História Com certeza Sonserina? - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Bellatrix Lestrange, Franco Longbottom, Horácio Slughorn, Lílian Evans, Lucius Malfoy, Narcissa Black Malfoy, Órion Black, Personagens Originais, Regulus Black, Remo Lupin, Rita Skeeter, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter, Tom Riddle Jr., Walburga Black
Tags Colegial, Drama, Harry Potter, Sirius Black
Exibições 29
Palavras 1.535
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ok, considerando que são quase duas da manhã, já é outro dia, mas foi na mesma madrugada, então minha promessa ta valendo, né? Deem um desconto porque o Word travou! Bom, de qualquer forma eu gostaria de agradecer a quem comentou no último capítulo, isso ajuda de verdade! Nesse novo capítulo, além de eu ter pulado um mês, tem uma pequena mudança: é o ponto de vista do Tiago, não do Sirius. Calma, o protagonista vai continuar sendo o Siririus, mas eu quis fazer um capítulo pra mostrar como o Tiago está lidando com isso tudo! Espero que gostem! Até as notas finais, beijos de chantili <3

Capítulo 9 - Sonhos e saudades


Tiago estava num quarto escuro. Todo fechado e sem portas, o local tinha como única fonte de iluminação a luz do sol que entrava por uma janela pequena e quadrada que se encontrava na parte superior de uma das paredes pintadas de preto. Ele não se lembrava de ter estado lá antes, mas até aonde podia ver não havia nenhum móvel no cômodo e tudo indicava que estava sozinho.

  Ao menos era isso que o garoto pensava até começar a ouvir o som de passos, a sombra de alguém mais alto do que ele que se formara no chão mostrava que o desconhecido vinha em sua direção. Por um instante, Tiago deixou a coluna ereta, pegou a varinha do bolso de sua calça e começou a olhar para os lados freneticamente, alerta.

  Porém, assim que a figura se prostrou à luz do dia, o menino deu um sorriso aliviado, guardando a varinha e relaxando a postura, seu coração se acalmou com a mesma velocidade com a qual se acelerara. Não importava quanto tempo passassem sem se ver, ele reconheceria aqueles cachos e aquele sorriso maroto em qualquer lugar. A simples visão de Sirius fez com que ele sentisse que mel agora passava por suas veias no lugar do sangue. Quente, doce, energético, e, ao mesmo tempo, familiar, amigável e calmante.

  Sirius então caminhou até Tiago a passos firmes, os olhos transbordando da alegria do reencontro, e o abraçou, forte. Por um momento, Tiago ficou sem reação, se dando conta pela primeira vez que sempre fora ele que abraçara Sirius e não o contrário.

  Feliz, um sorriso se espalhou até alcançar suas orelhas e ele enfim retribuiu o abraço, ainda mais forte, agarrando o outro como se tivesse medo de que este último pudesse desaparecer a qualquer instante. Talvez pudesse mesmo.

  Mas naquele momento, Sirius não despareceu, ele continuava o ali, e o mesmo de sempre. O mesmo perfume amadeirado. O mesmo shampoo doce. Os mesmos cachos sedosos. A mesma pele macia. O mesmo corpo alto e esbelto, sem ser magricela nem musculoso, nem tampouco gordo. E foi só depois de se certificar de que aquele era realmente o Sirius que conhecia e que ele não sumiria a qualquer momento que Tiago se permitiu fazer o que queria há tanto tempo e afundou a cabeça no peito do amigo, os velhos cachos acariciando sua bochecha involuntariamente como sempre.

  De repente, Tiago notou que o colete de Sirius começava a ficar úmido. Foi só então que entendeu que estivera chorando e levantou a cabeça, envergonhado, e viu o rosto de Sirius. Embora não chorasse, era possível ver que só não o fazia por puro autocontrole, a luz que entrava pela janela refletindo as lágrimas contidas e deixando seus olhos ainda mais bonitos, brilhantes, como se tivessem estrelas.

  O filho dos Potter ainda sentia a garganta embargada pelas próprias lágrimas, mas não se importava com isso e estava prestes a perguntar o motivo da tristeza de Sirius quando este apenas sacudiu a cabeça, fazendo um sinal silencioso de negação, os cacho se movimentando junto, como se tivessem vida própria, fluídos e com ritmo. Sirius então colocou o dedo indicador sob o queixo de Tiago, levantando seu rosto, e abaixou o próprio rosto.

  Pela primeira vez desde que era capaz de se lembrar, seus rostos estavam na mesma altura, e, por trás dos óculos de armação metálica, Tiago não conseguia deixar de encarar o céu estrelado que eram os olhos de Sirius, hipnotizado por sua beleza tristonha, enquanto o originalmente mais alto se aproximava cada vez mais.

  Afinal, Sirius chegou tão perto que seus lábios se roçaram, ainda castamente fechados, mas foi um toque que transmitiu eletricidade a todo o corpo de Tiago e ele era capaz de jurar que sentira uma leve pulsação no baixo ventre.

  No entanto, repentinamente, Tiago sentiu o toque de alguém em sua cintura, alguém estava atrás dele e o menino não precisou se virar para ver quem era. A fragrância de gerânios que se instalara no ar a denunciava.

  Não demorou para que ele sentisse lábios descendo sua bochecha em direção à boca. Não eram os lábios de Sirius, ele teria percebido mesmo sem o perfume que a precedia, embora igualmente macios, aqueles lábios eram diferentes. Lábios femininos.

  Quando os lábios da garota finalmente encostaram no canto dos seus, ele não pôde mas se conter, desviando sua atenção de Sirius (apesar de ainda estar abraçado a ele) para encontrar um par de olhos verdes encarando-o. Lílian Evans riu docilmente e sussurrou ao seu ouvido:

  -Venha me pegar se for tão bom quanto diz, Potter. – Era possível sentir a refrescância do hálito de menta contra seu ouvido e ele pôde jurar que sentira a mesma pulsação no mesmo lugar, naquele momento.

  Tiago acordou vermelho e suando, se sentindo envergonhado, confuso e até um pouco culpado. Mas, mais do que tudo isso, se sentia úmido e grudento. Isso só serviu para confundi-lo ainda mais. Não tinha mais idade para urinar na cama. Logo ele percebeu que aquilo não era urina, corando ainda mais. Como explicaria aquilo à sua mãe?

________________________________X____________________________________________

  Euphemia foi até o escritório do marido com um sorriso bobo no rosto e as bochechas levemente coradas, sentia um pouco de vergonha mas também havia uma certa felicidade tola em finalmente se dar conta de quanto o filho já crescera. Ela bateu à porta de madeira por fim e ouviu um:

  -Pode entrar!

  -Ah, olá querida! Algum problema? – Fleamont levantou os olhos do papel, a testa franzida com preocupação enquanto ajeitava os óculos.

  -Na verdade...É, Fleamont, querido...Acho que você deveria ter uma conversa com o Tiago.

  -Porque? O que ele aprontou?

  -Ah, nada, nada! – Ela começou a rir, sem jeito, por não conseguir se controlar.

  -Então, porque conversar com ele é tão urgente? Ele está bem?

  -Nossa, ótimo! Fleamont, o que eu quis dizer com conversa é....aquela conversa...de homem pra homem, entende?

  -Ah. – Ao compreender o que a esposa queria dizer, ele corou até o último fio de cabelo e foi preciso reunir toda a sua força para não gaguejar ao dizer: -Isso é realmente necessário? Agora? Digo, não podemos esperar um pouco mais? Quer dizer, sei que ele já tem 11 anos e tudo, mas....

  -Fleamont. – Ela o interrompeu, gentilmente. – Ele me pediu para lavar os lençóis. Aquilo não era urina, vai por mim.

  -Ah! Claro! Entendo, entendo...então ele já chegou nessa fase, não é mesmo? – Ao se dar conta do que estava acontecendo, não pôde deixar de sorrir, saudoso.

  -Pois é, o tempo voa! Ainda me lembro de quando Tiago era um bebê!

  -Não é? E, se continuar nesse ritmo, logo ele já vai ter um bebê.

  -Fleamont! – Euphemia o repreendeu:- É justamente para evitar isso que deve conversar com ele!

  -Ok, sem bebês por um bom tempo, entendi! – Ele riu enquanto Euphemia se retirava para fazer o almoço, incrédula.

____________________________________X________________________________________

  Tiago estava dando uma olhada em sua coleção de cartões de sapos de chocolate enquanto esperava pelo almoço, quando ouviu alguém bater à porta:

  -Pode entrar. – Berrou.

  -Olá. – Era seu pai, e ele parecia sério. – Eu vim ter uma conversa com você.

  -Eu não fiz nada de errado! – O mais jovem se defendeu buscando em sua memória qual poderia ser a enrascada em que tinha se metido.

  -Não, não fez. – O pai riu, fazendo Tiago suspirar, aliviado. Mas então se aproximou mais, tentando abordar o assunto da forma mais delicada possível: - Filho, por acaso você teve um sonho hoje? Um diferente do comum?

  -Ah, sim... – O menino coçou a cabeça, sem jeito e sentindo o rosto esquentar.

  -Posso perguntar quem aparecia no seu sonho?

  -Ah, o Sirius...

  -Só o Sirius?

  -E a Lílian também.

  -Quem é Lílian? Ela é bonita?

  -Ah, ela é uma menina da minha casa! Muito bonita sim!

  Fleamont suspirou, se havia alguma esperança de que a mulher tivesse confundido as coisas e não tivesse que explicar nada daquilo ao filho, essa se fora. Apesar da vergonha e da falta de jeito, não pôde deixar de dar um sorriso. Seu garoto crescera, afinal.

____________________________________X________________________________________

  Tiago saiu do quarto sentindo suas orelhas queimarem de tão vermelhas. Não conseguia encarar os pais sem ruborizar. Ao menos aquilo explicava porque reagira daquela forma à Lílian, mas uma coisa seu pai não explicara: porque o mesmo acontecera com Sirius? Algo o dizia que aquela era uma pergunta que não deveria ser feita.

_____________________________________X______________________________________

  No final da tarde, ele foi tomar um banho após uma partida de quadribol com o pai. Depois disso, se sentou à mesa da cozinha para escrever uma carta a Sirius. A mãe, que lavava a louça, o olhou com pena, provavelmente o considerando louco por ainda tentar.

  Fazia um mês. Um mês sem que Sirius desse sinal de vida. E, no entanto, ele ainda escrevia, todos os dias, como prometido, sem falta, esperando que um dia ele fosse responder. Pela milésima vez, se lembrou do sonho. Mas, dessa, vez não se lembrou de lábios ou carícias. Se lembrou da sensação de que Sirius pudesse desaparecer a qualquer instante. Se lembrou de seus olhos brilhando com lágrimas. Não sabia se havia perdido o amigo ou se este estava sofrendo. Não sabia também qual das opções o assustava mais.


Notas Finais


E eu me despeço aqui, pessoal, espero que tenham gostado do capítulo, e se gostaram, por favor, comentem! Se não gostaram, também! Kkk me fala o que vocês acharam de mostrar o ponto de vista do Tiago, se devo fazer mais fezes, ou fazer isso com outros personagens, ou deixar só no Sirius mesmo! Enfim, estou aberta a sugestões! Boa noite e beijos de batata palha <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...