História Columbine - Capítulo 11


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Agatha, Bullying, Cherie, Colorado, Columbine, Drama, Dylan Klebold, Eric Harris, Massacre, Massacre De Columbine, Romance, Suspense, Violencia
Visualizações 215
Palavras 3.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


OOOLÁ, MUNDOOOO! Como vocês estão? Espero que bem dkjfhadf
eu tô um lixo que esqueceram de jogar no caminhão. PQP! Essa semana eu mais que fodida, eu estou SUPER MEGA ULTRA FODIDA. Tô com trabalhos e provas até o pescoço, já que é a última semana antes das férias e to com medo de ficar de recuperação de novo (fiquei só em uma no ano passado e acreditem, foi por culpa do prof u.u juro)
Com isso, decidi postar esse cap GIGANTE para vocês se deliciarem com um casalzinho querido: CHERIC!
Perdoem qualquer erro ou algo assim, é que eu tenho uma prova super difícil e mais um trabalho pra amanhã e não consegui revisar direitinho u.u
GENTEE, COLOQUEI UM VÍDEO DA CHERIE NAS NOTAS FINAIS! VEJAM, PORQUE É MUUUITO LEGAL!
espero que gostem...
boa leitura!

Capítulo 11 - Car Wax Commercial


Fanfic / Fanfiction Columbine - Capítulo 11 - Car Wax Commercial

Eric não entendeu nada a princípio, mas passou seus braços em volta da minha cintura e correspondeu o beijo sem protestar. Com aqueles saltos eu fico praticamente da sua altura, então foi bem fácil colocar minhas mãos em sua nuca, acariciando-a. Eu sentia sua língua percorrer minha boca com uma maestria extraordinária. O gosto de nicotina era evidente, mas não me importei, porque estava me sentindo no paraíso. Eric mordia o meu lábio inferior e eu o arranhava um pouco. Esse beijo foi mais selvagem do que o nosso primeiro e assim como este, nos separamos um tempinho depois devido à maldita falta de fôlego. Eric me olhava surpreso e aquela careta me fez rir.

— Então cara, a gente se vê no domingo. — Mike disse. Virei minha atenção para os rapazes e percebi que estão surpresos tanto quanto Harris.

— É, e não se esqueça de que vamos gravar... — Erik foi interrompido por um soco leve dado por Nate - Aí!

— Fica quieto, cara. — Nate puxou Erik para longe e eu só conseguia rir daquela cena. Quando os rapazes se afastaram voltei a encarar Eric.

Fiquei com as mãos em volta da nuca de Eric e as suas na minha cintura. Observei sua boca e noto que está um pouco manchada de batom. Jesus, se a dele está assim imagina a minha. Devo estar parecendo o Coringa de Batman: O Cavaleiro das Trevas. Corei um pouco e, do nada, ele cola seus lábios com os meus novamente. Dessa vez, foi um beijo um pouco mais calmo como se estivéssemos perpetuando o momento ou apenas experimentando um ao outro. Senti suas mãos apertarem a minha cintura e aproximar ainda mais o meu corpo ao seu. Finalizei o beijo com pequenos selinhos e observei seus olhos acinzentados fixos aos meus.

— Espero que tenha ficado bem claro o que eu quero. — falei com calma e ele riu.

— Ficou mais do que claro. — sorriu — Você não trouxe nada para se cobrir? Não que eu não goste do que estou vendo... — ele me olhou de cima para baixo maliciosamente — Mas não gosto que os outros olhem. — arqueei a sobrancelha e ri.

— Bom, eu tenho o meu sobretudo, porém, acabei deixando numa cadeira perto de Dylan. Ele vai me entregar depois... O que aconteceu depois que eu fugi?

— O diretor quase tinha cortado energia para tentar acabar com o seu discurso. O coroa disse que era para esquecermos tudo isso e mais um monte de merda sem importância. — Eric passou seu braço pelo meu ombro nu e me levou para perto do seu carro — O que você falou foi até legal... Mas eu não tenho esperanças de que mude alguma coisa.

Franzi o cenho e balancei a cabeça.

— Você me enoja. — falei brincando e ele riu — Precisa parar de ser pessimista, Eric. As coisas só vão acontecer quando realmente acreditar. — foi a vez dele de arquear a sobrancelha e me olhou de forma indecifrável — Tudo bem, vou fingir que você acredita.

— Sua roupa é bem... — ele me olhou de cima para baixo e abriu um sorriso malicioso.

— Provocante? A ideia era chamar a atenção de todos. — dei de ombros — Acredita que vão colocar uma foto minha no jornal do colégio? Um garoto e uma garota apareceram quando eu estava fumando.

— Desde quando você fuma? — perguntou.

— Não sei... Se não me engano já faz dois anos. Não sou uma fumante assídua se é isso que está pensando. — cruzei os braços e olhei para as estrelas — Belas, não?

— O quê?

— As estrelas. Parece um pouco idiota, mas eu gosto de olhá-las. Hoje elas parecem diamantes. — sorri, enquanto as olhavam. Virei à cabeça para encarar Eric, que estava com o braço em cima do meu ombro, e sorri ao perceber que contemplava os brilhantes da noite. Um vento frio bateu contra o meu corpo e me fez tremer um pouco. "É o sinal anunciando que devo ir para casa", pensei — Eu tenho que ir. Falei para a minha tia que voltava logo.

— Precisa mesmo ir? — perguntou contrariado.

— Se eu não quiser ficar de castigo de novo, sim. Provavelmente, a direção da escola já deve a ter comunicado sobre a apresentação. — expliquei, fazendo o rapaz olhar para o chão, notavelmente aborrecido — Ei, — pego seu rosto com minhas mãos — eu te ligo assim que chegar. Prometo.

Eric deu um meio sorriso e assentiu antes de voltar a me beijar. Coloquei minhas mãos em seu peito e o deixei apertar minha cintura. Caralho, isso é muito bom! Ele tentou colocar a mão na minha bunda, mas o impedi antes que conseguisse; Ele riu no momento em que dei um tapa no seu braço e continuou a me beijar. Após certo tempo, nos separamos e eu o abracei.

— Até daqui a pouco, street boy. — falei, antes de me separar e começar a me afastar.

— Tchau, loirinha. — sorriu de canto e cruzou os braços.

O observei uma última vez se encostar-se a seu carro com os braços cruzados, olhando eu me afastar. Eric fica assustadoramente sexy daquele jeito. Fui até no meu carro e quando entrei nele, me olhei pelo retrovisor.

— Não ficou tão borrado assim. — falei sozinha — Só preciso encontrar um batom novo.

 

 

(...)

 

 

— O que aconteceu com o seu batom? — tia Agatha perguntou com os braços cruzados, fazendo o papel de mãe preocupada e superprotetora.

— Eu acabei comendo e borrei. — menti descaradamente.

— Hum... O diretor da sua escola ligou. Ele estava fulo da vida e disse que segunda-feira, antes de começar as aulas, é para a senhorita aparecer em sua sala. A coisa ficou feia pra você. — ela abriu um sorriso largo e parecia muito contente — Precisa me dizer o que você disse para aquelas pessoas.

— Agatha, tias normais estariam surtando com a ligação do diretor. Qual o seu problema? — brinquei e ela riu alto.

— Me diz logo! O que falou para eles?

— Apenas verdades... Questionei os alunos e a escola por não fazerem nada para mudar as coisas. Digamos que comecei uma revolução, mas não sei se vai dar muito certo. Pelo menos fiz a minha parte e deixei isso bem claro. — coloquei as mãos na cintura e sorri vitoriosa.

— Eu sabia que você seria capaz de lidar com essa missão! — a ruiva veio rapidamente até a minha direção e me abraçou com força.

— Tia Agatha, eu ainda gosto de respirar... — falei com dificuldade. Agatha me soltou e olhou no fundo das minhas orbes.

— Parabéns pelo sucesso de hoje. Seus pais estariam orgulhosos de você. — sorriu.

— Certamente... — suspirei — Vou para o meu quarto. Boa noite. — a abracei com delicadeza.

— Boa noite, minha querida cereja explosiva. — se afastou e voltou a assistir TV.

Subi as escadas com cuidado, devido o salto alto, e assim que cheguei ao meu quarto, o tirei; Adentrei no banheiro, tirei a roupa e entrei no chuveiro. A água caía com perfeição sob a minha pele pálida e macia. Tratei de demorar um pouco, já que queria lavar o cabelo — sim, eu sou o tipo de garota que lava o cabelo bem na hora de dormir e não tenho medo de contrair fungos na raiz.

Quando termino de vestir um pijama confortável, começo a minha busca pelo pequeno papel com o número de Eric. Por que eu tenho quer ser tão desorganizada? Jesus! Depois de 10 minutos de procura, finalmente o encontro entre o meu livro de Calculo.

Peguei o telefone, deitei na cama e disquei o número. Passei a mão pelo cabelo molhado e percebo que está cheio de nós. Levanto da cama para procurar uma escova para pentear o cabelo e, sem querer, acabo batendo com o dedo mindinho na ponta da escrivaninha ao lado da cama. Infelizmente, no mesmo instante que eu gritei de dor, Eric atendeu ao telefone.

— AÍ! — arfei de dor e me sentei rapidamente na cama, massageando o dedo.

— Cherie? — o ouvi perguntar.

— Espera um segundo, acabei de bater o meu dedo mindinho na escrivaninha. — ele deu uma risada fraca. Depois de 1 minuto massageando a área afetada, a dor foi indo embora — Pronto. Eu ia pentear o meu cabelo, mas parece que a vida não quer que eu faça isso.

— Então, — disse, depois de rir um pouco mais — por onde começamos?

— Não sei... Mas eu tenho a noite inteira. — sorri.

 

 

(...)

 

 

Estado atual das coisas: eu não faço a mínima ideia do que estou fazendo com a minha vida. Tia Agatha nem desconfia — acredito eu — do meu envolvimento com Eric e prefiro deixar as coisas assim, apenas contando pequenas e doces mentiras. Nem consigo imaginar o que aconteceria se a ruiva descobrisse... Enfim, eu não sei o que sinto por Eric, mas é algo diferente e selvagem, assim como ele.

Eric me disse que ficou interessado por mim desde a primeira vez em que me viu e ouvir aquilo me deixou um pouco perplexa. Bom, não que eu duvide da minha beleza, mas sim do fato de ele sentir algo já que é um suposto psicopata; E quanto a este fato, estou começando a questionar se é verdade... Eric pode ser sádico, estranho e violento, mas não sei agora se chega a ser um psicopata.

Na sexta-feira à noite, depois da apresentação, conversamos por horas e horas — mentira, eu acho que foram apenas 2h30min. Ele deixou bem claro o seu ódio em relação à vida e mostrou um pouco do seu lado não gentil. Se eu disser que continuei o achando atraente mesmo depois do que disse serei considerada insana?

Eric me chamou para sair no sábado, mas eu não pude, pois tive que cortar grama (se pensas que cortar grama é a coisa mais fácil do mundo é porque nunca usou um cortador da década de 90. A coisa é nível hard). No fim daquele dia, eu estava morta de cansaço. No domingo, Eric tinha combinado, a um tempo atrás, de gravar um vídeo com os amigos. Ele disse que era um tipo de zoação para um "comercial novo" de cera para carro. Óbvio que se referia ao Car Wax Commercial, vulgo WHAT THE HELL ARE YOU DOING TO MY SISTER'S BIKE?!

Harris me chamou para participar e é claro que eu aceitei. Pode parecer loucura, mas eu sempre morri de rir quando assistia a esse vídeo. Avisei tia Agatha sobre a minha saída e a mesma ficou feliz pelo andamento da missão... Eric me passou o local da gravação e como sempre, eu estou atrasada, mas quem se importa, não é? Acho que sou a pessoa mais atrasada do mundo, porém, não faço isso de propósito — só às vezes.

Agora cá estou eu, andando pela rua pouco movimentada usando uma camisa cinza curta de mangas cumpridas, calça jeans de cintura alta, cinto marrom e os famosos Doc Martens pretos. Pela primeira vez, saio de casa sem usar batom e confesso que me sinto estranha como se me sentisse incompleta. Loucura, não?

Ultimamente, meu cabelo está colaborando — liso e com as pontas para dentro — e estou surpresa com isso. Por sorte, o local da gravação não ficava muito longe da casa do Harris, o que me ajudou bastante e não fez eu me perder. Ouvindo I Wanna Be Where The Boys Are, das The Runaways, me aproximo de um mercadinho, aparentemente abandonado há um tempo, e mesmo ouvindo música, consigo ouvir o barulho de algo se quebrando. Quando me aproximei mais ainda, vejo a câmera — de um modelo que não sei definir, mas é da década de 90 — em um tripé e perto dela, alguns rapazes: Mike e Erik, além de duas garotas. Reconheço uma delas de longe: Alanna Hayes.

Eric e Dylan estão batendo na bicicleta, já manchada de tinta spray. O barulho da marreta contra o metal quase me deixou surda — infelizmente, sou uma pessoa com ouvidos sensíveis para certas coisas. Tirei os fones de ouvido e fiz uma careta; Fiquei próxima a eles e coloquei os braços na cintura. Mike nota a minha presença e sorriu assim que me vê.

— Eric, sua garota chegou. — falou alto, fazendo todos olharem para mim. "Sua garota"... Agora vão me taxar de "garota do Eric"? Isso é novidade pra mim. Dei um sorriso mecânico e um breve aceno. Percebo que Alanna me olhou de cima para baixo, como se estivesse me analisando, com a sobrancelha arqueada, mas sorriu me cumprimentando.

Eric, que estava batendo na bicicleta com uma faca de combate, olhou para mim e um largo sorriso ocupou sua face. Logo, parou o que estava fazendo e veio até a mim.

— Loirinha, você veio. — falou antes de me dar um selinho — Achei que tinha desistido.

— Como poderia não vir? Eu tenho um problema com o relógio. — me estiquei para ver a bicicleta e ergo as sobrancelhas, impressionada — Parece que já fizeram a maior parte do vídeo.

— É, eu achei que você não fosse mais aparecer. — ele caminhou comigo até ficarmos ao lado da câmera — Continue, Dylan. Tenta acertar o assento.

— O quê? — Dylan perguntou.

— O assento.

O rapaz alto continuou a bater na bicicleta, mas parece até que ela é de vibranium, uma vez que só houve um "leve" estrago feito no assento. Depois, foi a vez de Eric com a marreta. Assim como no vídeo do YouTube, o loiro levantou a marreta para o alto e acertou com força a estrutura metálica; Repetiu os golpes mais umas duas vezes e depois voltou a ficar ao meu lado.

— Olhe. — disse Eric arrumando o zoom.

— Está gravando. — Veik conferiu a câmera. Mike levantou a bicicleta e fez a típica pose de comerciais.

— Diga algo. — Eric colocou as mãos na cintura.

— Como o quê? — Mike perguntou.

— "Depois de tudo isso, veja como ele mantém seu brilho." — falei, sem querer. Eric olhou para mim e riu.

— Exatamente!

— Depois de tudo isso, veja como ele mantém seu brilho. — Mike repetiu.

— O.K, faça de novo. Dylan, cala a boca. — Eric falou. Não consegui me controlar e ri um pouco alto. Dylan, que conversava com Veik perto de onde está Mike, parou de falar no mesmo instante.

— Por que você está perguntando...

— A sua gravação. — Eric interrompeu Veik.

— Faça isso então. — Veik saiu de perto de Dylan e veio para o meu lado — Sabe mexer com câmeras, Cherie?

— Ah, não muito. — não com as desse século — Sou melhor com organização.

— Dylan, ainda estamos gravando. — Eric avisou.

— Ainda estamos gravando, Mike. — Veik alertou.

— Está bem, você está pronto? — Mike perguntou e Eric assentiu.

— Depois de tudo isso, veja como ainda mantém seu brilho. — Mike estava parecendo àqueles comerciantes de produtos baratos. Passou um segundo e nada aconteceu. Todos começaram a rir e questionar o que era para ter acontecido.

— Tudo bem, faça de novo. — Veik pediu e Eric concordou.

— Cherie, você quer fazer isso? — Mike perguntou. Veik foi para perto da posição onde Dylan deveria ter aparecido.

— Não, você fica muito melhor falando. — passei a mão pelo cabelo e sorri.

— O que, diabos, você está fazendo na minha bicicleta? — Dylan exclamou como se estivesse ensaiando, fazendo Alanna gargalhar alto.

— Cala a boca, puta. — Eric brincou.

— Vai à merda. — a garota cruzou os braços e continuou rindo, mas de forma controlada. Harris só balança a cabeça e ri. Arqueei a sobrancelha e olhei para os dois; Muito peculiar esse relacionamento entre Alanna e Eric...

— Dylan, você faz isso. Grita: o que você está fazendo com a bicicleta da minha irmã? — Eric colocou seu braço direito sob o meu ombro e relaxou.

— E você aparece com a marreta. — disse Mike.

— Eu vou fazer isso com o bastão de baseball. — Dylan levantou o bastão e sorriu.

— Seria interessante se Dylan gritasse: o que, diabos, você está fazendo com a minha bicicleta? — sugeri, olhando para Eric.

— Na verdade, é a bicicleta da minha irmã. — Veik corrigiu.

— Quem se importa? — Michelle, a garota que aparece no vídeo original, fez uma careta.

— Você tem que gritar. Dylan pode gritar muito bem. — Eric disse para o rapaz alto.

— Eric, ainda está gravando? — Mike perguntou, enquanto voltava para a sua posição.

— Ah, sim. — Eric tirou o braço do meu ombro e foi conferiu a câmera.

— Certo. Pronto? — Eric assentiu e Mike voltou a fazer a pose engraçada — Depois de tudo isso, veja como ele mantém seu brilho.

— O QUE, DIABOS, VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A BICICLETA DA MINHA IRMÃ?! — Dylan gritou e segurando o bastão, pronto para abater. Mike gritou correndo e Dylan o perseguiu.

— Tudo bem, isso é bom. — Eric olhou a tela da câmera e voltou a falar: — Na verdade, Dylan provavelmente deveria estar na foto.

— Na tela. — Veik o corrigiu — Ele nem estava na tela ao lado dele.

— Só é ele ir mais para a direita. — apontei para o lugar onde poderia aparecer.

— Grite e faça novamente. — Eric ordenou.

— Tudo bem, tudo bem, tudo bem. — Dylan voltou para a posição inicial.

— Dylan, um passo mais para a direita e então você grita. — Harris explicou.

— Oh, então eu... — Dylan apontou para a posição que o loiro havia explicado.

— Sim, isso é bom. Saia da câmera agora.

— Certo. Eu ando, grito e o sigo. — o rapaz alto refez tudo o que teria que fazer.

— Quando Mike começar a falar, você continua, grita e o persegue. — Eric gesticulou.

— Na nossa frente. — Alanna completou.

— Volte mais Dylan. — o rapaz saiu do alcance da câmera — Isso é bom. Continue.

— Está bem, você está pronto?

— Sim. — Eric se abaixou um pouco e observou tudo pela tela.

— Depois de tudo isso, veja como ainda mantém seu brilho. — Mike sorriu. Dylan surgiu com o bastão e gritou:

— O QUE, DIABOS, VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A BICICLETA DA MINHA IRMÃ?!

Mike gritou desesperado e correu. Logo atrás dele, Dylan o perseguiu com o bastão. Cruzei os braços e comecei a rir como uma idiota.

— Isso, ótimo! — Eric comemorou.

— Lindo. — Veik concordou — Eric, você a desliga.

— Vem aqui. Eu não sei desliga-la. — falou, se referindo à câmera.

Depois que guardaram as coisas em seus carros, acompanhei Eric até o seu veículo.

— Então... Quer ir para a minha casa jogar? — perguntou, colocando o braço no meu ombro.

— Eu não vou jogar novamente, porque sou uma vergonha naquele jogo. — ele riu, enquanto se afastava de mim para ir até a porta do motorista — Mas posso ficar olhando você jogar.

Eric franziu o cenho, mas não discordou.

— Alguém poderia me levar pra casa? — Alanna perguntou — Eric é praticamente meu vizinho, mas está ocupado.

Olhei-a de cima para baixo e fiquei séria. Se Alanna pedisse carona para Eric, eu começaria a suspeitar dela... Não que pedir carona seja um sinal de que tem interesse em alguém, mas sim, da forma como os dois se tratam. Parecem que são próximos até de mais.

— Eu te levo Ranna. — Dylan disse subitamente. Ranna? Que porra é essa? Resolvi não ligar para isso e apertar o "Foda-se".

Entramos no carro e partimos rumo à residência Harris. Conversamos um pouco sobre tudo, até que, enfim, chegamos a sua casa. Como da última vez, Eric abriu a porta dando espaço para que eu pudesse passar.

— Mãe? — chamou e uma mulher saiu da cozinha.

— Já chegou Eric... — ela olhou para mim e sorriu — e amiga. Qual o seu nome?

— Cherie Austen. — falei, sem graça — E o seu?

— Katherine Harris, mas pode me chamar de Kathy.

— Mãe, vamos ficar no meu quarto jogando. — Eric disse, antes de colocar sua mão com a minha e me puxar, com um pouco de brutalidade, para perto da porta do seu quarto. Tenho que confessar: senti um arrepio devido ao seu toque.

Descemos as escadas e assim que ficou diante de mim, Eric colocou suas mãos na minha cintura.

— Você não queria jogar? — perguntei, percebendo que seus olhos estavam fixos na minha boca.

— Eu vou, mas não agora.

Eric se inclinou e me beijou. Apoiei meus braços em seus ombros e o beijei com fervor. O rapaz tateou minhas costas e me apertou ainda mais contra seu corpo. Ergui um pouco a perna e ele me puxou para cima, me segurando pelas coxas. Eric caminhou até a sua cama e me deitou na mesma, ainda me beijando. De alguma forma mágica, consegui inverter as posições e fiquei em cima dele. Eric tentou erguer a minha blusa, mas eu o parei.

— Ei, espera. — falei com calma e ofegante — Acha que sou fácil, é? Sexo só depois do casamento. — falei e ele riu. Eric colocou uma mão nas minhas costas e a outra na minha coxa.

— Tudo bem, eu caso com você. — falou rindo.

— Sério? Então saiba que o nome do nosso primeiro filho vai ser Tiburtino. — coloquei os braços em volta do seu rosto e olhei no fundo de suas íris acinzentadas.

— Que porra de nome é esse? — perguntou rindo.

— O que foi? Nosso filho teria o melhor nome do mundo. — continuei a brincadeira.

— Você é engraçada, loirinha. — ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha e sorriu — E pesa muito.

— Você é um idiota, Harris. — falei, antes de beijá-lo novamente. Ele apertou um pouco a minha bunda e me impulsionou para frente. Eric mordia levemente o meu lábio inferior e eu seguia o seu ritmo durante o beijo. Quando senti que as coisas estavam esquentando mais ainda, dei um selinho rápido e me afastei — Vamos fazer algo interessante.

Saí de cima dele e caminhei pelo quarto.

— Já estávamos fazendo algo interessante. — ele se sentou e bufou.

— Como eu falei: sexo só depois do casamento. — coloquei as mãos na cintura e abri o guarda-roupa do rapaz — Olha só quanta camiseta bonita.

Peguei a famosa camiseta preta do KMFDM, a apertei contra meu corpo e fiz uma pose engraçada.

— Eu já te falei que também gosto dessa banda? — ele negou — Pois é. Eu gostei bastante quando a ouvi. E olhe só, eu fico melhor nessa camiseta do que você.

— Engraçadinha. — ele balançou a cabeça e eu só consegui rir. Voltei a observar suas camisetas, até que sinto suas mãos na minha cintura e sua respiração próxima do meu rosto — Você tem cheiro de cereja.

— É o destino. Meu nome parece Cherry (cereja). — dei de ombros. Ele tirou o meu cabelo da nuca e começou a beijar o local. Fechei os olhos e apenas aproveitei a sensação de sentir sua boca sob a minha pele. Estava tudo maravilhoso, até que Eric dá um chupão. — Filho da mãe!

O rapaz riu e se afastou.

— Você me arranhou naquele dia. As pessoas perguntaram o que tinha acontecido, sabia? — semicerrei os olhos e cruzei os braços — O que quer fazer? — perguntou, enquanto sentava na cama.

— Poderíamos assistir a um filme. — sugeri — Eu sempre quis assistir Pulp Fiction.

— Você nunca assistiu Pulp Fiction? — neguei com a cabeça — Em qual planeta você vive? Senta aqui, garota. — apontou para o sofá, perto da cama — E se prepare para assistir a uma produção incrível. — sorriu e foi procurar o filme.

Eu sei que o que estou fazendo não é certo, mas não consigo parar. Não acredito nesse lance de alma gêmea, mas gostaria de poder encontrar alguém que possa estar ao meu lado... Será que esse alguém poderia ser Eric Harris? Ou melhor, será que eu sou esse alguém para ele?


Notas Finais


O QUE ACHARAM??? COMENTEM!!
Leitores fantasmas: APAREÇAM!!
Gente, se tudo der certo, semana que vem já estarei de férias e com uns caps incríveis pra vocês S2
Como notaram, sou fã das The Runaways dkjfhakgja

VÍDEO DA CHERIE: https://www.youtube.com/watch?v=_q9DCXDI9Bg

(eu sei que aparece noora, mas vamos fingir que é a Cherie, okay?)
enfim, acho que é isso... Vou responder todos os comentários dos caps anteriores e me perdoem por demorar tanto pra responder, é que eu realmente estou super ocupada...
ADORO TODOS VOCÊS S2
beeeeeeeeijos! ♥


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