História Com amor, Eu - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amizade, Casamento, Família, Gravidez, Romance, Traição
Exibições 3
Palavras 1.944
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oieeeeeeeeeeeeeee!
Só para constar, vou fazer questão de dizer nem que seja um "oi" nas postagens até o capítulo 5 hehehehehe
~fui~

Capítulo 2 - Capítulo 1


           "Open bar hj, Léo. Tá a fim?" A mensagem de Jonas apareceu na tela do meu celular dois segundos depois de ligar o roteador Wi-Fi.

           Não, eu não estava nada a fim, mas não disse isso. Apenas enviei "Dor de cabeça infernal. Não rola hj, foi mal".

           Toda sexta-feira era a mesma coisa e geralmente eu dava uma desculpa, mas hoje a dor de cabeça era bem mais real do que eu queria.

           Suspirando, joguei o celular na cama e fui até a cozinha em busca de uma boa e velha dose de paracetamol para me livrar da dor. Vasculhei em todos os armários, mas foi sem sucesso. Infelizmente havia acabado, o que significava que eu tinha que ir até a farmácia que ficava a dois quarteirões dali, se quisesse dormir direito.

           Bufando de frustração, tranquei o apartamento e caminhei até o elevador. Aguardei a descida dos treze andares até o térreo balançando as pernas nervosamente. O que me fez notar que eu ainda estava com os tênis brancos que usava no trabalho.

           Quando o elevador apitou, sinalizando que eu havia chegado ao térreo, praticamente corri para fora do condomínio de prédios Aquarela, e voei pelas calçadas rachadas de Fortaleza, em direção à farmácia 24h mais próxima.

           Já no estabelecimento, corri para a geladeira onde ficavam expostas as bebidas e peguei um copo de água. Fui até o balcão e, enquanto bebia alguns goles do líquido insípido para deixar apenas o necessário, pedi um paracetamol em gotas para a moça do caixa, que parecia estar quase dormindo e nem se preocupou em perguntar se eu tinha receita.

           Quando ela finalmente me entregou a caixinha com o frasco, rasguei a embalagem ao mesmo tempo em que dava o dinheiro a ela e pinguei as cinquenta e duas gotas necessárias no copo quase vazio.

           Peguei o troco no balcão, guardei o frasco no bolso da calça e virei o líquido de uma só vez em minha boca, depositando a embalagem de água – agora vazia – em uma lixeira perto da porta.

           Finalmente!

           O sabor agridoce do remédio foi facilmente ignorável enquanto eu fazia o caminho de volta para casa, dessa vez, sem tanta pressa. Quando cheguei ao meu apartamento, tirei a blusa e abri o cinto da calça, sonhando com um banho frio – justamente o que eu precisava para me sentir como novo. E era o que eu faria assim que desligasse o celular que tocava insistentemente desde que eu chegara.

           Fui até o quarto sem a menor vontade e peguei o aparelho, esperando que fosse apenas Jonas insistindo na festa, mas novamente fui frustrado. Outro nome piscava na tela.

           Violette.

           Gemendo, joguei a cabeça para trás e passei a mão pelo rosto. Por que ela?!

           Sem vontade de lidar com meu carma naquele instante, desliguei o celular totalmente e o coloquei para carregar, ainda que a bateria não estivesse comprometida.

           Suspirando, joguei a blusa no chão, tirei os sapatos, as meias e as calças. Depois chutei tudo para o canto da parede, que eu carinhosamente tinha apelidado de cesto de roupa suja, e fui para o banheiro vestindo apenas minha boxer branca. Lá, me despi totalmente e liguei o chuveiro, sentindo-me mais leve imediatamente. A água fria batia deliciosamente em minha pele, me fazendo arrepiar de prazer.

           Acredite, em cidades de clima quente como a capital cearense, um banho sempre é uma experiência milagrosa!

           Quando comecei a lavar o cabelo, um sono poderoso tomou conta de mim, mas resisti. Teria tempo suficiente para dormir na viagem do dia seguinte e precisava arrumar as malas.

           Desliguei o chuveiro um tanto contrariado – sabia que logo que saísse a sensação seria como entrar em uma sauna – e caminhei para o quarto com a toalha enrolada em meus quadris.

           Caminhei descalço até o quarto e vesti outra boxer. Usei a toalha para secar os cabelos enquanto vasculhava minhas gavetas e puxava roupas aleatoriamente das gavetas e as jogava na cama. Não me importava com o que vestiria enquanto estivesse em casa com minha família.

           Depois de pegar algumas cuecas e lançá-las para junto das outras roupas, alcancei minha mochila de viagens sobre o guarda-roupa e a joguei no chão. Depois, fui até a cama e peguei tudo de uma vez, sem me importar com dobrar ou separar nada e coloquei de qualquer jeito na bolsa.

           Quando estava fechando o zíper, senti cheiro de café vindo da cozinha e me empertiguei.

           Quem tinha entrado em meu apartamento?

           Por um segundo, pensei em assalto, mas então percebi que se fosse um bandido ele não se preocuparia em servir um cafezinho enquanto discutia o quanto iria tirar de mim. A não ser que ele fosse muito louco.

           Desconfiado, fui até a cozinha sem fazer barulho, esperando ver um ser celestial que havia descido à Terra para me fazer café – minha bebida favorita desde que eu havia tomado pela primeira vez na cozinha da minha avó –, mas fui frustrado, de novo. Muito pelo contrário, quem estava lá não era nada angelical.

           Na minha cozinha, usando um curtíssimo vestido vinho que grudava ao seu corpo de forma muito apelativa, estava Violette.

❤❤❤

           "Que cara é essa, Leozinho?" ela disse sorrindo. "Nem parece que sou sua namorada!"

           Pois é. Além de meu carma, Violette era minha namorada – e tinha uma cópia da chave do meu apartamento. Não que ela fosse a melhor no cargo. Ou a melhor pessoa do mundo, como ela fingia ser quando estava com minha família. Era possessiva, ciumenta, controladora e infiel.

           Combinação péssima, não?

           Como permaneci mudo, Violette apenas continuou a falar.

           "Liguei para sua mãe hoje de manhã e ela me disse que você estava indo para a Serra amanhã. Engraçado, você nem me disse nada! Esquecido como sempre!" ela disse dissimuladamente.

           "Eu estava planejando ir sozinho." respondi simplesmente, almejando voltar para o quarto e vestir alguma roupa.

           "Bem, sua mãe me convidou, então também irei." apontou para uma mala cor de rosa perto da porta que eu ainda não havia notado.

           "Certo. Eu vou no ônibus que sai às seis. E você?" implorei mentalmente para que ela fosse outro horário.

           "Oh!" ela pareceu contrariada. "Eu vou no que sai às oito!"

           "Ah!" limitei-me a dizer, tentando não demonstrar meu contentamento.

           Violette voltou-se para a pia onde passava o café e depositou o conteúdo na pequena garrafa térmica preta que eu usava para conservar a bebida. Talvez planejando formas de mudar sua passagem que certamente não dariam certo.

           Naquele momento, agradeci a preguiça dela de acordar cedo e fui para meu quarto vestir alguma coisa. Já não ficava mais à vontade em estar seminu ao lado dela como no início do nosso namoro, três anos atrás.

❤❤❤

           No dia seguinte, às quatro e meia da manhã, levantei sem esperar que Violette fizesse o mesmo e corri para tomar um banho frio. Queria lavar minha alma como havia feito na noite passada, mas com aquela mulher ali estava difícil me sentir livre do que quer que fosse.

           Quando terminei, vesti a boxer que havia levado para o banheiro, juntamente com os shorts jeans e a blusa de flanela amarela que havia escolhido para a viagem. Voltando para o quarto, calcei meu All-star preto e passei a escova pelos meus cabelos, só para não deixá-los tão rebeldes. Depois, peguei um casaco de moletom com capuz – certamente não o usaria naquele momento, mas sabia como a subida até a serra podia ser fria dentro de um ônibus com ar-condicionado, principalmente quando chegava ao começo da área de clima frio e os ventiladores se transformavam em verdadeiros instrumentos de tortura.

           Saí do quarto levando apenas o casaco e a mochila com tudo que eu precisava dentro. Felizmente, Violette não acordou.

           Fui até a sala e deixei minhas coisas no sofá, depois voltei para a cozinha e enchi uma xícara de café – ainda quente –, levei até a boca para esfriá-lo com o sopro e tomar o líquido em goles curtos. Embora Violette fosse uma péssima namorada, eu tinha que admitir que ela fazia um ótimo café. Só não era melhor que o da minha mãe.

           Quando terminei, lavei a xícara e fui escovar os dentes, saindo do banheiro logo depois com a boca ardendo por causa do creme dental.

            De volta à sala de estar, peguei minha mochila e a joguei sobre os ombros, indo até o elevador social e apertando o botão que o faria vir até mim. Entrei no cubículo móvel, que já tinha dois passageiros, e aguardei a descida até o térreo. Saí do condomínio e fui esperar o ônibus que me levaria até o terminal onde tomaria o transporte que me levaria até Mulungu, minha cidade natal.

           Quando finalmente entrei no transporte que tinha como destino meu lar, suspirei feliz pelo meu assento favorito estar vago: o último banco ao lado da janela.

           Sentei no banco, peguei meu celular e meus fones dentro da bolsa, depois a coloquei no compartimento de bagagens acima da minha cabeça e voltei ao meu assento.

           Depois de entregar a parte destacável da passagem ao cobrador, senti-me livre para ligar minhas músicas no volume máximo e cochilar durante algum tempo. Como não tive a chance de dormir corretamente na noite anterior, tudo que eu queria era uma boa soneca para descansar meu corpo e minha mente de mais uma semana de trabalho.

           Enquanto minha mente vagava em lugares diversos, fiquei pensando em minha vida. Algo que eu costumava fazer sempre nesses últimos dias, especialmente depois de ter descoberto sobre as traições de Violette e de meus "amigos".

           Lembrei-me de quatro anos atrás, quando os conheci. Jonas, assim como todos os outros, era um ano mais velho que eu e vivia tentando me arrastar para festas com bebida. O mais estranho é que sempre depois de chegar lá, eles não pediam nada para beber, mas ficavam pedindo dinheiro emprestado para tudo. E eu, achando que não teria amigos se não desse o dinheiro, cedia boa parte da minha mesada para eles.

           Suspirei enquanto lembrava-me da primeira vez que havia visto Violette. Percebi que ela parecia deslocada em meio a um grupo de garotas de vestidos curtos e provocantes, uma vez que usava uma roupa mais recatada: jeans e uma camiseta branca onde estava escrito "Don't touch me, Muggle!"*

           De imediato, fiquei extremamente interessado naquela garota tímida que usava camisetas nerds para ir a festas e fui falar com ela. Com o passar do tempo, fomos nos aproximando e começamos a namorar alguns meses depois.

           No começo, Violette continuava sendo a mesma garota tímida que eu conhecera na balada, mas aos poucos começou a agir mais como as garotas com quem andava do que consigo mesma. Suas roupas nerds foram parar no fundo das suas gavetas e vestidos provocantes tomaram seu lugar. Violette havia mudado ao ponto de começar a me trair descaradamente e debaixo do meu nariz, mesmo que eu – apaixonado – não notasse. Pelo menos não até pegar ela no flagra com o próprio Jonas há cerca de um mês.

           Fiz uma careta ao me lembrar de como eles estavam agarrados no banheiro do hospital. Estavam tão entretidos que nem sequer notaram minha presença. Depois do episódio, passei a evitá-los sempre que possível e tentei desiludir minha mãe em relação àquela garota de todas as formas possíveis, mas ela não aceitou.

           O ônibus deu um solavanco e me fez voltar para o presente. Decidi que iria esquecer aquilo tudo por um instante e me ajeitei no banco em busca de uma posição confortável. Outro solavanco fez com que eu sentisse algo debaixo do banco bater em meus pés e um objeto deslizasse um pouco para frente, para dentro do meu campo de visão.

           Um diário.

  ❤❤❤  


Notas Finais


E aí?
Se interessaram?
POR FAVOR NÃO ME DEIXEM NO VÁCUO SÓ PORQUE TEM MAIS CAPÍTULOS PARA LEEEEEER!!!!! ;^;
~*^*~


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