História Com amor, Eu - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Casamento, Família, Gravidez, Romance, Traição
Visualizações 27
Palavras 946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
(Vão entender o motivo da risada maléfica no final do capítulo ^^)

Capítulo 6 - Capítulo 4


Depois de secar as lágrimas e lavar o rosto, fui de volta ao encontro de minha mãe, que estava pegando as roupas de dentro da minha mochila e dobrando-as em cima da cama.

"Você nunca conseguiu dobrar suas próprias roupas sozinho." ela disse assim que eu entrei no quarto.

Quase protestei dizendo que eu sabia sim – só não queria –, mas ela continuou.

"É incrível como agora você pode fazer isso e muito mais. É doloroso também. Saber que seu filho não precisa mais de você para fazer certas coisas simples, mas ainda é estranhamente não reconfortante saber que ele precisa de alguns conselhos básicos." ela ergueu uma sobrancelha em desafio quando virou-se para mim.

Certo. Agora ela estava me assustando.

"Como assim?" indaguei até com medo de saber.

"Você ainda gosta dela! Gosta sim!" ela acrescentou quando viu que eu iria começar a negar.

Tudo bem. Talvez bem no fundo, no fundo mesmo eu ainda sentisse alguma coisa por Violette, mas por hora eu estava focado em odiá-la, como qualquer pessoa que foi traída.

"Certo, mãe, o que a senhora ia dizer?"

"Converse com ela! Se vocês conversarem, vão se acertar!" minha mãe sorriu para mim como se estivesse me dando a solução de todos os meus problemas.

Oh, claro. Certamente aquela traição foi apenas um mero deslize que não iria se repetir.

Isso não explica as outras traições com a mesma pessoa: Jonas.

Um escorregão na formatura, um carinho entre amigos, um selinho acidental.

Acho que, se eu não era cego, era pior.

"Não mãe," acenei negativamente com a cabeça "não foi uma simples discussão."

"Não?" ela semicerrou os olhos. "Eu não sei o que deu em você que de uns meses pra cá começou a me dizer que ela não era quem eu pensava, que ela era dissimulada e que ela não gostava realmente de você. Aqueles seus amigos começaram a colocar de novo besteiras na sua cabeça?! Se você rezasse não teria a mente tão fraca!"

Ai não! De novo?!

"Mãe." Gemi irritado. "De novo não, vai?"

"Eu já falei que..." de repente ela parou e fungou como se sentisse um cheiro estranho.

"Ai, meu Deus!" ela pareceu reconhecer a origem do odor que eu até então não estava sentindo. "O fricassê!"

Meu nariz decidiu funcionar no exato segundo em que ela pronunciou aquelas palavras, como se tivesse um interruptor acionado por elas, e eu senti vontade de me bater por ter esquecido completamente da comida que estava esquentando.

Enquanto ela corria – ou melhor, andava rapidamente – até a cozinha e eu praguejava sob a respiração, ouvi o portão ranger, bater e depois a maçaneta da porta estralar, anunciando a chegada de minha indesejada namorada.

Praguejei um pouco mais enquanto ajudava minha mãe a tirar a travessa de vidro do forno e a colocava em cima da pia – o que causou um chiado devido à temperatura do recipiente ao entrar em contato com a água.

"O que aconteceu?" Violette surgiu no vão da porta, ainda de casaco e carregando uma sacolinha plástica com o sabonete que minha mãe havia pedido.

"Esquecemo-nos do fricassê." minha mãe disse com uma expressão torturada de culpa.

"Oh!" Violette veio até nós para ver o estrago. "Não se preocupe, Dona Isadora, não estragou quase nada!"

Era verdade. O fundo da travessa havia ficado mais escuro do que o resto e talvez o fricassê estivesse um tanto duro, mas nada que me impedisse de comê-lo.

Ainda bem!

"Tudo certo, então." minha mãe sorriu e cobriu a travessa com um pano, depois virou-se para nós com as mãos na cintura. "Vamos jantar!"

������

Depois de comer outra generosa porção de fricassê com arroz, era a hora de tomar banho.

Violette foi na frente levando uma caixinha estranha, que eu não pude identificar a princípio, e uma toalha azul.

Fiquei a sós no quarto guardando em minha mochila as roupas que minha mãe havia dobrado mais cedo e tentando imaginar uma forma de falá-la sobre as traições sem meu carma por perto.

Mamãe entrou no quarto com um olhar espantado em seu rosto pálido e me encarou com fúria em seus olhos.

Fiz alguma coisa errada?

"Mãe...?" tentei indagar o que estava acontecendo, mas ela me impediu.

"Como você pôde sequer cogitar a ideia de romper com ela nesse estado?!"

Ela não havia gritado – na verdade, tinha sussurrado – mas aquela frase me enviou um arrepio pela espinha.

"Que estado?" perguntei temendo – mais uma vez – a resposta.

"Ora, não finja que não sabe!" dessa vez seu sussurro foi quase um rugido. "Eu a vi levando um teste para o banheiro! Não criei filho meu para ser cafajeste!"

Como é que é?!

"O quê...?" tentei, de novo sem sucesso.

"Você já tem um apartamento com três quartos então vai acomodá-los bem... o casamento vai ter que ser apressado, claro, mas nada que surpreenda aos outros por causa do tempo de namoro de vocês... a barriga dela não vai ficar marcada agora, mas depende do tempo do bebê. Isso! Ela tem fazer os exames logo para que possamos planejar tudo..." em algum momento minha mãe parou de falar comigo e passou a falar consigo mesma, mas apenas uma palavra me chamou atenção.

Bebê?! Não me diga que...

"Gente!" Violette entrou no quarto com a toalha enrolada em torno de si, um sorriso rasgando seu rosto e um objeto parecido com um termômetro erguido em sua mão. "Deu positivo!"

Congelei completamente ao ouvir a última frase.

Isso não está acontecendo.

"Oh, querida!" minha mãe exclamou e correu para abraçá-la. "Meus parabéns!"

Não está acontecendo.

As duas pareciam um tanto chorosas, mas tudo que eu podia fazer era continuar congelado tentando entender.

Violette está grávida?! 

������


Notas Finais


Entenderam?
MWAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA ~risada maléfica: parte dois~


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