História Com amor, Eu - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amizade, Casamento, Família, Gravidez, Romance, Traição
Exibições 7
Palavras 1.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Pronto!
Como o prometido, os cinco capítulos já disponíveis no Wattpad também está aqui! ^^
Espero que gostem! <3

Capítulo 7 - Capítulo 5


Nós usamos proteção! Gritei internamente.

Parece que não funcionou! Recebi como resposta.

Eu não conseguia absorver a notícia. Lá estava eu tentando arrumar um pretexto para terminar meu relacionamento e de repente ela aparece grávida?! Minha cabeça dava voltas e eu me sentia sufocando, mas nem meus pulmões queriam me obedecer e sugar mais rapidamente o ar.

Eu sentia minhas mãos suadas e ouvia uma comoção vinda de algum lugar à minha direita, mas tudo que eu conseguia fazer era repetir a mesma frase idiota que não mudaria em nada o que já havia acontecido: Nós usamos proteção!

Algum lugar em minha mente de enfermeiro estava consciente de que todo medicamento corre o risco de falhar uma vez ou outra e que o látex não é indestrutível, mas era bem mais fácil entrar em negação do que ter que aceitar que Violette estava esperando um filho meu.

Já não bastava meu carma me rondando, teria que aguentar um mini carma agora?

Eu deveria estar falando isso de uma criança que ainda nem nasceu?

������

Não sei bem quanto tempo já havia se passado, mas poderia ter se passado dias e ainda assim eu não notaria.

"Leonardo? Léo? Você está bem?" alguém parecia me chamar, mas eu estava chocado demais para tentar identificar quem.

"Calma, querida, é normal para um futuro papai ficar admirado depois de receber uma notícia dessas!"

Papai. Essa palavra me atingiu como um soco e me trouxe de volta ao presente.

"Vamos, Leonardo, deixe Violette se trocar e venha beber um copo de água enquanto isso." minha mãe me puxou pelo braço e me arrastou até a cozinha, depois encheu um copo com água gelada do filtro elétrico e o empurrou em minha mão.

"Beba isso e se recomponha. Precisa ficar feliz! Você vai ser pai!" ela sorriu para mim, já sem o olhar furioso de antes.

Pai. De novo essa palavra. Quantas vezes eu ainda iria ouvi-la?

"Considerando que seu filho vai te chamar assim, muitas vezes." minha mãe respondeu levemente sarcástica e eu percebi que havia falado aquilo alto.

"Mãe eu não sabia." foi a primeira coisa que consegui dizer consciente.

"Não?!" agora ela parecia surpresa. "E por que queria terminar com ela, então?"

"Francamente, mãe. Acha mesmo que sou desse tipo? Acha que eu a abandonaria por estar grávida? Mãe, Violette me traiu."

Minha progenitora ficou pálida e desconcertada, depois arregalou os olhos e encarou alguma coisa atrás de mim como se visse um fantasma.

Estranhei a princípio, pois a única coisa atrás de mim era a porta, mas virei-me para ver o que era.

"Violette...?"

������

"Desde quando?" Violette indagou assim que fechei a porta do quarto.

De costas para ela, suspirei e me preparei para aquilo.

"Algumas semanas atrás. Vi você e Jonas no banheiro do hospital."

Violette ficou calada e eu decidi encarar aquilo de frente – literalmente.

Ela estava sentada em minha cama com as mãos escondendo o rosto e os dedos dos pés encolhidos nos chinelos. Seus cabelos formavam uma cascata loira em seus ombros trêmulos e ela estava mais branca que o normal.

"Viol-" comecei a falar, mas ela me interrompeu.

"Eu não queria ter feito isso com você."

Como é que é?!

"Não queria?! Tem certeza de que não queria, Violette?!"

"Isso faz diferença?" ela sussurrou.

"O quê?"

"Isso faz diferença? Quando você está esperando um filho e sabe que sua mãe e meus pais vão exigir um casamento, faz diferença o que aconteceu no passado? O quê? Você acha que meus pais não vão concordar com sua mãe no ponto "casamento"?" ela completou ao ver que minha expressão começava a beirar a descrença.

Era verdade. Os pais de Violette não eram tão rigorosos quanto minha mãe, mas certamente não iriam querer uma filha grávida e solteira se soubessem quem era o pai e pudessem arrancar o fazedor de bebês bastardos dele.

Sentei no chão e apoiei as costas na parede. Porque eu estava passando por isso? Por que eu?

O portão rangeu anunciando a chegada da minha mãe e o fim da pequena liberdade que eu teria para acertar as coisas com Violette. Agora eu teria apenas que tomar um banho, tentar dormir e absorver a ideia de que seria pai aos vinte e três anos.

"Sabe, Leo. Faz tempo que a gente não está dando certo. Eu não vou mentir e dizer que nunca pensei em terminar com você, mas... sei lá. Acho que tinha esperanças de a gente se resolver, pensei que era só uma fase. Mas aí... enfim. Você sabe o que começou a acontecer." ela falou um tanto apressada. "Mas, por favor, vamos tentar de novo? Você sabe, pelo bebê..."

Suspirei e assenti, tentando ver alguma parte boa naquilo tudo e falhando miseravelmente.

������

Depois do banho, tomei subitamente a consciência de que dormiria com Violette naquela noite. Revirei os olhos para a ironia: tempos antes, quando não podíamos, eu estaria animadíssimo com a ideia, dando pulos (ou nem tanto) pela casa; já agora que finalmente minha mãe decidiu permitir, tudo que eu queria era ir para o outro quarto e dormir lá, sozinho.

O que seria firmemente desaprovado por Dona Isadora.

Quando entrei no quarto, Violette não estava em lugar nenhum, então tirei a camisa, troquei meus shorts por uma calça de moletom, deitei-me na cama, puxei o edredom e fechei os olhos esperando que o sono chegasse antes dela.

O que, é claro, não aconteceu, já que até o mínimo barulho era capaz de me fazer abrir os olhos, estando naquela tensão.

Violette apareceu na porta usando uma camisa branca de mangas que um dia fora minha. Reticente, ela olhou para meu corpo coberto e balançou os braços num claro sinal de indecisão. Também não queria dormir comigo.

"Pode vir, você sabe que não tem jeito mesmo." Falei ao voltar meu rosto para o teto, encarando dois besouros que tentavam alcançar a lâmpada.

"Eu... vou no primeiro ônibus que sair amanhã." ela suspirou se aproximando.

"O quê?" por mais que a presença dela me incomodasse, a surpresa foi maior que o bom senso. Achava que ela fosse me seguir até a morte. Ou além, quem sabe?!

"Eu preciso chegar cedo para votar, sabe como são aquelas ruas e a demora que leva para chegar até o Centro..."

"Votar?" Não. Não era nesse final de semana, eu não tinha esquecido justamente das...

"Alô, alô! Terra chamando Léo! Amanhã são as Eleições, seu cabeça de vento!"

É. Eu tinha esquecido.

"Droga." suspirei.

"Eu não sei como ainda me surpreendo. Você só tem uma televisão para enfeitar a sala mesmo!" ela revirou os olhos e se sentou na cama.

Pulei da cama para ver se havia trazido meus documentos e praguejei sob a respiração. Como é que eu tinha esquecido? Como? Às vezes eu me sentia como um idoso com Alzheimer e tinha até medo de quando de fato o fosse. Idoso, eu quero dizer. Espero não desenvolver mais amnésia do que já tenho.

Abri a carteira e enlouqueci ao ver que meu RG estava lá, mas o Título de Eleitor não.

"Você está procurando isto aqui?" Violette chamou, fazendo com que eu voltasse meu rosto para ela e visse meu Título em sua mão.

"Onde...?"

"Você tinha deixado em casa, e na última vez que precisou sua mãe teve que te enviar as xerox por e-mail, lembra?"

Verdade.

Ergui-me e caminhei até ela. No meio do caminho, um pensamento me atingiu.

"Espera, se você teria que voltar amanhã tão cedo, por que veio?" geralmente ela só vinha comigo para voltar no domingo quando teria folga na segunda ou quando eu realmente insistia. O que não era o caso.

Violette pareceu desconcertada e empalideceu um pouco, o que me fez suspeitar de que as suas próximas palavras não seriam verdade.

"E-eu já disse! Vim porque sua mãe me convidou!" e empurrou o pequeno documento em minha mão. Depois se deitou na cama, cobriu-se e fechou os olhos, sem deixar que eu me manifestasse novamente.

������


Notas Finais


Olhem, olhem! Nada de vácuo! <3
Beijooos *3* *3* *3*


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