mim, e assinto, sem saber onde ele queria chegar com aquela pergunta. — Porque então você não fala isso a ele? É melhor do que ficar aqui se embebedando mais ainda e escutando conselhos de um cara que nem mesmo manter um relacionamento consegue.

— Se você acha errado que eu siga seu conselho, porque está me dando um?

— Porque, pelo visto, você não é tão santinha quanto sua aparência demonstra. Dá para ver que existe uma parte de você com um forte para coisas erradas, então erre, mas faça o que seu coração acha certo.

— Meu coração quer algo que pode destruir outra amizade. Eu tenho mentido para essa amiga e se eu ficar com ele, terei que continuar mentindo para dar certo.

— Não é ocultar algo de alguém que vai fazer dar certo. Isso são vocês quem fazem. Acredite. Tenho experiência suficiente nisso para saber do que estou falando.

Bebo o último gole da cerveja e a coloco no balcão, pegando minha bolsa.

— Quer saber, Mike Chadway? Você pode falar o quanto quiser que não é bom em dar conselhos, mas eu discordo completamente. — Afirmo, sorrindo e entrego a ele o dinheiro do que consumi, me virando para sair dali.

— Ei, meu nome não é Mike! — O barman grita e viro para ele, ainda sorrindo.

— Eu sei!

~ x ~

Eu saí do bar na esperança de encontrar Tyler por ali. Eu sabia que havia mais chances dele ter ido embora, mas eu estava bêbada e não conseguia raciocinar tão bem quanto no meu estado normal, então qualquer solução rápida e prática para resolver minha vida, me parecia a melhor.

Olhei mais uma vez, sentindo as esperanças sumirem, quando senti um gosto ruim na boca e, de repente, estava colocando tudo para fora ali mesmo, na calçada. Algumas pessoas passaram, me olhando com nojo, até que alguém parou ao meu lado, me fazendo limpar o rosto com a mão e olhar para ver quem era, envergonhada.

Mas toda a situação se tornou pior quando reconheci Tyler, me encarando, preocupado.

— Eu não devia ter te deixado sozinha. — Ele se culpou. — Você bebeu mais?

— Sua cerveja. O resto que sobrou.

— Droga, Lua. Você sabe que é fraca para bebida.

— Eu sei. Eu só…

— Vem. Levanta. — Ele pede, me ajudando a levantar e ignorando o que eu dizia. Mais uma vez Tyler estava cuidando de mim, como se fossemos muito mais do que melhores amigos. Como se fossemos ligados por sangue ou um sentimento daqueles que te faz querer abraçar a pessoa bem perto e cuidar com todo o carinho e amor do mundo, exatamente como eu sentia que ele fazia quando estávamos bem perto, sem conhecidos, mesmo que não houvesse um sentimento de amor como esse entre nós.

— Para onde você vai me levar? — Perguntei, caminhando com ele pelas ruas.

— Para o meu carro.

— Eu estou toda suja, Tyler. Além de sujar seu carro, se eu chegar assim com Bia em casa, ela vai querer saber o que houve e eu não posso dizer que bebi demais para terminar essa nossa amizade colorida.

— Por isso você vai para o meu apartamento.

— Tyler, eu não vou dormir com você.

— Eu sei. Nem eu com você. — Ele diz e abre a porta do carro, me ajudando a entrar. Eu agradeço, sorrindo, e ele me obriga a colocar o cinto assim que entra no carro, afirmando que se sujar, ele tem dinheiro suficiente para mandar alguém lavar depois.

— Ok, majestade. — Faço piada, enquanto ele começa a dirigir pelas ruas de Los Angeles para o próprio apartamento.

Em poucos minutos, já estamos dentro do estacionamento. Eu o observo saltar do carro e faço o mesmo, seguindo-o até o elevador. Depois, tudo parece ficar distante demais para que eu possa me lembrar dos detalhes mais precisamente em seguida. Eu me lembro de nós subirmos e pararmos no hall de entrada, nos encarando. Eu hesitando entre perguntar algo ou não e ele me observando como se soubesse que eu queria dizer algo ou talvez, ele quem quisesse.

— Porque você está cuidando de mim desse jeito, mesmo depois do fora que teu dei? Tudo bem que você não está interessado em mim, mas mesmo assim, foi um fora. — Pergunto, após alguns segundos pensando se falo ou não.

Ele engole seco e respira fundo, fechando os olhos antes de começar a falar, abrindo-os novamente.

— Aí é que está o problema, Lua. Eu posso não estar apaixonado, mas que eu estou começando a me interessar por você, eu estou. E por gostar tanto dessa garota incrível que você é, eu não posso deixa-la se acabar assim na minha frente e não fazer nada. Os outros caras talvez se importasse mais com ter levado um fora, do que com o que estava acontecendo com a melhor amiga, mas eu não sou assim. Nossa amizade veio muito antes de qualquer sentimento da minha parte, então seja lá o que você for fazer com ele, no momento, eu vou te preparar um café, te entregar e depois você vai tomar um banho para eu te levar para casa.

— E a minha roupa?

— Acho que ainda tenho uma camisa e um short jeans que você esqueceu aqui. Você pode usa-los. Não tem mais porque eles estarem aqui.

Sorrio, quase não notando o tom triste em sua voz, até relembrar tudo isso, um pouco mais tarde.

— Você é o melhor, Tyler! — Declaro, ainda um pouco zonza pela bebida.

— Descanse. — Ele responde, finalmente, após alguns segundos em silêncio e beija minha testa, se afastando para preparar o café, enquanto me sento no chão da sala, com medo de sujar o sofá.

Depois as imagens voltam a ficar confusas e pouco me lembro do que aconteceu. Talvez eu tenha tomado o café e um banho, me sentando ao lado de Tyler no sofá, enquanto secava o cabelo e o via assistir um programa de culinária, sentindo-o desviar o olhar para mim em alguns segundos. Assim que fiquei pronta, o avisei e ele desligou a TV, pegando a chave do carro para me levar para casa.

Alguns minutos de viagem. Uma parada no posto de gasolina. Uma música tocando no carro. Tyler cantando Falling Too. Ele parando em frente ao meu prédio, me esperando sair. Eu o encarando, em duvida sobre o que fazer. E na forma inconsequente que sou quando a bebida ainda está sobre o controle do meu corpo, seguro o rosto de Tyler com as duas mãos e o viro para mim, beijando-o. Ele corresponde, segurando firme na minha cintura e aprofundo o beijo, até alguém buzinar, fazendo com que nos afastássemos, envergonhados.

— É melhor eu ir. — Digo.

— Até amanhã, melhor amiga?

Sorrio e assinto.

— Até amanhã, melhor amigo.


Notas Finais




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